Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce

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Machuquei quem eu mais amava… e perdi o melhor de mim junto.

SALMOS 155: DE ARÃO MARCELINO.
1 Senhor, eu clamei a ti; ouve-me.
2 Levantei as minhas mãos para o teu santo templo; inclina os teus ouvidos para mim.
3 Atende ao meu pedido, não rejeites a minha súplica.
4 Não te afastaste de mim, nem abandonaste a minha alma.
5 Chegue o meu grito à tua presença, Senhor, quando estou angustiado.
6 Tu me respondeste quando clamei para me livrares da cova.
7 Quando me cercaram com calúnias, não me abandonaste diante deles.
8 Pois me acusaram falsamente, e nenhum juiz me defendeu com a verdade.
9 Tu julgaste com justiça e não me entregaste nas mãos dos meus inimigos.
10 Não permitiste que os que me odeiam zombassem de mim.
11 Louvei o teu nome no meio dos que te temem.
12 Tu és o meu refúgio, o meu socorro e a minha fortaleza, ó Senhor.
13 Livraste a minha alma da morte e os meus pés da queda.
14 Das cadeias e das prisões tu me libertaste, Senhor.
15 Agora eu te louvarei e bendirei o teu nome para sempre.

Eu sei que a saudade existe porque eu estou transbordando dela. Sinto a sua falta em cada segundo, em cada pensamento. Vivo imersa nesse vazio, eu só queria que você estivesse aqui, do meu lado, mais uma vez

Muitas palavras desvairadas, muitas frases psicodélicas, muitas ações lunáticas, e assim sou eu, um cara estulto. É claro que você pode gostar de mim, pode gostar muito se quiser. Só não recomendo.

Me desculpe
É que ontem eu estava cansada!
E hoje...
Estou igual a ontem.

Eu de forma nenhuma, asseguro que o individuo autista seja sempre superdotado, digo sim que mesmo sendo propriedades mentais distintas em certos casos podem conviver juntas ao mesmo tempo. Existe muitas diferenças entre o hiperfoco do autista com a super dotação do individuo com AH/SD. Os super dotados com AH Altas Habilidades ou SD Superdotação tendem ao ousar cada vez mais fundo em certas áreas do conhecimento que ele dominam com bastante fluidez, profundidade e conhecimentos. Mais do que QI alto, bem elevado, é uma neurodivergência com um funcionamento psíquico intenso, criatividade, alta sensibilidade que ao mesmo tempo as vezes, pela velocidade não administrada causa frustrações.

Seguindo meus antigos tratados e livros sobre a joalheria da Sublime Ordem, eu como artista plástico joalheiro, divido a criação e execução das jóias na maçonaria, em dois grupos. O primeiro das jóias dos graus, dos cargos ou das ritualísticas obedecendo a simbologia, os metais e as gemas oficialmente correspondentes para uso interno. E o segundo das jóias ornamentais e simbólicas, primando pelo bom gosto e de forma discreta, na alusão de pertencimento a filosofia maçônica, para confirmar o compromisso de fidelidade com a ordem, para o uso em todos ambientes, sagrados e profanos.Estas são jóias para uso diário e pessoal.

Sou sempre dentro de mim, um pequeno Eu acertando pouco, aprendendo muito e em constante formação. Com sorte, transformação.

Eu desempenhei um papel central na preservação e promoção do legado de Oswaldo Goeldi (1895–1961), um dos maiores expoentes da xilogravura no Brasil. Minha atuação no Projeto Oswaldo Goeldi, especialmente em São Paulo, foi na curadoria e consultorias pois atuando como curador e consultor dos projetos dedicados ao artista na capital paulista, inclusive em parceria com a BM&F (atual B3). Fiz a gestão de acervos como curador do projeto, trabalhando ao lado de Lani Goeldi (sobrinha neta do artista que é a atual gestora da curadoria executiva) para organizar exposições e catálogos que promovam a obra de Goeldi, amplamente.

Pela meditação e pela busca interior de meu verdadeiro Eu, sob as luzes de Sri Chinmoy Kumar Ghose, iniciei a caminhada pela vida como uma passagem temporária e finita pela "seara de felicidade", onde semeamos virtudes e administramos os vícios, tão enraizados em nosso DNA. A cada passo no exercício sublime de uma nova perspectiva alinhada à idéia vedantina indiana da possível senda da evolução espiritual através da ação correta, de causa e efeito pelo Dharma em contraposição planetária individual de cada um, com o Karma.

