Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Bem maior que a areia que escorre entre meus dedos, são as águas do oceano que inundam a minha alma.
Junho chega manso, quase em silêncio. É poesia vestida de festa, tempo de raízes e de reencontro, para lembrar não apenas quem somos, mas de onde viemos e tudo aquilo que, silenciosamente, nos trouxe até aqui.
Cada escolha sua é um traço. Cada atitude, uma linha que, aos poucos, dá forma a esse caminho silencioso que nasce quando você decide caminhar.
O tempo, esse abismo silencioso entre um lugar e outro, recorda-nos que talvez busquemos nos galhos aquilo que só pode ser encontrado nas raízes.
Ecos da alma, capazes de nos levar para tão longe, mas também de nos trazer para mais perto quando nos permitimos compreendê-los.
Para entender a dimensão das águas, sua força e o curso de um rio, é preciso, primeiro, conhecer as suas nascentes. Algumas pessoas levarão dias, meses ou anos; outras, uma vida inteira.
Quiçá este seja o nosso refúgio: perder-se na mansidão deste oceano azulado, observando a calma das ondas. Desprovido da inquietude, misturo-me à natureza; ela me move, me comove. A orla me faz sentir parte dessa natureza infinita.
É incompreensível que ainda existam guerras que se pretendam santas na Terra. Talvez, no invisível que não nos é dado enxergar, até santos e anjos se enfrentem em combates que escapam ao entendimento humano, como se toda luta, em sua essência mais misteriosa, fosse uma tentativa de tocar aquilo que habita o reino do indizível.
