Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Acho que ele tinha intenção.
Nunca me deixou usar nada colado, as blusas tinham que cobrir até o cotovelo, a saia folgada até o joelho.
Uma vez ganhei uma saia de croché bonita, ela era até o joelho, só porque era colada e meio transparente, não muito, o tecido era grosso, é porque era branca e marcava um pouquinho!
Eu estava indo pra igreja com a mãe, ele disse que se eu não tirasse, ele ia tirar no facão.
Meu irmão me disse uma vez que ele falou que foi muito foi bom comigo, se fosse outro faria coisas piores, eu tinha que agradecer ele...
Vê se pode...
Uma vez perguntei pra minha mãe, o que ela faria se ele tivesse feito isso comigo, ela disse que não faria nada, não tinha o que fazer...
Mas, se ele tivesse ao menos tentado, ele era um hoje um homem morto. Te juro
Ele é vítima de uma infância corrompida.
Por mais que a gente queira se afastar, precisamos saber que nunca foi culpa dele.
Agora, a culpa é dele quando ele não sabe o que fazer com tudo isso, e acaba se moldando da forma como a gente o vê...
[19/3 13:16] Alinny de Mello: Ele nunca soube lidar com os traumas dele
[19/3 13:16] Alinny de Mello: E, então acabou alimentando uma personalidade que nunca foi dele, mas adquirida
[19/3 13:16] Alinny de Mello: Ao longo de todo esse sofrimento
[19/3 13:17] Alinny de Mello: Ele não confia mais em ninguém também, depois que eles armaram tudo aquilo. Confesso que fiquei REVOLTADA...
[19/3 12:43] Alinny de Mello: Ele é manipulador, prepotente e arrogante, mentiroso, mas ainda tem essa inocência de não ver o mundo como realmente é...
[19/3 12:43] Alinny de Mello: Qualquer tempo desses ele para de acreditar
[19/3 12:43] Alinny de Mello: E aprende
[19/3/2026 11:01] Alinny de Mello: Que lindo
[19/3 11:01] Alinny de Mello: Fico feliz
[19/3 11:01] Alinny de Mello: Por você
[19/3 11:01] Alinny de Mello: Ontem fui tirar os pontos
[19/3 11:01] Alinny de Mello: Ainda bem que o enfermeiro fez de tudo para eu nem sentir dor
[19/3 11:01] Alinny de Mello: Ótimo profissional
[18/3/2026 15:37] Alinny de Mello: Acabaram de me levar no postinho pra tirar os pontos
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Agora é total repouso
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Pra sarar novamente
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Daqui há 3 meses
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Vou estar legal
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Se Deus permitir
[18/3 15:37] Alinny de Mello: 🙏😊
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Espero que você esteja bem, te amo muito
Sabia que ninguém é de ninguém?
A gente tem essa forma errada de achar que tudo é para a vida toda.
Mas, até nas ruas, está cheio do sexo oposto, podemos sempre nos apaixonar por outros, sem nunca tocar naquela pessoa.
Por já ter um compromisso.
Mas, nós humanos somos movidos por isso.
[19/3 15:15] Alinny de Mello: Agora, depois da segunda vez, é necessário rompimento.
[19/3 15:15] Alinny de Mello: Independente dos sentimentos
[19/3 15:15] Alinny de Mello: Eu gosto de escrever
[19/3 15:15] Alinny de Mello: Então serviria para as minhas inspirações melancólicas
[19/3 15:07] Alinny de Mello: Aprendi que ninguém precisa de ninguém para ser feliz.
O outro precisa nos encontrar feliz, para ser apenas o complemento.
[19/3 15:07] Alinny de Mello: Não devemos colocar todas as nossas cartas, nas mãos de outro humano
[19/3 15:07] Alinny de Mello: Todos somos errantes
[19/3 15:09] Alinny de Mello: Eu demorei muito para entender isso. Mas, quem ainda não sabe o que é felicidade, acha que precisa de outra pessoa, para fazer ela feliz. Quando na verdade, nós podemos já ser felizes com todas as nossas nuances.
Colecionar memórias é a forma mais bonita de viver. A vida é boa demais para passar despercebida, então eu escolho guardar momentos: risadas simples, conversas inesperadas, pequenos instantes que aquecem o coração. No fim, são essas lembranças que contam a verdadeira história de quem somos e do caminho que percorremos.
Ter um porto seguro muda tudo. É saber que, depois de qualquer tempestade, existe um lugar onde a gente pode respirar fundo, descansar o coração e recuperar as forças. Não precisa ser perfeito nem grandioso; basta ser verdadeiro. Um porto seguro é presença, é cuidado, é aquele espaço onde a gente se reconhece e entende que, apesar de tudo, nunca está sozinha.
