Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce

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Estou lutando comigo mesmo, mas dizem que igo sou eu mesmo. Igo não sou eu é a outra personalidade que está em mim.

“Se eu não organizar a bagunça, não me acharei.”

⁠"Mesmo que eu fique perdido, preciso encontrar algo que não seja óbvio."

⁠“Se eu tivesse desistido ontem, não seria quem sou hoje.”

"Quando nasci, meus pais não me avisaram que eu enfrentaria um mundo onde as pessoas já estavam anos-luz à minha frente, mas aceitei o desafio porque o objetivo não é alcançá-las, mas sim criar outros caminhos."

"Qual o sentido de sonhar com algo que não alcança o céu? O céu não precisa de mim, eu é que preciso do céu."

"Se o lugar onde estou fosse como eu desejo, eu não precisaria sonhar."

"Se eu não tivesse errado tanto, poderia ter acertado a mediocridade."

"Só porque não estou usando armas e bombas não significa que eu não esteja em guerra."

"Mesmo que eu tivesse muito dinheiro, não deixaria de ser pobre, porque a pobreza não tem nada a ver com dinheiro."

"Deus, não me tire do poço antes que eu esteja preparado para não cair novamente."

Eu não sou um homem das cavernas, mas a forma como uso meu cérebro pode me levar à extinção.

"Se eu não reconhecer que sou o problema, não me preocuparei em encontrar a solução."

Há 18 anos eu já tinha fé, mas descobri — às duras penas — que ainda não era fiel o suficiente para não lamentar a “volta para casa do Pai” do meu pai.

⁠⁠Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.


Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.


Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.


Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.


E está tudo bem.


Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.


Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…


Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.


Nem toda ausência precisa virar ruído.


E nem todo silêncio é pedido de aplauso.


Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.


Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.


Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.


Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.


Que se contente com ela.


E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.


Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.


O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.


É o berço do descanso da alma…


O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.


É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.


E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.


Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.

⁠Talvez eu até consiga ajudá-los a Romantizar a Separação, quando eu não tiver mais que lutar para normalizar o Direito das Mulheres continuarem Vivas depois dela.


É curioso como a sociedade adora transformar dor em poesia quando ela não lhe pertence.


Falam sobre términos como quem fala sobre crescimento pessoal, liberdade, reencontros consigo mesmo.


Publicam frases bonitas e bem embaladas sobre recomeços, maturidade emocional e finais necessários.


Tudo muito elegante — desde que a separação não tenha o rosto de uma mulher ameaçada, perseguida, humilhada ou morta por não aceitar permanecer onde já não existia amor, respeito ou segurança.


Romantizar a separação é um privilégio que muitas mulheres ainda não possuem…


Porque, para elas, terminar não significa apenas reorganizar a vida emocional.


Significa calcular riscos.


Medir palavras.


Avisar amigas.


Compartilhar localização em tempo real.


Trocar fechaduras.


Pedir medida protetiva — ou que finge ser.


Significa descobrir que o momento de maior perigo em uma relação abusiva não é durante o relacionamento, mas justamente quando ela decide partir.


E há algo profundamente cruel em uma cultura que ainda pergunta “mas o que ela fez?” antes de perguntar “por que ele acreditou ter o direito de destruir?”.


Como se a decisão de ir embora ainda precisasse ser justificada.


Como se a Liberdade Feminina fosse uma concessão masculina e não um direito inegociável.


A sociedade ensina homens a lidar com a conquista, mas raramente os ensina a lidar com a rejeição.


Ensina posse disfarçada de amor.


Controle disfarçado de cuidado.


Ciúme tratado como intensidade emocional.


E depois se surpreende quando alguns transformam frustração em violência.


Enquanto isso, mulheres seguem aprendendo estratégias de sobrevivência para exercer um direito básico: o de mudar de ideia, partir, recomeçar.


Talvez um dia seja possível falar sobre separação apenas como um rito humano — triste às vezes, libertador em outras, mas natural.


Talvez um dia os textos sobre términos possam ser apenas sobre cura, autoconhecimento e novos caminhos.


Mas, até lá, ainda existe uma urgência muito maior que a poesia: garantir que Mulheres sobrevivam ao simples ato de dizer “não quero mais”.

⁠Eu, um estudioso nato do comportamento humano, não posso nem quero ajudar ninguém a relativizar a reação de alguém.


Toda ação ou reação tem uma história…


Antes de ser julgada como exagerada, desproporcional ou irracional, ela foi construída por experiências, memórias, dores, expectativas e limites que, muitas vezes, são invisíveis para quem observa das arquibancadas.


Vivemos em uma cultura que insiste em ensinar as pessoas a suportarem mais, sentirem menos e questionarem até a própria percepção.


Quantas vezes alguém procura ajuda e, em vez de acolhimento, recebe argumentos para convencer-se de que “não foi bem assim”, “você está levando para o lado pessoal” ou “a outra pessoa não teve essa intenção”?


Embora a intenção tenha seu lugar, ela nunca apaga o impacto.


E de bem-intencionados, convenhamos, o inferno está abarrotado.


