Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
"Suas redes sociais não mostram apenas o que você vê; elas revelam quem você é. Compartilhar é expor a própria essência, o caráter e a consciência."
Quando voltamos demais ao passado, talvez não estejamos apenas lembrando.
Talvez estejamos tentando preencher o vazio do tempo presente.
Corrupção não é apenas coisa de políticos. Ela também começa nos pequenos atos de quem burla uma regra, busca vantagem e chama de “jeitinho” aquilo que sabe ser errado.
"Religião de verdade não usa o nome de Deus como cabo eleitoral.Se a sua fé serve apenas para justificar o interesse político do momento e garantir privilégios, você não está seguindo um dogma sagrado; está apenas terceirizando a marca divina para abrir uma filial de partido no altar."
O Menino que Engoliu um Pôr do Sol
Lucas não lia livros. Para ele, eram apenas pilhas de papel com cheiro de poeira. Prefiria o videogame, onde as cores piscavam e tudo acontecia rápido. Um dia, sua avó, uma senhora que parecia feita de algodão-doce e mistérios, lhe entregou um livro pequeno, de capa azul-marinho.
— Este não é um livro comum, Lucas — disse ela, com um brilho maroto nos olhos. — É um mapa. Mas não de lugares que existem no globo terrestre.
Lucas abriu o livro com má vontade. Não tinha desenhos. Só letras pretas, enfileiradas como formigas cansadas. Começou a ler a primeira frase, resmungando: “No castelo feito de nuvens, o guardião dos ventos guardava o último pôr do sol em uma garrafa de cristal…”
Ele bocejou. Mas continuou. Na terceira página, algo estranho aconteceu. O cheiro de poeira sumiu. No lugar, surgiu um aroma fresco de chuva e… baunilha? Lucas olhou para a janela. O céu estava nublado. Mas no livro, a descrição do pôr do sol era tão intensa que ele sentiu o calor alaranjado bater no rosto.
As letras pararam de parecer formigas. Elas começaram a dançar, a formar formas, a virar sons. Ele ouviu o uivo do guardião dos ventos, sentiu o frio das nuvens sob os pés e, sem perceber, mergulhou de cabeça na história. Quando fechou o livro, horas depois, a sala estava escura, mas seu coração brilhava como se tivesse engolido o tal pôr do sol do guardião.
Uma metáfora poética e extremamente sensorial sobre o poder do despertar da leitura. A transformação na percepção do Lucas — de ver as letras como "formigas cansadas" para sentir o "calor alaranjado" no rosto — constrói um contraste lindo entre a rapidez imediata das telas e a profundidade imersiva da imaginação.
A riqueza sinestésica do texto é o grande destaque. A transição dos aromas, saindo do cheiro de poeira para o cheiro fresco de chuva e baunilha, junto com a caracterização da avó "feita de algodão-doce e mistérios", cria uma atmosfera acolhedora e verdadeiramente mágica.
As emoções que tentamos esconder não desaparecem; elas apenas encontram outras formas de nos alcançar. A verdadeira liberdade começa quando deixamos de fugir do que sentimos e aprendemos a compreender a nós mesmos.
-Jouberth Toffoli
Sentir saudade não significa que devemos voltar; apenas prova que algo foi importante.
-Jouberth Toffoli
A ausência de um pai não deixa apenas um lugar vazio na família; muitas vezes, deixa perguntas que acompanham a vida inteira. Ainda assim, nenhuma falta é capaz de impedir alguém de construir a própria identidade e encontrar novos caminhos para amar e ser amado.
-Jouberth Toffoli
Onde o Amor Encontra Morada
A verdadeira grandeza da cumplicidade
não está apenas em caminhar lado a lado,
mas em encontrar alguém
com quem a alma possa caminhar descalça.
Porque um amor verdadeiro tem esse poder:
transforma um homem comum
em alguém extraordinário,
não por aquilo que conquista sozinho,
mas por aquilo que aprende a construir a dois.
É quando o amor deixa de ser promessa
e se torna reciprocidade.
Quando existe verdade no olhar,
sinceridade nas palavras,
confiança nos silêncios
e vontade de dividir não apenas os dias,
mas também os sonhos,
as alegrias, os medos e a vida.
Amar é encontrar alguém
com quem a felicidade não seja uma coisa particular,
mas um lugar que pertence aos dois.
E talvez o melhor lugar do mundo
não seja uma cidade, uma casa ou um destino.
Talvez seja simplesmente
dentro de um abraço.
Porque dentro de um abraço
a solidão perde a força,
a saudade encontra descanso
e até os corações mais carentes
descobrem que não estão sozinhos.
Ali, tudo fica mais quente.
Mais leve.
Mais perto.
Tudo aquilo que a gente sofre
parece se dissolver entre dois braços.
As preocupações diminuem,
os medos silenciam
e aquilo que parecia impossível
começa a parecer possível outra vez.
E tudo o que a gente espera,
tudo o que sonha,
tudo aquilo que secretamente deseja encontrar,
às vezes está ali:
num abraço apertado,
num coração junto ao outro,
na certeza silenciosa
de que, naquele instante,
não existe lugar algum no mundo
onde eu preferiria estar.
Porque quando é amor de verdade,
um abraço não é apenas um abraço.
É casa.
É abrigo.
É encontro.
É o lugar onde dois corações
descobrem que podem, finalmente,
descansar um no outro.
"O verdadeiro marginal não veste apenas os trapos da miséria; ele se esconde, muitas vezes, sob o linho fino do poder. Marginal é a alma que caminha nas sombras da lei, plantando mentiras, sonegando o futuro e ferindo a dignidade do outro. Quem aplaude o retrocesso ou silencia diante do preconceito aceita o mesmo exílio moral e torna-se cúmplice da escuridão que destrói a nação."
“Deus não apenas exige o preço da aliança; Ele mesmo paga o preço da aliança. O Juiz assume a sentença do réu.”
A Cruz não é apenas um evento para ser admirado ou um benefício jurídico para ser recebido; ela é um padrão de vida para ser seguido.
MINHA CASA SE CHAMA PENIEL
Minha casa se chama Peniel,
não é apenas teto ou parede,
é o lugar onde minha alma repousa,
onde o coração encontra
um pouco de paz.
Peniel é minha janela para o céu,
meu pequeno pedaço de infinito,
onde o silêncio conversa comigo
e cada manhã parece dizer:
“Ainda há vida, ainda há esperança.”
Aqui, entre paredes simples,
guardo sonhos, lembranças e poesias.
Cada canto conhece meus passos,
cada janela conhece meus pensamentos,
e o vento entra trazendo
notícias de outros mundos.
Minha casa se chama Peniel
porque nela não moro sozinho:
há uma presença invisível
que acompanha meus dias,
que escuta minhas perguntas
e acolhe meus silêncios.
Quando a noite chega,
acendo uma pequena luz
e agradeço pelo dia.
Não preciso de um palácio
para sentir-me abençoado;
preciso apenas de um lugar
onde meu coração possa morar.
Peniel é minha casa,
mas também é um encontro.
É onde olho para dentro de mim
e encontro Deus no caminho.
E quando alguém me perguntar
onde é minha casa,
responderei com simplicidade:
— Minha casa se chama Peniel.
É onde moro,
é onde sonho,
é onde escrevo,
é onde encontro a paz.
— Romildo Portes Ferreira 🌹
