Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce
A angústia muitas vezes vem do saber que, ao final de tudo, não haverá advogados ou desculpas. No julgamento final da própria essência, é essa força que coloca as cartas na mesa.
A Imparcialidade dele não julga com a moral dos homens, mas com a lei da própria luz.
A Retribuição Silenciosa, do que foi protegido, o que foi vigiado e o que foi sacrificado será pesado por ele.
Quando todos os ruídos do mundo silenciarem e as máscaras caírem, ele será o único rosto familiar que restará para prestar contas do que foi feito com o dom da vida.
DeBrunoParaCarla
Dizem que sou o pecado, mas escolhi o amor. Se ele não me pertencia, o destino se enganou ao cruzá-lo no meu caminho."
O corpo sofre a culpa, mas o coração reivindica o que a alma reconhece. Amamos o que não é nosso para aprender o que é ser humano.
Há amores que são sentenças e pecados que são altares. Eu escolhi habitar o proibido e carregar o peso dessa escolha.
DeBrunoParaCarla
Disseram-me que aquele amor não me pertencia. Que cruzar aquela linha era tornar-me o próprio pecado. E eu, em plena consciência da minha fragilidade e da vigília d'Ele, escolhi o passo em falso.
Por que o coração busca o que a lei do mundo proíbe? Talvez porque a alma não entenda de posses, apenas de encontros.
Meu corpo sente o frio da culpa e o cansaço de carregar um sentimento que não tem lugar à mesa dos homens. Mas, enquanto eles apontam o dedo e falam em moral, eu sinto a profundidade desse abismo.
Se sou pecado por amar o que não era meu, aceito a sentença. Pois, no final, quando as cartas forem viradas e a minha humanidade for pesada, Ele verá que não houve malícia, apenas a entrega de quem preferiu o fogo da verdade ao gelo da indiferença.
O amor que não me pertencia tornou-se a minha maior lição. E a dor de habitá-lo é o preço que pago pela minha coragem.
DeBrunoParaCarla
Não entregue...Não justifique. Não se mova.
O que ele tem em mãos, ou na cabeça, deve morrer onde está.
Qualquer movimento agora é um erro que respinga em quem não deve. Se ele quer proteger o que importa, a única ação é a não-ação.
Apague, ignore, silencie.
Nada deve sair do lugar.
DeBrunoParaCarla
CARLA
Escute o vazio.
Diga a ele que o nome dele já sumiu. BRUNO não existe.
O que ele carrega é nada, entregue a ninguém, em lugar nenhum.
CARLA, entenda: se ele agir, ele passa a existir, e existir agora é um risco para quem é inocente.
Não há o que entregar porque a mão dele está vazia.
Não há o que dizer porque a voz dele é silêncio.
CARLA, garanta a inexistência.
Apague o rastro antes que ele vire um caminho.
Se nada for feito, nada aconteceu.
E se nada aconteceu, todos estão salvos.
Mantenha o zero absoluto.
DeBrunoParaCarla
CARLA
Escute o peso.
O vazio está saturado, CARLA. Ele não está oco, ele está cheio de tudo o que o Bruno não deve dizer. É um calor que sufoca porque não tem para onde escapar, uma febre de silêncio.
Diga a ele, Sinta a frieza.
A frieza de quem não existe mais.
A água que cai agora não limpa, ela apenas apaga as pegadas. CARLA, deixe a água levar o que ele pensa que tem que entregar.
Se ele se mover, o calor transborda e queima quem é inocente.
Se ele ficar parado, ele se torna o gelo.
O gelo não fala. O gelo não entrega nada.
CARLA, sinta a chuva.
Ela está dizendo que o Bruno é fumaça.
E fumaça não tem mãos para carregar pesos.
Mantenha o dilúvio interno.
DeBrunoParaCarla
CARLA
Olhe nos olhos dele e deixe o tempo sangrar
Diga ao Bruno que o amor mais verdadeiro não é o que se revela mas o que se imola no silêncio
CARLA diga que a entrega que ele planeja é um incêndio em campo de vidro
Inocentes não têm pele para esse calor
O que existe entre vocês o que é real habita esse vazio fértil
É uma anatomia de segredos que nunca precisará de voz
Fazer amor com a realidade é aceitar que o nada é a substância mais densa que existe
Diga a ele BRUNO seja o frio que preserva
A água que cai não é chuva é a destilação de tudo o que não precisamos dizer para sermos inteiros
CARLA mostre a ele que a maior prova de existência é a coragem de ser invisível
Nada de mãos dadas com o perigo
Nada de entregas ao abismo
O mistério é o nosso útero
Se ele nascer agora ele morre
Deixe o submerso
Deixe o sagrado
Simplesmente permaneça
DeBrunoParaCarla
C A R L A
Escute o som do que não bate.
O tema agora é a arquitetura do abandono.
Diga ao Bruno que as cidades mais bonitas são as que ninguém visitou. O amor dele por mim é um desses lugares que não precisam de mapa nem de pés para caminhar. CARLA, explique a ele que o que ele quer entregar é um tijolo retirado de uma parede que sustenta o céu dos inocentes. Se ele tirar, o teto desaba sobre quem só sabe respirar.
Diga a ele: Seja a ruína que ninguém ousa tocar.
A poeira que repousa sobre os móveis é a memória do que fomos antes de sermos carne.
A água que cai no telhado vazio é o aplauso de quem já partiu.
CARLA, mostre que o mistério não é um segredo guardado num cofre, mas o cheiro de chuva em terra seca que ninguém consegue engarrafar. O anjo em mim quer o mármore, o demônio quer a demolição, mas o humano quer apenas sentar nos escombros e segurar a sua mão enquanto o sol se põe.
Nada de construção. Nada de entregas.
