Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Ela cresceu ouvindo que deveria ser cuidadosa, se vestir de modo conservador, agir como uma "mocinha". Que era responsabilidade dela evitar lugares, horários e pessoas perigosas. Que a culpa era dela por não perceber isso e não evitar.
Músicas ao vento
Aquele velho comedido, já conhecido,
se deixa tocar n’alma pela música.
Enquanto aquele jovem, vida lúdica,
aprecia o vento e procura seu sentido.
Vento e música mesclados em um,
maestria entorpecente, quase tangível.
Que no tocante da alma sensível
alegra, acalenta, matina algo incomum.
Nesse mundo inimaginável, desfraldado,
somos ases das nossas conquistas,
derrotas,desejos, mente estulta.
Os acordes seguem concatenados.
O vento agora é o musicista.
Se não me acalento, mea culpa.
A fragilidade dos sentimentos tem mais a ver com ceder, do que com combater. Dilema difícil! Até onde nossas razões justificam nossas atitudes? Até quando nossos sentimentos sustentam nossa ações? Os motivos, quais são? A vida é uma ingma, sem muitas respostas, e tantas perguntas. É preciso ser forte! E não duvidar da capacidade de responder à cada problema com a atitude correta. Ter um plano, viável, e com margem de erro, é a atitude mais inteligente nas horas difíceis. O desepero é caminho sem resultado. A solução é prumar o pensamento. Alinhar os sentimentos, quase sempre rebeldes, e seguir. Olhar para trás, só se for para aprender com os erros. Olhar para frente, sempre com a esperança de errar menos. E seguir. Sem medo. Sem culpa. Construindo um dia após o outro. Assim é a vida. Um dia de cada vez. Como um vício. Uma oportunidade. Um caminho sem volta. Aproveitemos a paisagem! Nunca se poderá ver o mesmo lugar da mesma forma. Então não disperdissemos momentos únicos que não irão se repetir.
Pouca coisa é mais ineficiente na busca da resolução dos problemas do que perder tempo e energia apontando culpados.
Muito embora você tente atribuir a outro a responsabilidade ou consequência de um ato por você praticado ou estimulado, a culpa, de fato, nunca deixará de ser sua.
Se passamos por certas coisas na vida, é porque procuramos, e cabe a nós mesmos decidir o que fazer com o aprendizado que ficou.
Querer ser a vítima em toda situação significa que você não aprendeu nada e que precisa passar por outro processo ainda mais doloroso pra aprender.
Sim, se o processo anterior não ensinou nada, qual a garantia de aprendizado para com o próximo? Isso mesmo! Um mais rigoroso! Uma hora aprende!
Ao culparmos o mundo pelos nossos fracassos e insucessos, tiramos o foco da nossa melhoria contínua.
Imundície.
Corpo sujo; o sujeito sente-se coberto de sujeira da cabeça aos pés, tal sujeira incapaz de se livrar, que nenhuma palha lava e nenhuma roupa cobre, imunda ao ponto de contaminar o caminho por onde passa, todos as pegadas que deixa e todos os lugares onde se porta, odor infértil impossível de suportar, o qual nenhum perfume poderia camuflar, comparando a si mesmo com aterros sanitários e covas coletivas, o sujeito sente-se imundo.
Mente suja; o sujeito não pode evitar ouvir as vozes lhe culpando em seus próprios pensamentos dentro de uma cacofonia organizada pelos seus medos e traumas, lhe culpam por estar coberto de sujeira tanto por dentro quanto por fora, lhe culpam por cometer erros e não ser útil, lhe culpam por não conseguir assumir a liderança, lhe culpam por não conseguir conversar e esclarecer os pensamentos, lhe culpam por comer e beber, lhe culpam por vestir e calçar, lhe culpam por respirar e viver, e acima de tudo lhe culpam por existir. O sujeito sente-se inútil.
Alma suja; O sujeito não sente. A alma é o núcleo, e o núcleo foi sufocado até se extinguir. O sujeito deixou de sentir, porque o corpo e a mente passaram a duelar um contra o outro e desistiram de lutar para defender o núcleo, que ficou exposto e foi dado como principal culpado, deixado à própria sorte e terminando dilacerado e sem concerto, está morto. O sujeito se sente vazio.
Se olho para aquilo que neguei e digo: "Sim, agora tomo você em minha alma", então cresço. Não é que agora seja inocente, mas cresço. Os inocentes não conseguem crescer. Continuam sempre do mesmo jeito. Continuam sempre sendo crianças.
