Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Um belo dia a felicidade bateu em minha porta e eu te abracei para nunca mais te deixar. Mas alguma coisa errada aconteceu e você partiu sem ao menos me dizer adeus, simplesmente desapareceu e como herança sua ficou a saudade que me prendeu para sempre em uma corrente chamada solidão.
E eu me perdi; Na imensidão do teu abraço, na sinceridade dos teus lábios, no brilho do teu olhar, na proteção que tem lhe amar […]
Só eu sei o quanto a minha mente se inflamava de ideias, quando consumia suas ideias. Brotava em mim um floral de reflexões que me faziam viajar em autores conhecidos e chegar aos novos desconhecidos e fortalecer minhas rédeas de ideias..
Como é bom suas ideias postas em letras no papel branco.
Quarto sem testemunhas
Amar foi escrever cartas
sem endereço de volta.
Eu as deixava na mesa do mundo
e o mundo nunca respondeu.
Meu nome não ecoa em ninguém —
é só um som que gasto
para provar que ainda existo
quando falo sozinho.
Os dias passam como móveis velhos,
ocupam espaço,
não contam histórias.
O relógio trabalha mais do que eu.
Não tenho sonhos:
apenas intervalos de sono.
Não tenho amigos:
apenas pessoas que passam
sem notar que passei também.
Há uma cama que me reconhece,
sabe meu peso,
minha forma de desistir da noite
sem fazer barulho.
Tenho medo não do fim,
mas do apagamento —
de virar objeto entre objetos,
lembrança nunca inaugurada.
Amar sozinho
é aprender a diminuir
até caber no canto da própria vida.
Ainda assim,
às vezes a manhã insiste
em abrir a janela
sem pedir licença.
E quando a luz entra,
mesmo sem promessa,
ela prova baixinho
que nem tudo desistiu de mim.
Ela foi, mas quando alguém me toca com carinho eu choro.
Ela foi, mas quando transo com alguém não me satisfaço.
Ela foi, mas quando beijo, o beijo é só físico não toca a alma.
E é isso.
O termo GENTE DO BEM deveria se chamar GENTE DO EU.
Eu acho... eu penso... Eu espero...
Minha família... Minha regra...
- Não tem nada de BEM no EU.
Gente do bem, faz o bem ao próximo! Pra mim, o bem é coletivo.
Alguns compram aplausos, eu invisto no futuro. Aplausos são barulhentos e passageiros. O futuro plantado hoje é a certeza da colheita de amanhã.
É preciso ser muito pra fazer eu desistir de mim
muito mais do que grito,
muito mais do que fim.
É preciso ser corte que nem o tempo cicatriza, vento que arranca raiz,
muralha que não se humaniza.
Porque eu me faço inteira até no caco,
me refaço no avesso do dia,
faço da dor um palco pra dançar minha poesia.
Eu nunca fui realmente insano,
apenas atormentado
pela minha própria mente.
Consumido pelos extremos,
rendido ao esquecimento.
Perdoei quase tudo
exceto as raras vezes
em que meu coração foi tocado
com mãos que não sabiam cuidar.
Trago comigo uma estranha devoção:
a morte não como fim,
mas como pensamento constante,
sombra fiel que nunca me abandona
Senhor Romeo
Senhor Romeo,
eu fiz isso de novo.
Um ano em cada dez
consigo lidar com isso.
Sou uma espécie de milagre ambulante
minha pele ainda intacta,
como se não tivesse aprendido
a lição do fogo.
Diga-me:
quantas vezes se pode morrer
dentro da mesma casa
sem que a vizinhança desconfie?
Colecionei pequenas mortes
como quem guarda cartas não enviadas.
Dobrei cada tentativa frustrada
e a escondi na gaveta do criado-mudo,
junto aos comprimidos
e aos retratos
onde ainda corríamos
como dois atores mal pagos
ensaiando eternidade.
Você dizia:
“amor é resistência.”
Eu resisti
até virar ruína.
Sempre havia um copo quebrado na pia,
uma frase suspensa no ar,
um silêncio armado
apontando direto para o meu peito.
Tentei ser um incêndio manso.
Tentei ser água morna.
Tentei ser o homem que não sangra
quando cortado por palavras.
Mas cada tentativa
Era um ensaio de funeral.
O primeiro amor morreu de frio
faltaram cobertores e coragem.
O segundo morreu de excesso
amor demais é veneno doce,
colherada de açúcar
numa garganta já em chamas.
O terceiro?
Ah, Senhor Romeo
o terceiro fui eu.
Enterrei minha voz no jardim.
Plantei rosas sobre os gritos.
Aprendi a sorrir de dentes cerrados
para que ninguém visse
a hemorragia discreta
escorrendo pela alma.
