Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Eu sei que o sangue foi derramado e o preço foi pago. Por isso, quero uma vida de verdade — e consumir o meu próprio assombro.
Deus tem me chamado para liderar mulheres, crianças, adolescentes e jovens.
Eu sei que esse chamado e essa promessa vêm desde a minha infância. Ao longo dos anos, muitas coisas chegaram às minhas mãos e, mesmo sabendo que humanamente eu não era capaz, eu abracei cada missão com amor.
Quantas vezes eu briguei com Deus… no bom sentido e perguntei: “Senhor, por que eu?”
Houve um tempo em que precisei me afastar. Não para desistir, mas para curar o meu interior. E, nesse processo, Deus me honrou, me fortaleceu e me deu autoridade.
E então Ele me disse, no meu coração:
“Agora tu volta e termina aquilo que Eu te dei para cumprir.”
Por isso, quando chego a um lugar e sou escolhida para determinada missão, não é porque estou atrás de posição, título ou reconhecimento.
É porque um dia eu disse:
“Eis-me aqui, Senhor. Eu aceito a missão.”
Se Deus me escolheu para estar ali, Ele mesmo vai me sustentar e me honrar.
Eu não preciso correr atrás daquilo que Deus preparou para mim. O que for para eu fazer chegará às minhas mãos.
Mesmo com medo.
Mesmo sem entender.
Mesmo achando que não sou capaz.
Porque não é sobre a minha capacidade.
É sobre quem me chamou.
E se Ele chamou, eu vou.
Eis-me aqui.
Luz da Estrela
Eu vim das estrelas, De um lar onde o amor é brisa suave, Onde o tempo dança em silêncio, E a alma floresce em paz.
Aqui, neste chão que ainda busca luz,
Minha essência brilha serena, Como um farol gentil na noite, Que guia corações perdidos ao lar.
Mesmo quando o mundo parece frio, E a injustiça tenta apagar meu brilho, Eu carrego o calor da estrela — Um abraço eterno de luzes,
Que sussurra: “Eu pertenço,
Eu sou luz que nunca se apaga,
Um viajante do cosmos,
Um coração que sabe amar.”
No Silêncio da Estrada
No silêncio da estrada eu escuto meu ser, Como vento que passa sem nunca prender. Cada passo é pergunta que a vida refaz, Cada dor é semente pedindo por paz.
Se a noite é profunda, mais fundo é o olhar, Pois quem perde o caminho aprende a buscar. E no peito cansado que insiste em bater, Mora um sol escondido esperando nascer.
O Estigma do Nome
Me deram um nome…
Sem me perguntar se eu queria.
Sem saber se cabia.
Sem saber se dizia
quem eu realmente sou.
E, junto do nome,
vieram rótulos,
sobrenomes carregados de histórias,
algumas que nem me pertencem,
mas que eu fui obrigado a carregar.
Filho de quem?
De onde veio?
O que faz?
O que tem?
O que vai ser?
A vida virou esse questionário infinito,
onde eu sou menos eu
e mais o que esperam de mim.
No RG, um código.
Na escola, uma carteira numerada.
Na sociedade, um cargo, uma função,
um endereço, um CNPJ
um destino pronto.
E eu, me debatendo dentro do próprio nome,
tentando entender se sou mais que ele.
Se sou mais que um verbo conjugado no passado de alguém.
Até que um dia eu percebi...
O nome é só um eco.
Uma casca.
Um som.
Uma história contada por quem nunca me conheceu por inteiro.
Meu nome não me contém.
Meu nome não me explica.
Meu nome não me limita.
Eu sou aquilo que nem tem nome.
Sou aquilo que se sente,
mas não se escreve.
Sou aquilo que nasce
quando o silêncio apaga as palavras.
Oi.
Oi.
Silêncio entre os dois.
Quando eu te vejo, me transformo numa TV.
Com o mute ligado,
Mas também é tudo que eu sei dizer.
Então não culpo você.
Se eu estou bem,
Claro, e você?
Mesmo eu tendo escondido isso para que você não percebesse.
Novidades?
Não tenho
Acabei de lembrar que nunca contei uma para você.
