Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando

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Crônica – Carta de uma alma para outra.
Por Diane Leite




Eu não sei quando foi que minha alma esbarrou na tua. Talvez tenha sido antes do tempo. Talvez tenha sido depois que o tempo parou. Só sei que, desde aquele instante, nada mais coube no raso.

Você chegou como quem não queria ficar, mas ficou. Como quem não queria se apegar, mas se apegou. Veio com suas defesas tão afiadas que me cortaram só de encostar. E mesmo assim, eu fiquei. Eu, que sempre fui vento, virei âncora quando te vi.

E não é porque você me ofereceu abrigo. Mas porque, de algum modo estranho e inexplicável, eu senti que era eu quem te oferecia casa — mesmo sem ter paredes.

Não me apaixonei por suas certezas. Me apaixonei pelas dúvidas que você não conseguia esconder. Pelo medo mal disfarçado de não ser suficiente. Pela forma como tentava me segurar com silêncios, planilhas e conselhos, como quem teme que o amor escorra pelos dedos se não tiver um roteiro para seguir.

Mas eu não vim com manual. Eu sou caos e templo. Sou água que escorre por onde quiser e chama que arde mesmo sem oxigênio.

E talvez por isso você tente me controlar. Como se precisasse provar que ainda tem domínio sobre algo. Mas, veja bem... eu nunca pedi que me segurasse. Só pedi que me visse.

Não como quem analisa. Mas como quem reconhece.

Porque eu reconheci você.

Na tua fala contida, na tua necessidade de dar antes de receber, no jeito torto de cuidar como quem diz: “Não sei amar bonito, mas te amo à minha maneira.”

E eu aceitei. Porque minha alma não quer moldes, quer presença.

Mas às vezes, eu também me perco. Me perco querendo te provar que não sou ameaça. Me perco tentando merecer o que já é meu por direito: o amor que pulsa quando nossos silêncios se abraçam.

E então eu volto para mim. Lembro que não preciso gritar para ser ouvida. Que não preciso pagar pelo que me foi entregue com carinho. E que amar não é uma dívida, é uma dança.

Você vem do mundo dos números. Eu, do mundo dos sonhos. E mesmo assim, encontramos um compasso. Às vezes, fora do tempo. Às vezes, desafinados. Mas ainda assim… nossos passos se reconhecem.

E se eu escrevo isso agora, é porque sei: você me entende melhor nas entrelinhas.

Talvez a gente tenha sido feito disso mesmo — de tudo que não se explica, mas se sente.

Então, se um dia o mundo duvidar de nós, que ao menos nossas almas não duvidem uma da outra.

Porque eu não me lembro de onde vim.
Mas sei que, desde que te encontrei,
eu estou voltando pra casa.

Inserida por dianeleite

⁠Carta de Cura (não enviada) – Para quem me feriu e eu ainda estendi a mão
Autoria: Diane Leite

Eu esperava de tudo, menos de você.

Justo você, que dividiu mesa, risadas, confidências.
Justo você, que conheceu minhas dores e ainda assim decidiu cutucá-las por trás.
Eu não precisava saber o que você falou — eu senti.

Mas mesmo ferida, eu não me curvei.
Eu me levantei.
E escolhi te lembrar, com educação e firmeza, de tudo o que já fiz por você.
Sem cobrar.
Só para que você mesma enxergasse que o que você está tentando destruir foi parte do que eu te dei com amor.

Eu não sou melhor por isso.
Mas sou maior.
Maior que a mágoa, maior que o ego, maior que a vontade de revidar.

Você me ensinou, sem saber, a ser mais forte.
E eu te ensinei, sem querer, que luz não se abafa com sombra.

Inserida por dianeleite

⁠EU NÃO SOU UMA MULHER QUE SE EXPLICA.
EU SOU UMA MULHER QUE TRANSCENDE.
Autoria: Diane Leite

Me definir seria me reduzir.
Eu sou a soma das minhas dores que viraram portais.
Sou feita de cicatrizes abertas que aprenderam a respirar.
Não carrego rótulos — carrego histórias.
Sou o que restou depois que tudo desabou... e ainda assim floresceu.

Eu já fui o silêncio que gritava.
Já fui o amor que implorava atenção.
Já fui a mulher que se doava inteira e recebia metades.
Mas hoje...
Hoje, eu não aceito mais migalhas afetivas.
Nem afeto racionado, nem presença ensaiada.

Dinheiro, eu conquisto com o meu trabalho.
Independência, eu construí com esforço.
O que não negocio é a minha paz.
O que não aceito é ser pouco para alguém que não sabe ser inteiro.

