Eu Queria Saber Coisas que Rima com Lais
" ESCOLTA "
Permites que viaje o pensamento
(vai se saber por onde), sem receio,
sem restrições quaisquer, assim, sem freio,
sem dar-lhe prazo ou leis para o momento!
Disfarças, pelas ruas, teu anseio,
teu medo que se perca o sentimento
ou que ele se transforme num lamento
por um qualquer, insano teu, falseio.
O lapso de tempo que isso omite
só faz com que, o temor, teu peito habite
e tira-te a visão do mundo a volta…
Que o pensamento vague, então, permites,
e sem dar, à razão, reais limites
nem vês que o amor, contigo ali, te escolta!
Para Sertillanges, o verdadeiro erudito não é vaidoso com o saber, mas sim humilde diante da imensidão do desconhecido. O homem verdadeiramente belo é aquele que, em oração e contemplação, adquire luz interior — porque o brilho da sabedoria jamais se apaga com os anos.
Para o padre-filósofo, Sertillanges, o saber não é um fim em si, mas um dom para ser compartilhado. A vida intelectual exige caridade do pensamento: o sábio não se isola — ele ilumina caminhos para os outros, como um farol na tempestade do mundo moderno.
“Não se abale com quem te julga sem saber. A paz de quem tem um coração limpo é maior que a opinião de quem nunca te entendeu.
O Príncipe Que Sabia Demais
Não nasceu para reinar. Nasceu para saber.
Hamlet foi gerado num ventre real, mas com a alma exilada desde o berço. Carregava nos olhos uma pergunta que nem os livros respondiam. Vivia cercado de mármore, mas conversava com sombras.
Quando seu pai morreu, não chorou: escutou. Ouviu passos noturnos nas muralhas, sons que não vinham da terra. O mundo, que já lhe parecia uma peça mal encenada, agora ganhava um novo diretor: o fantasma.
Foi então que tudo se partiu. O trono, o amor, a honra, a razão — tudo virou verbo conjugado em interrogação.
“Ser ou não ser?” — perguntou. Mas essa pergunta já não era dele. Era de todos os homens que pensam antes de agir, de todos os herdeiros do mundo que suspeitam do próprio legado.
Hamlet não é trágico porque hesita. É trágico porque compreende. Ele vê que a justiça é um jogo de máscaras, que o amor pode apodrecer como carne no verão, que a linguagem é um labirinto onde até a verdade se perde.
Amou Ofélia — mas não soube proteger seu amor do apodrecimento geral.
Matou Polônio — como quem atira na parede da própria consciência.
Deu espetáculo diante dos atores — porque sabia que o mundo era palco, e que, para tocar o rei, era preciso fingir loucura.
Mas o fingimento o consumiu.
Hamlet não morreu no duelo. Morreu aos poucos, cada vez que precisou calar sua lucidez para seguir vivendo.
E quando enfim caiu, ferido, com a morte como única certeza, murmurou ao amigo Horácio:
“O resto é silêncio.”
E ali está Hamlet: no intervalo entre a fala e o vazio, entre a dúvida e o gesto.
Não morreu. Transformou-se em espelho.
Todo homem que pensa diante do poder, todo jovem que descobre o apodrecimento sob a ordem, todo filho que escuta a voz do pai morto no fundo da alma — é Hamlet.
Aquele vizinho que coloca som alto talvez pense que você curte as músicas dele.
Saber disso não te faz adorá-lo?
"Sextou, e a Paixão de Cristo nos alcançou. Você quer saber o quanto Deus te ama? Olhe para Jesus, ele é a expressão desse amor."
Quem mora no interior
não quer saber da cidade
em terra de plantador
não se fala em vaidade
aqui se diz sim senhor
e quem oferta o amor
jamais entrega a metade.
O que é amar?
Amar é saber esperar,
é saber controlar as emoções
e saber ouvir sentimentos.
Amar é saber que a vida não é só alegria.
É poder sentir saudades e, ainda assim, saber que há alguém do outro lado te esperando.
É aceitar o que o outro diz e se abrir,
da dúvida ao medo, das inseguranças ao amor.
Amor é sentir e não dizer,
é fazer que seja bem cuidado
e não somente com boas palavras.
Amar é ter o tempo ao favor,
a distância não passa de alguns minutos nas lembranças.
Amor é lutar.
Amar é sentir.
Amar é ter voo.
Amar é poder ser.
Saber que podemos encontrar segurança e proteção em Deus é um grande conforto e um alicerce para a nossa fé. Essa certeza nos acalma em meio às incertezas da vida.
Sempre consola a uma assembleia de simplórios conselheiros saber que tem à sua frente um chefe cuja sabedoria corresponde ao nível dos presentes.
Às vezes, a gente precisa ser mais compreensivo com as pessoas, sabe? Saber ouvi-las sem críticas e sem julgamentos. Apenas ouvir e mostrar que elas podem contar com você.
Algumas pessoas carregam bloqueios e traumas do passado ou do presente, e muitas das vezes não sabem o que fazer. Passar essa empatia e segurança pra elas é muito importante. Isso vai ajudá-las a ter força pra vencer esses problemas.
Isso vai manter uma relação familiar ou amorosa saudável e duradoura.
Tão importante saber o que te move, é saber o que te trava. Reconhecer os obstáculos que nos impedem de alcançar nossos objetivos é tão importante quanto saber o que nos motiva.
A vida testa para saber se você realmente deseja aquilo que diz querer.
— Maycon Oliveira
Essa frase foi escrita por Maycon Oliveira – O Escritor Invisível, autor do perfil ‘O_Escritor_Invisivel’ no site Pensador.
Gente que levanta outras é gente que entendeu a vida.
Não é sobre ser melhor, ter mais ou saber tudo. É sobre ser abrigo quando o outro desaba, ser impulso quando falta força, ser presença quando o mundo vira ausência.
A gente nunca sabe a dor que o outro carrega. Mas pode escolher ser alívio, ser cuidado, ser ponte — não muro.
Palavras podem curar. Atitudes podem salvar. E um coração disponível pode ser o milagre que alguém estava pedindo em silêncio.
Seja luz. Seja abrigo.
O mundo precisa de menos competição e mais compaixão.
Diego Santos