Eu e Caio Mourão, fomos parceiros e amigos íntimos, na troca de experiências no que tange técnicas de trabalho do metal e técnicas de lapidação. Nos encontrávamos quase que três vezes por semana em seu atelier em Ipanema. Com isto, em pouco tempo me tornei consultor e marchand de suas obras de pintura e esculturas realizadas em aço. Freqüentei durante anos seu refugio criativo em Iguaba, na região oceânica do Rio de Janeiro como também por diversas vezes encaminhei para restauração e mesmo negociei, a seu pedido obras de arte de se acervo particular. Com isto guardo grande ternura pela família, em especial a filha Paula Mourão, que deu continuidade ao Atelier Mourão em Ipanema, como centro de excelência na formação.

Eu sou, eu tenho, eu posso e eu vou. São os quatro princípios declaratórios de poder para alcançarmos nossas verdadeiras mudanças necessárias para a construção de um amanha diferente.

Universo mental

EU estou sendo moldado para o quê é meu.

EU estou sintonizando a minha frequência.

EU estou colapsando as minhas linhas temporais: elevando as minhas frequências para o que quero ser

O Eu Superior
O poder infinito
A consciência pura: Deus
Flui através de ondas
Frequências
Infinitas possibilidades
E quando permitimos que esse fluxo
Esse poder avassalador
Flua através de nós
Belos o impossível manifestar_se
Em nossas vidas
Paz no 💓

O Eu Superior
O poder infinito
A consciência pura: Deus
Flui através de ondas
Frequências: Infinitas possibilidades
E quando permitimos que esse fluxo
Esse poder avassalador, Flua através de nós
Vemos o impossível manifestar_se
Em nossas vidas
Porque vemos partículas finitas
Mas o campo vê tudo: sabe tudooooooooo....
Paz no 💓

A cada dia, a cada segundo
Eu me entrego, íntegro e me religo nesse fluxo abençoado da vida, onde o onipresente sempre esteve em nós. E nós como cegos, coxos e aleijados, não percebiamos o Rio de água viva: a fonte da vida que sempre esteve presente e que jamais faltará para aqueles que sentem essa unidade com o todo, com a consciência universal, com o mental: com Deus

*NINGUÉM ESTAVA OLHANDO*
Naquela tarde eu estava na varanda tentando lembrar por que tinha ido até ali.


Isso acontece mais do que eu gostaria.


Às vezes saio da cozinha com alguma coisa na cabeça e, quando chego à varanda, a coisa desaparece. Fico parado com o copo na mão, olhando o jardim, como se a resposta pudesse ter ficado para trás no corredor.


O jardim vai até o passeio público. Não há muro. Nunca coloquei.


A árvore cresceu torta para um lado e ocupa quase toda a sombra da varanda. O gato gosta de ficar ali embaixo. Naquele dia estava deitado sobre a terra, com as patas recolhidas e os olhos fechados.


Eu tinha um cigarro aceso.


Não lembrava por que tinha ido fumar.


Isso me pareceu mais importante do que deveria.


Sentei.


Na mesa havia uma caixa de fósforos vazia. Peguei, virei entre os dedos e tentei lembrar quando tinha sido usada pela última vez.


Não consegui.


Deixei de volta.


O gato abriu um olho.


— Também não sabe?


Ele fechou o olho novamente.


Talvez estivesse dormindo.


Talvez apenas não tivesse interesse na conversa.


Eu respeitei.


Passei muito tempo acreditando que precisava entender algumas coisas antes que fosse tarde. Não sei exatamente quando comecei com isso. Talvez depois dos quarenta. Talvez antes. A memória tem esse defeito conveniente de reorganizar os fatos para que pareçam ter acontecido quando a gente estava pronto para entendê-los.


Eu não estava.


Ainda não estou.


Lembrei de uma frase que escrevi muitos anos atrás. Não sei onde está o papel. Talvez tenha jogado fora. Talvez esteja dentro de algum livro. Eu costumava guardar essas coisas.


Escrevi que era um rascunho de um plano que o tempo havia esquecido de executar.


Na época, achei que tinha descoberto alguma coisa sobre mim.


Hoje penso que talvez estivesse apenas cansado.


Mas a frase ficou.


Algumas frases fazem isso.


A gente escreve para se livrar delas e acaba passando anos carregando-as.


Levantei para buscar mais uísque.


Na cozinha, fiquei alguns segundos diante do armário sem saber o que estava fazendo ali.


Voltei para a varanda com a garrafa.


O gato tinha mudado de posição.


Só isso.


Eu tinha envelhecido alguns anos desde aquela frase e o gato continuava mudando de posição.


Talvez fosse esse o problema.


Eu sempre quis que o tempo produzisse alguma conclusão.


Ele não produziu.


