Eu Queria Saber Coisas que Rima com Lais
Queria voltar ao primeiro instante de vida, quando mal a tinha, para tentar entender o que estava a ser,
Quando dei por mim estava rodeada por certezas e nenhuma resposta.
Lamentos
Quanta dor...
Não queria estes versos escrever.
Minha vontade é toda dor do mundo esconder.
Mas há algo que em mim insiste.
De escrever meu coração não desiste.
Tornar palpável meu sofrimento...
Quem sabe diminui meu tormento.
Lamento.
Triste não te quero deixar não.
Não deixe esta minha dor perto de ti chegar.
Não leia esta dorida lamentação.
"Versos Que Me Libertam"
"Te amo… e te odeio no mesmo verso.
Queria ser feliz, mas me afogo nos meus próprios erros.
Sou falha, sou confusão,
presa em sentimentos que nem eu entendo.
Escrevo pra me acalmar,
porque só nas palavras encontro paz
pra tudo o que sinto — e não consigo dizer."
Tô afim de ti 🤎
Tô afim de tu, nem vou mentir,
Queria te ter, fazer por ti,
Mas tu faz jogo, me deixa no ar,
Cê sente também, mas vive a negar.
Te olho e vejo fogo no olhar,
Mas tua alma insiste em se trancar,
Coração de preta, todo fechado,
Sentimento quente, mas bem guardado.
Me diz o que cê quer de mim,
Se eu vou ou fico até o fim,
Eu sou disposta, tu é o problema,
Não abre o peito, mas me faz poema.
Te espero nas entrelinha,
Tu me escreve, mas não caminha.
Eu tô aqui, mas não sou boba,
Cê quer amor ou só me deixa louca?
Refrão:
Coração de preta, pesado, sincero,
Esconde o que sente, mas eu te espero.
Eu quero algo, cê sabe bem,
Mas tu não me ajuda, e isso faz mal também.
No fundo eu sei, cê sente tudo,
Mas tua dor faz teu mundo mudo,
E eu grito por nós, tu silencia,
Só que esse silêncio também contagia.
Não sou de meia intenção,
Quero mais do que tensão.
Só que cê precisa se entregar,
Ou me deixar te deixar de amar.
Ela queria um amor que a curasse.
Ele era a ferida que aprendeu a caminhar.
Ela achava que alma bonita era alma leve.
Ele sabia que as mais belas afundam em silêncio.
Marco Aurélio teria inveja da calma dele.
Epicteto entenderia seu desprezo pelo caos.
Platão veria nele a caverna —
mas Nietzsche o chamaria de fogo.
Ele não responde com gritos.
Ele vinga com presença.
Ele não precisa vencer:
já virou a dor em destino.
Já fez do abismo um espelho —
e sorriu."**
— Purificação
---
Às vezes acho que sou um caos ambulante com um coração que só queria fazer o bem. Quero ajudar as pessoas, mudar o mundo, fazer a diferença… mas aí lembro que o mundo é cheio de gente ingrata, interesseira, que só aparece quando precisa. E mesmo assim, por algum motivo, eu continuo tentando.
Tem dias que tudo o que eu queria era sumir pra uma ilha, longe de cobranças, de olhares julgadores, de obrigações que nem são minhas. Só eu, o mar, um solzinho e ninguém pra dizer o que eu tenho que ser. Porque no fundo, tudo que eu queria era ser eu mesma, do meu jeito, no meu tempo.
E sabe o que percebi? Que eu posso. Ser eu mesma não é o problema — o problema é o mundo que tenta fazer a gente esquecer quem é. Mas tô cansada de me encaixar, de agradar, de me anular.
Minha vida pode parecer bagunçada, mas é real. E mesmo que eu viva entre surtos e sonhos, ainda acredito que dá pra ser eu e fazer a diferença. Nem que seja só um pouquinho. Nem que seja só por hoje.
Não fiz o que queria,
porque nunca soube o que queria.
Não amei o que deveria,
porque nunca soube se deveria.
E, entre esse "dever" e esse "querer",
perdi-me.
Perdi-me entre o ser e o parecer,
onde se estendia um campo de batalha,
onde todas as minhas vontades desertavam
antes mesmo do primeiro tiro, deixando apenas as bandeiras plantadas
em território nenhum.
As pessoas vivem.
Eu assisto ao filme mudo da existência alheia,
da poltrona desconfortável da minha consciência —
esta cadeira de espinhos
que chamo de "eu".
Elas vivem de migalhas e festas,
de segundas-feiras sem graça,
de desejos medíocres,
de pecados sem culpa.
E eu tenho mais sonhos que noites,
mas nenhuma janela para voar.
Ah, se ao menos me dessem
um riso emprestado,
um amor qualquer,
uma vida sem importância —
eu a aceitaria como um mendigo
aceita a última moeda que não compra nada,
mas faz tilintar no bolso.
Mas não me deram.