Minha mãe, tinha uma vida difícil, filha de pais alcoólatras, casou com meu pai que sempre foi violento com ela, ela nunca estudou.
Na escola ela disse que chegou a ir, mas como precisava cuidar dos irmãos menores e ir para a roça trabalhar, ela parou, porque ela disse também que as mãos dela todos os dias voltavam vermelhas, porque era época da palmatória, e ela disse que doía muito, já era judiada pela vida e não ia para a escola mais, que ao invés de aprender, estava sendo espancada e torturada pela professora dela, na época. Então, hoje ela tem 55 anos. Perdeu todos os resguardos dos 5 filhos que teve, inclusive o pai dela obrigou ela a casar com meu pai aos 16 anos de idade. Então, ela na cabeça dela sempre sofreu dizendo que o casamento é para a vida toda, mesmo sendo torturada dia e noite.
Ela, é como uma criança.
A primeira filha dela nasceu morta, porque meu pai deu um chute na barriga dela, já estava com 3 dias em decomposição. Tempo de parteira. A parteira já falecida D. Jesus, salvou a vida dela.
Ela nunca se saiu dele, por obediência ao pai. Como eu disse, ela é igual uma criança.
Em todos os nascimentos dos outros filhos, ela se escondia dele para não ser morta.
Pulava cercas altas, após ser torturada com abusos psicológicos e agressões físicas, á noite inteira. Fugia, mas sempre teve medo de tudo e do mundo!! Porque nunca soube ler, nunca soube lidar com a insegurança dela. Muito ingênua.
Então, ela sempre retornava.
Mas, antes disso, passamos um dia inteiro e a noite em Timon, em outro abrigo. Onde conheci histórias de crianças violentadas sexualmente.
Havia um garotinho que havia acabado de ser operado do ân*s, porque havia sido violentado por um vizinho. Ele tinha uns 2 aninhos de idade!!
Eu conheci esse lado do mundo, que até então, não fazia ideia que existia. Então, foi quando senti medo de seguir sozinha.
Então, o ônibus chegou e nos pegou ás 6 da manhã do dia seguinte.
Chegamos na nossa cidade, meio-dia!!
Eu desci do ônibus, e não olhei para trás!!
Eu não queria ver os olhos dos meus irmãos, tomados por dor e angústia.
Porque aqueles 28 dias, foram os dias mais felizes das nossas vidas.
Você entra nesse mundo sem manual impresso na mão, mas logo descobre que existe um livro que atravessou milênios tentando cumprir exatamente esse papel. A Bíblia não se apresenta como um guia simples, direto, técnico. Ela se apresenta como um enigma vivo. Um texto que respira conforme quem o lê. Um espelho que nunca reflete duas consciências da mesma forma. E talvez esse seja o ponto que você evita encarar com profundidade. A Bíblia não foi feita para ser decorada, foi feita para ser atravessada. E atravessar algo é sempre diferente de possuir.
Você pode ler os mesmos trechos dezenas de vezes. Pode sublinhar, anotar, marcar páginas. Ainda assim, nunca será a mesma leitura. Porque quem muda não é o texto. É você. O que se transforma é o ponto de consciência que você ocupa no instante da leitura. E isso revela algo desconfortável para quem busca controle absoluto. Não existe interpretação final. Não existe leitura definitiva. Existe encontro. E todo encontro depende de quem chega.
Você pode tentar enquadrar a Bíblia dentro de um sistema rígido de interpretação. Pode usar dogmas, tradições, instituições, teologias fechadas. Isso oferece uma sensação momentânea de segurança. Mas em algum ponto, se você for honesto ou honesta consigo, vai perceber que o texto escapa. Ele sempre escapa. Ele diz mais do que qualquer doutrina consegue conter. E isso não é falha. É intenção.
O arquiteto desse jogo não criou um manual técnico. Criou um mapa simbólico. Um mapa que exige consciência, responsabilidade e maturidade para ser lido. Porque se fosse um manual direto, você apenas obedeceria. Não haveria crescimento. Não haveria liberdade. Não haveria jogo. O enigma existe para impedir que você terceirize completamente sua consciência.
Cada metáfora bíblica é uma porta. Mas nenhuma porta se abre sozinha. Você precisa empurrar. E empurrar exige força interna, exige enfrentamento, exige disposição para ver coisas em você que talvez prefira manter escondidas. É por isso que muita gente lê a Bíblia buscando confirmação do que já acredita, e não transformação do que precisa ser revisto. O texto permite isso também. Ele respeita seu nível de disposição. Ele não invade. Ele responde conforme a pergunta silenciosa que você carrega.
