Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando

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Não sei qual o grau do crime acadêmico que cometo ao afirmá-lo, mas digo-o: Jesus Cristo me parece mais estoico que judeu.

⁠Seja honesto, se você não pode conquistar, você não poderá usufruir.

Palavras do destino




Não temos atrasos naquilo que nos pertence,


Não há derrotas, conquistas e aprendizados que não sejam nossos de verdade,


Quantos sentimentos deixamos perdidos em cada tempo, quantos momentos são parte de uma história que ainda está sendo escrita e talvez tenha um prazo predeterminado para acabar?


Em nenhuma fase ou estação da vida nós perdemos ou deixamos algo para trás, é inusitado e surpreendente dizer, mais nós tínhamos e temos que viver apenas o que está no nosso roteiro desde antes de termos nascido,


A pressa é inimiga da perfeição?
_Talvez não.


Poderíamos ter evitado certas coisas de acontecer?
_ Não.


Será que ultrapassei limites, será que dá tempo de mudar a direção o leme para outro rumo?
_Depende, posso pensar nisso.


Estás são palavras do destino, e ele não menti.



Uma gota de orvalho não basta ao oceano.
Porém, nas manhãs claras, por um momento,
ela é capaz de aprisionar o sol.

Se vocês têm apelidos engraçados e carinhosos;
Se vocês conversam sobre tudo;
Se vocês não tem brigas e se tem se resolvem;
Se vocês comem juntos;
Se vocês choram juntos;
Se vocês vivem juntos mesmo distantes;
Vocês se amam a todo instante.

Ilusão do tempo


O tempo não é senhor de tudo —
não traz respostas, nem resolve caminhos.
Não constrói certezas,
nem garante destinos.


O tempo não pesa a dor,
não a aumenta, nem a faz cessar.
Não nos torna mais conscientes,
nem nos ensina, por si só, a mudar.


Seguimos acreditando em suas promessas,
como se nele houvesse redenção.
Mas, no fundo, nos enganamos —
é nossa a escolha, não sua, a direção.


E às vezes, silencioso e sutil,
o tempo apenas nos distrai...
um intervalo disfarçado de cura,
onde nada realmente se transforma — só passa.

Às vezes, não saber era o que me mantinha inteiro.

O amor nunca faltou esforço — só não era por mim.

Descobri que não era amor… quando o esforço tinha outros motivos.

Não foi falta de amor — foi a ausência de prioridade que falou mais alto.

Enxergar demais, às vezes dá vontade de fechar os olhos para não sentir.

Como não amar a poesia?
Se é ela que faz a realidade doer menos… e ainda assim, ser sentida.

Com a sua ausência, aprendi: não dá pra escolher não sentir…
e, no fim, sentir é tudo que nos resta.

Pra quem sempre evitou sentir,
a sua partida foi um vendaval por dentro.
Sentimentos que não cabem, não obedecem, não se escondem…

E no fim, o maior aprendizado:
sentir nunca foi fraqueza —
nem algo pra disfarçar.

Não é porque sou fácil de agradar, que mereço menos!

Não ter mais um pai é como voltar a ser criança.
Onde a fragilidade toma conta.

Nada me dói mais que saber que o fim não poderia ser diferente.
Mas o meio poderia ter sido melhor!

Vivo, mas não mais por inteiro.
Sinto, mas não mais com compreensão.
Vejo, mas não mais com a razão.
Sem exato discernimento, sigo com o turbilhão de emoção.

Me vê, mas não me enxerga.
Me ouve, mas não me escuta.
Me ama, mas não me quer de verdade.
Promete, mas não cumpre com propriedade.
A desculpa pra tudo, mas não há ação de verdade.
Amor sem prioridade, não é amor: é conveniência, é comodidade e é apenas existência sem verdadeira cumplicidade.

Não conseguiria sustentar uma verdade pois sempre estou à deriva de uma.