Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Você vem primeiro e eu sempre em segundo.
Um segundo foi o que bastou para roubar o meu mundo.
Um olhar puro que purificou o impuro.
Tirou-me amores rasos e impôs um sentimento profundo.
Respiro fundo, para e penso, já tentei mas não te repugno.
Me puno, com devaneios loucos de momentos profundos.
Momentos em que tive sob meus olhos e no meu abraço, todo o meu mundo...
"E é claro como o dia, eu te venero.
Odeio-me quando despeço.
Amo-te longe ou perto.
Sentimento puro e singelo.
No peito, lhe carrego, amor eterno.
Sofrimento discreto.
Com a solidão, flerto.
Saudade te traz para perto.
És bem-vinda, espero-lhe de braços abertos..."
E eu pergunto: 'Por que tem tanto medo do fim?'.
Sendo que, é claro como o dia, você fica tão bem sem mim.
E eu pergunto: 'Por que tem tanto medo da solidão?'.
Sendo que, você paga com desprezo à quem te dá amor e paixão.
E eu pergunto: 'Por que tem tanto medo da mentira?'.
Sendo que, sempre que te digo a verdade é motivo de briga.
E eu pergunto: 'Por que exige tanta exclusividade?'.
Sendo que, nunca me trata como prioridade.
Tais perguntas não necessitam de respostas, pois quando a saudade vem, você bate à minha porta...
"Este sou eu, mas este sou eu de verdade.
Esta é a face da minh'alma, que sem você é só metade.
Um todo de tristezas, metade de alegrias e nada de felicidade.
A única coisa que me existe por completo, em sua ausência, é a saudade.
Essa é a minha face.
Sou só metade, sem você, minha cara metade.
Me divido em dois frontes, batalhando com a solidão e a saudade.
Sem você, os amores se tornam completas mentiras e meias verdades.
Eu sou só metade.
Metade de bondade e um completo de maldade.
Não me maltrate.
Amiúde peço-lhe de verdade.
Por favor, devolva minha metade..."
"E creio eu que, a opinião individual jamais deve ser moldada pelas vontades das massas. A verdade única e tangível, quando clara aos olhos deve sempre sobrepujar toda e qualquer opinião, seja ela individual ou coletiva..."
"Eu venho e lhe escrevo.
Nessas linhas te vejo.
Em minhas palavras me perco.
Fito seus lábios, fantasio um beijo.
Peço-lhe uma chance, minha felicidade eu vejo.
Tua negação me veio.
A tristeza me pegou de um jeito.
A solidão é me um berço.
Me deito.
E na escuridão, perdido, só teu brilho eu vejo.
Sua alegria é meu desejo.
Por ti, grita meu peito.
E para tentar amenizar minha dor.
Eu venho e lhe escrevo..."
"Eu fiz juras de amor.
Eu fiz juras por esse amor.
Eu jurei que traria dor.
A quem me prometeu amor.
E todo esse amargor?
Que rega um sentimento que, dia após dia murcha, como uma flor.
À tua vida eu queria trazer cor.
E a minha vida se torna preto e branco, sem teu amor.
Todos os gostos, as delícias, sem teu beijo, perdem o sabor.
Por você, por nós eu voltaria e faria, juras de amor..."
"Eu sou escravo das suas mentiras.
Que já se tornaram minhas verdades.
Sou vítima das suas malícias.
Que me traziam bondades.
Eu sou refém das suas carícias.
Que me traziam felicidade.
Eu abdiquei das minhas alegrias.
Para viver suas vaidades.
Eu hoje vivo um todo de tristezas.
Pois me afoguei nas suas palavras de serenidade.
Eu escolhi me enganar com as suas fantasias.
Que viver minha vã realidade.
Quisera eu que, minhas palavras fossem mentiras.
Mas para o meu desalento, são todas verdades..."
"Eu, como soldado e cidadão desta grande nação, ao defendê-la, optaria mil vezes, sem hesitar, dormir nos braços frios da morte, que trocar carícias e beijos quentes com a covardia..."
"Agora estou eu, desamparado.
Meus pensamentos, aos poucos, me tornam um homem perturbado.
Me estrangulam os sentimentos que eu deveria ter estrangulado.
Lembro do teu sorriso, sinto o gosto do beijo, fico desesperado.
Eu devaneio e torturo-me com as memórias de momentos que, se eu pudesse, teria eternizado.
Agora, suas doces lembranças, me trazem um gosto amargo.
No fim, minha única certeza é; Eu sou o único culpado.
Por ter um coração parvo.
Por, com excesso de covardia, ter lhe abandonado.
Por com nós, um dia, ter sonhado.
Por com ávida intensidade, ter lhe amado.
E no fim, por nas juras de amor, ter acreditado.
Hoje mais do que nunca é certo; Meu coração é um lacaio..."
"Se eu pudesse eu estaria em todos os lugares que eu tivesse sua presença.