Produziu contas, fotografias, algumas cicatrizes, nomes que já não significam muita coisa e uma coleção de decisões que, vistas de longe, parecem ter sido tomadas por homens diferentes.


Talvez tenham sido.


Ou talvez eu só goste de pensar assim porque é mais fácil atribuir meus erros a versões anteriores de mim mesmo.


Um homem de vinte anos.


Um homem de trinta.


Outro aos quarenta.


Todos com o mesmo nome.


Nenhum deles me pediu autorização.


Uma mulher passou pelo passeio empurrando uma bicicleta. Olhou para o jardim.


Eu tive a impressão de que olhou para mim.


Ela continuou.


Durante alguns segundos fiquei esperando que voltasse o rosto.


Não voltou.


Foi quando percebi uma coisa que deveria ter percebido muito antes: quase ninguém está olhando.


Passei anos me comportando como se houvesse uma plateia.


Como se cada escolha minha estivesse sendo registrada.


Como se fosse necessário chegar a algum lugar com uma história coerente para apresentar no fim.


Mas não havia plateia.


Havia apenas o passeio, a árvore, a rua e uma mulher que provavelmente já tinha esquecido a varanda antes de chegar à esquina.


O gato levantou.


Caminhou até a borda do jardim.


Parou.


Olhou para o outro lado da rua.


Eu fiquei esperando que ele fizesse alguma coisa.


Ele não fez.


Depois entrou em casa.


Fiquei sozinho.


Pensei novamente naquela frase antiga.


Rascunho.


Plano.


Tempo.


Eu tinha passado tantos anos tentando descobrir qual era a versão definitiva de mim que talvez não tivesse percebido o óbvio: eu continuava escrevendo rascunhos porque não queria assinar a versão final.


Não sei se isso é covardia.


Talvez seja.


Também pode ser apenas hábito.


Acendi outro cigarro.


Fiquei olhando a fumaça desaparecer antes de chegar à árvore.


Pensei nas coisas que deixei pela metade.


Algumas por falta de coragem.


Outras porque perderam o sentido.


Outras simplesmente porque eu era jovem demais para perceber que certas portas fecham sem fazer barulho.


Ainda havia uma parte de mim que insistia em voltar a essas portas.


Não para entrar.


Só para verificar se continuavam fechadas.


Achei isso ridículo.


Depois pensei que talvez fosse apenas humano.


O céu começou a escurecer.


A luz da varanda acendeu sozinha.


A caixa de fósforos continuava sobre a mesa.


Peguei-a novamente.


Dessa vez não tentei lembrar de onde vinha.


Coloquei no bolso.


O cigarro terminou.


Fiquei segurando o filtro entre os dedos por alguns segundos, como se esperasse alguma instrução.


Não veio.


Joguei no cinzeiro.


Eu poderia ter ido para dentro.


Não fui.


Talvez ainda esperasse alguma coisa.


Não sei o quê.


Uma resposta.


Uma lembrança.


Uma vontade antiga.


Uma prova de que todo aquele tempo tinha servido para alguma coisa.


Nada aconteceu.


E talvez tenha sido justamente isso que me fez ficar ali.


Sem resolver.


Sem concluir.


Sem transformar a tarde em uma explicação.


A rua continuou.


A árvore continuou.


Dentro da casa, ouvi o gato derrubar alguma coisa.


Fui ver.


Era apenas um copo vazio no chão.


Peguei o copo.


O gato já estava no corredor, indo embora.


Fiquei olhando.


Depois apaguei a luz da varanda.


A casa ficou escura por alguns segundos antes que meus olhos se acostumassem.


E eu percebi que ainda havia coisas em mim que não tinham terminado.


Mas, pela primeira vez, não tive pressa de terminá-las.

O meu eu se esvai. Palavras ditas, sonhos perdidos, desejos, tristes são os dias, ótimas noites de solidão que vão e voltam...

Eu poderia escrever esse texto cheio de raiva.

Poderia contar tudo.

Poderia falar das conversas escondidas, das comparações, das humilhações, das coisas que foram ditas pelas costas, das pessoas que acabaram envolvidas em problemas que deveriam ter ficado entre duas pessoas.

Poderia falar de muita coisa.

Mas não vou.

Não porque não aconteceu.

Aconteceu.

Mas porque eu não quero mais viver disso.

Eu sei dos meus erros.

Sei que tenho um temperamento difícil. Sei que sou explosivo, que já fui ignorante, que já falei coisas que não deveria. Sei também que alguns vícios meus fizeram estragos e que preciso continuar lutando contra eles.

Não vou esconder isso para parecer perfeito.

Eu não sou perfeito.

Nunca fui.

