Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Pensamentos só saem nos meus piores momentos. Nos dias doentes que tenho, na dor do coração, no pensar, no não agir por medo ou simplesmente por não pensar que pode.
Ainda tenho feridas cicatrizando e já me cortei de novo...
Fecho a porta... o vento abre a janela...
Tranco a janela... os vidros partem-se...
DO QUE SOU
O que dizem de mim é tudo suspeito, inclusive os elogios; tenho pensamentos e personalidades que nem eu mesma me descreveria. Mas isso não é grave, a não ser que o incomode, pois se o afeta, é porque sou parte de você ou você de mim.
Para de procurar por sua felicidade nas mãos das pessoas,abra a sua mã e tenho certeza que a sua real felicidade estará lá.Não fique achando que as pessoas dependem de você para sorrir,não fique você pensando que elas deixaram de viver para viver por você,busque por você em você. Muitas vezes temos que nos perder para nos encontrar,morrer para viver,mas não queira ser infeliz para encontrar a felicidade porque você pode acabar se acostumando e aí não vai ter adiantado de nada ter aberto as mãos
Vez em vez, fico namorando suas fotos no espelho de sua alma, e assim tenho a plena certeza que estou tão vivo quanto minha lucidez.
Tenho certo medo de conhecer você e te querer até o fim das nossas vidas e saber que, assim, te amo.
Tenho que ficar quieto
Tenho que ter paz
Deixar o coração aberto
E o resto tanto faz
.
Aguardar dias melhores
Persistir, correr atrás
Já houve dias piores
E a tristeza deixar para trás
.
Tenho que percorrer meu caminho
Nunca desistir, pois não estarei sozinho
Reconhecer os amigos meus
E jamais esquecer do nosso DEUS
.
Continuar até o meu tempo acabar
Prosperar e nunca desanimar
Ter FÉ e, minha cabeça não baixar
Viver por amor... viver para Amar
TRANSBORDAR!!!
.
(Cris)
Sobre Sabedoria tenho a dizer: Sábio é quem possui humildade, pois esta é a essência que nos faz grande nos momentos em que nos enxergam tão pequenos...
Tenho saudades daqueles tempos,onde as pessoas,as palavras, os olhares,a simples companhia eram mais valorizados do que o dinheiro
SONETO
Na alma tenho um segredo e na vida um mistério
um grande e eterno amor num momento irrompido;
É um mal sem esperança, e assim, profundo e sério,
a quela que o causou nem sabe que é nascido.
Azar! Passo ao seu lado, em vão, despercebido,
portanto, sempre só, sem nenhum refrigério,
e hei de chegar ao fim, à campo, ao cemitério,
nada ousando pedir ou tendo pedido.
E ela que o céu criou boa e terna, hei de ver
seu caminho a seguir, e a ouvir sem entender
o murmúrio de amor e seus pés se erguerá...
A um auste-reo dever, piedoso, se desvela,
e dirá, quando ler meus versos cheios dela:
"Que mulher será essa?". E não compreenderá.
Pra que morrer, se tenho muito a viver, e isso é apenas um vento que bate, e já vai passar. A lua já vai voltar a brilhar
Como ficamos impressionado com tantas postagens de indiretas. A estas pessoas tenho uma coisa a dizer. - Sejam mais diretos do que usar sinais ou dicas. Fale logo o que você sente para depois não ficar dizendo que a pessoa não presta ou por que deixou, ignorou ou trocou por outro (a). Aprenda que muito mais fácil jogar as cartas e assim poderá viver em paz! Pois com a tecnologia se acabou o diálogo e veio a moda das indiretas.
"Tua vaidade contextualizada, história oposta a minha, tenho estoque de lutas que valem por nós dois. Nossa união equilibra o cosmos..."
BALÕES NO CÉU
Dizem por aí que amigo deve-se guardar a sete chaves e realmente hoje tenho a certeza de que quem inventou essa frase não tinha dúvidas do que dizia.
Vou contar-lhes uma história, um pedaço da minha vida itinerante.
Janeiro de 1994, período de clima instável, ora chove, ora sol, ora nenhum dos dois. Até poderia chama-lo de bipolar.