Estudar o comportamento humano, mais de perto, me ensinou que compreender não é o mesmo que justificar.


Explicar por que alguém agiu de determinada forma pode ampliar a consciência, mas jamais deve servir para invalidar a experiência emocional de quem foi afetado.


Quando transformamos toda uma dor em um exercício de relativização, corremos o risco de silenciar quem mais precisava ser ouvido.


Não quero nem posso ensinar pessoas a duvidarem daquilo que sentiram.


Quero ajudá-las a reconhecerem suas emoções, entenderem seus gatilhos, ampliarem seus recursos internos e responderem à vida com mais consciência — não com menos verdade.


A maturidade emocional não consiste em deixar de sentir ou em minimizar o que aconteceu.


Ela nasce quando somos capazes de validar a própria experiência, compreender o contexto e, a partir daí, escolher como agir.


Isso é muito diferente de fingir que nada aconteceu só para preservar o conforto de quem nos causou desconforto.


Se existe uma responsabilidade em quem estuda o comportamento humano, ela não é a de anestesiar emoções, mas a de promover discernimento.


Acolher antes de interpretar.


Escutar antes de explicar.


E lembrar que, por trás de cada reação, existe uma necessidade, um valor ou um limite tentando ser comunicado.


Porque ninguém cresce sendo convencido de que sente de menos ou demais.


As pessoas crescem quando descobrem que podem sentir com honestidade e, ainda assim, agir com maturidade.

⁠Se eu não tivesse cerrado meus ouvidos aos que não se atreveram a ir além das arquibancadas, talvez não tivesse sido exitoso na arena.


Existe um tipo de crítica que nasce da experiência, da boa intenção e do desejo sincero de contribuir.


Essa merece ser ouvida!?!


Mas há outra, muito mais comum, que vem daqueles que nunca aceitaram o desafio de entrar em campo.


Pessoas que observam de longe, analisam sem riscos e julgam sem se importar com consequências.


É confortável opinar quando não se carrega o peso da decisão.


Quem está na arena conhece o preço de cada tentativa.


Sabe que a vitória não elimina o medo, apenas demonstra que ele não foi suficiente para impedir o passo seguinte.


Também sabe que o fracasso não é um certificado de incompetência, mas uma possibilidade inevitável para quem escolheu agir em vez de apenas bisbilhotar.


Muitas oportunidades são desperdiçadas porque damos às vozes da arquibancada a mesma autoridade de quem (com)partilha o combate.


Permitimos que o ceticismo alheio se transforme em limite pessoal.


Esquecemos que quem nunca enfrentou a batalha dificilmente compreenderá o valor das cicatrizes.


Silenciar certas opiniões não é arrogância; é discernimento.


Nem toda voz merece ocupar espaço na nossa consciência.


Há momentos em que proteger a própria convicção é uma necessidade, não um capricho.


O êxito muito raramente pertence a quem agradou a plateia.


Geralmente pertence a quem suportou as vaias, ignorou os palpites vazios e permaneceu concentrado no propósito.


Porque, no fim das contas, a arena recompensa a coragem de quem entra para lutar, não a eloquência de quem escolheu permanecer sentado na zona confortável das arquibancadas.

⁠Talvez, se eu não tivesse cerrado meus ouvidos para as Arquibancadas, a Arena tivesse me Sucumbido.


Há momentos em que sobreviver exige uma espécie de surdez voluntária.


Não porque toda voz externa seja inútil, mas porque, quando estamos no centro da arena, há sempre quem torça pela nossa queda, quem exija espetáculo, quem confunda coragem com imprudência e quem, protegido pela distância, tenha certeza de como deveríamos lutar.


Às vezes, as arquibancadas são muito barulhentas.


Julgam sem carregar o peso da espada, aconselham sem sentir o golpe e comemoram tanto a vitória quanto a derrota — desde que o espetáculo continue.


Aprendi, então, que nem toda voz merece chegar até nós.


Algumas palavras esclarecem; outras apenas confundem.


Algumas críticas nos aperfeiçoam; outras pretendem apenas nos diminuir.


E há aquelas que parecem preocupação, mas são somente a expectativa de assistir ao nosso fracasso de um lugar confortável.


Cerrar os ouvidos, nesse sentido, não foi covardia.


Foi preservar dentro de mim um espaço onde ainda fosse possível ouvir a própria consciência.


Porque a arena não destrói apenas quem perde.


Às vezes, ela sucumbe quem passa tempo demais tentando corresponder aos gritos das arquibancadas.


No fim, talvez maturidade seja justamente isso: saber quando escutar, saber quando responder e, sobretudo, saber quando permanecer em silêncio — não por falta de argumentos, mas porque algumas batalhas terminam no instante em que deixamos de lutar para convencer quem já decidiu o que quer enxergar.


E talvez eu só tenha conseguido atravessar a arena porque, em algum momento, compreendi que o que gira em torno da minha vida não precisava ser um espetáculo para ninguém.

"Se a escola não ajudou a domesticar a sua estolidez, por que acredita que eu conseguiria?"