Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce

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Uma vez, em algum lugar, eu li que o verdadeiro amor é aquele que cuida, que é puro, que transmite paz, confiança, atenção, respeito e felicidade mútua.
Quando você chegou à minha vida, me fez sorrir, despertou em mim um sentimento de proteção, carinho e atenção que eu nunca pude entender. Você se afastou, mas isso não fez com que eu o esquecesse, e na hora certa você retornou para minha vida, do jeito certo.
Abriguei-te em um lugar seguro no meu coração, e aos poucos você foi tomando mais e mais o seu espaço, até conquistá-lo por inteiro e de maneira tão intensa e indecifrável.
Eu aprendi que as melhores coisas acontecem na nossa vida no momento em que deixamos de esperar por elas, aprendi que o amor só é amor quando se encontra alguém que saiba retribuir. E que você foi o melhor dos acontecimentos, e o único que pode retribuir o meu amor, único que me decifra, me ouve, me entende como ninguém, é perfeito, é verdadeiro, é o meu amor.
Você é a mistura de tudo àquilo que eu sempre sonhei com tudo o que me faz feliz e eu ainda não sabia.
Eu o aceitei em minha vida, aprendi a gostar do seu jeito de ser, de quem você é, me apaixonei perdidamente, me encantei com seu sorriso, fiz da sua presença o meu refúgio, da sua voz o meu porto-seguro, do seu coração o meu lar.
Dou-te o meu coração, com todo o amor que tenho guardado durante tanto tempo à espera de um anjo que pudesse resgatá-lo e fazê-lo crescer cada dia mais e mais, como só você faz.
Jamais me permitirei deixar de amá-lo, nas horas mais difíceis irei buscar serenidade para que nunca ouse machucá-lo, irei respeitá-lo em todos os momentos, diante de quaisquer circunstâncias. Prometo à ti e a mim mesma que serei eternamente rendida à esse amor.
Eu amo você, não preciso ser a pessoa mais importante da sua vida, mas farei questão de ser a que o fará mais feliz.

Dubito, ergo cogito, ergo sum. (Eu duvido, logo penso, logo existo.)

Te amo!
Era para vir acompanhada de bons momentos, boas lembranças. Mas o que eu vejo são lágrimas de descontentamento.

Uma coisa eu aprendi: a gente precisa manter distância de coisas e pessoas ruins.

Peço desculpas às pessoas às quais eu me recusei a estender a mão, porque sabia que elas tinham capacidade de se levantarem sozinhas. Peço desculpas às pessoas que feri com a minha sinceridade, pois eu sabia que seria melhor ferir com a verdade do que com uma mentira. Peço desculpas às pessoas que me ajudaram e eu nunca disse "obrigada", porque sabia que um dia eu poderia demonstrar minha gratidão com um gesto bem melhor e maior do que uma simples palavra de agradecimento. Peço desculpas às pessoas que me escutaram quando eu precisei, mas quando elas precisaram de mim, eu somente ouvi e nada falei, pois sabia que em um momento difícil, ter alguém que possa te ouvir às vezes é suficiente. Peço desculpas às pessoas que me amaram e eu me recusei a entregar meu amor a elas logo de cara, pois sabia que elas conquistariam isso com o tempo.

⁠A vida é esforço e só vou parar quando eu morrer!

⁠Carta Aberta

Para quem se permitir sentir, refletir, conectar.

Aqui estou eu, uma mulher que carrega dentro de si a busca incessante pela profundidade e autenticidade. Não sou uma alma que se perde na superficialidade das interações fugazes, nem nas palavras vazias que muitas vezes nos cercam. Eu busco a essência, a alma do outro, como se a verdadeira dança da vida estivesse na entrega silenciosa e na sintonia que não se explica, mas se sente.

Se algo define minha jornada, é a busca por uma conexão genuína. Às vezes, penso que a solidão é necessária para que a verdadeira conexão aconteça. Sou do tipo que se recolhe até sentir que vale a pena abrir a porta, até encontrar um olhar que se atreva a tocar a minha alma.

Na fotografia, eu me encontro. Cada click é uma tentativa de capturar o invisível, de revelar aquilo que mora nos cantos mais ocultos do ser humano e da vida. Acredito que a sensibilidade de quem fotografa tem o poder de transitar entre o visível e o invisível, entre o que é e o que poderia ser, fazendo com que o outro veja o mundo através de uma nova perspectiva. Cada imagem que crio carrega um pedaço da minha alma, esperando ser vista, sentida, compreendida. E é assim que vejo a vida: uma fotografia em movimento, cheia de momentos efêmeros que pedem para serem eternizados no olhar atento de quem sabe enxergar.

Hoje, me permito escrever, não para expor, mas para partilhar. Porque, como sempre busquei nas palavras e nas imagens, talvez o que realmente desejo é que minha essência encontre eco no mundo. Que, de alguma forma, minha busca por profundidade se revele como algo comum a todos que também têm fome de autenticidade e de verdade.

Aos que, como eu, não se contentam com o raso, aos que acreditam que há beleza na entrega silenciosa e na quietude que precede a verdadeira conexão, deixo estas palavras: seguimos. Continuamos nossa busca, nossa dança. Porque no fim, é a dança que importa, o encontro verdadeiro, onde corpo e alma se entrelaçam. E é isso que me move: acreditar que, no fundo, todos buscamos algo mais. Algo que só o verdadeiro olhar consegue captar.

