Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Às vezes o medo me rasga por dentro
e eu já não sei distinguir
o que é intuição
do que é trauma gritando alto demais.
Eu gosto.
E isso me apavora.
Hoje eu quis chorar até faltar ar,
não por drama,
mas porque as lágrimas são a única água
capaz de atravessar os muros que levantei.
Eu queria que elas lavassem
o peso das dúvidas,
o cansaço de ter que ser forte o tempo todo.
Eu tive medo.
Medo do caminho,
medo de apostar,
medo de cair outra vez
no mesmo abismo com nome de amor.
Quando foi que amar virou ameaça?
Quando foi que sentir passou a doer
antes mesmo de acontecer?
Em que ponto a gente desaprende
a confiar?
A se entregar sem medir o risco,
sem contar as chances de perder,
sem calcular a dor futura?
Eu quero amar com a alma em carne viva,
com o corpo que treme,
com o coração que sangra,
mas ainda escolhe ficar.
Quero o amor nos detalhes,
no toque que não machuca,
no silêncio que acolhe,
no olhar que não foge
quando vê minhas cicatrizes.
Quero que o amor volte a nascer em mim
como um sol que não pede licença,
rasgando o céu cinza,
aquecendo o que ficou frio,
provando que nem tudo o que queima
destrói.
Eu queria renascer.
Sem defesas.
Sem medo.
Sem passado mandando em mim.
Renascer para amar sem barreiras,
mesmo sabendo que amar
é sempre um risco.
Mas é o único risco
que faz a vida pulsar
[Verso 1]
Hoje eu vivo só pensando
Em cada minuto que não te toquei
Que não te beijei
Que eu desperdicei
Como se o tempo risse de mim
Essa distância que surgiu entre nós
Corta mais fundo do que eu confesso
Meu peito grita o que eu não digo
E eu me escondo atrás de um sorriso qualquer
[Refrão]
Minuto que não te toquei
Vira um peso dentro de mim
Toda hora que eu não te beijei
Parece um mundo sem jardim
Meu coração não suporta
Essa fronteira entre eu e você
Os dias já não são os mesmos
E eu só sei
Amar e pensar em você
[Verso 2]
Me consolo em músicas antigas
Cada palavra me lembra de nós
A melodia me abraça por trás
Mas às vezes cai pesado demais
Às vezes triste
Fica meu coração
Rodando em círculos
Feito oração
Repito teu nome baixinho
Como se fosse trazer você de volta
[Refrão]
Minuto que não te toquei
Vira um peso dentro de mim
Toda hora que eu não te beijei
Parece um mundo sem jardim
Meu coração não suporta
Essa fronteira entre eu e você
Os dias já não são os mesmos
E eu só sei
Amar e pensar em você
[Ponte]
Será que aí do outro lado
Você também sente esse vazio?
Ou aprendeu a andar sozinha(o)
Por caminhos onde eu não sigo?
Se um dia o mundo for gentil
E te trouxer de volta aqui
Eu vou guardar cada segundo
Pra nunca mais deixar fugir
[Refrão]
Memórias de um Lugar
Voltei a um lugar cujo nome eu sabia,
Mas ele já não me reconhece.
Hoje eu diria apenas um oi
Antigamente,
Eu falava sem medir as palavras.
O quarto antes cheio de cor,
Hoje parece estar vazio.
Sinto falta dos meus sonhos,
Do jeito que eu acreditava neles.
Sinto saudade das luzes da cidade,
Dos vagalumes á noite.
Das ruas cheias de vozes
Que agora parecem estar caladas.
Voltar não foi reencontro,
Foi perceber que não sou mais o mesmo
Que ja não cabia.
Que algumas coisas não se perdem
Apenas deixam de esperar.
A prece que desmascara
Na maioria das vezes, eu não peço bens.
Peço caráter.
Peço temperança.
Peço que meu coração seja tocado — e que isso me tire do lugar.
Porque oração que não move o corpo é apenas som bonito.
Ser melhor para si mesmo não é se poupar, é se corrigir.
É parar de se tratar como vítima eterna e assumir responsabilidade pelo próprio impacto no mundo.
Ser melhor para os outros, então, é sair da zona confortável da opinião e entrar no território do gesto.
Ser melhor é descer do carro quando ninguém desce.
É atravessar a rua quando todos desviam o olhar.
É carregar peso que não é seu só porque alguém não aguenta mais.