E agora,
o que me resta
é escrever versos, poesia que ninguém lerá
num caderno que ninguém encontrará.
Talvez eu mesmo tenha sido
apenas um rascunho de homem, aquela primeira página arrancada
e amassada no cesto de papel,
onde Deus joga os projetos inacabados.
Há todo um universo que não me pertence,
todo um dolorido e quieto
não-viver.
As pessoas passam — não como rios, mas como garrafas vazias
rolando no asfalto.
Não tive paixões — tive asterismos.
Constelações de desejos que nunca se tocaram.
Quando a noite aperta o cerco como um credor implacável,
e os últimos faróis se apagam como velas num bolo de aniversário não comemorado,
eu desenterro meus mortos
e faço-lhes dançar ao som de um órgão de rua.
Tenho mais sonhos que o céu tem estrelas,
mas nenhum chão onde plantá-los.
Ter todos os apetites e nenhum dente,
todas as fomes e nenhuma boca.
Eu, notário do amor não consumado,
registrava em ata o que nunca aconteceu —
protocolos de beijos não dados,
autos de carícias não realizadas,
processos de encontros
que permaneceram eternamente
na sala de espera do destino.
Enquanto, lá fora, implacável como um metrô noturno,
a Realidade segue, indiferente,
passando sem parar pela minha estação.
"Ah, os detalhes..."
Queria que quem amo
visse os detalhes —
não só os traços do meu rosto,
mas os silêncios do meu coração.
Ah, os detalhes...
o jeito como olho com esperança,
mesmo depois de tanta dor.
O modo como espero ser ouvida
sem precisar gritar,
ser olhada
sem ter que chamar.
Desejada, elogiada,
amada sem avisos,
cuidada sem pedidos,
acolhida nos dias nublados
e celebrada nos dias de sol.
O essencial é invisível,
mas em mim
tudo transborda.
Sou intensa,
sou presença,
sou mulher que sente demais.
Quero carinho sem implorar,
abraço sem precisar explicar
por que hoje doeu mais.
Quero que alguém veja —
não só o que mostro,
mas tudo o que calo.
"Queria que quem amo enxergasse os detalhes que carrego em silêncio, e se apaixonasse por cada um deles."
"Nos Detalhes que Gritam"
(inspirado no diário de uma alma sensível)
Queria que quem amo enxergasse os detalhes
que carrego em silêncio —
e se apaixonasse por cada um deles.
Ser olhada, ouvida, desejada,
sem ter que implorar por isso...
É tudo que meu coração pede.
Ah, os detalhes!
São eles que contam as verdades
que a boca não consegue dizer.
O essencial é invisível aos olhos,
mas grita em mim todos os dias.
Desejo carinho que venha espontâneo,
cuidado que não precise ser mendigado.
Meu amor quer espaço,
mas também quer aconchego.
Quer ser livre,
mas não ignorado.
Às vezes, só queria ser a poesia de alguém.
Sem esforço,
só por ser quem sou.
Quero ser amada nos silêncios,
nos gestos pequenos que dizem tudo.
Não peço muito…
só quero sentir que sou importante
sem ter que me explicar.
Tem dias que meu coração
só precisa de um olhar que diga:
“Eu vejo você.”
Ser cuidada sem pedir…
isso seria como um abraço no meu vazio.
Não quero presença pela metade,
nem amor que se esconde nos cantos.
Queria que ele visse minha alma
e se encantasse com aquilo
que ninguém mais vê.
Tem carinho que salva,
tem ausência que machuca
mais do que palavras duras.
Às vezes, tudo o que eu queria
era ser a calma de alguém —
e não o peso.
Queria muito ser brasileiro. Até a tragédia no Brasil tem sol. Aqui tem dor, mas a gente fica moreno, bebe uma água de coco, sempre tem um pouco de pudim, de paçoca. Sofrer aqui é um pouco melhor.
Não era o invasor, mas o invadido; não queria só desvendar, mas ser desvendado. Ele a amava, admitiu. Precisava ser amado.
Sozinho
Nos dias mais frios
Nos céus mais cinzas
Penso em você
Queria sentir o calor das tuas mãos nas minhas
E no teu abraço o conforto do teu olhar
Mas aqui estou
Sozinho
Nos dias mais quentes
Nos céus mais azuis
Penso em você
Queria ouvir sua melodiosa voz cantando
E no teu riso ver o lado bom da vida
Mas aqui estou
Sozinho
Nas noites mais escuras
Nos céus mais sem graça
Penso em você
Queria sentir o conforto do teu silêncio
E no teu olhar parte da minha alma
Mas aqui estou
sozinho
Nas noites mais bonitas
Nos céus mais estrelados
Penso em você
Queria estar observando com você as estrelas
E na beleza do teu sonhar o sentido de viver
Mas aqui estou
Sozinho
Nos dias mais alegres
E nos céus mais festivos
Penso em você
Queria pular, dançar, cantar e gargalhar com você
E na tua alegria ver o mundo em cores
Mas aqui estou sozinho
Nos dias mais tristes
E nos céus mais melancólicos
Penso em você
Queria estar a juntar as suas lágrimas a minha
E na tua resiliência forças para viver
Mas aqui estou
Sozinho
Nos dias inteiros da minha vida
E enquanto sol e lua estiverem no céu
Penso em você
Querendo, sonhando, imaginado estar com
você
E no teu viver a razão do meu
Mas aqui estou
Sozinho
Enquanto eu viver
E enquanto está terra ainda tiver um céu
Penso em você
Estarei aqui te esperando até virar uma uva passa
E nas tuas rugas ver que viver valeu a pena
Mas enquanto isso
Em minha lapide estará escrito:
"Mas aqui estou
Sozinho"
Meu coração dói com sua ausência. Sinto sua falta, filho. Só queria que vc se lembrasse de mim de vez em quando.
