Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce
Eu conheci um sábio!
Mas só dei valor quando ele morreu...
Sua filosofia era caótica
E por muitas vezes eu só queria que ele se silenciasse...
Mas quando a morte o silenciou,
Percebi que o caos de suas falas eram ouro em meio ao silêncio...
Eu conheci um sábio!!!
Mas só dei valor quando ele morreu...
Nós discutíamos muito...
Mas só quando eu o aguentava
E se não tivesse a discussão... Caótica,
Havia violência, por parte do ignorante que não via a genialidade na filosofia!
Hoje, na solidão do caos filosófico,
percebo que estar só, não é assim tão definitivo
Pois compreendi que ao não ser ouvido pela ignorância alheia,
Estou repetindo aquela filosofia caótica de um sábio... que um dia conheci
Eu conheci um sábio!!!
Mas só dei valor quando ele morreu.
Que eu possa ser capaz de me amar por inteiro;
Mesmo as imperfeições que me rodeiam tem suas peculiaridades
E no final tornam única a existência!
Choro no pampa
Na vastidão dos pampas, onde o céu abraça a terra,
Eu vi a água subir, tragédia que desespera.
Rio Grande em pranto, suas lágrimas a correr,
Levando casas, sonhos, num lamento sem poder.
Chora o gaúcho, de bombacha e alma lavada,
Pela perda dos seus, pela lida inundada.
No galpão submerso, a tristeza era senhora,
E as fotos dos antigos, agora só na memória.
Sem teto, sem abrigo, sob o manto estrelado,
O peito da gauchada, de saudade foi cravado.
Perdido o que se tinha, construído com suor,
Restou só a esperança, e o peito cheio de dor.
Mas veio a solidariedade, de todos os cantos, a brilhar,
Brasileiros de mãos dadas, prontos para ajudar.
Do Oiapoque ao Chuí, um só coração pulsante,
Na tragédia das enchentes, somos todos irmãos, adiante.
E assim sigo campeiro, com o pala a me cobrir,
Na certeza que o Rio Grande, há de novamente florir.
Com a força do meu povo, e a ajuda nacional,
Reconstruiremos tudo, num esforço sem igual.
Esta poesia reflete a resiliência e a união do povo gaúcho e de todos os brasileiros
diante das adversidades, mantendo viva a esperança de que unidos venceremos todas as adversidades.
Roberval Culpi
08/05/2024
Eu te amo,uau,como eu te amo,
assim como o sol ama a lua,e a abelha
ama o mel eu te amo,mas assim como eles
também se separam,este também será meu papél,pois embora eu te ame,vocênão me ama,mas como eles eu também sempre te amarei eternamente,pois continuaremos a olhar para o mesmo céu,
mesmo seguindo caminhos diferentes.
"Se morrer exige algum esforço, então nem morrer eu quero. Só desejo me perder num nada tão puro que até o tempo esqueça de mim."
Se há 20 anos alguém dissesse que eu teria uma vida boa, estaria concursado e feliz com o que tenho hoje, eu diria que essa pessoa faltava com a verdade. Minha realidade era totalmente diferente.
Para alguns familiares, professores e até colegas, eu era o mais analfabeto, preguiçoso e vagabundo.
Hoje não sou o mais inteligente, nem o mais trabalhador, nem o mais enérgico no serviço. Entretanto, estou na média social — e posso afirmar que estou acima daqueles que me criticavam.
Só tenho a agradecer a todos e todas que me humilharam, que me negaram trabalho e que me expulsaram de suas casas. Tenho lembranças de uma surra que levei aos 12 anos, dada por minha mãe, com fio elétrico, por estar na casa de uma tia. Os familiares não me queriam ali e me expulsaram do local. Ela não gostou da situação e, naquele dia, me corrigiu. Sei que é errado agredir em forma de “peia”, mas aquilo abriu meus olhos para muitas coisas.
Aos 18 anos, depois de muitas desilusões familiares e de mendigar emprego, resolvi trabalhar. Com 21, iniciei minha primeira graduação — e nunca mais parei. Fui o primeiro filho a trabalhar, a ingressar em uma Universidade Pública e a ser concursado.