O luxo agora é a desistência.
A elegância de quem não precisa provar que existe.
CARLA, deixe que o Bruno se perca no museu das coisas que nunca aconteceram.
Lá é o único lugar onde somos eternos.
Mantenha a porta trancada por dentro.
DeBrunoParaCarla
O mundo tá um moedor de gente
Uma barulheira do car***o que não deixa a gente respirar
Vontade de largar tudo e sumir no mundo
Pegar a estrada e não olhar pra trás
Deixar esse cansaço pra quem quiser carregar
Mas aí eu olho pra você
E a vontade de ir embora vira vontade de ficar
Você é meu santuário 100%
O único lugar onde o barulho finalmente morre
Onde eu não preciso ser nada além disso aqui
Esse cara meio torto e cheio de falha
Obrigado por ser meu canto sagrado
No meio dessa zona toda
Sem pose
Sem legenda
Só a gente
DeBrunoParaCarla
Carla
O mundo não entende nada de entrega
Falam muito e sentem pouco
Mas o que a gente viveu ali entre os lençóis
Aquele transbordar que molhou tudo
É raridade de quem sabe ser bicho e ser alma ao mesmo tempo
Dizem que só 4% das mulheres no mundo vivem isso
Mas para mim você é os 100% que dão sentido a tudo
Obrigado por confiar no meu toque pra chegar nesse lugar
Onde o corpo não aguenta e vira dilúvio
Você é meu santuário sagrado
E o resto é só quem assiste de longe sem entender o milagre
DeBrunoParaCarla
Boa noite.
Que os anjos cuidem de vocês essa noite e que a paz seja real. Não esqueçam das suas orações antes de fechar os olhos. O sagrado a gente cultiva no silêncio.
Durmam bem!
A noite chegou mansa, mas trouxe o barulho do que a gente não diz. Olho para o lado e vejo o vazio que a pressa deixou. Queria que o tempo parasse agora, só para eu entender onde foi que a gente se perdeu entre um café frio e um adeus apressado. O sono não vem porque a saudade faz morada no peito e o travesseiro ainda guarda o perfume de um sonho que a gente esqueceu de sonhar junto. Durma agora, deixe que o vento leve as incertezas. Amanhã o sol nasce de novo e a gente tenta, mais uma vez, ser poesia em meio ao caos.
DeBrunoParaCarla
O mar engoliu o horizonte, e o meu grito virou espuma branca na areia de uma praia que ainda não tem nome.
DeBrunoParaCarla
Nosso amor habita um lugar onde a luz do sistema não chega. É um segredo guardado entre o silêncio e o fogo. Quanto mais tentam apagar o rastro, mais forte a gente queima por dentro. O que é real não precisa de holofote para existir.
DeBrunoParaCarla
O crepúsculo não apenas caía, ele esfarelava sobre a vidraça, um farelo de luz envelhecida. Havia um buliço estranho no alpendre, algo que lembrava o friccionar de asas de mariposa em papel de seda.
Não era tristeza, era fastio. Um deserto intrínseco que fazia a garganta raspar em seco. O relógio, esse metrônomo maldito, insistia em fustigar o silêncio com seu clique metálico. A alma, então, se fez ermitã, buscando guarida num canto qualquer da memória onde o tempo ainda era infante e o medo, apenas uma suposição remota.
DeBrunoParaCarla
As paredes brancas não eram apenas tinta; eram o anteparo onde as sombras dos meus ancestrais jogavam trevas e luz. O chão cinzento, frio, guardava o buliço dos meus primeiros passos desajeitados, enquanto o teto de madeira, um firmamento envelhecido, observava com olhos de silêncio.
O relógio na parede não marcava horas; ele fustigava a eternidade de uma infância que se recusava a perecer. Cada clique era um metrônomo maldito, esfarelando o tempo sobre a vidraça da memória.
A alma, então, se fez ermitã nesse espaço, buscando guarida num canto qualquer da nostalgia onde o medo era apenas uma suposição remota e o amor, uma certidão de nascimento assinada com o suor e o sangue da minha ancestralidade.
DeBrunoParaCarla
Para nós, o amor não é apenas uma palavra, é uma marca na pele e na alma. Tatuamos nossa história para nunca esquecer que o nosso sentimento é único. Eu carrego o 'Amor que não se mede' e ela, o 'Amor que não se pede'. É a nossa forma simples e verdadeira de dizer ao mundo que fomos feitos um para o outro.
A.Q.N.S.M. é o meu porto seguro, onde o carinho não cabe em nenhuma fita métrica e o tempo parece que resolveu caminhar mais devagar. A.Q.N.S.P. é o segredo que a gente guarda no peito, um amor que é dado de graça, sem cobrar nada em troca, leve como uma brisa de verão. São as nossas marcas na pele, os versos que a alma não cansa de cantar.
DeBrunoParaCarla
A gente fica feliz pra caramba com cada conquista nossa. Não precisa ser nada gigante, sabe? Às vezes, uma coisinha que parece boba pros outros pra nós é motivo de comemoração. É o resultado do nosso esforço, da nossa dedicação. Ver as coisas dando certo, por menor que seja o avanço, dá um gás danado, uma sensação de dever cumprido que não tem preço. E o melhor de tudo é que a gente sabe que cada conquista, por menor que seja, é um passo a mais na nossa caminhada. E a gente tá junto nessa, comemorando cada vitória, cada superação, com a certeza de que a gente tá no caminho certo.
Muitas vezes o caminho parece difícil e as subidas são cansativas, mas a gente não para. Sabe por quê? Porque a gente acredita que não está sozinho. A gente sente que os Anjos de Deus estão ali, do nosso lado, empurrando a gente para frente e não deixando ninguém cair.
DeBrunoParaCarla
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