Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando

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Estou sendo atormentada por um sentimento denominado AMOR.
Eu já o mandei embora, já disse coisas horrorosas ao seu respeito e mesmo assim ele permanece no mesmo lugar de antes.
Até agora só vi sofrimentos. E tenho diversas vezes me odiado.Também as vezes tenho muita pena de mim mesma.Por olhar esta situação na qual eu me encontro agora.
As vezes acho que vou implorar o amor de alguém que não me ama.Insanidade esta minha; que coração nesta situação sobreviria?
E como correr, correr e já ter meus pés totalmente feridos e mesmo assim continuar...
Só uma razão não foi o suficiente me fazer recuar.

Eu gosto da rosa branca
Que nasceu no me jardim
Também gosto da sua mãe
que criou você pra mim!

Se existe bem ou mal,
entao eu vivo na linha entre os dois

Perguntaram-me se o objeto do meu desejo era lindo... O que eu posso responder? É uma beleza simples que se torna tão diferente entre os outros, uma beleza que me seduz de tal maneira que me faz perder completamente a cabeça. Uma beleza agradável a meu espírito, tão belo que me encanta de certa maneira desconhecida até agora pra mim. Agradável a todos , todos os meus sentidos - que quando está perto perdem o equilíbrio, o controle. Reúne todas as qualidades positivas cabíveis, talvez atinja o mais alto grau em minha escala de valores, é completo. Ele não é lindo, é perfeito.

Se o tempo,senhor da razão, inconstante é,porque eu, jovem que sou, em constância devo viver?

Eu sou igual mulher de malandro,quanto mais apanho da vida,mais sou apaixonado por ela!!!

Pensar em desistir, nunca passou pela minha cabeça,
vou lutar até o fim
sem que notem que eu cresci. Morrer é a ultima coisa que nunca irá acontecer.

Houve a vez em que eu agi assim: ferir você foi a forma para eu sofrer sozinho e te libertar.

Eu sinto sua falta. Sinto falta do cheiro de spray do seu cabelo. Sinto falta dos seus brincos de pressão. Sinto falta das suas meinhas com desenhinho. Sinto falta do seu jeito de cruzar as pernas e balançar o pé. Sinto falta de quando você chupava gelo. Sinto falta da sua caipirinha sem açúcar. E do seu chapéuzinho de tricô. Sinto falta também do seus pés gelados quando eu dormia na sua cama. Sinto falta da sua risada assistindo desenho. Sinto falta das histórias das suas bonecas. Sinto falta dos lugares que você foi. Sinto falta de quando jogávamos bocha. Sinto falta do cheiro do seu carro novo. Sinto falta de te ouvir cantarolar "Trem das Onze". Sinto falta dos barulhos que você fazia enquanto dormia. Sinto falta até daquele seu remédio nojento. Sinto falta do cheiro de roupa antiga do seu armário. Sinto falta da sua maionese. E da sua sardella. Sinto falta do seu hálito de mamão pela manhã. Sinto falta do jeito que você me olhava. Sinto falta do jeito que só você me chamava. Sinto falta das suas correntes de ouro. Sinto falta das suas trapaças no carteado. Sinto falta de quando você dançava. Sinto falta de boiar com você no mar. De brincar da maré nos levar. Faz um ano que eu não te vejo... Mas eu sinto tanto a sua falta.

A todos que neste momento precisam de mim, como eu precisei de vocês um dia, saibam que eu estou aqui lendo e aprendendo como vocês

Eu sempre vou amar,
aquele que me amou primeiro,
JESUS!

Uma pena eu ter nascido na época da fotografia colorida. Pena eu ter nascido na época da “razão sintética”. Tempos em que os gurus não são mais velhos barbados repletos de filosofias de vida acumulada no decorrer de gerações inteiras, derrubando e erguendo conceitos. Tempos de "super-homens", tempos da autosuficiência e do egocentrismo. Tempos da banalização da razão e da emoção. Tempos em que a ousadia não mais existe. Tempos de gente que não se arrisca.
Quem me dera ter nascido na época em que eu seria classificado apenas como louco.
Mais o que mais lamento mesmo, é ter nascido na época da fotografia colorida...

Carta dum contratado

Eu queria escrever-te uma carta
amor,
uma carta que dissesse
deste anseio
de te ver
deste receio
de te perder
deste mais que bem querer que sinto
deste mal indefinido que me persegue
desta saudade a que vivo todo entregue...

