Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
Eu sempre fui racional demais. Não me comovia. Nada me perfurava. Era preto no branco e bastava. As coisas mudaram quando o conheci. Sofri por pouco. Me preparei para muito, chorei por menos. Foi a frustração da minha vida.
Eu te procurei enquanto andava distraído
Era cedo demais ou talvez tarde o suficiente pra não mais te achar
Eu mandei cartas, flores de jasmim
Era a solidão batendo na porta e dizendo pra não te deixar ir
Então fui até a janela do quarto
E olhando para o céu pedi sinais ao universo de onde estaria agora
O que estaria fazendo…
Com quem estaria conversando…
Onde estaria distribuindo sorrisos…
Sim, sorrisos
Lembro-me ainda de como é
Descrever aqui agora não é suficiente
Imagina-lo também não
Então que tal pararmos de nos enganar?
Achar que está tudo errado,
tentarmos nos encontramos como duas pessoas civilizadas
normais!
Eu disse normais? Rsrs
Não é isso
Ser normal não faz parte disso
Então saia
Olhe para o céu e veja os sinais
As estrelas gritam
O coração escuta:
Me encontra
estou a tua procura
e por sua culpa,
ainda ando perdido.
Não é novidade de que eu mudei nesses últimos tempos. A vida é uma mudança. Eu mudei tanto que nem eu me reconheço às vezes.
Toda vez que eu leio um livro, eu costumo deixa-lo aberto na última página que li, não por preguiça de fecha-lo, mas para lembrar-me de onde eu parei, a última frase que li e por onde eu devo continuar. Assim deveríamos ser; sempre abertos. Abertos a ouvir outras perspectivas de vidas, dos caminhos que cada um levou a chegar até onde. Atentos ao que é dito e que muitas vezes deixamos passar. Aberto a novos desafios, às lições que nos ensinam, nos inspiram e nos motivam a continuar de onde paramos.
Eu estava prestes a me afundar nessa solidão agoniante. As portas já não se abrem mais pelo tempo que já estou aqui dentro. Eu deixo a janela entreaberta apenas para clarear uma parte da parede branca e o suficiente pra me enxergar no espelho quebrado exposto em minha direção. Eu escuto ruídos o tempo todo. Não sei se eles vêm de fora ou se são apenas criação da minha mente, mas eu sei que tem gente lá fora. As pessoas ainda existem. É perceptível está aqui dentro consigo mesmo e perceber que há passos vindo em todas as direções. Uns mais agitados, com pressa talvez, outros mais lentos, pela idade do sujeito ou pela correria que já foi seu dia. Mas eu permaneço quieto. Permaneço calado. O céu eu já nem vejo mais, não sei se ele ainda é azul. Mas as lembranças que voltam à minha mente me fazem pensar de como ele era antes até o dia que me prendi. Não estou preso semente pelas dores, nem por achar estar perdido em tanto caos. Estou preso por medo de estar lá fora onde um dia já estive e resolvi não ficar. Estou preso porque o mundo que enxergo lá fora é tão agoniante como estar aqui dentro. São as portas que se fecham e não abrem mais. São as janelas que deixam entrar um pouco de luz somente para disfarçar a escuridão. São espelhos que se quebram para refletir verdadeiras faces. E os ruídos? São pedidos de socorro de um mundo que ainda clama por paz.
– Eu não posso ter um filho agora. Eu quero ter uma carreira!
– Mas você ainda pode ter uma carreira, Lígia.
– Você sabe que mulheres têm que escolher. Não dá pra ter os dois.
– Eu não vou me apaixonar nunca mais.
– Depois de uma ressaca a gente sempre diz que nunca mais vai beber.
Eu não vejo estudantes aqui, vejo marinheiros. E eu não os criei. Do momento que subiram a bordo, vi um marinheiro dentro de vocês. E o melhor, vocês pararam de fazer piadinhas da palavra “marinheiro”. Esta é a marca de um marinheiro de verdade.
Veio sentir saudades quando eu não sentia mais nada. Um dia ela disse que nunca seria tarde demais, ela esqueceu que o tempo passa, a música fica chata, o sabor deixa de ser bom, que o calor deixa de ser aconchegante, que o amor uma hora esfriaria e que saudade não seria suficiente pra amolecer um coração que se petrificou na solidão.
Muitas pessoas ao se apaixonarem acham que isso acontece por serem fracas. Eu acho que não, talvez essas pessoas só não saibam o quão forte o amor realmente é.
Mas eu te peço que não me ame de qualquer jeito, me ame também pelos meus defeitos. Aceite minhas crises, se for preciso, mas não me deixe perder o juízo.
Desde que você se foi o sol não se pôs mais
Desde que você se foi eu perdi a minha paz
Como é difícil entender
Como é difícil aceitar
Que nos céus você estar
Não consigo dar um ralhete em condições, ninguém vê o que eu vejo quando ela está bem a minha frente!
Eu tava tão acostumado a não te ter aqui.
A solidão do mar escuro é de certa forma triste, mas protetora.
o caos me persegue, e segue sendo minha estrela guia.
Às vezes a luz pode queimar, como o fogo
A calmaria não me agrada, como esperado do aventureiro.
Mas como você bem sabe...
mar calmo nunca fez bom marinheiro
