Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce
Você ter pouco dinheiro,
muita gente se importa.
Você ficar doente, alguns se importam.
Experimente ser feliz e veja
quanta gente se importa.
Se alguém conhece rigorosamente seus defeitos e, mesmo assim, gosta de você, esse, sim, é seu amigo.
A sua história é escrita todos os dias.
Viva intensamente, caminhe ao lado de quem você ama e permaneça cercado de pessoas sábias.
Quando você quer que as coisas aconteçam, foco e dedicação valem mais do que desculpas bem elaboradas.
Aproveite tudo o que você tem e infle sua alegria;
a gratidão é um périplo suntuoso rumo à felicidade.
Quando você gosta de uma flor, simplesmente a arranca. Mas, quando ama uma flor, você a rega todos os dias...
Se você esmaga uma barata sob o sapato, o mundo aplaude em silêncio: herói anônimo, salvador do asco, executor do invisível inimigo que rasteja nas sombras da cozinha. Ninguém chora pela carapaça estalada, pelo corpo achatado que some no lixo. É justiça prática, vingança contra o repulsivo, o que fede e contamina. Mas mate uma borboleta — ah, que crime! Suas asas iridescentes, pintadas pela alquimia da natureza, tremem no ar como um verso de Mallarmé. Esmagá-la é vandalismo contra a beleza, profanação do frágil milagre que dança no jardim. De herói a vilão em um piscar de antenas. Eis o enigma: o julgamento não reside na morte, mas no estético que a encobre. A barata é o feio encarnado ,crocante, marrom, legionária das trevas, merecedora do extermínio por sua mera existência. A borboleta, em contrapartida, é o belo efêmero, embaixadora do verão, cujo voo evoca a alma poética que lateja em nós. mata-la fere nossa própria sensibilidade, como se o sangue colorido manchasse o quadro da vida. Aqui começa a tirania do olhar: a moral não julga atos, mas aparências. O que repele é punível; o que encanta, sagrado. Essa dicotomia revela o abismo humano: vestimos a ética com roupas de nosso gosto. O herói mata o monstro disforme; o monstro, ele próprio, devora a flor alada. Filósofos como Kant sussurraria sobre o sublime no terror da barata, enquanto Nietzsche riria da fraqueza que poupa a borboleta por vaidade. No fim, somos prisioneiros do espelho: o que é belo absolve, o feio condena. E assim, entre o estalo da barata e o adeus da asa, ergue-se o tribunal supremo, não da razão, mas da retina.
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