Conheci uma menina de olhos grandes e negros, como uma jabuticaba. Uma morena de cabelos jogados nos ombros, levemente queimados pelo sol e bagunçados pelo vento.
Uma pessoa de alma lavada, espírito livre. Dizia-se dona do próprio nariz.
Me encantei pelo seu sorriso tímido e ao mesmo tempo avassalador.
Me intrometi e me apresentei como o Viajante.
Ela empolgada como se houvesse ganhado na loteria, disse que havia ganhado um amigo para a vida toda.
Não entendi aquela empolgação, mas fiquei feliz pelo desfecho daquela apresentação.
Triste, ao mesmo tempo, por saber que logo partiria à minha vida de nômade e deixaria aquele encanto para trás.
Ao decorrer do dia, andando pela cidade amontoada de gente e carros, coisa que um viajante como eu está acostumado a ver, a moça dos cabelos esvoaçante puxou-me pelo braço apressadamente me levando em direção a um lugar cheio de árvores, quase pouco visitado por pessoas, porque por animais era habitado.
Perguntei-lhe o porque estava me levando tão apressadamente para aquele local, ela ofegante me disse para ter paciência por que ela queria me mostrar algo diferente.
Curioso e com um sorriso no canto da boca, segui, sendo praticamente arrastado rua adentro.
Sentamos na grama ela tirou de sua bolsa algumas unidades de sacos de balões coloridos, tipo bexigas. Dei uma gargalhada sem graça e lhe perguntei o porque daquilo. Ela empolgada com a situação começou a enchê-los e na pausa de uma respiração me disse que ela iria me ensinar a colorir o céu.
Não querendo deixa-la chateada pela minha maneira de ver aquilo como algo tão bobo, a ajudei a encher os balões, amarrando- os a minha mochila para não voar.
Depois de todos cheios, ela pegou em minhas mãos, olhando firmes em meus olhos, me disse que para onde eu fosse, todos os dias ao entardecer, olhasse para o céu e lembrasse que momentos inesperados poderiam colorir meu céu.
Continuei sem entender aquele espírito livre. E fiquei imaginando o que ela queria me dizer com aquelas palavras.
Desamarramos os balões e soltamos um a um, junto ao vento gelado, gradativamente colorindo o céu.
Por fim, juntei as minhas coisas, dei-lhe um abraço apertado e fui embora, rumo às novas caminhadas que ainda meus pés não haviam alcançados.
Mesmo ao passar dos dias, me lembrava daquela pessoa diferente de alma lavada, tentando entender o porque daquele momento que ela tanto insistiu para alguém como eu, desconhecido, vivenciar.
Em um dia desses, quando finalmente tive a oportunidade de poder lavar minhas roupas sujas e desgastadas pelo uso, passando a mão nos bolsos da minha calça achei um papel com um nome e um número de telefone, e adivinhem... Era da moça dos olhos negros!
Apressadamente, corri ao comércio a beira da estrada e pedi uma ficha telefônica. Fui ao orelhão e liguei para aquele número incansavelmente até a ligação cair na caixa de mensagens. Chateado, voltei a lavar minhas roupas imaginando que ela havia me passado o número errado.
Coisa de 40 minutos, o dono do recinto apareceu ao meu lado com respiração afoita dizendo-me que havia alguém na linha retornando a minha ligação.
Fui correndo atender, achando ouvir a doce voz da menina de espírito livre e para o meu espanto era um homem. Achei estranho e achei que era engano, mas o mesmo se apresentou como pai da moça.
Perguntei dela e ele me contou, que a menina sofria de uma doença grave, não tinha amigos, nem animais. Deprimida, se rendeu a doença
e havia morrido no mesmo mês em que parti.
Naquele momento eu entendi, o porque da tal empolgação que a moça havia tido quando me apresentei.
Aprendi que para se ter um amigo não importava como, nem quando, muito menos onde. Mas sim os momentos registrados por ele.
Tenho aprendido que nem sempre as coisas são do jeito que a gente quer, mas tudo acontece para nossa evolução.
Tenho uma confissão: noventa por cento do que
escrevo é invenção; só dez por cento que é mentira.
Silêncios saem da boca
mansos
estava desenhando
palavras
perdi o jeito de amanhecer...
tenho tantos pedaços
que sou quase infinita.