Eu queria escrever-te uma carta
amor,
uma carta de confidências íntimas,
uma carta de lembranças de ti,
de ti
dos teus lábios vermelhos como tacula
dos teus cabelos negros como dilôa
dos teus olhos doces como macongue
dos teus seios duros como maboque
do teu andar de onça
e dos teus carinhos
que maiores não encontrei por aí...

Eu queria escrever-te uma carta
amor,
que recordasse nossos dias na capôpa
nossas noites perdidas no capim
que recordasse a sombra que nos caía dos jambos
o luar que se coava das palmeiras sem fim
que recordasse a loucura
da nossa paixão
e a amargura da nossa separação...

Eu queria escrever-te uma carta
amor,
que a não lesses sem suspirar
que a escondesses de papai Bombo
que a sonegasses a mamãe Kiesa
que a relesses sem a frieza
do esquecimento
uma carta que em todo o Kilombo
outra a ela não tivesse merecimento...

Eu queria escrever-te uma carta
amor,
uma carta que ta levasse o vento que passa
uma carta que os cajus e cafeeiros
que as hienas e palancas
que os jacarés e bagres
pudessem entender
para que se o vento a perdesse no caminho
os bichos e plantas
compadecidos de nosso pungente sofrer
de canto em canto
de lamento em lamento
de farfalhar em farfalhar
te levassem puras e quentes
as palavras ardentes
as palavras magoadas da minha carta
que eu queria escrever-te amor...

Eu queria escrever-te uma carta...

Mas, ah, meu amor, eu não sei compreender
por que é, por que é, por que é, meu bem
que tu não sabes ler
e eu - Oh! Desespero - não sei escrever também!

Eu cai e tive que encontrar forças para levantar, eu subi mas de uma forma surreal tive que descer sem entender o por que, apenas desci. Eu ouvi coisas absurdas sobre minha personalidade - coisas essas desconhecidas até mesmo pelo meu inconsciente - e tive que ficar calado para não entrar em conflito comigo mesmo, tive que me matar para dar vida à outras pessoas, tive muito e hoje tenho quase nada. Desisti de sonhos para alimentar um sonho alheio, tive que sacrificar minha felicidade por algo aceito por várias mentes moldadas, gritei até ficar ficar sem voz e as respostas nunca vieram. Fingi que sabia quem eu era para que não me derrubassem sobre um penhasco profundo, andei sem rumo e hoje ando sem destino. Aceitei o inaceitável e não tive o mesmo respaudo quando precisei, aprendi o que se vai, vai mesmo, nem sempre volta, descobri que o "não" é algo advindo de negatividade e não de instabilidade. Tenho cicatrizes que não se fecharam, mas não por uma questão de não querer que se fechem, mais sim, porque ainda existira esperança, lutei desarmado com seres que estavam preparados até os dentes, usei frases prontas de grandes filósofos e elas não me trouxeram grandes mudanças além da reflexão que as mesmas trazem. Vi que recomeçar é bem mais complicado do que o começo e o fim nem sempre é percebido, insito. Enfim, com todo esse viver que resumo em existir não me trouxeram grandes aprendizados, apenas me ajudaram a secar toda a água que teimosamente exprime o que um dia eu senti.

Envolva-me...

Conte-me e eu esquecerei
Mostre-me e eu lembrarei
Envolva-me e eu entenderei...

Entenderei a magia do outono nas folhas que caem...
A ausência presente quando a presença se faz ausente
A distância, o silêncio e as lágrimas...

Entenderei as ânsias e dores humanas sob disfarce
A força curativa do amor presente nos gestos,
Nas palavras e ações desprovidas de competição e egoísmo

Entenderei a liberdade exercida com responsabilidade
O AGORA como momento único a ser intensamente vivido

Entenderei o HOMEM, a NATUREZA, a VIDA
E amarei sem medida...

Fogo. Ó fogo dos raios, em nome de Nyx eu vos invoco, portador das tempestades e força da magia, peço vossa ajuda no feitiço que aqui trabalho!

Vento. Ó ventos de tempestade, em nome de Nyx eu vos invoco, esparjais vossa bênção, eu vos peço, sobre a magia que aqui será trabalhada!

Terra. Ó terra úmida e profunda, em nome de Nyx eu vos invoco, para que eu possa sentir o movimento da própria terra no rugido de um trovão de poder que vem quando me ajudais nesse rito!

Água. Ó torrentes de chuva, em nome de Nyx eu vos invoco, acompanhai-me com vossa força inundante na realização desse ritual, de todos o mais poderoso!

Espírito. Ó espírito livre e selvagem, em nome de Nyx eu vos invoco a mim! Responda-me! Fique comigo durante este poderoso ritual e conceda-me o poder da Deusa!