Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
Sou um péssimo cobrador e um excelente trabalhador para não deixar nenhuma dívida familiar ou pendências financeiras em relação às minhas responsabilidades como pai, marido e avô.
Gosto de ouvir pessoas quando sou perseguido; mas a perseguição delas não é maior do que a minha perseguição por amor a elas.
Não escrevo o que quero. Escrevo o que penso, o que sou, o que sinto, o que me incomoda ,me faz feliz ou me entristece. O que para alguns não significa nada, algo sempre me prende a atenção .
Então, penso...logo escrevo!
Minha linda bruxinha
Sou uma linda bruxinha
bruxinha do bem
voar não posso também
porque não tenho “carteira “
peguei do papai uma carona
sempre pronto a me agradar
O carro do papai é bem possante
cheguei rápido, cheguei bem
vim te trazer gostosura
e nada de travessura
essa bruxinha é moderna
Nada de caldeirão
não larga da internet
come chocolate,
mastiga chiclete
e adora sorvete
mamãe até tenta
fazer a bruxinha comer
arroz , feijão , bife e macarrão
Mas a bruxinha prefere
pizza de mussarela ,frango e calabresa
que pede pelo celular
no aplicativo disque “caldeirão”
Que o paladar vai lhe agradar
Esta é minha bruxinha
entre nós a queridinha
a popular Dudinha
que a todos enternece
de meiguice
mas também
muita peraltice
Editelima
Outubro/2021
Sou uma casa sem paredes. Não enxergas nada, mas existo.
Sou uma história em branco. Sem passado, e um presente que versa angústias do futuro que sangro.
Sou o grito mudo, sem eco e sem rumo, da escuridão que me alimento, onde a dor vira cimento.
Tantas pessoas podem testemunhar sobre minha vida. Mas não sabem quê sou na verdade, por isso peço à vos caros compatriotas caso queiram saber de mim, não se revoguem, nem peçam alguém para testemunhar de mim,quem conhece a verdade minha, sou eu.
A minha pressa na vida é estimada pelo excesso da aritmetica que existe na minha mente. Não sou veloz mas tenho motivos para tal.
O meu silêncio não diz que sou gigante, não diz que esqueci do passado, mas também não significa que sou covarde aos seus intentos.
Quando tu disseste que sou um lobo disfarçado de uma ovelha, será que não te esqueceste de um detalhe... Na verdade eu e tu somos dois lobos disfarçados. Furucuto
Sou um professor há quase 2, 3 ou 4 anos, mas a quem acha que não tenho experiências suficientes para enfrentar os desafios da minha carreira, isto porque, a escola onde trabalho não tem meios suficientes para demonstrar as minhas habilidades. O que você espera duma escola sem sala de informática, sem Wi-Fi, sem laboratório, sem sala dos professores e nem uma régua para esboçar os gráficos, onde os gestores matam as habilidades dos alunos.
Daniel Perato Furucuto
Se decidi abrir novos horizontes na minha vida, que ninguém me critique, não sou culpado pela (estabilidade) mental de alguém.
Daniel Perato Furucuto
Distrito Federal
Não sou um Estado
Mas reúno todos eles
Na linda poesia
Cultura, paz e nação
Amor, pessoas e religião
Reunidos na magia
Reunidos em Brasília
NÃO SOU O MUNDO — SOU O QUE ELE ME PERMITE SER
Por: Marco Arawak
A Terra não é cenário.
É o chão de tudo o que acontece.
Antes de qualquer pensamento,
há algo que sustenta.
Antes de qualquer palavra,
há aquilo que torna possível existir.
Nada em mim começa em mim.
Meu corpo é feito de coisas antigas:
água que já foi nuvem,
pó que já foi estrela,
calor que atravessou outras formas.
Sou um encontro breve
de elementos que existiam antes do meu nome.
Não sou origem.
Sou continuidade.
A Terra não me acolhe por escolha.
Ela simplesmente existe.
E enquanto suas condições permanecem,
eu também permaneço.
O chão não me sustenta por cuidado.
Ele sustenta porque é chão.
Se falha, eu caio.
Sem intenção.
Sem julgamento.
A água não me protege.
Ela corre.
Se está limpa, me nutre.
Se está ferida, atravessa meu corpo ferido.
O ar não se oferece.
Ele está.
E quando falta,
não há filosofia:
há silêncio.
Nada na natureza me explica o sentido da vida.
Mas tudo nela a torna possível.
Não vivo em um mundo que me reflete.
Vivo em um mundo que me antecede
e continuará depois de mim.
Minha história não é centro.
É passagem.
Sou um instante dentro de algo maior,
um acontecimento breve
num ritmo que não pede significado.
E, ainda assim, existo.
Não como dono.
Como parte.
Cada respiração é um acordo invisível
com o que me cerca.
Cada passo é uma confiança no chão.
Cada dia é um empréstimo de equilíbrio.
Nada em mim é garantido.
A Terra não é boa nem má.
Ela não cuida,
não pune.
Ela simplesmente segue.
Mas eu sinto.
Eu temo.
Eu escolho.
E é nesse ponto que algo muda.
A vida não é protegida.
Ela acontece enquanto pode.
Mas dentro dessa fragilidade,
nós nos movemos,
amamos,
construímos,
lembramos.
Sou forma por um tempo.
E toda forma, um dia, se desfaz.
Nada desaparece de verdade —
apenas muda de lugar, de estado, de nome.
Quando algo termina,
outra coisa começa.
O planeta não perde.
Ele se transforma.
Eu, sim, posso desaparecer.
Por isso, existir não é um direito natural.
É uma condição frágil.
O mundo não foi feito para mim.
Eu fui feito dentro dele.
Mas o modo como vivo dentro dele
não é neutro.
Tudo o que faço
— usar, gastar, descartar, modificar —
retorna de algum modo.
Nada realmente vai embora.
Tudo permanece, de outra forma.
O que jogo fora
continua existindo em algum lugar.
O que fere a Terra
volta, cedo ou tarde, ao corpo.
A natureza do planeta não pede admiração.
Mas pede limite.
Não pede discursos.
Pede cuidado.
Não quer que eu me veja nela.
Quer que eu compreenda
o peso de estar aqui.
Não sou a voz do mundo.
Sou um de seus muitos gestos.
Talvez isso seja o mais profundo:
não habito algo que me pertence.
Habito algo ao qual pertenço.
Sou feito da mesma matéria
que rios, montanhas e ventos,
mas organizado de modo frágil,
breve, reversível.
Não carrego a Terra dentro de mim.
Dependo dela em tudo.
Se ela sustenta,
eu existo.
Se ela se rompe,
não há pensamento que me salve.
Não é metáfora.
É condição.
A natureza do meu planeta
não é ideia, nem símbolo, nem consolo.
É a base silenciosa
sobre a qual a vida se arrisca.
Compreender isso
não me eleva.
Me responsabiliza.
Porque não estou aqui para dominar o mundo,
mas para não quebrar
o que me permite estar.
Não sou o sentido da Terra.
Sou apenas algo que acontece nela.
Mas enquanto aconteço,
posso escolher
não ser ruína.
E isso, talvez,
seja o que nos torna humanos.
O fato de Não precisar usar facetas para determinada companhia ou local me faz muito bem, pois sou simplesmente assim...