Mas também não sou aquilo que alguém pode contar sobre mim quando quer me colocar como o único culpado de uma história que foi vivida por duas pessoas.

Eu assumo a minha parte.

Apenas a minha.

E isso muda tudo.

Porque durante muito tempo eu achei que precisava explicar cada reação minha.

Hoje não.

Eu sei que uma reação errada continua sendo errada.

Mas também sei que existe uma história antes dela.

Existem coisas que foram acumulando.

Palavras.

Desconfianças.

Atitudes.

Promessas que não mudaram comportamentos.

Conversas que deveriam ser claras e pareciam escondidas.

Pedidos de mudança que foram feitos mais de uma vez.

E situações que foram me deixando cada vez mais cansado.

Eu não quero justificar meus erros.

Quero aprender com eles.

Essa é a diferença.

Eu também não quero mais ficar tentando entender por que, depois de uma briga, tudo parecia voltar ao normal tão rápido.

Eu ficava mal.

Pensava.

Tentava entender.

Enquanto do outro lado parecia que bastava colocar uma foto na academia, postar alguma coisa, curtir, sair, sorrir e continuar como se nada tivesse acontecido.

Durante muito tempo, isso me incomodou.

Hoje, não mais.

Porque eu finalmente entendi que a vida que alguém mostra na internet não é responsabilidade minha.

Se está feliz, que seja feliz.

Se não está, que resolva.

Se quer postar foto sorrindo, que poste.

Eu não preciso mais olhar para uma tela tentando descobrir o que existe por trás de um sorriso.

A vida dela não é mais a minha preocupação.

A minha vida é.

E talvez essa seja a maior mudança dentro de mim.

Eu também não vou mais gastar energia tentando entender por que, depois das brigas, coisas que eram nossas chegavam aos ouvidos de outras pessoas.

Eu nunca entendi.

Eu esperava lealdade.

Não queria que ninguém defendesse meus erros.

Se eu estivesse errado, eu queria ouvir.

Mas eu esperava que aquilo que acontecia entre duas pessoas permanecesse entre duas pessoas.

Quando descobri que havia gente falando de mim, e que quem deveria estar ao meu lado também participava dessas conversas, doeu.

Claro que doeu.

Mas hoje não dói como antes.

Porque algumas decepções só têm poder sobre nós enquanto ainda esperamos alguma coisa delas.

Eu parei de esperar.

Também parei de me preocupar com comparações.

Durante muito tempo, ouvir que alguém era melhor, mais isso ou mais aquilo me fez questionar o meu próprio valor.

Hoje eu penso diferente.

Eu não preciso ser melhor que ninguém.

Não preciso competir com ninguém.

Não preciso provar que sou suficiente.

Quem quiser outro tipo de pessoa, que procure.

Eu não vou mais mudar minha essência para disputar espaço na vida de ninguém.

E existe uma coisa que eu aprendi depois de tudo:

quem precisa diminuir você para se sentir maior já está dizendo muito mais sobre si mesmo do que sobre você.

Eu não quero fazer isso com ninguém.

Nem mesmo com quem me machucou.

Porque eu não quero sair dessa história carregando os mesmos comportamentos que um dia me fizeram sofrer.

Eu quero sair diferente.

Mais consciente.

Mais forte.

Mais tranquilo.

E, principalmente, mais dono de mim.

Eu também não vou esquecer das humilhações.

Não porque quero guardar rancor.

Mas porque algumas coisas precisam ser lembradas para não serem repetidas.

Eu sei o que senti quando fui diminuído diante de outras pessoas.

Sei o que senti quando precisei fingir que não tinha doído.

Sei o que senti quando saí de algum lugar sorrindo por fora e completamente destruído por dentro.

Mas aquilo acabou.

E não vai mais me definir.

Eu não sou aquela versão de mim que saiu de uma discussão se perguntando se era um homem bom o bastante.

Eu não sou aquele cara que precisava da aprovação de alguém para saber o próprio valor.

Eu não sou os meus piores dias.

Eu sou também tudo aquilo que estou fazendo para mudar.

Meus vícios não são meu destino.

Minha raiva não é minha identidade.

Meus erros não são minha sentença.

Eu posso reconhecer tudo isso e continuar de pé.

Aliás, é exatamente isso que estou fazendo.

De pé.

Sem precisar fingir que não doeu.

Porque ser forte não é dizer que nada machucou.

Ser forte é olhar para aquilo que machucou e decidir que não vai deixar aquilo controlar o resto da sua vida.

Eu poderia passar horas contando quem fez o quê.

Mas não quero.

Não preciso.

A verdade não precisa de espetáculo.