Você não consegue decorar todos os trechos. Não porque sua memória falha, mas porque o livro não foi feito para caber inteiro na mente racional. Ele foi feito para ser vivido em ciclos. Há textos que só fazem sentido quando você perde algo. Há textos que só se revelam quando você envelhece. Há textos que só ganham peso quando você falha moralmente, quando você se vê pequeno ou pequena, quando suas próprias certezas desmoronam.
O erro comum é tratar a Bíblia como um livro que fala apenas sobre Deus. Ela fala também sobre você. Sobre seus mecanismos internos. Sobre seus padrões de fuga, de orgulho, de medo, de negação. Os personagens não são apenas figuras históricas. Eles são arquétipos psicológicos. O traidor vive em você. O justo vive em você. O covarde vive em você. O fiel vive em você. E o conflito entre eles é diário.
Quando alguém afirma que sua interpretação é a única correta, essa pessoa revela mais sobre sua necessidade de controle do que sobre o texto em si. A Bíblia não se submete ao ego humano. Ela o atravessa. Ela o expõe. Ela o relativiza. Não existe leitura neutra. Toda leitura passa pelo filtro da história pessoal, das feridas, das crenças, das defesas. Por isso, duas consciências diante do mesmo versículo jamais estarão no mesmo ponto.
Isso não significa que tudo é relativo ao ponto de não haver verdade. Significa que a verdade é grande demais para ser capturada de uma vez só. Você acessa fragmentos conforme sua capacidade de sustentar aquilo que vê. O arquiteto do universo não errou ao fazer assim. A perfeição não está na rigidez. Está na adaptabilidade simbólica. Um texto que ainda conversa com você milhares de anos depois não sobreviveu por acaso.
A Bíblia funciona como um jogo de camadas. Na superfície, histórias. Logo abaixo, princípios. Mais fundo, estruturas da psique humana. Ainda mais fundo, algo que escapa à linguagem comum. Você pode chamar de espírito, consciência, logos, sopro, presença. O nome pouco importa. O efeito importa. Algo ali reorganiza quem se dispõe a ler com atenção real, não com pressa religiosa ou curiosidade rasa.
Você não lê a Bíblia apenas com os olhos. Você lê com o estado interno em que se encontra. Se você está defensivo ou defensiva, o texto parece acusador. Se você está aberto ou aberta, o texto parece orientador. Se você está em negação, ele parece confuso. Se você está disposto ou disposta a atravessar seus próprios enganos, ele se torna claro de uma forma quase desconcertante.
Por isso ela nunca se esgota. Por isso ela nunca é totalmente decorada. Decorar seria reduzi-la a um objeto de posse. E esse livro não aceita ser possuído. Ele exige relacionamento. Exige retorno constante. Exige silêncio entre uma leitura e outra para que algo se assente. Exige humildade para admitir que você entendeu menos do que imaginava.
O maior enigma do jogo humano talvez não seja decifrar a Bíblia, mas perceber que ela foi construída para acompanhar o desenvolvimento da consciência humana. Ela cresce com você. Ela se torna mais exigente conforme você amadurece. Ela deixa de ser conforto infantil e passa a ser confronto adulto. Não porque muda, mas porque você muda.
Quando você entende isso, para de buscar a interpretação perfeita e começa a buscar a leitura honesta. Para de usar o texto como arma e começa a usá-lo como espelho. Um espelho que não elogia nem acusa. Apenas mostra. E mostrar, para quem realmente olha, já é transformação suficiente.
O arquiteto do universo é perfeito não porque deu respostas fechadas, mas porque criou um sistema simbólico capaz de atravessar eras, culturas, idiomas e níveis de consciência sem perder sua força essencial. Um livro que não envelhece porque fala do que permanece. O humano. Seus dilemas. Suas escolhas. Sua liberdade. Seu medo de usá-la.
Você não precisa concordar com tudo. Você não precisa entender tudo. Precisa apenas ler com responsabilidade. Sabendo que aquilo que salta aos seus olhos diz tanto sobre o texto quanto sobre você. E talvez mais sobre você do que gostaria de admitir.
No fim, o maior enigma não é a Bíblia. É o leitor e a leitora diante dela. É o que você faz com o que leu. É o que você escolhe ignorar. É o que você decide viver. O livro permanece. O jogo continua. E a consciência é o único movimento que realmente importa.
