Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce
POR TI
Por ti eu vivo doidamente
Por entre as vielas e becos da vida
Busco guarida em qualquer sorriso
Que a mim parece seu gosto fremente.
Envolvi a alma de antigas auroras
E nas calmarias da noite quando a vida chora.
Abro a janela em busca de uma sombra.
E de manhã vou em busca de suas passadas nas alfombras.
Nada há, portanto, só na memória.
As penas de te ver saindo a toda hora
É como visões de um pesadelo que se repete.
E choro minhas ilusões perdidas, com que
Sua lembrança tece... Eu também vou indo.
Espere-me! Também estou eu partindo.
JOANA DE OVIEDO - Direitos Reservados
do livro Caminhos na face.
Ascendência
Eu, filho do caos e da isolamento,
faço deste pequeno e ínfimo verso
nascido em meu lúgubre universo,
meu último testamento.
Meus sentimentos jamais serão perdoados.
Detentores de natureza renitente,
Estes são meus pecados.
Quando elas me gritam,
meu peito dói.
Não suporto mais isso.
Quero acabar com essa dor que me destrói.
Eu, filho do amor e da exaltação,
hei de enterrar em meu túmulo
todo sentimento que em acúmulo
me levou a pecar contra meu coração.
O céu jamais se fez azul sobre minhas pestanas.
Mas quando o encaro, peço que me mate.
Que em meu túmulo se enterrem mentes insanas,
e assim como meu sangue se façam escarlate.
A constrição aumenta em meu peito.
Em meu quarto se mostra desconfortável sensação.
Recende a solidão.
E mais uma vez, a morte atavia o meu leito.
Eu, filho do rancor e da ardente paixão,
Renuncio toda dor.
Amaldiçoo todo amor
que me levou a cair em depravação.
Quando tamanho sofrimento
descera sobre minh'alma,
senti o último momento
em que me fora roubada a calma.
Abnego minha existência.
Já não sinto mais inevitável
vontade de com meu eu ser afável.
Em meu calvário se pagara a penitência.
Eu, filho do ver e da verdade,
através de meus versos encontro piedade.
Oriundo da terra, verdadeiro colo,
anuncio meu retorno ao solo.
Meus olhos, frutos da própria terra,
vis criaturas peçonhentas
que na verdade encontram tormentas,
sua Ascenção encontram na guerra.
Se ao teu ver, minha existência enfraquecida,
em meus olhos, expressão da realidade,
se encontre tamanha debilidade,
toma tua foice, ceifa a estéril vida.
Eu, filho da vida e da própria morte,
a quem rejeitara a própria sorte,
tornara-me da dor, escravo passivo.
À noite, sofredor cativo.
Quando em meu andar
eu hesitar em dar o primeiro passo,
deixe que em meu penúltimo ruflar
se desfaça esse eterno laço.
Elas, cujas lâminas marcam em meu braço
a falta de um único abraço
gritam o notar da minha ascendência.
Seu nome, depressão.
As horas passam e já é tarde; novamente "SEXTOU" e eu aqui querendo saber em que "OPEN BAR" encontrar meu amor !?
Como eu queria estar ai.
Por alguns segundos te ver sorrir.
Ouvir o tom de sua voz.
Senti o amor que houve entre nós.
Sentir a calma de estar com você.
Ouvi tudo que tinha pra me dizer.
Olhar seu sorriso no rosto.
Senti todo amor d'novo.
Mais esse mundo foi cruel.
Em um piscar de olhos.
Te levou pro céu.
Hojé já não nos vemos mais.
Mesmo assim o meu amor aumenta cada dia mais .
Sei que logo estaremos juntos.
Vivendo um sonho profundo.
Brincando, sorrindo e chorando.
Demostrando esse amor tão insano.
O problema é que já tem alguém do seu lado
E eu me sinto tão errado em tentar me aproximar
Por isso mantenho a distância necessária
Pra que não se esqueça, minha cara
Que ao meu lado é um bom lugar
Mais que isso eu não vou fazer, não
Apesar de querer
Para de querer fazer eu me apaixonar
Para de querer fazer eu entrar nesse joguinho
Para de me seduzir pra me forçar a ficar
O meu lugar não é aqui
Mas, se você topar um romance proibido
No meu particular, seu espaço é garantido
Eu lembro do seu sorriso safado até hoje, sinto carinho, gratidão, paixão. Contudo, já me conformei com o fato de que não irei vê-lo novamente, aceitei, finalmente, que é mais sadio preservar as boas lembranças a construir lembranças novas. Além disso percebi que apesar do que vivemos parecer muito, ainda é insuficiente, pode até ser bastante, mas não é extraordinário - não é insubstituível.
