Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando

Cerca de 853366 frases e pensamentos: Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando

Que por onde eu passe deixe rastros de minha luz, mesmo que para alguns de meus desafetos representem sombra, mas mesmo assim a sombra é como as nuvens densas que se dissipam com o calor e o esplendor dos raios de sol, que são tudo que tenho a oferecer, mas de coração aberto e tentando aperfeiçoar minha alma nessa caminhada evolutiva onde somos imperfeitos buscando o acerto através dos erros.

Eu faço o que me dá vontade, depois eu vejo o estrago, pode até ser um tiro no escuro, mas também posso acertar o alvo.

A cada dia eu renasço num novo amanhecer…

Com cachorro eu lato, com passarinho eu canto.

O sabor da vida sempre depende de quem a tempera.
Eu jamais quero te perder de vista, jamais quero viver a minha vida sem você por perto, pois desde que te conheci, a minha vida ganhou mais sentido. Você me deixa louco, você me tira do sério, você me impressiona, me faz rir e sorrir como ninguém nunca fez e você me faz acreditar que a vida tem sentido! Você me deu sentido para viver! Não economizar temperos, prá Vida dar sabor!

"Surpreendente como eu me fascino com o que eu mesmo digo, é surpreendente o quanto eu compreendo quando sou eu quem esclarece. Porque há quem critique, muitos acham isso prepotência. Mas reflita: Se você vai precisar conviver consigo mesmo até o final, se vai ter que suportar a própria companhia até o fim, se vai ser observador da sua própria vida até o último instante, é melhor que se apaixone pelo que faz."

Eu, que nunca me expressei como deveria, agora, em meio às minhas próprias vozes internas, tropeço.

— ecos de tudo aquilo que guardei.

Eu posso ser
Centenas em uma só
Extremamente polida
Minimamente sem cerimônias

Depende das lentes que me enxergam
E das quais eu me permito ser enxergue

[Ineditismo]


Quão sortuda eu seria
Se morasse na primeira vez das coisas.

Sem hiato, sem depois, sem desculpas.
Perduraremos por todas as existências e universos.

Eu te infinito.

Tudo o que eu achava que era amor ficou pequeno depois que ela chegou.

Em outros tempos eu zoaria os vascaínos, hoje dá até pena.

Como as águas escuras do Rio Negro, cheias de mistérios, assim eu te imagino.
Me desconcerto com teus encantos; beleza estonteante que me torna simples, e eu me deixo levar.
Pode até me chamar de Solimões — serei apenas o curso do seu prazer.

É verão de dezembro. O sol foi tão gentil enquanto eu buscava as palavras de alguns versos. Versos estes que mexiam com a minha inquietude — aquela que não doma esse mundo selvagem lá fora, mas que é suficiente para me fazer vagante.

Que sigamos nossos destinos incertos, mas, ainda que eu caminhe nos trilhos que a vida reserva para mim, não me surpreendo em sentir o perfume, vestígio sutil que você deixou no tempo e que o vento, às vezes, insiste em trazer de volta.

Eu te vejo tão distante, e ainda assim tão dentro de mim.

Eu, tão imerso na corrente da vida, mal percebi que o passado é fugaz: escapa pelos dedos, atravessa os dias, costura memórias ao presente e, silenciosamente, escreve aquilo que chamamos de destino.

ENQUANTO ELA DORME

é noite, e perto de mim dorme a minha amada
eu, à distância de mil pensamentos,
tento ouvir seu ressonar de paz.
será que ela sonha?
será que quando acordar
se lembrará que vivo estou?
a minha amada tem os olhos azuis
da cor da esperança
suas mãos são finas,
macias como lã de algodão.
ela tem um corpo esculpido
de quase perfeição.
minha amada,
quando sorri ilumina a noite
a noite de treva e solidão.
mas, a minha amada dorme,
minha amada não sabe
que morro aqui, ao seu lado,
acordado, tentando dormir também
para lhe encontrar.
oh, se ela pudesse me ouvir,
oh, se ela pudesse vir aqui
por um instante.
minha amada não respira
o mesmo ar que eu.
de onde estou não posso chegar até ela,
a não ser em pensamento.
nossa cama parece um imenso oceano,
e eu só tenho as mãos para lhe abraçar.
tudo que eu queria nessa vida
era que ela pudesse ouvir meus pensamentos
para que ela soubesse o quanto a desejo,
oh, quem dera,
que ela um dia desses
me acordasse com um beijo.
mas a minha amada dorme,
enquanto eu escrevo poesias,
em delírios que me consomem,
mesmo distante
em noites de insônia
como uma sombra
eu ainda a vejo..

Se eu fosse falar a verdade
Talvez você se comovesse.
Perdi meu pai aos onze anos — e com ele, o lar.
A casa deixou de ser abrigo, tornou-se lembrança.
O conforto e a segurança que uma infância promete
se desmancharam na poeira do tempo.

A vida se desenrolou como um fio invisível
que eu apenas seguia, sem saber aonde levava.
Mas não escrevo para comover ninguém.
Sou um homem realizado no pouco que premeditei:
ser poeta — não por escolha, mas por destino.

Desde menino, tive uma clarividência silenciosa
sobre o que viria a ser.
Uma voz interior me dizia
que havia um mandato das alturas:
cantar, mesmo que o canto fosse triste;
dar forma ao invisível;
soprar o fio de Ariadne
que me conduziria pelo labirinto da vida.

Entre fragmentos e quedas,
fui forjado por dores que não escolhi.
E nelas, descobri a necessidade inevitável
de escrever — sempre com lágrimas,
sempre com o sangue secreto da alma.

Não havia mapa, só o instinto e a necessidade.
E foi nas escolhas, muitas vezes cegas,
que aprendi a me reconhecer.

Hoje compreendo que minha existência,
apesar de comum, sempre esteve repleta de sentido:
era o ensaio do homem que eu me tornaria —
um ser moldado pela perda,
mas iluminado pela busca.

Sou um renascentista


Talvez eu tenha nascido fora do tempo,
mas minha alma caminha pelas ruas de Paris.
Não as ruas apressadas do turismo,
mas aquelas onde a madrugada ainda cheira a vinho, tinta e papel.
Onde os músicos tocam como se o destino dependesse de um acorde
e os poetas bebem a lua em silêncio.
É ali que existo — entre o som e a palavra,
entre o piano e o abismo.
Sou um renascentista: músico, poeta, pianista.
Vivo entre o sagrado e o profano, entre o vinho e o verbo.
Cada nota que toco é um pedaço de mim tentando renascer,
cada verso, uma confissão que o tempo não conseguiu apagar.
Não bebo para esquecer, bebo para lembrar —
que a vida, como a arte, é feita de breves eternidades.
Quando sento ao piano, sinto Paris me ouvir.
Os fantasmas de Debussy e Ravel espiam por sobre meu ombro,
e o Sena, lá fora, parece repetir minhas notas nas águas.
O poeta em mim escreve o que o músico sente;
o músico traduz o que o poeta pressente.
É uma comunhão silenciosa entre o som e o pensamento —
a forma mais bela de loucura.
Ser renascentista é não aceitar a indiferença dos tempos modernos.
É crer que a beleza ainda pode salvar,
que o corpo é templo e o amor é arte.
É brindar com o vinho e com o caos,
com a esperança e o desespero,
porque tudo o que é humano é divino quando há música no coração.
Sou um renascentista.
Poeta, músico, homem que vive nas ruas de Paris —
onde o tempo se curva diante de um piano,
e o vinho se torna prece nas mãos de quem ainda acredita
que a vida é, acima de tudo, uma sinfonia inacabada.