Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Sou em quem grita e chora. Sou eu. Sempre foi. No fim, eu te amei mais, muita mais que a mim, muito mais do que pensei ter sido amada. Eram sempre as minhas mãos que buscavam as tuas mornas, era sempre a tua cabeça deitada no meu colo, era sempre a minha boca que caçava a tua e por você eu fiz até torta! Eu, que acho tão complicado pilotar um fogão, eu que não entendo nada e que não sei ligar nem forno me arrisquei e descasquei quilos e quilos de maça, só para te agradar e ver iluminar no teu rosto jambo aquele sorriso de agradecimento tão compensador. Agradar-te me agradava.
Pequenas asas
É como se eu fosse convidado pra uma festa
e desse o bolo em mim mesmo,
me dei o convite, aceitei e não fui.
Inventei desculpas e já não acredito nelas.
Escalei estantes,
caminhei por páginas e mais páginas,
E pulando entre os livros,
olhei pra trás e notei bandeiras saindo deles,
assustei com os dedos apontados saindo entre as folhas,
todos em minha direção,
como juízes de desenho agindo feito plantas carnívoras.
Só me resta fugir,
já que sou réu e nunca soube advogar em causa própria.
Escapo feito mosca, a luz da televisão me atrai mas não posso perder tempo.
Esqueço que não sei voar, caio e me levanto já correndo,
Um fugitivo acusado injustamente pelos mestres.
Logo eu meu Deus,
que não presto nem pra ser egoísta.
Eu posso parecer tímida quando me conhece, mas depois, eu sou tão louca, a ponto de falar sozinha no meio da rua, brigar comigo mesma e perder a briga, mandar eu parar de falar sozinha, e não parar. Mas, sei lá, é legal ser assim.
Ela: Escroto
Ele: Chata
Ela: Feio
Ele: Burra
Ela: Idiota
Ele: Sonsa
Ela: Eu te amo
Ele: O quê ?
Ela: não vou dizer de novo
Ele: Não precisa, eu já ouvi uma vez
Ela: E não vai dizer nada
Ele: Você é a mulher da minha vida e Eu te amo.
Quero asas de borboleta pra que eu encontre: O caminho do vento... As flores dos sonhos... A janela do meu ser... O caminho de mim...
Talvez eu nunca tenha você, mas se um dia tiver prometo ser o príncipe que você sempre sonhou, talvez não tão bonito, mas com a mesma simplicidade e o mesmo amor.
Eu quero ver a lua nascer,
fazer tudo do avesso
pra ver se te esqueço,
ser feliz até o fim,
sem você junto a mim
Eu- distraído.
Eu pisava em incertezas, passei muito tempo procurando meu trevo de quatro folhas.
Tropecei em cada mandamento, fechei as minhas portas, fiz-me estiagem.
Hoje, sou as nuances de um sol versado- sabido.
Hoje, sou tons de música, sou bom de ouvir. “Risos.
Eu sou tarde de domingo, sou a coragem da Alma- eu sou alivio.
Hoje, é possível tocar as minhas consoantes- minhas vogais.
Eu sou a palavra não dita, sou imensidão manuscrita.
Um dia, o momento pareceu estar ali. Foi como uma espécie de caricia, que ensinou meu coração a esperar.
Eu pude encontrar-me entre olhos e devaneios. Hoje, sinto saudades- e tento arrumar a pressa.
Os seus olhos abriram a minha Alma, eu consegui ler a mim- nos seus olhos.
Eu juro que senti vontade de descansar, pois em você- senti que era permitido chegar.
Eu, que era só uma criança anunciando mudanças. E você, mergulhando em nós, por instinto.
Deixei o atrito, aprendi a dosar, sinto e faço carinho.
Enquanto distraído, a vida me tirava pra dançar.
Devagarzinho, você me trouxe de volta e me amou. Mesmo quando eu, não me amava.
Você foi o tempo que eu mais precisei ser amado, você é meu gesto, minha aliada.
Na minha ludicidade romântica- poética, gosto de pensar em águias e corujas, como se fossem nós.
As vezes, pego-me assim, distraído- sorrindo.
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“Eu agradeço a você Jaqueline, que com surpresa, foi convidada a sentir.
Que mesmo amordaçada, conseguiu gritar- e eu pude ouvir.
Obrigado meu amor, por permitir-me a certeza de que a vida é maravilhosa.
Para mim, você é um anjo vestido de gente.”