Em sua ausência se faz presente, da sua companhia, minha abstinência.
Eu abstive da sua companhia, abri mão da minha insistência.
O coração implora suas carícias, a razão pede clemência.
Sua companhia sempre me fora um presente, agora sua ausência marca presença.
É frequente lembrar-lhe e o sofrimento tem constante frequência.
Esse sentimento tem elevado nível de indecência.
Ao meu coração, o comandante do meu sofrimento, presto as minhas condolências.
Quando repouso sobre ele, e escrevo a mais doce das palavras, presto a minha mais singela continência.
Eu já perdi muito no campo minado da 'sofrência'.
O coração e a razão, não importa quem vencer, eu sairei perdendo nessa guerra serena.
Ao lembrar-lhe, por vezes, perco minha eloquência.
Eu perdi muita coisa, só não perdi, minha paciência.
Eu estou em todos os lugares, só não estou onde tenho sua presença..." - EDSON, Wikney
"E eu, nessa brincadeira de dar-lhe corda, em minha inocência me enforquei.
Eu achava que sabia, mas descobri que, de ti, nada eu sei.
O que parecer ser não é, e o que achei era, errei.
Talvez eu tente mais uma, duas ou até outra vez.
O abandono assola minh'alma e fere o peito do escravo que achou-se rei.
As mazelas da vida já aceito, mas não me acostumei.
Ébrio de ti, perco-me em devaneios, imaginando onde errei.
Você, fria, insolente, insensível à minha dor, não me diz as vezes em que acertei.
As vezes que errei, eu sei.
Talvez eu não saiba, talvez eu nem errei.
Talvez eu acho que errei.
Em campo de incerteza, aflora a flor do "talvez".
A flor que aflorou em tal campo, pra minha infelicidade, eu mesmo semeie.
Essa flor virou uma árvore de incertezas, onde dando-lhe corda, com minha inocência, me enforquei..." - EDSON, Wikney
"Nas vezes em que me lembro, eu só queria esquecer.
Esquecer de tudo, esquecer de mim, esquecer você.
Esquecer o que foi dito e esquecer o que ficou por dizer.
Esquecer as vezes em que lhe tive em minhas mãos e a vi, do meu eu, correr.
Esquecer a dor, a tristeza e as lembranças, que me traz cada entardecer.
Esquecer as vezes em que fiquei em apuros e corri para te socorrer.
Esquecer que um dia você fora o meu viver.
Esquecer que o tempo passa, e sem você, mais que o normal, estou a morrer.
Esquecer o seu olhar, que fizera de ti, dona do meu eu, rainha do meu algoz, deusa do meu ser.
Esquecer as feridas da alma, que se abrem sempre, ao experimentar o seu eu, blasé.
Eu esqueci muitas coisas, só não me esqueci das juras, dos sonhos, do meu querer.
No fim, só não me esqueci de te esquecer.
E nas vezes em que me lembro, rogo ao Deus: 'Eu só queria esquecer.'... - EDSON, Wikney
"Eu preferi me abster ao lhe admirar.
Poupei as palavras, pois ao vislumbrar-lhe, faltou-me o ar.
Ah mulher! Cada batida do meu parvo coração, obriga-me te amar.
Eu olho-te com olhos de tolo e você com os seus óculos, olha-me com os olhos do, 'será'?
Eu sou o que sou, mas para seu agrado, tento em outro eu, me transformar.
Pergunto-me, irá te agradar?
Não sei, mas posso tentar.
És tu minha água, és tu meu ar.
Após tantos anos, estou eu a lhe respirar.
Ah mulher! És teu o meu amar.
Olhei tua foto, vislumbrei teu sorriso e preferi me abster, ao lhe admirar..."
"Enquanto eu dispo suas vestes, eu te cubro com meu beijos.
Uma miríade de sensações, eu, um todo de desejos.
Cego por esse sentimento, é só você que eu vejo.
No escuro do quarto, as lembranças de nós, são só lampejos.
Tenho vários desejos, paz, paixão, amor, quiçá dinheiro, mas é por nós, que eu anseio.
Ainda me lembro, quando nossa era a rua sob o luar e nosso era o aconchego.
Lembro-me, que a calmaria repousava sobre o teu eu, somente quando teu rosto, descansava sobre o meu peito.
O que nos acometeu? Você se foi, busco respostas, mas não tem jeito.
Eu me desnudo da razão e a loucura cobre o o meu âmago, imperfeito.
Tornei-me um herege, pois o macio da sua tez, é o único Deus em que eu creio.
E é por tal divindade, na expiação da madrugada, que eu rogo, de joelhos.
Pecador que sou, em minha parva mente, não existe castigo, somente desejo.
E enquanto isso, lembro-me, que era meu sonho despir tuas vestes, cobrindo lhe com meus beijos..."
"Momentos só se tornam importantes, quando viram lembranças.