Queria tanto dizer o que sinto
mas o que sinto não sei dizer
me falta palavras, ou comparações
te presenteio, te procuro nas minhas canções
mas ainda assim, não consigo demonstrar como eu amo te amar
Ela havia conseguido mesmo o que mais queria: ser vista e admirada, tendo sua beleza eternizada num quadro para ser contemplada pelas futuras gerações.
Queria esquecer.
Mas esquecer de verdade.
Queria não lembrar mesmo.
Não por raiva.
Mas por sobrevivência.
Porque lembrar de ti me prende num tempo que você já deixou pra trás.
Queria apagar teus olhos da minha mente.
Esses olhos que atravessavam os meus
como se me decifrassem por dentro,
como se prometessem algo a mais que nunca veio.
Teus olhos me diziam coisas que tua boca nunca teve coragem de confirmar.
E como doem essas palavras não ditas.
Fico pensando se, em algum momento, você quis dizer mas não disse porque eu não te deixei espaço.
Ou porque já era tarde demais pra nós.
Queria esquecer tua boca.
Não só os beijos, mas o jeito que ela sorria fácil, me desmontando inteira num segundo.
O gosto dos teus lábios ainda vive nos meus, que cruel foi te beijar sabendo que seria a última vez.
A forma como você me beijava…
como se o mundo inteiro parasse pra assistir.
E eu deixava parar.
Porque era ali que eu queria morar.
E hoje me pergunto se, um dia, você também quis morar ali, mas eu não entendi.
Queria esquecer o toque.
Teu corpo no meu.
O amor que a gente fez com pressa e desejo,
como se nossos corpos dissessem "enfim",
com uma entrega que, da minha parte,
era tudo.
E, da sua…
talvez fosse só o agora. Ou talvez não.
Ainda sinto o arrepio na pele
quando te vejo passando por mim.
É automático.
É instintivo.
Como se meu corpo tivesse sido programado
pra reagir à tua presença.
Como se meus olhos estivessem programados pra olhar no teu olhar.
E agora que você já não olha mais como antes, eles continuam esperando…
como um hábito ruim que eu não consigo largar.
Mas o que mais machuca, não é lembrar de ti.
É lembrar do futuro que sonhei contigo.
O “quase” que nunca chegou.
Os planos que fiz sem você saber e talvez você também tivesse feito sem me contar.
A vontade que eu tinha de deixar o mundo todo saber quando e se eu fosse sua.
Mas, afinal, nossa história viveu em pedaços escondidos do dia,
momentos em que talvez fossem invisíveis para os outros. E talvez até pra nós mesmos. Esse talvez agoniante que me aprisiona e sufoca, que me mantém acorrentada na incerteza do nosso "quase". Mas foi tudo que nos restou, além das lembranças que ainda vivem em mim.
Nossas madrugadas de sábados e domingos,
as aulas que trocamos para estarmos juntos,
tantos papéis levados de propósito, só pra cruzarmos nosso olhar.
As mãos entrelaçadas em silêncio enquanto deitava no seu peito que batia forte.
Naquele mesmo carro, naquela mesma rua, naquela mesma hora.
As pequenas felicidades que eu via em nós.
oi, as vezes queria te dizer o quanto te amo, mas não encontro palavras que possa descrever o amor que sinto por vc. mas meu amor, eu sempre lhe observo e fico te admirando quando vc esta distraído, a sensação é tão boa de ter vc por perto, ver o teu sorriso tão lindo quanto ás estrelas, os teus olhos castanhos que sempre me perco, seus lábios tão macio quanto marshmallow, seu rosto tão liso e belo, sua pele é tão macia, ah querido(a) o jeito que tu me olhas, eu fico sem jeito e mas apaixonado, sinto saudades dos teus abraços demorados, sinto saudades dos teus beijos que me deixava nas nuvens, queria que nada pudesse empatar o nosso amor, mas o pra sempre, sempre acabar... mas de uma coisa eu sei a cada batida do meu coração é um eu te amo pra vc, eu te amarei até meu ultimo suspiro,
e no meu ultimo suspiro eu te direi que eu te amo.