Com carinho e sinceridade,
Jorgeane Borges

Eu passo de apaixonada a entediada, e vice-versa, em um toque, ou melhor: em uma frase, uma respirada, um cheiro, uma saliva.

Eu aceito com gratidão os espinhos que estão misturados com as flores.”

⁠Carta Aberta de Quem Decidiu Partir (E Ainda Está Aqui)

A quem importa,

Eu ainda estou aqui, mas não sei por quanto tempo. Já tomei minha decisão, embora o corpo continue presente. Sigo respirando, caminhando entre vocês, respondendo quando necessário, sorrindo quando esperado. Mas, por dentro, algo já se despediu faz tempo.

Não quero que sintam pena, não quero ouvir que vai passar, porque eu mesma já me disse isso incontáveis vezes. Não passou. Apenas aprendi a carregar o peso sem deixar transparecer tanto. Às vezes, ele fica insuportável.

Sei que muitos me amam, e é por eles que permaneci até agora. Mas amar não significa entender. E a solidão de não ser compreendido é um abismo que engole pouco a pouco.

Eu não busco atenção, não quero alarmar ninguém. Só quero que saibam que tentei. Que lutei cada dia como pude. Que se um dia eu não estiver mais, não foi por fraqueza, mas por exaustão.

Até lá, continuo. Não sei até quando. Apenas… continuo.

[JB]

⁠Carta Aberta: Cansei, Lutei Até Meu Limite

A quem ainda se importa,

Eu lutei. Lutei com tudo o que tinha, com tudo o que restava de mim. Dia após dia, me levantei quando queria ficar no chão, sorri quando minha vontade era desmoronar, fui forte até quando a força me abandonou. Mas agora, cansei.

Cansei de fingir que estou bem para não incomodar, de carregar um peso que ninguém vê, de gritar sem que ninguém ouça. Cansei de ouvir que tudo é fase, que vai passar, que basta ter fé. Porque não é assim tão simples. Nunca foi.

Não peço que me entendam. Apenas que saibam que eu tentei. Tentei ser quem esperavam, tentei encontrar um lugar no mundo, tentei carregar minha dor sem transbordar. Mas há batalhas que não se vencem, há cansaços que não se curam com descanso.

Se eu partir, saibam que foi depois de uma longa guerra, não de um único dia ruim. Se eu ficar, saibam que estou além do limite, e só preciso que alguém perceba sem que eu precise explicar.

Cansei, mas ainda estou aqui. Até quando, não sei.

[JB]

Eu sou uma pessoa excitável que só entende vida liricamente,
musicalmente, em quem sentimentos são muito mais fortes que a razão.
Eu estou tão sedenta para o maravilhoso que só o maravilhoso tem poder sobre mim.
Qualquer coisa que eu não possa transformar em algo maravilhoso, eu deixo ir.
Realidade não me impressiona. Eu só acredito em intoxicação, em êxtase,
e quando vida ordinária me algemar, eu escapo, de uma maneira ou de outra.
Nenhum muro mais.

Anaïs Nin

Nota: Diário de Anaïs Nin, 7 de julho de 1934

Eu sou mais forte que a tempestade, destruo mais que um furacão. Sou o dia de Sol para alguns ou o apocalipse para outros. Não quero seu perdão, nem suas lágrimas. Já tenho as minhas.

⁠Eu desmoronei diante dos seus olhos
Cheguei ao fundo do poço e afundei mais
Vou pegar o último pedaço de esperança
Mesmo que eu estenda as duas mãos

Criticaram meu sorriso, parei de sorrir
Disseram que eu sou um peso, da vida deles eu sumi.

Eu bebo é pra esquecer
Se fosse pra lembrar eu anotava

Perdi tudo aquilo que eu achava que era bom.
Perdi amigos, perdi dinheiro, perdi pais, perdi irmãos, minhas coisas...
Perdi meus avós, que tanto brincaram comigo na infância.
Perdi aquela tia que fazia a diferença e aquele primo que era sempre meu inimigo número 1.
Perdi tudo o que eu achava que daria certo.
Perdi aquele amor avassalador, perdi o meu trabalho, minha casa, minha paz.
Perdi tudo aquilo que cumpunha a saudade.
Perdi tudo o que era importante e material...
Só não perdi minha vida.
Enquanto vivo, confio.

Do meu corpo apodrecido, flores crescerão, e eu estarei nelas e isso é a eternidade.

Casamento para sempre: um casamento em que duas pessoas, olho no olho, dizem "Eu vou te amar quando não me apetecer te amar. Eu vou te amar quando você estiver doente. Quando tivermos dinheiro e quando não o tivermos. Eu vou te amar para sempre".

Eu nasci para estar calado. Minha única vocação é o silêncio. Foi meu pai que me explicou: tenho inclinação para não falar,um talento para apurar silêncios. Escrevo bem, silêncios, no plural. Sim, porque não há um único silêncio. E todo o silêncio é música em estado de gravidez. Quando me viam, parado e recatado, no meu invisível recanto, eu não estava pasmado. Estava desempenhado, de alma e corpo ocupados: tecia os delicados fios com que se fabrica a quietude. Eu era um afinador de silêncios.
(Em 'Antes do Nascer do Mundo')