O “louco” para muitos, o que ninguém queria em casa e até evitava chamar de parente, hoje é convidado para muitas coisas. O mundo não gira, ele capota.
se Kafka foge do amor e Dostoiévski vai ao encontro do mesmo... eu prefiro fazer a experiência da vivência do mesmo... no final posso decidir o que será ou o que foi.
Gustavo Cardoso
Eu sou um eterno escravo,
Escravo da minha liberdade,
Escravo da minha vontade,
Escravo da minha servidão,
Escravo de tudo,
Escravo da vida,
Escravo de mim mesmo.
Rogerio Germano
Eu deixei um pedaço do que eu sinto em cada palavra que eu digitei neste texto.
Clarice Lispector, Freud, e Carlos Drummond com certeza iriam usar uma língua perfeita pra dizer isso, talvez diriam:
"Eu não apenas escrevi — eu me espalhei. Em cada palavra ficou um pedaço de mim: ora silêncio disfarçado de grito, ora desejo que se esconde do próprio olhar, ora pedra transformada em pão. Deixei ali o que não cabia em mim — e ao digitar, fui me desfazendo para poder existir.”
Eu não posso deixar de lembrar do saudoso Fernando Sabino, e Rubem Alves. Se eu dissesse a Freud estou me perdendo nas coisas boas ele provavelmente me faria esta pergunta:
"Mas diga-me… ao se perder nas coisas boas que escreve, de que exatamente você está tentando se encontrar ou se esconder?"
Eu claramente responderia assim se eu fosse como Fernando Sabino:
“Quando me perco no que escrevo, não é tanto para me esconder, mas para me revelar. A gente escreve porque a vida não cabe inteira no silêncio. E, ao tentar me encontrar, descubro que o melhor de mim se revela justamente no pedaço que parecia perdido. Escrever é me perder para me achar de novo — e nesse vai e vem, vou sendo um pouco mais eu.”
E se eu perguntasse a Rubem Alves, porque as pessoas desejam alguém que as escute de maneira calma e tranquila, em silêncio? Se eu perguntasse a ele porque no tempo de nosso amigo Freud as pessoas procuravam terapia para se curarem da repreensão e hoje procuram por causa da dor de não haver quem os escute?
Ele talvez me responderia assim…
“Minha querida, as pessoas sempre tiveram sede de escuta. No meu tempo, buscavam terapia porque carregavam dentro de si a ferida das proibições, das vozes que gritavam ‘não pode!’, ‘não deve!’, ‘cale-se!’. O mundo estava cheio de regras, e o coração ficava aprisionado.
Hoje, o que vejo é uma dor diferente. Não é a dor da repressão, mas da solidão. Não é o excesso de vozes, mas a falta delas. As pessoas sofrem porque não há quem as escute em silêncio — silêncio que não julga, não apressa, não dá respostas prontas.
O maior consolo que um ser humano pode dar ao outro não é um conselho, mas a sua presença atenta. Escutar é como oferecer um copo de água a alguém que atravessa o deserto. Quando alguém nos escuta de verdade, nós renascemos.
E talvez seja por isso que tantos procuram terapia hoje: não por doença, mas por fome. Fome de escuta. Fome de existir nos ouvidos e no coração de outro ser humano.”
Antes de morrer, eu gostaria de ter tomado um chá ou café com leite com Clarice Lispector, ter atravessado a rua, e um automóvel ter passado por cima de nós, e nós morremos. Ter adiantado as cartas de Fernando Sabino para evitar a decepção dele com os correios. Ter citado tudo aquilo que hoje eu não tenho coragem deitada num sofá de couro com Freud. Ter gastado horas incansáveis vezes pensando num verso que a pena não quer escrever junto com Carlos Drummond. E ver Rubem Alves citando o porque ainda não pensaram numa avaliação para avaliar a felicidade dos alunos, mas que todos se perguntam como os professores estão… - (Obra: A alegria de ensinar)
Eu não escrevo pra viver, eu vivo da poesia…
Se escrevo é porque tenho histórias pra contar.
Me pergunto qual foi o começo de todo esse amor…
Como eu poderia esquecer dos dias em que apenas te admirava à distância? Dia após dia, me perdendo em teu sorriso, me encantando com teu jeito, me alegrando apenas por te ver.
