Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
Não importa o pecado que
Cê tenha cometido
Eu não sei do se passado
Mas sei o quanto é infeliz
Mesmo que eu seja o experimento
Eu já tô feliz com isso
Só de estar em seu coração
É o suficiente para mim
"Como você aguenta?"
Me perguntam com a testa franzida,
como se o fato de eu não beber veneno os deixasse desconfortáveis..
"Como você se diverte?"
Sem balada, sem vício, sem ruído..
Como se a felicidade só existisse na fumaça, no copo, na vulgaridade, no som alto que abafa o vazio da mente..
Mas a minha alegria não é barulhenta..
Ela não precisa de palco nem plateia..
Ela nasce quando a noite me toca às 6 da noite,
e eu já voltei da corrida, de peito aberto, com o mundo calado e meu corpo gritando vida..
Enquanto eles afogam a alma no álcool, refrigerante, na mediocridade,
eu rego a minha com água e persistência..
Enquanto eles imploram por atenção em stories vazios,
eu treino em silêncio,
construindo um templo no corpo e uma fortaleza na mente..
Felicidade não é dopamina jogada em excesso..
É paz em fazer o que ninguém vê..
É prazer em conquistar e dominar a si mesmo..
Eu sou feliz porque eu não fumo..
Porque não dependo de açúcar pra sentir energia ou felicidade..
Porque não preciso me destruir pra esquecer quem sou..
Eu me lembro todos os dias de quem sou — e isso me fortalece..
A disciplina que eles chamam de tédio,
é o que me faz dormir bem..
A rotina que eles chamam de prisão,
é a chave da minha liberdade..
Eu não preciso quebrar as regras para me sentir livre..
Eu preciso apenas segui-las com consciência — e ultrapassá-las com sabedoria..
E se ela chegar
Eu não vou correr
Pois ela faz parte
Do dom de viver...
Darei a ela o descanso recíproco...
Falei que não iria me apaixonar, mas aqui estou sentindo essa sensação outra vez.
Talvez eu podesse ignorar, mas é difícil fazer isso.
Mas eu quero ter certeza do que eu sinto.
E mesmo se for real tenho que arrumar minha mente, não quero tê magoar caso você sentir o mesmo.
Eu acho que aquela frase cabeça vazia oficina do cão, não fala de marginais que matam outras pessoas,essas vão pro céu, falam das pessoas que pensam e mesmo assim fazem mal, por que o dinheiro deu a sua mente tempo livre, sua mente não pode ser guiada pelo nada, tem que ser guiada por Deus, por bons pensamentos, mas tem gente que não tem paz interior para isso.
O fim de semana está chegando.
E com ele vem você.
E eu não sei se estou pronta pra te ver de novo.
Não sei se vou conseguir te olhar nos olhos, na verdade, vou até tentar não te olhar nos olhos,
mas sei que meu corpo vai saber que você tá ali.
Ele nunca conseguiu disfarçar.
Tenho medo de congelar quando te vir.
De não saber o que fazer com as mãos.
De não saber o que dizer, ou pior ainda, dizer a coisa errada.
De não saber como fingir que tá tudo bem ter você ali tão perto de mim por horas.
Toda vez que nos encontrávamos nesse tipo de ocasião, o final era sempre o mesmo: indo embora com você.
Finais de noite que nunca eram exatamente “finais”.
Era estranho, né?
A gente nem se pertencia de verdade.
Mas, no fim da noite, quando todo mundo já estava indo pra qualquer canto,
nós dois já sabíamos onde queríamos estar.
Sim, como eu disse no final daquela primeira carta pra você: naquele mesmo carro, naquela mesma rua, naquela mesma hora.
Você dirigia com uma mão e a outra sempre achava um jeito de me acariciar.
A gente falava sobre tudo (e sobre todos) e, entre uma risada e outra,
os segundos de silêncio após a conversa davam início a algo que durava até o sol raiar. As madrugadas e manhãs eram nossas, e o banco do carro virava cama, refúgio, bagunça.
A temperatura elevada no interior daquele carro destoava do frio que provavelmente fazia do lado de fora.
E agora eu vou te ver…
Mas não vai ter mais você me esperando no fim da noite.
Não vai ter aquela troca de olhares que dizia: "vamos?"
Não vai ter a despedida lenta antes de abrir a porta,
nem o silêncio confortável no abraço um do outro que dizia tudo que a gente nunca teve coragem de dizer.
Meus brincos não vão mais ficar no chão do seu carro.
O sol neste dia vai nascer sem nós dois pra admirar.
As lanchonetes não nos verão procurando por elas, famintos, de madrugada.
E nem o seu perfume vai ficar na minha roupa.
Enfim, te ver agora, com talvez os mesmos olhares, mas sem o nosso depois, me dá algo que nem sei explicar.
Então, quando a festa acabar, uma que estaremos no mesmo lugar, pela primeira vez vou embora sozinha.
Ou com alguém que definitivamente não vai ser você.
Quem sabe eu consiga até ir embora de você.
Não importa o que acontecesse, eu nunca te rejeitaria, nunca te abandonaria. Você foi o amor da minha vida e eu tenho certeza disso, se tem uma coisa na tua vida que tu pode ter certeza, é que eu estive com você, sempre, pra tudo, e estaria pra sempre.
Então, ainda bem que você me deixou, porque eu jamais teria ido.
Me perdoa por aquele 25 de março. Logo mais, naquele 15 de abril, você me deixou quebrada, e abandonada, pra sempre.
o amor da minha vida
como eu o amo de todo coração acredito que sem ele não consigo viver, quanto tempo eu o esperei... ele demorou mas apareceu e tem feito eu a mulher mais feliz desse mundo, eu o amo muito muito muito.
Se fosse para eu escolher entre não te amar e te esquecer, minha escolha seria te esquecer, pois eu não consigo viver sem amar você.
CONTRADIÇÃO (soneto)
Se eu peço a este soneto que compaixão
Não seja opoente ao coração enamorado
Tão pouco o fado rebelde e despreciado
Se versar com afeto traz branda sensação
De onde vem tão truculenta inspiração
Duns versos que se mostram obrigado
A causar no contrário, tão desesperado
Na ilusão, e feito a modo de divagação
Minha poesia inquieta e falante chora
Num prosar que está a cantar e, assim,
Tão encharcado de suspiro, vêm fora
Aparenta então que na rima sofrente
Minha poesia vive a chorar por mim
Só para ver a insatisfação contente.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03 julho 2025, 18’58” – Araguari, MG
não quero mais sair,
Na verdade, vou me assistir,
Olhar eu e a cama me fundir,
Eu não vou dormir.
Eu quero escurecer,
Me esquecer, entender e aceitar.
Não vou dormir, mas quero despertar.
Essa cama me aperta.
O travesseito sufoca,
As lagrimas afoga,
A coberta me impede de ohar o lado de fora,
Eu não quero ir embora.
Eu não sinto culpa,
Sinto uma busca,
Buscando incessantemente
Saber o que fazer.
Eu aprendei a me esquecer,
Como vou me procurar se aquilo
Que mais amei se foi junto com meu prazer,
Eu nao tenho mais nada a perder.
Eu nao me esqueci só de você,
Esqueci de mim,
Esqueci de viver,
Eu não quero mais sair...
Não sei se você notou
Que eu tô
Tô afim de você
Pois você acende
O verde e o vermelho
Não mostra intenção
Amor
Eu ando por aí à procurar
Alguém que me tire o ár
Que não me faça lembrar
Que não importa mais o que eu faça
Não dá pra fugir
Sempre penso em ti