É o que o que eu sinto tem nome, tem forma, tem sentido. Eu desejo a liberdade, eu desejo caminhar sem algemas. Desejo ser eu mesma e doa a quem doer, eu serei.
É sexta feira de novo!
É só me chamar pro buteco que eu corro!
Bendita sexta-feira
Você é a culpada da minha bebedeira
Passo a semana inteira esperando por você
É no buteco eu encho o copo e seco
É no buteco que eu esbanjo de felicidade
É no buteco que eu choro de saudade
É sexta feira de novo!
É só me chamar pro buteco que eu corro!
Bendita sexta-feira
Você é a culpada da minha bebedeira
Passo a semana inteira esperando por você
É no buteco que eu escuto um modão
É no buteco que eu bebo um litrão
é no buteco que eu afogo a minha paixão
É sexta feira de novo!
É só me chamar pro buteco que eu corro!
Bendita sexta-feira
Você é a culpada da minha bebedeira
Passo a semana inteira esperando por você
poeta Adailton
Tenho encontrado pessoas raras, que tem me agradado tanto, mesmo antes que eu as chame de amigas. Me ensinam também que, não preciso necessariamente agradá-las para ter suas amizades.
ontem eu fui feliz
sonhei demais
brinquei até mais tarde
hoje virei cicatriz
de um tempo
que não volta mais.
Já sonhei e idealizei tantos projetos, mas somente os que eu realmente acreditei e foquei em executa-los , foram realizados.
Às vezes, sinto que sou muito jovem para ter vivido a vida que vivi. Às vezes, eu olho em volta e penso: eu não pertenço aqui.
Através de uma taça de vinho, eu pude notar que a vida é perfeita do jeito que é, com todos seus males e bens...
Pois sem isso como nós chegaríamos até Deus e reconhecesse que somos lapidados todos os dias para um dia quem sabe, caminhar pelo paraíso!
Ela delicada indecisa e mimada,
Libriana que busca o amor.
Eu romântico malandreado,
Tipo a fiel coração sofredor
Minha religião!!
Eu amo o candomblé, o candomblé me conquistou de uma forma que nem se eu quisesse eu seria capaz de parar de acreditar porquê eu sinto toda vez que eu entro em um terreiro, eu sinto toda vez que eu bato cabeça para um orixá ou quando eu dou a benção para um mais velho e ele me abençoa de volta, eu sinto toda vez que eu me calo e abaixo a cabeça para aprender ou quando um mais velho senta pra me ensinar, eu sinto toda vez que um orixá vem me abraçar, eu sinto quando a madrugada chega e meu coração se desesperar e as lágrimas caem desesperadamente eu chamo por oxum eu me arrepio e meu coração recebe uma calmaria uma paz inexplicável, eu sinto quando toca para o meu orixá e rapidamente o meu corpo recebe uma energia tão forte e tão positiva de dentro para fora, eu sinto quando os ogãns começam a tocar o atabaque, eu sinto quando eles começam a cantar as cantigas, eu sinto quando é dia de função e eu largo tudo feliz para subir pra roça, eu sinto quando as coisas andam difícil e eu ouço uma palavra amiga do meu amigo Zé pelintra, eu sinto quando as ekeds começam a tocar o adjar, eu sinto quando todos se reúnem para começar a louvar o rei, eu sinto quando dançamos e quando festejamos para o sagrado eu sinto, eu sinto que lá é o meu lugar. Eu me sinto privilegiada ao ser escolhida para está lá eu me sinto feliz ao chegar na roça, eu me sinto em paz quando um orixá chega e todos começam a cantar ou até mesmo quando todos nós ficamos em silêncio, e eu sei que não existe outra religião que vá me fazer se sentir assim porque o meu coração escolheu está lá. O candomblé me ensinou muitas coisas mas a principal dela foi o amor!🌹
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