Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Raiz
Ela se sente só, mas apenas de nascença
Sem a mãe (vínculo principal com o mundo?), não suporte do pai, mendiga amor do irmão
E assim vai à procura de conexões
É com o vizinho, com o amigo, com o funcionário
Se doa, mas é de cristal
Talvez ela não agrade as pessoas e o medo vem à tona
E por que carregas este compromisso?
Diz ela que é pelo medo de não ser conexão,
de não se encontrar em outro corpo mesmo que passageiramente
E assim ela vai: de corpo em corpo, de calor e frio, pega um pouco lá outro cá - de experiência
Escolhe, doa, sente
Que novamente ela não pertenceu
e sai em busca de um novo eu
Como deve ser se sentir uma semente originária? Ela se pergunta.
Talvez sinta o calor do solo e os nutrientes que vem pela raiz, ao fechar os olhos e se imaginar. E se ver, e se sentir também em algum instante em que é plantada de vaso em vaso.
Esse mergulho à sua essência é o que te traz o conforto do crescimento, em que ela descobre que é capaz de viver, crescer, sentir, nutrir por sua própria fotossíntese.
O tempo é um recurso escasso de valor inestimável, o tempo não regride apenas segue em frente, é importante que gastemos nosso tempo com quem, e o que realmente nos agregue algum valor na vida.
O verdadeiro amor não é a sua beleza, nem a sua fama, nem a sua educação, isto são apenas insinuações, pode se dizer que o amor não exista, mas o amor é como uma pedra preciosa que se você não o lustrar suja, pode ser que não exista mas não quer dizer que não hája, o amor que sinto é fazer você feliz não importando as minhas escolhas, o amor acontece por causa do mistério, que você me causa, pela inquietação que é estar ao seu lado ou pela paz de estar com você, estar com você é uma eterna viajem, é ir ao inferno e subir para o paraíso sem mesmo pensar em parar, permanecer ao seu lado é impossível racionalizar, você é como uma droga, um vício que me deixa louco só em te ver...
Em parte da história do tempo grita o arrependimento
Trouxe ele o amor e uma paixão não correspondida.
Ombro a ombro residiu minha vaidade, chave coragem, medo cadeado
Naquele tronco modesto que fiz minha vontade,
Surge berço, de desejo mútuo.
Quisera eu o amor ser a noite para que possa deitar-me no chão e apreciar à beleza das estrelas junto com a lua.
Engano, a noite é o amor jovem e afortunado.
A covardia abraça-me em um calabouço infinito que o tempo tornou minha casa
Feliz quem sabe, amando-o junto ao mundo que daria pra ele se tais desejos fossem realizados
Ame a mim moço bonito
Aprecie minha felicidade
Note-me, para que possa descobrir a minha beleza.
Quisera eu o amor ser a noite para que o dia sinta inveja do brilho que a lua causa em meu rosto.
Mentira, a noite é amor maduro e confortável.
Seu silêncio tomou meu coração
E o dele meu grito não alcançava
Farto de de mim e de tudo em mim
Pois até um passo em falso mudaria alguma coisa.
Ficaria feliz meu amigo
Então quisera eu o amor ser a noite para que as luzes dedicasem seu brilho somente a um corpo.
Ardil, a noite é o amor maduro e platônico.
Elástico tempo, por mais que estique, as lembranças tendem a voltar
Memorados sentimentos superados, ou não!?
Perpétuo vago a consideração pelo aprendizado, torne-se a verdade, a noite é o amor puido e arrependido.
O dia é o amor verdadeiro
Perfeito momento direi que gostava de ti.
A beleza da vida não esta no que você busca ou no que você conquistou,
a beleza está nos olhos de quem a vê.
É preciso encontrar um cerne interior que valorize a vida, que nos leve a ela, que não nos faça recuar diante dela. Valorizar inclui o sofrer, mas um sofrer que nos abra para o amor.
Se não é a minha essência que te aproxima de mim, logo a superficialidade ditará o destino da nossa relação.
Não meça a intensidade das minhas palavras, meça a coerência entre as minhas palavras e meus atos que combinados evidenciam realmente quem sou.
Não se preocupe em ter uma trajectória linear, preocupe-se em não se desviar do caminho que o leva ao seu destino desejado.
Não há mistério - essa é a beleza disso. Somos inteiramente explicáveis um ao outro e, no entanto, permanecemos. Que milagre que isso é.
Que horror aquela manhã em que você acorda e seu primeiro pensamento não é sobre aquela pessoa que foi embora. É quando você sabe que nunca vai morrer de coração partido.
QUEM NÃO ERRA
A lida às vezes navega
Por barcos sem mastros
Desprovidos de velas
Navios sem lastros
Sem cordas nem âncoras
Timões em proas sem rumos
Barcos calados na areia
Aportados em baías
Degredados
A sorte às vezes recende de mágoas
Tal qual vela sem pavio
Cela sem dorso nem doma
Chinelo quebrado pisando descalços
Ainda assim os mares continuam
Acolhendo os seus rios
E os rios galopando percalços
Nos tomam nos braços
Acolhem nossas naus
Amenizam nossos passos
Restituem-nos pacientemente a vida
O cotidiano é a soma de esperas
Expectando acertos
Mas quem não erra?
É duro aceitar, por isso, prefiro mentir. Mentir que não sou a única que ama, mentir que vais mudar, mentir que não há falhas, mentir que eu sou o erro e que todo mal um dia irá acabar. Mas ao mentir-me, estou a massacrar-me.
Cada mentira dita é um golpe profundo na minha alma, uma mutilação no meu corpo. Provavelmente quando o final feliz chegar, eu estarei morta, morta por dentro e não poderei usufruir aquilo que eu sempre desejei...
As feridas e marcas do corpo desaparecem rapidamente com o tempo.
Mas e as da alma?
As da alma não, as da alma não saram
As da alma ficam abertas
Você apenas se acostuma com elas
Você aprende a conviver com a dor que elas causam,
Torna-se parte nós.