Há dois males possíveis no relacionamento humano:
o primeiro é ser traído.
o segundo é viver desconfiando de todos.
No entanto, no segundo caso a culpa será inteiramente sua.
Sobre nós :
Ela que tem um sorriso lindo
Ela que tem corrido comigo
Ela que em seus braços tem me acolhido
Eu que a deixei de coração partido;
Sobre nós está restando saudade
Sobre me resta a culpa
Porque ferir quem me ama
E fui covarde demais para pedi desculpa
Amor só seu abraço me fornece abrigo
Ainda sonho contigo
Minha vida e meu jeito te trás perigo
Mais faria de tudo para mudar só pra te ter comigo
Vejo o sol indo embora todo final de tarde
Vejo eu me afundando nessa solidão
Sinto a lagrimas escorrendo do meu rosto
E só me fica um pedido me permite de novo segurar sua mão
Os humanos culpam a todo momento sem ao menos se olhar; Culpemos menos então, e construamos mais, talvez a culpa que deixe de existir...
Há 5 anos atrás, acordei cedo
arrumei a bagunça
dei comida pro gato
já que ele fora o unico a sobrar
coloquei agua gelada
Depois de tudo, senti algo,
era como se doesse por dentro
imaginei, é a fome
Tratei logo de fazer não um
mais dois sanduiches, coloquei o queijo
coloquei o presunto, passei bastante manteiga
daquele jeito que só nós sabemos
Fiz o sanduiche
Mas no fim, não sabia o que fazer com ele
pois percebi que não era fome
Os sanduiches ja estavam prontos
não da pra descolocar o presunto, o queijo, retirar a manteiga
Senti culpa e dor, pois a dor, continuou ali
Por muito tempo, porém hoje, eu consigo me perdoar por fazer aqueles sanduiches e depois de guarda-los por muito tempo
Finalmente, joguei fora aqueles 2 sanduiches mofados
Que tanto me deixaram culpado
O bode expiatório. O cisco no olho do próximo.
Às vezes, somos enganados pelos nossos maus sentimentos, mas pensamos que foram os outros que nos enganaram.
Talvez seja aquela antiga maneira de ter alguém para acusar em vez de olhar para dentro de si mesmo e encontrar a verdadeira causa dos próprios problemas, pois sempre é mais fácil acusar do que assumir a responsabilidade por determinadas situações.
Às vezes, levados pelo ciúme, pela inveja, pelo ódio, pelo desejo de vingança, por tantos outros sentimentos negativos que geram emoções negativas, sucumbimos à nossa própria realidade que reflete o nosso enfraquecimento anímico, espiritual e físico.
Lembro-me de um versículo bíblico que diz: “a inveja apodrece os ossos“ (Pv 14:30).
Às vezes, somos os culpados pelas nossas próprias circunstâncias; isso nada tem a ver com os outros, mas com nós mesmos. Por mais que os outros tenham alguma influência na nossa situação, na verdade, nós permitimos que eles exercessem alguma influência em nossa vida, para bem ou para mal; de qualquer forma, nós somos ou fomos os patrocinadores de suas obras, boas ou más. Por isso que não podemos condenar ninguém pelos nossos infortúnios tampouco dar a outrem os méritos das nossas conquistas. Porque, eles podem influenciar, mas a decisão de fazer ou não fazer é sempre nossa.
Façamos, portanto, uma reflexão séria diante de Deus, reconhecendo as nossas próprias falhas, assumindo os nossos próprios enganos, admitindo os nossos próprios erros.
Peçamos a Deus pela nossa libertação de sentimentos perniciosos que nos engambelam, lembrando sempre do ensinamento bíblico de que o coração é enganoso (Jr 17:9) e, por isso mesmo, precisamos aprender a pautar as nossas ações com base na nossa razão e não nas nossas emoções. Isso é o que significa amar a Deus de todo o entendimento (Lc 10:27), um amor racional e não emocional.
Oremos a Deus pela nossa capacidade de nos posicionarmos como pessoas capacitadas para empreendermos benefícios a nós mesmos independentemente das ações alheias. Há coisas que nós podemos fazer por nós mesmos sem precisarmos da intervenção alheia, sem darmos legalidade a terceiros para agirem em nosso lugar como intermediadores, pagando por investimentos no escuro, achando que é um bom negócio etc.
Que haja em nós um despertar divino que nos livre de nós mesmos em nossas debilidades ontológicas, do domínio emocional pelo engessamento racional; que possamos manifestar, sim, o domínio próprio em todas as circunstâncias. (Pv 16:32; Gl 5:23).