Quantas vezes se pode voltar?
Quantas vezes se reconstrói
uma casa incendiada
com os mesmos fósforos?
Você me chamava dramático.
Eu me chamava de sobrevivente.
Havia espetáculo na minha dor,
confesso.
Eu me levantava das cinzas
com as roupas ainda fumegando,
a barba desgrenhada
como se fosse condecoração.
Olhem
eu ainda estou aqui.
Mesmo depois de vocês.
Mas sobreviver
não é o mesmo que viver.
À noite
deito ao lado do vazio
e ele respira melhor que qualquer amante.
O vazio não promete.
Não mente.
Não diz “para sempre”
com a boca cheia de vento.
Senhor Romeo,
há um cemitério em meu peito
onde cada “nós” fracassado
Tem uma lápide discreta.
Aqui jaz
a tentativa de diálogo.
Aqui jaz
a paciência.
Aqui jaz
o homem que acreditava
que amor era salvação.
Aprendi tarde demais:
amar não ressuscita ninguém.
Amar não cura abismos.
Amar não transforma homens
em porto seguro.
Às vezes,
amar é apenas outro nome
para se oferecer em sacrifício
num altar que ninguém pediu.
E ainda assim
olhe para mim, Senhor Romeo
eu me levanto.
Com as mãos queimadas.
Com o coração em carne viva.
Com a dignidade remendada
como roupa antiga.
Eu me levanto
não por eles,
não por você,
mas por essa centelha obscena
que insiste em pulsar
mesmo depois de tantas mortes pequenas.
Talvez eu seja feito
de matéria reincidente.
Talvez eu goste
do gosto metálico do recomeço.
Ou talvez
apenas talvez
eu tenha descoberto
que a única relação que não fracassa
é esta:
entre mim
e o homem
que se recusa
a permanecer enterrado.
Para agradar a minha esposa, eu me casaria com ela uma segunda vez. Uma terceira. Quantas vezes fossem necessárias para deixá-la feliz.
Minha insegurança eu escondo entre as indefinidas cores de minhas lembranças; entre as sortidas texturas dos meus pensamentos; entre a vaga loucura dos meus desejos. Minha insegurança é uma dissimulação da minha segurança em mim, que eu escondo nas entrelinhas do meu olhar...no meu secreto EU.
Flávia Abib
Talvez o que escrevo, seja uma lembrança de um passado que fez-se inconsciente ou mesmo que eu tenha trazido de maneira latente em mim. Talvez o que escrevo, tenha o mesmo significado, a mesma luz, num outro olhar. Talvez o que escrevo, seja somente a tradução do que tua alma ensina-me.
Flávia Abib
Vivendo e aprendendo cada dia uma nova lição, descobrindo que eu sempre posso fazer mais e o principal: Se Deus está comigo, eu posso fazer TUDO e sem MEDO de ser feliz!
Hoje me lembrei o dia em q nos conhecemos, percebi q eu ainda amava vc, mas lembro toda vez que vc me machucou. Olhei para meus braços e vi as marcas que vc deixou em mim. Eu ainda amo vc, mas nunca vou esquecer o q vc me fez passar. Lembro da nossa música "hj foi bom te encontrar", mas nunca foi bom te encontrar. Eu sinto sua falta, mas de q adianta correr atrás sabendo o final? Isso é que nem um filme de terror, eu não posso mudar o final dessa história. Vc me fala para acreditar em vc, mas você nunca SEQUER teve a coragem de me fazer sentir bem ou até msm confiar em vc. E hoje percebo quão idiota eu fui de ter sentimentos por vc um dia. Vc fala "eu amo vc, n sei pq vc não sente o msm", mas quando eu senti vc me fez de otária, vc me trocou, fez a sua escolha e hoje eu vivo com as consequências de ter um dia escolhido vc em vez de ter escolhido quem me amava de verdade.
Eu te conheci, vc era a "min" não a Beatriz, horrível e imatura e sem coração de hoje, agr eu não sou aql menina q vc conheceu no começo. Fiquei fria, sumo quando percebo que você me machuca, essa sou eu, nunca mais vc verá meu lado bom de novo. Ontem eu era uma menina inocente, hj já vejo como vc me fez madura, aprendi com a dor e o sofrimento. Vc nunca mais vai me ver tentando colocar você em minha rotina.
O que mora em mim é essa vontade louca de consertar o mundo...mas quem sou eu que ainda nem consertei a mim mesma e quero consertar logo o mundo,só o que posso fazer é orar por todos nós que Deus nos ilumine.
As vezes eu acho que a vida olha pra mim e diz, vou bater nela pra ver até onde ela vai conseguir com esse sorriso no rosto...
