Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce

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Eu sinto sua falta. Sinto falta do cheiro de spray do seu cabelo. Sinto falta dos seus brincos de pressão. Sinto falta das suas meinhas com desenhinho. Sinto falta do seu jeito de cruzar as pernas e balançar o pé. Sinto falta de quando você chupava gelo. Sinto falta da sua caipirinha sem açúcar. E do seu chapéuzinho de tricô. Sinto falta também do seus pés gelados quando eu dormia na sua cama. Sinto falta da sua risada assistindo desenho. Sinto falta das histórias das suas bonecas. Sinto falta dos lugares que você foi. Sinto falta de quando jogávamos bocha. Sinto falta do cheiro do seu carro novo. Sinto falta de te ouvir cantarolar "Trem das Onze". Sinto falta dos barulhos que você fazia enquanto dormia. Sinto falta até daquele seu remédio nojento. Sinto falta do cheiro de roupa antiga do seu armário. Sinto falta da sua maionese. E da sua sardella. Sinto falta do seu hálito de mamão pela manhã. Sinto falta do jeito que você me olhava. Sinto falta do jeito que só você me chamava. Sinto falta das suas correntes de ouro. Sinto falta das suas trapaças no carteado. Sinto falta de quando você dançava. Sinto falta de boiar com você no mar. De brincar da maré nos levar. Faz um ano que eu não te vejo... Mas eu sinto tanto a sua falta.

A todos que neste momento precisam de mim, como eu precisei de vocês um dia, saibam que eu estou aqui lendo e aprendendo como vocês

Eu sempre vou amar,
aquele que me amou primeiro,
JESUS!

Uma pena eu ter nascido na época da fotografia colorida. Pena eu ter nascido na época da “razão sintética”. Tempos em que os gurus não são mais velhos barbados repletos de filosofias de vida acumulada no decorrer de gerações inteiras, derrubando e erguendo conceitos. Tempos de "super-homens", tempos da autosuficiência e do egocentrismo. Tempos da banalização da razão e da emoção. Tempos em que a ousadia não mais existe. Tempos de gente que não se arrisca.
Quem me dera ter nascido na época em que eu seria classificado apenas como louco.
Mais o que mais lamento mesmo, é ter nascido na época da fotografia colorida...

Carta dum contratado

Eu queria escrever-te uma carta
amor,
uma carta que dissesse
deste anseio
de te ver
deste receio
de te perder
deste mais que bem querer que sinto
deste mal indefinido que me persegue
desta saudade a que vivo todo entregue...

Eu queria escrever-te uma carta
amor,
uma carta de confidências íntimas,
uma carta de lembranças de ti,
de ti
dos teus lábios vermelhos como tacula
dos teus cabelos negros como dilôa
dos teus olhos doces como macongue
dos teus seios duros como maboque
do teu andar de onça
e dos teus carinhos
que maiores não encontrei por aí...

Eu queria escrever-te uma carta
amor,
que recordasse nossos dias na capôpa
nossas noites perdidas no capim
que recordasse a sombra que nos caía dos jambos
o luar que se coava das palmeiras sem fim
que recordasse a loucura
da nossa paixão
e a amargura da nossa separação...

Eu queria escrever-te uma carta
amor,
que a não lesses sem suspirar
que a escondesses de papai Bombo
que a sonegasses a mamãe Kiesa
que a relesses sem a frieza
do esquecimento
uma carta que em todo o Kilombo
outra a ela não tivesse merecimento...

Eu queria escrever-te uma carta
amor,
uma carta que ta levasse o vento que passa
uma carta que os cajus e cafeeiros
que as hienas e palancas
que os jacarés e bagres
pudessem entender
para que se o vento a perdesse no caminho
os bichos e plantas
compadecidos de nosso pungente sofrer
de canto em canto
de lamento em lamento
de farfalhar em farfalhar
te levassem puras e quentes
as palavras ardentes
as palavras magoadas da minha carta
que eu queria escrever-te amor...

Eu queria escrever-te uma carta...

Mas, ah, meu amor, eu não sei compreender
por que é, por que é, por que é, meu bem
que tu não sabes ler
e eu - Oh! Desespero - não sei escrever também!

Eu cai e tive que encontrar forças para levantar, eu subi mas de uma forma surreal tive que descer sem entender o por que, apenas desci. Eu ouvi coisas absurdas sobre minha personalidade - coisas essas desconhecidas até mesmo pelo meu inconsciente - e tive que ficar calado para não entrar em conflito comigo mesmo, tive que me matar para dar vida à outras pessoas, tive muito e hoje tenho quase nada. Desisti de sonhos para alimentar um sonho alheio, tive que sacrificar minha felicidade por algo aceito por várias mentes moldadas, gritei até ficar ficar sem voz e as respostas nunca vieram. Fingi que sabia quem eu era para que não me derrubassem sobre um penhasco profundo, andei sem rumo e hoje ando sem destino. Aceitei o inaceitável e não tive o mesmo respaudo quando precisei, aprendi o que se vai, vai mesmo, nem sempre volta, descobri que o "não" é algo advindo de negatividade e não de instabilidade. Tenho cicatrizes que não se fecharam, mas não por uma questão de não querer que se fechem, mais sim, porque ainda existira esperança, lutei desarmado com seres que estavam preparados até os dentes, usei frases prontas de grandes filósofos e elas não me trouxeram grandes mudanças além da reflexão que as mesmas trazem. Vi que recomeçar é bem mais complicado do que o começo e o fim nem sempre é percebido, insito. Enfim, com todo esse viver que resumo em existir não me trouxeram grandes aprendizados, apenas me ajudaram a secar toda a água que teimosamente exprime o que um dia eu senti.

Envolva-me...