É ajudar quem está parado numa sinaleira,
quem não enxerga o caminho,
quem envelheceu carregando sacolas demais,
quem tem fome agora — não no discurso.
Não, isso não muda o mundo sozinho.
Mas quem usa isso como desculpa para não fazer nada
já decidiu ser parte do problema.
Eu não sinto prazer em ser ajudado.
Sinto em ajudar.
Porque ajudar revela quem você é quando não há plateia.
É sair de casa de madrugada por um amigo numa estrada perigosa.
É colocar o vizinho doente no carro sem perguntar o que vai ganhar.
É entender que bondade não é moeda de troca nem estratégia de imagem.
Por isso, se você vive para si, algo deu errado.
Se prega bondade em rede social, mas não se move quando ela custa tempo, conforto ou risco,
uma das suas missões está errada.
O mundo não precisa de mais gente opinando sobre o bem.
Precisa de gente praticando.
No fim, minha oração não pede que Deus me dê mais coisas.
Ela pede que Ele me tire desculpas.
Que me faça menos discurso e mais atitude.
Porque passar pela vida sem aliviar o peso de ninguém
não é neutralidade.
É omissão.
E essa, sim, é uma escolha.
Falar de você não é tão simples assim. Não é fácil descrever algo que eu não consigo medir o que significa pra mim e nem expressar tudo o que eu sinto, eu simplesmente amo e vou amar pra vida toda. Gostar de você é uma passagem de ida pra felicidade, estar ao seu lado é não querer mais voltar pra realidade, e todas às vezes que eu busco entender o porquê disso nunca chego a uma conclusão, eu só me apaixono mais uma vez e o meu amor por você cresce de forma rotineira. Me perdoe pelas vezes que fui falha ou te deixei de certa forma magoado. Eu quero cuidar de você, e além de tudo quero te fazer feliz, assim como você me faz só de me olhar com esse olhos cor de mel. Me encanta quando você para pra me olhar e você sabe. Desde os piores desentendimentos às melhores risadas, eu sou grata por todos os momentos ao seu lado e principalmente por ser exatamente VOCÊ o homem da minha vida.
Eu amo você, vida
Muitos...
Texto de Encerramento
Eu não entendi o motivo do fim,
e talvez nunca entenda.
Mas hoje eu reconheço que a ausência também fala,
e o silêncio também encerra.
Eu fiz o melhor que pude,
com a maturidade, a consciência e o amor que eu tinha naquele momento.
Não fui morno, não fui raso, não fui negligente.
Fui inteiro.
Se isso não foi suficiente para que o outro ficasse,
não transforma minha entrega em erro,
nem meu amor em excesso.
Revela apenas um limite que não era meu.
O abandono dói porque houve verdade.
Porque houve presença.
Porque houve intenção.
E eu não vou usar essa dor para me diminuir.
Eu encerro este vínculo sem negar o que existiu.
Honro o que foi vivido,
mas aceito que não continua.
Eu não preciso de explicações que não vieram
para seguir adiante com dignidade.
O que me foi dado já é informação suficiente.
Eu solto a espera.
Solto a tentativa de ser escolhido novamente.
Solto a necessidade de provar valor a quem não permaneceu.
O amor que ofereci continua sendo meu.
Ele não se perde porque não foi acolhido.
Eu sigo em frente não porque foi fácil,
mas porque fui verdadeiro.
E isso basta.
Eu preciso de você, linda mulher
Que não esteja presa às dores do passado
Quero você livre, felicidade
Para nós nos amarmos todos os dias
(Refrão)
Vem comigo, deixa o sol te guiar
Nos meus braços você pode descansar
O futuro é nosso, sem medo de amar
Só alegria, só vontade de sonhar
Verso 2
Teu sorriso ilumina minha estrada
Tua voz é canção que nunca se apaga
No teu olhar encontro paz e verdade
É contigo que eu quero eternidade
(Refrão)
Vem comigo, deixa o sol te guiar
Nos meus braços você pode descansar
O futuro é nosso, sem medo de amar
Só alegria, só vontade de sonhar
(Ponte)
Não há correntes, não há feridas
Só esperança e novas vidas
O amor renasce, forte e inteiro
Nosso destino é verdadeiro
(Refrão final)
Vem comigo, deixa o sol te guiar
Nos meus braços você pode descansar
O futuro é nosso, sem medo de amar
Só alegria, só vontade de sonhar
Você é assim, um sonho pra mim. E quando eu não te vejo eu penso em você, desde o amanhecer até quando eu me deito.