Meu bone relaxa, vou parar de usar.
Já está bastante desbotado com o tempo.
A música está alta, não está dando para te escutar.
Mas é também pela distância que eu estou mantendo de você; daqui é mais seguro.
Mas você me lembra alguém que conheci.
Que espirrava 7 vezes e parava.
Sim, eu contei os espirros dela e montei um padrão.
Se eu vou ficar bem depois que eu partir?
Sim, bom, pelo menos eu espero que sim.
Pelo menos eu nunca tive certeza do que esperar em todas as vezes que coloquei a mochila nas costas.
A felicidade é aprender. Eu escolhi a Verdade do amor, em vez da Verdade da dor. Isto nunca desaparecerá, mesmo que eu duvide.
Pq dar ordens para si mesmo funciona?
Eu sei a resposta, mas eu presciso dessa confirmação, presciso ter certeza, matar minhas dúvidas. Extrair tudo.
Essa necessidade de saber de tudo só para ter certeza de que não perderá nenhuma oportunidade de alcançar um futuro eu ideal que talvez nunca chegue... O talvez é minha esperança gritando.
A necessidade falsa de que não é o suficiente; a fome é uma mestra cruel. Como a inveja.
Sabe, quando eu era criança, acreditava em tantas coisas mágicas: Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, contos de fadas... Tudo parecia possível, tudo era cheio de encanto. Mas aí a gente cresce, e a vida começa a nos dizer que é besteira acreditar nessas coisas, que precisamos ser mais “pé no chão”. Só que, honestamente? Eu não consigo ser assim.
Eu ainda acredito em clichês. Ainda me pego sonhando com finais felizes, ainda choro em filmes românticos, ainda acho lindo quando vejo um pedido de casamento. E, às vezes, isso me faz sentir meio bobo, como se o mundo dissesse que eu deveria ser mais duro, mais cético. Mas por que eu deveria? O que há de errado em querer enxergar a beleza e o amor nas pequenas coisas?
A vida já é cheia de momentos difíceis, de dores e decepções. Então, se acreditar no amor, nos finais felizes, ou até mesmo em um pouco de magia torna tudo mais leve, por que eu abriria mão disso? Talvez seja isso que ainda mantém viva aquela criança dentro de mim, aquela que nunca deixou de sonhar. A magia não está lá fora, está dentro de nós, e eu ainda escolho mantê-la viva.
“Eu descobri que algumas certezas envelhecem antes de nós, e quando finalmente percebemos, já estamos defendendo algo em que deixamos de acreditar.”
“Há coisas que eu só compreendi depois de deixá-las para trás, porque certas verdades fazem barulho demais quando ainda estamos vivendo dentro delas.”
Agradeço por poder fazer tantas ações boas sem necessidades de contar, é eu e Deus e em sua força não precisa se auto-afirmar.
Amava quando tinha o tal jogo da seleção, que enquanto assistiam, eu saia para andar de bike e as ruas eram somente minhas.
Eu sou os planos harmônicos de Deus que apresenta-se em todas manhãs.
Eu sou um inferno para o diabo.
Lá vou eu, rindo e chorando, nestes vales de lágrimas, tristes e amargurados, tentando levar a vida como Deus e o Diabo querem. Mas a vida tem destas coisas. Assim, debaixo do céu e por cima do chão, vou levando a vida aos chutes e pontapés, vou enfrentando o salão, dançando o samba que a vida vai tocando para mim em cada raiar do sol.
Sabe o que eu acho muito engraçado? É que nossa mãe/pai acha que está no direito de dizer coisas extremamente feias para os seus filhos, e em que base cientificamente, no que isso vai ajudar a criança a "crescer"? Ela só vai ficar mal, muitas vezes os adultos erram. "Ai, mas é culpa do celular que ela/ele é assim!" Não, não é, é culpa sua (às vezes).
Acha que brigar, xingar e bater até arrancar sangue da sua/seu filha/filho vai resolver alguma coisa? Não, não vai, isso só vai fazer ela(e) sentir medo de você, não respeito. Acho que quem tem que crescer aqui não são os adolescente, e sim os adultos (a maioria).
