Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Pensando cá estava eu, no quão ficava indignado ao notar na quantidade de oportunidades que eu queria conseguir. Não acredito que oportunidades simplesmente apareçam. Acredito que oportunidades são consequências de nossos atos. Mas até mudar meu comportamento e meus atos cheguei a fazer. E sempre pensando: "Puxa vida, por que o caminho não se ilumina para mim?". Só agora, livre disso que eu chamo de cegueira obsessiva, pude notar o quão tolo eu consegui ser. Ao ficar esperando fixamente a luz se acender na minha frente, não reparei nas luzes que acenderam a minha volta, mostrando outros caminhos que eu poderia trilhar. Posso chegar no mesmo objetivo. Ou não. Oportunidades diferentes podem levar a um mesmo final. Porém isso seria presunção da minha parte, querer que todos os caminhos levassem a Roma. Paris já estaria muito bom! O que importa é que, uma vez livre da cegueira, pude enxergar outros caminhos. E ainda que eles me levem a outros pontos finais, tenho a certeza de me levam sempre em frente, e nunca para trás.
O dia é como uma flor que se abre com o amanhecer
as vezes triste as vezes feliz como eu
mas todos os dias abro os olhos só pra te ver
pois tenho a certeza que seu amor é meu
O LADO DO VELHO MENDIGO
Eu ando pelas ruas sem saber como vim parar aqui.Sou um velho, sou negro, sou pobre, sou como todos os que vêem por ai, com a vida desgraçada. Acabei de acordar de um longo sono, de uma vida inteira. Sento-me encostado na parede, com a cabeça entre as pernas, murmurando coisas que nem eu mesmo entendo. Dentre os murmuros, pensamentos ficam claros.
- Eu jurei nunca me arrepender - Murmurei.
Um homem apareceu na minha frente e me disse:
- O que você fez de tão grave para se arrepender ? -
- Me arrependo do que não fiz. Não do que fiz. -Sussurro.
O homem me perguntou com certa ironia: - O que não fez? -
- Eu não sei, eu não lembro! Pare! -
E então me levanto, e empurro o homem que tanto me faz perguntas. Continuo andando pela cidade de São Paulo e respondendo a tantas dúvidas, conversando, desabafando.
As pessoas passavam pela calçada e me olham de uma forma tão estranha, mas eu não quero entender a razão.
Afinal, o que eu fiz para que a sociedade me encare de tal forma? Eu só estou conversando com a unica voz sincera que resta. Seria eu um maluco ?
O LADO DO CIDADÃO.
Um mendigo negro andando pela rua , encosta em uma parede suja, e senta ali mesmo , no chão. Coloca a cabeça entre as pernas e se levanta rapidamente como se alguém estivesse falando com ele. Ele começa a conversar sozinho, a desabafar, a pedir para algo ou alguém parar de fazer uma coisa.
Ele continua andando e conversando com o vento.
- Eu acho que vou atravessar a rua, seria ele um maluco? -
Naquele dia senti que seria a ultima vez que nos veríamos, então disse meu ultimo ‘’eu te amo’’ e em uma fração de segundos eu a vi indo embora deixando apenas lembranças das quais sonho em vivê-las novamente...
A quem me deu teu nome por castigo eu escrevi esse verso eu te dedico para nunca mas te esquecer ...
Paixão costuma encher nossos olhos,desejamos sentir,experimentar.Mas ninguém fica sem respirar.Eu prefiro somente amar...Quero sentir amor a vida inteira!
O que vocês querem de mim? Uma hora reclamam do modo como eu ajo, outra do modo como me visto, outra do modo como falo, de meus gostos, do que eu assisto… Se eu quisesse ser perfeito igual a você, eu pediria pra um macaco me ensinar.
GAVETA ABERTA
Por: Emerson Francisco
Pensativo eu aqui sentado na beira da cama,
Olhando desconsolado na gaveta de camisa.
Olhando qual cor é propicia para o dia de hoje,
Tentando combinar a física e a fisionomia.
Depois de milhões de segundos a escolha foi necessária,
E percebi que a camisa era uma das peças.
Então observei aquela quantidade de calças,
Muitas desbotadas e a opção não eram necessárias.
Após um longo tempo,
Procurando uma meia que não tivesse furada ou esticada,
Saberia qual calçado usar.
Depois de tudo no seu devido lugar,
Procurei as horas e percebi que o tempo foi perdido,
Pelas indecisões a tomar.
E não adiantava mais ir trabalhar o tempo já tinha passado,
E o lençol veio a calhar.
Mamãe
Por: Emerson Francisco
Quanto eu reclamei,
Quando assoviava.
Quanto reclamei,
Quando mostrava minhas fotos antigas.
Quanta vez sujou seu tapete limpinho,
Com as minhas brincadeiras.
Sempre dormia na melhor parte do filme,
Eu sempre cochilava na melhor parte da novela.
Como a senhora xingou,
Quando quebrei sua tigela.
Como eu te assustei,
Quando cortei meu pé.
Como te emocionei,
Quando dancei quadrilha.
Sempre que assoprei a velinha,
Meu desejo se realizava,
Quando eu abria os olhos a senhora sempre estava lá.
Te amo Mamãe...
LAGRIMAS DE VIDRO
Por: Emerson Francisco
Quando eu imaginei que era forte,
Senti medo da batalha.
Quando conquistei,
Tive medo da derrota.
E quando tudo parecia cair,
Com as minhas mãos eu levantei.
Ai quando estava totalmente ereto,
Senti tudo desabando.
E percebi que na vida uns cai,
E outros levantam.
E todo aquele mar de lagrimas,
Que relutava para não sair,
Rasgou minha alma, como uma explosão.
E muitas vezes chorar, me fez forte.