Gingado antigo
Eu não nasci agora.
Apenas retornei.
Carrego nos ossos a poeira de constelações antigas,
fui sílaba antes da língua,
fui pulso antes do tempo.
No princípio, eu era clara,
não por ingenuidade,
mas por inteireza.
Quando me feriram,
não foi o corpo que sangrou primeiro,
foi o espanto.
E eu mergulhei onde poucos ousam:
nas sombras que sabem conjurar.
Ali aprendi nomes que não se escrevem,
acendi fogueiras com o que me restava
e chamei isso de sobrevivência.
Passei eras no intervalo.
Nem céu, nem chão.
O limbo é um lugar onde a alma aprende a esperar
sem perder o fogo.
Quando fui chamada de volta,
aceitei o pacto:
retornar quantas vezes fosse preciso
até que o amor deixasse de doer
e virasse ação.
Já alimentei bocas famintas
com as próprias mãos cansadas.
Já pari futuros
em corpos que não eram meus.
Já fui abrigo,
fui silêncio,
fui exemplo moldado para caber
em expectativas estreitas.
Vesti aventais em campos de guerra,
limpei feridas enquanto o mundo desmoronava,
morri cedo por ideias grandes demais
para épocas pequenas.
Redimi-me vivendo.
Redimi-me servindo.
Redimi-me caindo e levantando
com o mesmo coração aberto.
Nesta vida,
vim sem algemas invisíveis.
Não me dobro a dogmas,
não peço permissão a tronos,
não negocio minha essência com medo.
Sou filha da terra viva,
irmã das águas profundas,
aliada do vento que muda tudo
sem pedir desculpa.
Minha missão é guardar o que respira:
florestas, bichos, mares,
e também gente —
mesmo quando a gente esquece como ser humana.
Sim, muitos confundiram minha ternura
com disponibilidade.
Minha criatividade com recurso explorável.
Meu cuidado com obrigação eterna.
Mas quem nasceu para construir mundos
não endurece,
aprende limites que também são sagrados.
Há um gingado antigo no meu passo,
uma malemolência que vem da sobrevivência alegre,
do riso que não se rende,
do corpo que conhece prazer
como forma de oração.
Meus olhos não pedem licença:
atravessam.
Reconhecem.
Despertam.
Sou deusa não porque mando,
mas porque sustento.
Não porque sou perfeita,
mas porque continuo.
Trago no ventre as eras que vivi
e nas mãos o agora pulsando.
E se o mundo tentar me conter,
que saiba:
já fui cinza,
já fui chama,
já fui noite sem nome.
Hoje sou raiz e horizonte.
Livre.
Indomável.
Em plena lembrança de quem sempre fui.
De que vale amar se não for para sempre? Pode até ser contra as leis da natureza, mas eu acredito que amar é lutar por sermos eternos. Quando amamos jamais imaginamos um fim. Quando amamos batalhamos todos os dias para que a maravilhosa história que estamos construindo se torne eterna. E isso preenche totalmente nosso coração com os sentimentos mais puros e belos que existem no universo.
Se for para amar que seja para sempre porque se não for para sempre nunca será amor!
Um sentimento de amor pode passar com o tempo, mas a escolha de amar dura para sempre.
Durante toda minha vida, muitas pessoas passaram por mim, dia após dia. Mas somente algumas dessas pessoas, ficaram para sempre em minha memória. Essas pessoas são ditas amigas, e as levarei para sempre em meu coração.
Às vezes pelo simples fato de terem cruzado meu caminho, às vezes pelo simples fato de terem dito uma única palavra de conforto quando eu precisei. Às vezes por terem me dado um minuto de sua atenção, e me ouvido falar de minhas angústias, medos, vitórias, derrotas...
Às vezes por terem confiado em mim, e me contado também seus problemas,
angústias, vitórias, derrotas. Isso é ser amigo: é ouvir, é confiar, é amar. E amigos de verdade ficam para sempre em nossos corações, assim como as pegadas na alma, que são eternas.
Assim como você, que é muito especial e importante pra mim. Eu te adoro muito! Sua chegada transformou a minha vida, com você chegou também o amor, você tem uma magnitude incrível, que supera muito além dos limites, que transcende o inimaginável.
O meu coração transborda de todos os melhores sentimentos que possam existir.
Se isso pode chamar de amor, então é AMOR!