Conte-me e eu esquecerei
Mostre-me e eu lembrarei
Envolva-me e eu entenderei...

Entenderei a magia do outono nas folhas que caem...
A ausência presente quando a presença se faz ausente
A distância, o silêncio e as lágrimas...

Entenderei as ânsias e dores humanas sob disfarce
A força curativa do amor presente nos gestos,
Nas palavras e ações desprovidas de competição e egoísmo

Entenderei a liberdade exercida com responsabilidade
O AGORA como momento único a ser intensamente vivido

Entenderei o HOMEM, a NATUREZA, a VIDA
E amarei sem medida...

Fogo. Ó fogo dos raios, em nome de Nyx eu vos invoco, portador das tempestades e força da magia, peço vossa ajuda no feitiço que aqui trabalho!

Vento. Ó ventos de tempestade, em nome de Nyx eu vos invoco, esparjais vossa bênção, eu vos peço, sobre a magia que aqui será trabalhada!

Terra. Ó terra úmida e profunda, em nome de Nyx eu vos invoco, para que eu possa sentir o movimento da própria terra no rugido de um trovão de poder que vem quando me ajudais nesse rito!

Água. Ó torrentes de chuva, em nome de Nyx eu vos invoco, acompanhai-me com vossa força inundante na realização desse ritual, de todos o mais poderoso!

Espírito. Ó espírito livre e selvagem, em nome de Nyx eu vos invoco a mim! Responda-me! Fique comigo durante este poderoso ritual e conceda-me o poder da Deusa!

- E então amor? Que será de nós dois?
- Espere. Deixe eu ver na agenda:
(...)
- Dia 05 resolvemos. Cinco dá pra pagar.

- Minha filha cuidado com esse rapaz?
- Por que mãe?
- O que ele faz da vida?
- Ele é filósofo.
- Cuidado, hein!

"Um dia eu era uma criança que desconhecia o poder da palavra e do pensamento, até que um dia crescir e descobrir que ali estava o resultado: não gostei!!
Porque não me ensinaram que nos transformamos no que pensamos?"

....O Amor Supera Limites....

Quando eu te conheci jamais
Podia imaginar que fosse
A minha vida transformar
O que era amargo ficou doce
Tudo que você me trouxe
Quero em dobro te ofertar
O nosso amor é verdadeiro
Que gostoso a gente se dar
É amor de corpo e alma
Que sob a luz do luar Reluz e se declarar

Quando eu ouço alguém suspirar,
'A vida é dura', eu sempre sou
tentado a perguntar, 'Comparado a que?'

Era sonho, eu sei. Todo aquele cheiro e ousadia, aquela forma de se mover e olhar.
Tenho raiva e ao mesmo tempo sou grata por sonhar.
É um descontrole e não me culpo.
Uma semente que cresce e se enraíza, envaidece, ilumina-se.
É doce, é amargo, um emaranhado de sabores, amores e desamores.
Sopra com o vento, firma-se com a ilusão, constrói-se em folhas e esvai-se pelas águas escuras dos rios.
Não é real, de fato, eu sei. E mais uma vez não me culpo.
É só um resultado, um descontentamento momentâneo de sensações não vividas.

"QUANDO EU ME AMEI DE VERDADE"
Quando eu me amei de verdade, eu pude entender que a vida tem varias formas de se viver e aprender.
Quando eu me amei de verdade, eu pode ver que nem todas as coisas está no nosso querer.
Quando eu me amei de verdade, eu pude entender que nem tudo que temos podemos perder.
Quando eu me amei de verdade,finalmente eu pude abrir os meus olhos para as grandes maravilhas da minha vida.
Quando eu me amei de verdade,eu percei que nem todo os amigos são pra sempre.
Quando me amei de verdade,aprendi a razão de viver intensamente.
Quando eu me amei de verdade,eu vi que as grandes viagens da minha vida foram grande vitórias que consegui vencer.
Quando eu me amei de verdade,em fim eu pude então entender que tem coisas que na minha vida irão passar, mas com toda a certeza o que permanecerar pra sempre dentro do meu ser e do meu coraçao é a grande dádiva da vidaque é o, AMOR...

Fazendo

Das cores eu faço o desenho
Do papel faço um anel
E nele sai seus olhos cor de mel

Sei que poço, nele desenhar
Para poder me encontrar
No seu corpo a te estigar


Fazendo coisa legais e saindo todas iguais
É que lembro o quanto somos animais
Tolamente racionais e desiguais

Nada que eu faça para te enganar
Pode fazer eu me encantar
Ou talvez me apaixonar

Alegro-me em ser tão atento às coisas mais
simples da vida. Sendo assim, eu desfruto das maravilhas escondidas nos cantinhos do mundo com um lirismo que preenche totalmente os meus vazios, e que me ensina
a enxergar a vastidão do universo através de pequenas frestas que rompem os limites da minha cegueira, deixando a luz entrar.

Com doçura e leveza eu extraio encantamento das minúcias quase imperceptíveis que se revelam ao meu entorno, algo que outro olhar ávido por formas maximizadas e óbvias
jamais poderia enxergar. Tudo que é evidente demais acaba se tornando cansativo e banal para alguém que, como eu, quer encontrar unicidade em meio a esse oceano de
mesmice que quer nos engolir a qualquer custo.

Para mim, que me deixo derramar em atenção e cuidados por tudo aquilo que é singelo, a palavra “grandeza” não
se refere ao tamanho daquilo que os meus olhos veem, mas sim, ao bem estar, ao prazer e à plenitude espiritual que as mínimas manifestações existenciais conseguem me
proporcionar.

Independentemente da notabilidade, do valor material ou do aspecto exterior de todas essas informações que me rodeiam, eu só tenho uma coisa a dizer de verdade: simplicidade é o máximo do luxo com o mínimo de alarde.