Eu lembro de tudo, lembro de ti, lembro de nós, não abro mão da minha perseverança.
Não importa o que aconteça, ou quanto tempo passe, ainda tenho esperança.
Meu corpo fadigado, pede clemência à minha alma, que não cansa.
Até aquela sua palavra de abandono, ao meu ouvido, canta.
A saudade de nós, a saudade da risada, do olhar, rasga meu peito, como uma lança.
Eu sei do que a ausência é capaz, eu sei que ela é capaz de transformar uma mente sã, em insana.
Minh'alma é mundana.
Mas minhas fantasias contigo, são dignas do paraíso, dignas de uma chance de salvação, em meio à tanta coisa freudiana.
Eu me lembro dos momentos, sempre que estou prostrado em minha cama.
Eu os valorizei, valorizei-os mais que minha alma tirana.
Em meio a um devaneio de loucuras eu percebi que, momentos só se tornam importantes, quando viram lembranças..."
"Antes de tudo; perdão pela carta.
Essas palavras, são minha carta, para eu velejar seguro, por suas águas.
Águas de ilusões, de palavras doces, e lágrimas amargas.
Eu sei o que me espera na sua enseada.
Eu sei que a cada mergulho, a cada braçada, eu hei de afogar-me, em suas palavras.
Mar de ilusão, suas águas, quando em lágrimas, ao meu eu, enxurrada.
Antes de tudo; perdão pela carta.
Eu sou o que sou, amo ela, amo-a muito mais que o fim de tarde, ou o primeiro raio da alvorada.
Eu sou uma única gota, meu amor por ela, uma cascata.
O que escrevo para você mulher, é apenas uma nota, o que sinto por ti, é serenata.
Declaro apenas o brilho da Lua, meu amor tem a luz de galáxias.
Escrevo palavras bobas em um pedaço de papel, que em papel não descrevem nada.
Perdão pela simplicidade e pela alma parva.
Antes de tudo, perdão pelos erros, perdão pelo amor e perdão pela carta..."
"Elas sabem que nunca seriam você.
Você é a única que jamais teria meu olhar blasé.
Eu tento ser algo bom, mas só o sou, quando estou com você.
Ah mulher, amo a vida, mas amo mais, amar você.
Existem jeitos de amar que foram feitos pra você.
Existem paixões, que só imaginei com você.
É você mulher, você, você e depois de ti, é só você.
Eu amo só você.
É você, e o que posso eu fazer?
Se minh'alma, grita por ti e meu coração, bate por você.
Repetitivo né? Mas tudo isso é pra deixar claro que ti, é dona do meu eu, rainha do meu ser.
E se tiver que repetir, eu hei de repetir, cem, mais de mil, todas as vezes será por você.
E às mulheres, que por meus lábios já passaram sabem; elas nunca seriam você..."
Eu deveria ter tentado.
Insistido mais, nominar o inominável.
Eu deveria ter tentado.
Quem sabe, domá-la, aquela mulher, indomável.
Eu deveria ter tentado.
Quando não tivesse mais seu amor, só ali ter ficado.
O amor é doença, letal, incurável.
Eu deveria ter tentado.
Minha boca clama pelas águas da sua pele, minha sede é insaciável.
Eu deveria ter tentado.
Fazê-la minha, controlar uma tormenta, incontrolável.
Eu deveria ter tentado.
Eu duvido de muitas coisas, duvidei mil vezes de mim, mas essa paixão é incontestável.
Eu deveria ter tentado.
Eu tento me encontrar em obtusas palavras, pois me perdi naquele seu olhar, inefável.
Eu deveria ter tentado.
Controlar o incontrolável, amar o odiável, narrar o inenarrável.
Quem saberá? Só sei que eu deveria ter tentado..."
"Eu marco as batidas.
A cada beijo, a cada toque, eu sinalizo a minha despedida.
É minha ida.
Meu coração erra as batidas.
Será loucura, desejo, hipocrisia?
Era fantasia.
E eu marco as batidas.
Pra ter um momento ao seu lado mulher, eu daria mil vidas.
O que sou eu sem você? Tento fujir desse amor, mas estou em um labirinto, sem saída.
És tu meu ar, es tu meu Sol, amada minha.
Eu não fui, e se fosse voçê, eu não iria.
Lembro daquele nosso abraço; Ah mulher! Como minh'alma sorrira.
Sua ausência agride minha sanidade, e eu marco as batidas.
Do que me adianta o calor de outros corpos, se em sua ausência, eu sou só uma tarde fria?
Eu tentei, esperei, nosso amor não deu frutos, não teve saída.
Tampouco, despedida.
Esperanças de nós dois? Leviandade minha.
No calendário do meu coração, noto sua ausência, e venho marcando os anos, meses e dias.
E a cada palpitar do meu algoz, longe do teu ser, eu marco as batidas..."