Eu sei o que vivi.

E quem viveu comigo também sabe.

O resto é opinião.

E opinião dos outros não vai mais decidir como eu me sinto.

Eu não vou mais correr atrás de explicações.

Não vou mais procurar respostas em redes sociais.

Não vou mais investigar conversas.

Não vou mais tentar descobrir quem está falando de mim.

Não vou mais tentar convencer ninguém da minha versão.

Acabou.

Não porque eu perdi.

Mas porque eu escolhi sair da disputa.

E existe uma diferença enorme entre perder uma batalha e decidir que você não quer mais lutar aquela guerra.

Eu escolhi a segunda.

Hoje eu quero cuidar de mim.

Quero vencer meus vícios.

Quero controlar minhas explosões.

Quero trabalhar.

Quero crescer.

Quero recuperar minha paz.

Quero olhar para trás e conseguir dizer:

“Eu passei por isso, mas isso não acabou comigo.”

Porque não acabou.

Eu ainda estou aqui.

Talvez mais cansado.

Talvez mais desconfiado.

Talvez mais cuidadoso.

Mas também mais consciente.

Eu aprendi a prestar atenção nas atitudes, não apenas nas palavras.

Aprendi que amor sem respeito não basta.

Que carinho sem lealdade não sustenta uma relação.

Que transparência não deveria ser implorada.

Que confiança não sobrevive quando existem segredos demais.

Que comparação machuca.

Que humilhação deixa marca.

Que expor o outro depois de uma briga não resolve nada.

E que duas pessoas podem se amar e, mesmo assim, não saber mais fazer bem uma à outra.

Eu não quero mais ser vítima de ninguém.

Mas também não vou aceitar ser culpado por tudo.

Eu tenho responsabilidade pelos meus erros.

Cada um deve ter responsabilidade pelos próprios.

É simples.

Eu não quero vingança.

Não quero que ninguém sofra.

Não quero destruir reputação.

Não quero transformar passado em guerra.

Quero simplesmente seguir.

E talvez seguir seja a resposta mais forte que eu poderia dar.

Enquanto alguém pode estar preocupado em mostrar para o mundo que está tudo bem, eu estou preocupado em fazer com que realmente fique tudo bem dentro de mim.

Essa é a diferença.

Eu não preciso parecer feliz.

Eu quero ficar em paz.

Não preciso provar que superei.

Quero simplesmente superar.

Não preciso mostrar que estou melhor.

Quero realmente estar melhor.

E isso não acontece em uma postagem.

Acontece longe das câmeras.

Na mudança dos hábitos.

Nas escolhas.

No silêncio.

Na distância.

Na coragem de não voltar para aquilo que fazia mal.

Eu não sei se um dia alguém vai reconhecer os próprios erros.

Talvez reconheça.

Talvez nunca.

Isso já não importa.

Eu reconheço os meus.

E isso é o suficiente para eu seguir.

Eu amei.

Eu errei.

Eu fui ferido.

Também feri.

Tive vícios.

Tive explosões.

Tive momentos dos quais não me orgulho.

Mas também tive momentos em que fiquei quando poderia ter ido.

Perdoei quando estava machucado.

Tentei quando já estava cansado.

E hoje eu não preciso transformar ninguém em vilão para reconhecer que aquela relação deixou de fazer bem para mim.

Algumas histórias terminam.

Algumas pessoas vão embora.

Algumas feridas demoram para fechar.

Mas nenhuma delas precisa decidir quem seremos daqui para frente.

Eu não vou carregar ódio.

Não vou carregar vingança.

Não vou carregar uma culpa que não é minha.

Vou carregar apenas o aprendizado.

E seguir.

Porque eu finalmente entendi uma coisa:

eu não preciso provar que sou forte.

Preciso apenas continuar sendo.

E, depois de tudo que aconteceu, existe uma coisa que ninguém mais vai tirar de mim:

a decisão de não me abandonar novamente.

Eu perdi muito tentando não perder alguém.

Agora eu vou recuperar a mim mesmo.

E isso, para mim, é o verdadeiro recomeço.

Dessa vez, eu vou comigo.

Escrevo sob corpos. Cada música é uma morte. Em todas, eu sou a vítima, deixando sobre o chão o meu próprio cadáver. Renasço como uma vampira, e sugo o meu próprio sangue para fazer da dor uma nova arte, enquanto gasto todas as minhas vidas, até que chegue o dia onde sol me queime, e não me deixe mais voltar a abrir os olhos. Quando terei escrito a última poesia, a última música e o último poema. Quando finalmente a dor cessará e não terei mais que morrer para me manter viva.
- Marcela Lobato