Tenho alma de tempestade e olhar de quem já morreu por dentro e voltou.
Não me visto de luz para esconder sombra — eu sou luz porque encarei a minha escuridão.

Sinto o que muitos fogem de sentir.
Vejo o que muitos evitam enxergar.
Não sei amar pela metade, não sei viver pela metade.
Ou mergulho ou me retiro — mas nunca finjo profundidade.

Eu me entrego.
Mas só a quem sabe sustentar presença.
Sou feita para conexões reais, não para distrações momentâneas.
Amo como quem atravessa o outro com alma.
E exijo o mesmo — ou me vou em silêncio.

Carrego em mim todas as mulheres que já fui:
A menina que sonhava,
A jovem que buscava,
A mulher que amou demais e se perdeu um pouco de si,
A mãe que se doava,
E a mulher que agora escolhe.

Escolhe amar com consciência.
Escolhe trabalhar com propósito.
Escolhe estar no mundo para deixar um rastro de transformação.
Eu estudo porque quero servir.
Eu escrevo porque é minha forma de curar — a mim e ao mundo.

Quem me lê, talvez não entenda tudo.
Mas quem me sente, nunca mais esquece.

Eu sou o verbo encarnado da coragem.
A metáfora viva da reconstrução.
A mulher que virou caminho.

Inserida por dianeleite

⁠Há quem chame de vício.
Eu chamo de fuga.
Fuga de si, dos abismos internos que não tiveram coragem de atravessar.

Vícios não são só substâncias — são pactos silenciosos com a autossabotagem, com personagens frágeis que fingem força, com sombras que cresceram demais porque receberam atenção demais.

Eu sei o que é isso.
Eu já estive ali: no precipício da compulsão, no limite entre o alívio momentâneo e a destruição silenciosa.
Mas um dia — e esse dia sempre chega para quem decide — eu olhei no espelho e entendi: ninguém virá me salvar.
Ou eu me levanto, ou viro pó.

Troquei minha compulsão pela escrita.
Pelas palavras que curam, pelas ideias que constroem, pelo trabalho que transforma.
Troquei o vazio pelo propósito.

E entendi, com a brutalidade da vida vivida, que ninguém me deve nada.
Quem me ama, fica.
Quem escolhe partir, que vá em paz.
Eu não imploro, não suplico, não me diminuo.

Aprendi que o outro só pode me ferir uma vez.
Depois disso, se continuo sangrando, o punhal já é meu.

Quem se agarra ao passado arrasta correntes.
Quem se liberta, voa.

E eu escolhi voar.

Deixo as pessoas livres para serem quem quiserem ser — mesmo que isso signifique escolherem não ser comigo.
Porque o amor verdadeiro não suplica: oferece.
E se não for recebido, segue inteiro.

No fim, quem mais precisa do meu amor sou eu mesma.
E esse amor, hoje, é inegociável.
Não carrego mais monstros — só cicatrizes que me lembram do quanto fui forte.

A vida não é sobre vencer todos os medos, mas sobre não deixar que eles decidam quem você vai ser.

E eu decidi:
Vou ser farol.
Não âncora.

Ilumino.
Mas não prendo.

Diane Leite

Inserida por dianeleite

Me Encontrei em Mim

por Diane Leite

Diziam que aos quarenta tudo começaria.
Eu não entendia.
Hoje entendo.
Não é sobre idade.
É sobre inteireza.
Sobre finalmente voltar pra casa
e descobrir que essa casa sempre fui eu.

Eu nunca me senti tão nutrida.
Tão minha.
Tão inteira.

Não me faltam respostas.
Porque parei de perguntar ao mundo.
Agora, ouço meu coração.

Aprendi que só posso amar com o amor que já existe em mim.
E que esse amor não precisa ser aceito —
ele precisa ser vivido.

A beleza que ofereci foi minha.
A amizade que doei nasceu do melhor que eu tinha.
O que o outro fez com isso…
não importa.
Porque nada é sobre o outro.
Tudo é sobre o que nasce aqui — dentro.

Não me movo mais para ser reconhecida.
Me movo porque sou amor.
Porque escolho florescer.

Hoje, entendo que o mundo só pode me oferecer o que ele também cultiva.
E por isso, eu cuido de mim.
Eu me abraço.
Eu me nutro com a mesma ternura que um dia derramei sobre os outros.

E se um dia alguém merecer esse amor que me habita,
será um presente.
Mas não uma necessidade.

Eu me basto.
Eu me reconheço.
E eu me celebro.