Como colocar em palavras que, além de tua beleza única, ainda havia tua energia — uma energia calma e brilhante, que me fazia sentir cada estrela no céu e no mar?
Após tantos anos, ainda tento descrever tudo o que sentia ao te ver…
E, duvido que algum dia eu consiga escrever todos os poemas que meu coração te recitou.
Sigo, então, comparando-te a todas as coisas belas que há no mundo — já sabendo que nenhuma delas chegará aos teus pés. E mesmo que o mundo inteiro brilhe, ainda me falta tua luz.
Querida, como me despedir se o adeus nunca aconteceu? Sua partida foi silêncio, e eu fiquei preso no instante antes do fim.
As minha memórias se fundiram aos meus pensamentos, mais sujeitos a dizer o que eu sinto dentro de mim. Estou acumulado de paz de espírito ao seu lado, que agora posso contar com a sua companhia.
O futuro é uma ilusão para tolos, eu sei… mas ainda assim me agarro a ele, enquanto as cicatrizes do passado me lembram, com crueldade, quem sou e quem nunca deixarei de ser.
Sou grato pois estou, sou espelho de coisas boas, eu tenho em mim um universo de boas vibrações e por assim ser eu desejo que você também seja.
A Cura do Irremediável.”
Eu começo este texto, explicando porque “A Cura do Irremediável”.
Segundo a wikipedia,“Irremediável” é algo sem solução, sem remédio ou possibilidade de ser evitado ou reparado, de forma definitiva, ou fatal.
A Cura do Irremediável, porque soa como um paradoxo, “a cura daquilo que não podia ser curado”.
Em sentido filosófico e existencial, representa a busca humana por lidar com perdas, dores e situações que parecem definitivas.
Existem dores, pessoas, lugares e tempos que não voltam mais.
Com um tempo, se desfaz, e esfarela tudo no vento.
Há algumas perdas que não tem remédio.
Silêncios em excesso que não se desfazem em palavras…
Mas, no fundo da alma cansada, onde o impossível se deita totalmente cansado, nasce uma cura, a cura do Irremediável.
não é apagar o que já passou, é claro.
Mas é aprender a respirar na ausência, e no silêncio que estão te fazendo sentir.
A cura do Irremediável não é devolver o que se perdeu, é transformar a ferida em choro deixado para trás. E transformar esse choro em oração.
E assim, o Irremediável se cura.
Se eu pudesse voltar para a noite, no dia em que te conheci.
Se eu pudesse voltar para a noite, na noite dos jogos.
Ah se eu pudesse retornar, para o que era.
Mas se retornado ao que era, não seremos diferentes que fomos.
Se eu pudesse mudar o dia em que te conheci.
Se eu pudesse mudar a noite dos nossos jogos.
Se eu pudesse alterar, o que aconteceu, talvez então, mudaria oque seriamos.
Mas não seriamos quem somos mais, talvez uma ilusão, criado de um mundo inexistente.
Seriamos e não seriamos, nós ao mesmo tempo.
No fim o passado não se altera, e o futuro inexiste.
Somos o que somos agora, no presente, e nada mais.
Somos nossos atos de agora, e nada mais.
Somos a intensidade do presente e nada mais.
E nada mais.
Mas se eu pudesse ser mais.
Se eu pudesse ter sido menos.
Talvez
Eu teria amado mais.
Eu teria negado menos.
Talvez
Teria na primeira conversa, me entregado mais.
Teria na primeira conversa, guardado sentimentos menos.
Um Talvez........
Talvez tivesse dado certo.
Talvez tivesse dado errado.
Impossível saber, pois ficou inerte, sem atos.
No Fim, A vida não é feita de Se ou de Talvezes
A vida é feita de decisões momentâneas, que regem o futuro incerto.
Talvez recomece, talvez seja realmente o fim. Cabe nossos atos decidir.
No fim, o passado foi, o presente se faz agora, e o futuro é deixado para seguir o fluxo.
Tal dádiva entregue ao homem, por Deus, feita para realizar o presente.
Nada mais é, nada mais será, se não feita por atos agora, se nada feito, o mundo se mantem inerte.
Quão chato é morrer, e perceber que o momento que deixamos escapar teria mudado tudo, e nada mais resta senão o silêncio do que poderia ter sido.
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