John Novinski.
Feliz aniversário silencioso
Eu sei da sua saudade
Não se torture por senti-la
A saudade é mágica
Ela é extravasada
No grito
No sonho
Na revolta
No suspiro
No telefonema silencioso
E naquele não atendido
Enquanto sentir saudade
Terá certeza que tudo foi verdade
E só se sente saudade
Do que foi felicidade
Agradecida eu fico
Por se lembrar do meu aniversário
Na primeira hora de 23 de maio.
Eu corria atrás de ser alguém, mas percebi que eu não sou ninguém. Sou somente uma pecadora correndo aos pés de Alguém sem pecados, somente uma pessoa fraca e cheia de defeitos correndo para os braços de Quem é forte e sem defeitos; eu sou ninguém correndo para Quem É e me fez alguém. Hoje sou grata pela salvação não merecida. Ele podia ter me abandonado mas Ele foi e é um Amigo que eu jamais terei igual.
Eu perdi o meu pai
No auge da pandemia
Quando a vacina ainda não vinha
E o silêncio do mundo era feito de incertezas
Sem proteção, sem respostas —
Só a dor crua da perda.
Quatro anos depois
Perdi a minha mãe
Quase lado a lado com os seus aniversários:
Ela em 19 de dezembro,
Ele em 20 de janeiro…
Como se o calendário guardasse um luto
E os dias se recusassem a passar
Sem lembrar de quem tanto amei.
No meu mundo existem memórias,
Milhares de lembranças que doem
E me moldam,
E me ensinam que a ausência é presença disfarçada:
Nos risos que ecoam,
No silêncio das manhãs vazias,
No sabor da saudade que não se despe.
Saudade do filho caçula
Que mesmo sem vocês
Segue o legado.
Segue a força, a coragem e a verdade
Da Família Araújo de Vasconcelos —
Que não se acaba,
Que não se perde,
Que vive em mim.
E no meu eu…
O amor permanece,
Imenso, indelével, eterno.
Hoje eu não vou pedir.
Hoje eu vou agradecer pela vida.
Pelo amor forte, valente e verdadeiro
que sustenta a alma mesmo nos dias difíceis.
Gratidão pela paz que silencia a guerra interior.
Pelo ar que entra nos pulmões como bênção,
renovando forças, limpando pensamentos,
lembrando que viver já é um milagre.
Gratidão por cada amanhecer concedido,
por cada fôlego, por cada recomeço.
Hoje não peço nada.
Hoje reconheço.
Hoje agradeço.
Eu não posso explicar a lei Rouanet para quem não assimilou a lei Áurea ainda.
PEDIDO
Um simples pedido eu quero fazer
Fazer pra você o que eu não pude ter
Um pedaço de torta e uma xícara de café
Como a brisa e uma prancha de surf em meio à maré
São olhos encantadores que você tem
Boca que carrega um toque sutil
Vejo-me um dia como seu refém
E meu coração ficando pulsatil
Às vezes me pego sonhando
Com o estado de um breve outono
Pequenas estradas se enchendo
De flores secas e sem alento
O céu já não é mais o mesmo
É escuro como o fundo poço de um grande celeiro
Sem pássaros livres para voar
Sem vida e casa para morar
Perante a sua fragrância eu pude acordar
De um sonho sem forma e quase real
Mais eu pude recordar
Que estávamos em uma cidade conhecida como candeal
Um dia quero conhecer
Suas grandes artes e pequenas manias
E poder compartilhar com você
Minhas poucas sinfonias e harmonias.
Tudo aconteceu depressa demais
e eu não quis puxar o freio.
Sou desses que se entregam por natureza,
que atravessam o risco com o peito aberto.
Fui me envolvendo em você
como quem aceita o incêndio
sabendo que vai queimar —
e mesmo assim fica.
Hoje eu vivo uma fúria deliciosa,
um caos bonito que nasce do teu melhor.
Mulher, tua sedução não pede licença,
ela invade, domina, permanece.
A cada dia eu me embriago no teu abrigo,
nesse refúgio quente onde teu olhar
me desarma sem tocar.
É luxúria que começa na pele
e termina no pensamento.
Se essa situação é perigosa,
que seja.
Ela é deficiente de juízo,
mas excessiva de desejo.
E mesmo sem vergonha de sentir,
eu confesso:
é maravilhosa essa forma
envolvente
indomável
que você encontrou
de me deixar teu.