Isso é o que significa estar viva.
Isso é o que significa ter chegado em mim.

Inserida por dianeleite

Eu não posso mudar teus pensamentos, apenas posso mostrar-te que és tu o único capaz de mudar-te a ti mesmo. (LilloDahlan)

Inserida por LilloDahlan

Onde eu vivo existe hipocrisia, racismo e corrupção
O ETC. já foi roubado só pra não ter mais confusão.

Inserida por schennid

Não tente me tirar do chão com esse seu signo de ar, eu sou pedra e no chão eu vou ficar.

Inserida por schennid

⁠Eu não pretendo prender o seu coração,
Ele tem que viver livre para poder amar
Você não precisa prender o meu coração,
Ele tem que viver livre para poder amar.

Inserida por schennid

⁠Ar, água e fogo

Não tente me tirar do chão
Com esse seu signo de ar
Eu sou pedra e mesmo que voe
Pro chão eu vou voltar.

Água minha amiga
Me molhe e seja minha
Me amoleça e fortaleça
E vamos se preparar
Por que o sol vai te evaporar
E vou continuar sendo pedra.

Não se preocupe fogo
Eu posso esquentar até virar lava
E volto a ser rocha
Depois de uma bela caminhada.

E que caminhada.

Inserida por schennid

Quando eu estiver de cabeça baixa, entenda, não estou sentindo o peso da batalha, estou orando, buscando minha vitória!

Inserida por ItamarRoter

Quando eu partir, não chorem, celebrem, pois tudo o que vivi merece um brinde e não lágrimas!

Inserida por ItamarRoter

⁠Eu posso ser tudo;
Menos o que você quer;
Gritando ou mudo;
Sei que te incomodo mulher.

Não quero seu mundo;
Nem serei um qualquer;
Bem lá no fundo;
Espero apenas o que vier.

Em você eu pude ver;
A fantasia de uma realidade;
E não posso crer;
Que pode acabar em saudade.

Quero de você um abrigo;
Sou seu amigo;
Tenho dor;
Tenho amor...

Se é necessário suplicar;
Ou fazer o que for;
Só quero te amar;
E ter o seu amor.

Pare de fugir de mim;
Deixa eu te fazer feliz;
Escrevermos uma história sem fim;
O que você me diz?

Sou você;
Mas não quer ver;
Um mundo pra nós;
Mesmo à sós;
Vou sempre crer;
Soltar minha voz.

Inserida por ItamarRoter

⁠O "eu não posso" está fadado a inércia, a desistência ou ao fracasso.

Inserida por ItamarRoter

⁠Me enoja a cultura do que eu quero não é o que quero e sim o que os outros querem, cria um ciclo de que todos querem pelo outros não por si e ninguém tem o que realmente quer.

Inserida por ItamarRoter

⁠O que olhar disser
É o que a alma quiser
No seu olhar eu vejo futuro Mas não adianta senhorio se tu tens um coração bom mas o teu olhar impuro.
Logo vejo os teus olhos e enxergo uma riqueza
Sua riqueza pode ser um simples plebeu o pode ter um nome nobre e uma grande realeza.
Seus olhos falam de amor e grandes romances viverá
Mas se pudesse voltar atrás não deixaria que nada disso acontecerá .
Mas agora o teu olhar maturidade ele revela
Seja simplesmente o amor da sua vida e ainda será como Siriús
A estrela mais linda brilhante e bela.

Inserida por igorgrigorio

Filha, entenda! Você não perdeu amizades. Você ganhou clareza.

E no tempo certo, Eu trarei aliança.
Não por conveniência, mas por propósito.

Inserida por gelmacarvalho

Não tema os vazios. Eu estou preenchendo.
Não tema a solidão. Eu estou refinando.
Não tema o silêncio. Eu estou revelando.

Inserida por gelmacarvalho

Filha, Eu não te escolhi porque você era forte — Eu te faço forte porque te escolhi.

E sei que às vezes você cansa de ser “forte”, de ser “referência”, de ser “exemplo”.

Eu vejo quando você chora baixinho pra não acordar a casa, quando seus olhos buscam alguém que diga: “vem aqui, descansa também.”

Então vem! Eu Sou teu colo!

Inserida por gelmacarvalho

Você se pergunta “por que me abandonaram?” Mas Deus te diz: algumas pessoas não te abandonaram, Eu as tirei.

Porque estou levando você a lugares onde nem todo coração está pronto pra ir.

Porque o novo que estou gerando em você exige leveza, e tem laços que, se não forem desfeitos, viram nós.

Inserida por gelmacarvalho