Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Só para deixar claro e evitar expectativas ou ilusões:
O que eu falo é o que considero óbvio, é uma reflexão do que sinto no momento, algo que faz sentido para mim, que tem profundidade e sentimento, com base em experiências que vivi, percepções que tive e tenho. Porém, é apenas o que eu externalizo, são desabafos. Quem quiser tirar proveito disso, que tire, mas para mim, é apenas um alívio de algo que carrego dentro.
Agora, o que eu sou, minha personalidade, meu verdadeiro eu, é algo diferente. Não sou santo, mas também não sou cruel. Sou o que sou, sou aquilo que estou sendo no momento. Não sou uma única coisa para sempre, não me limito a ser apenas uma coisa, pois estou em constante mudança. Só quem realmente me conhece sabe disso.
Ao nascer, todos sorriram;
Quando eu morri, todos choraram;
Mas eu sorri,
Por tudo que vivi.
E então me vejo acordar,
Compreendendo que nunca morri,
Sempre estive aqui,
E sempre estarei.
A vida e a morte são uma só coisa,
Tudo se transforma, mas nunca acaba,
Eu sou o que fui, o que sou,
E o que sempre serei.
Tudo é amor. No entanto, cada um tem um jeito de amor dentro de si. Esse jeito de amor é quem eu sou de verdade. É esse amor que busco aceitar na vida, pois busco me aceitar. Aceitar quem eu sou de fato. Esse amor vive aqui dentro.
"Eu só queria alguém a quem dizer olá; e você chegou e perguntou se estava tudo bem."
Obedes Lobadias
"Você chegou como quem diz: eu sou promotora de eventos, permita-me organizar o festival da sua felicidade!"
Obedes Lobadias
Se eu pudesse dar um presente, traria uma estrela do céu, para mostrar que teu brilho é mais raro que o dela.
Hoje eu escolho focar na minha própria existência.
Por muito tempo vivi tentando ser o que o mundo esperava de mim,
enquanto eles aguardavam que eu fizesse algo,
e eu… eu esperava o quê?
Esperava permissão para ser quem sou?
Esperava coragem, validação, ou o momento perfeito?
A verdade é que ninguém pode viver por mim.
Tornar-me quem sou não é um ponto de chegada,
é uma decisão diária —
e hoje, finalmente, essa escolha é minha.
Quem sou eu, para julgar o outro,
Se cada adeus deixa marca no peito?
Queremos proteger o coração da dor,
Mas a saudade toca tudo, e é perfeito e imperfeito.
Repetir velhas emoções é se punir,
É tentar prender o que já partiu.
O outro se vai, e o que resta é aprender
Que a vida sempre traz algo novo a sentir.
Quem sou eu para dizer que o outro não vale?
Que nunca me serviu, que já deixou de ser?
Talvez só meus olhos tenham visto sombras
Do que o outro jamais quis me oferecer.
O grito do outro ecoa em mim,
E quanto mais falo, mais me vejo incapaz
De virar a página e abraçar o novo,
De deixar que a vida escreva seus próprios sinais.
Que possamos mudar o discurso,
Que a memória não nos prenda,
Que cada fim seja semente de começo,
E que o novo floresça, mesmo depois do velho.
Eu quero ouvir, mas quero ouvir quem me escute.
Me calei por tantos anos.
Talvez por isso eu ame tanto escrever.
Passei a vida inteira ouvindo, acolhendo, engolindo silêncios que não eram meus.
E hoje eu também quero ser escutada.
Querem meu respeito, mas não me respeitam.
Querem a minha atenção, mas me deixam de lado.
O silêncio que tive foi sobrevivência.
A voz que tenho hoje é escolha.
E não é egoísmo querer reciprocidade,
é maturidade não aceitar menos do que isso.
Quando eu gosto, eu gosto de verdade.
Quando eu quero, eu faço acontecer.
Mas pra fazer acontecer, eu preciso sentir que do outro lado também existe vontade, presença e reciprocidade.
Não me basta ser usada.
Palavras ferem.
Sentimentos são sentidos.
Não dá pra apagar o que marcou, como se apagam palavras ditas ao vento.
Nem mesmo aquelas palavras duras que um dia fomos obrigados a escutar.
Mas podemos contorná-las, transformá-las em lição, e seguir mais fortes do que antes.
E sobre sonhos…
Não é que eu sonhe alto demais.
É que eu sempre fui uma pessoa de muita fé.
Eu acredito no impossível de Deus.
Então, quando alguém me diz que eu não sou capaz — mesmo sem usar essas palavras —
é como cortar as asas de um pássaro que sabe cantar
e trancá-lo numa gaiola.
Sonhos são movimento.
São o que nos levanta todos os dias.
E sobre o amor…
O amor é uma construção que não precisa ser dura.
Não é civil, é sensível.
Amar deve ser leve.
Os passos precisam ser sentidos, não forçados.
Sonhos e amores só sobrevivem
quando existem pessoas que acreditam de verdade
e carregam dentro de si o poder de fazer acontecer.
Fora disso, não passam de palavras bonitas
guardadas numa gaveta qualquer.
Às vezes nos tornamos rebeldes
não por quem somos,
mas pelo que recebemos.
Nos doamos tanto a alguém
que sequer é capaz de nos enxergar.
Eu quero ser vida na vida de alguém,
mas que seja recíproco.
Que juntos possamos atravessar pontes
e subir, lado a lado,
as escadas do sucesso.
Ninguém nasceu pra ser só.
E ninguém nasceu pra ser pó.
Deste mundo não levaremos nada,
mas que sejamos tudo aquilo
que não levaremos.
E que nunca nos falte fé
para acreditar
que ainda existem amores e sonhos
que valem a pena lutar.
- Uma carta para o meu Hoje.
“Queria poder descrever o tamanho do que sinto, mas nem eu sei a dimensão. Nem todas as estrelas do céu seriam capazes de definir esse sentimento prodígio que nasceu por você.”
Da vida eu nada espero, mas eu vivo a vida, espero apenas da esperança, ela sim pode motivar a ter uma vida melhor da que vivo no hoje.
Reflexão:
Por muito tempo eu tive medo de me expor…
medo de mostrar a obra que Deus fez dentro do meu coração.
Eu quase não conseguia enxergar algo bom em mim.
E, pra ser sincera, às vezes ainda não consigo.
Meus defeitos sempre foram mais altos,
porque nunca faltou quem apontasse cada um deles.
Mas o tempo me ensinou uma coisa:
quando tem dedo demais apontado pra você,
não é só crítica… é incômodo.
Incomoda porque tem algo em você que eles não têm,
algo que eles não entendem,
ou algo que eles gostariam de ser.
Hoje eu entendo:
não é sobre o que falam de mim…
é sobre o que eu carrego dentro de mim.
E isso ninguém apaga.
É sopro de Deus.
