Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce

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Depois que eu aprendi a amar o mal, quase nada me faz mal;
O mal é aquele bem que eu não aceitava em mim.

Morte é nascimento, porque se eu tivesse morrido, eu não teria nascido.

Quando eu não quero fazer absolutamente "nada", eu simplesmente aceito não fazer nada, e não faço nada até enjoar de não fazer nada; então passo a fazer algo.

O que eu quero viver não é o que minha família quer que eu viva, não é o que meus amigos querem que eu viva, não é o que a sociedade quer que eu viva; o que eu quero viver, somente eu quero, somente eu vivo.

A morte me tira tudo que eu tenho na vida, mas não me tira nada que eu deixar na vida.

Ego, em latim, significa "eu".


Não há como viver sem o ego, pois o ego sou eu.


O ego que não aceito em mim é o "eu" que me recuso ser.

Sou eu mesmo para afastar quem eu não sou e atrair quem eu sou.

Se uma pessoa é capaz de me desanimar de algo, talvez esse algo não era algo que eu no fundo gostava tanto assim...
Ninguém é capaz de me desanimar de algo que eu no fundo quero.

Não obedecer é a única ordem que eu sigo na vida.

Não costumo cobrar que os outros façam o que eu quero; procuro fazer para os outros aquilo que eu quero.

Eu não preciso saber o que eu quero da vida, apenas viver o que eu quero na vida.

Não espero por ninguém, não cobro que ninguém me espere; vivo o que eu sinto vontade de fazer.

Não questiono por que eu sinto vontade de viver; vou e faço, vou e vivo!

Não sou obrigado a fazer nada que eu não queira.
Não sou obrigado a trabalhar no que eu não goste.
Não sou obrigado a estudar o que eu não quero.
Não sou obrigado a fingir ser o que não sou.
Não sou obrigado a viver o que meus familiares querem.
Não sou obrigado a viver o que meus amigos querem.
Não sou obrigado a viver o que a sociedade quer.
Não sou obrigado a agradar o mundo.
Não sou obrigado a viver a vida de ninguém.


Eu vivo por mim;
Pra dentro de mim mesmo;
Respeitando as minhas próprias escolhas;
Independente das consequências;
Pois a vida é minha;
E eu me fodo como eu quiser.

Não existe solidão, porque existe eu.

Eu não estou preso em casa e nem livre na rua; eu estou em mim mesmo.

Eu não me torno "bonzinho" apenas porque tenho medo das punições dos meus atos; mas me torno verdadeiramente bom se, mesmo sem punição, eu não faço.

Os outros não podem viver minha vida por mim, então eu escolho viver pra mim, e não pelos outros. Mas, de certa forma, ao viver pra mim, acabo impactando e vivendo também para os outros — não porque quero ou escolho isso diretamente, mas porque é assim que a vida funciona. Quando eu vivo pra mim mesmo, minhas escolhas, ações e existência acabam se refletindo no mundo ao meu redor. É uma consequência natural de viver verdadeiramente para si.

O que me faz entender minha mente não é o que eu penso, mas o que eu coloco em prática. O que eu penso, ou seja, tudo aquilo que eu faço, é o que me dá sabedoria no que eu penso. Porque é através das ações que os pensamentos se tornam reais e ganham sentido. O que eu faço reflete o que eu penso, e é isso que me ajuda a entender melhor minhas ideias e a mim mesmo. A prática é o que transforma o pensamento em experiência, e é nessa experiência que eu encontro a verdadeira sabedoria. Pensar é importante, mas agir é o que traz clareza e profundidade ao que penso.

Ou eu trabalho no que eu adoro, ou eu não trabalho.
Ou eu trabalho na hora que eu quiser, ou eu não trabalho.
Ou eu trabalho vivendo, ou eu não trabalho.

Para mim, viver e trabalhar devem ser a mesma coisa. Não vou jamais separar essas duas realidades, para ficar esperando os finais de semana e as férias, enquanto minha vida vai se perdendo em uma rotina de insatisfação, com antidepressivos para disfarçar o desconforto de estar fazendo algo que não gosto. Não vou ser mais um robô sustentando o luxo e o paraíso superficial de banqueiros e mega-ricos, que diariamente roubam meus direitos. Não, isso eu não aceito.

Eu posso pedir esmola na rua para as pessoas que sustentam esses banqueiros e mega-ricos, mas nunca vou aceitar que minha vida seja desperdiçada fazendo algo que não me satisfaz.

Porque, no fim das contas, eu vou morrer, com ou sem dinheiro, trabalhando ou não. Tudo o que eu conquistar vai ficar aqui, não vou levar nada. Então, vivo e viverei sempre do jeito que eu quiser. O jeito que eu gosto de viver é o jeito no qual eu devo trabalhar. Por mais impossível que pareça, é necessário ter criatividade para criar um novo trabalho de sobrevivência baseado no que eu realmente amo. Isso, para mim, é trabalho: viver fazendo o que eu amo. O resto, bem, é apenas escravidão.