Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
Eu vivia no inferno, até que o chamado "demônio", por muitos, me tirou de lá.
Quando todos me deram as costas, só ele estava lá.
Quando o brilho sumiu dos meus olhos, ele foi a chama que me fez renascer.
Se hoje estou de pé, é porque Lúcifer me encontrou, ou melhor, eu o encontrei quando caminhava pelo abismo e tudo à minha volta era dor.
- Marcela Lobato
Reflexão:
Por muito tempo eu tive medo de me expor…
medo de mostrar a obra que Deus fez dentro do meu coração.
Eu quase não conseguia enxergar algo bom em mim.
E, pra ser sincera, às vezes ainda não consigo.
Meus defeitos sempre foram mais altos,
porque nunca faltou quem apontasse cada um deles.
Mas o tempo me ensinou uma coisa:
quando tem dedo demais apontado pra você,
não é só crítica… é incômodo.
Incomoda porque tem algo em você que eles não têm,
algo que eles não entendem,
ou algo que eles gostariam de ser.
Hoje eu entendo:
não é sobre o que falam de mim…
é sobre o que eu carrego dentro de mim.
E isso ninguém apaga.
É sopro de Deus.
Entre uma Tulipa e Outra
Entre uma tulipa e outra,
o tempo desacelerou.
Eu nem planejava estar ali.
O destino era outro,
mas portas fechadas também ensinam
que nem sempre é sobre onde queremos ir.
Entrei.
E foi ali,
sem pressa,
que tudo aconteceu.
Conversas simples,
risos soltos,
o cuidado presente em cada gesto.
No Tulipa,
não é só o que se serve —
é o modo como se recebe.
E, entre uma tulipa e outra,
veio o detalhe inesperado:
em terras paulistas,
um coração rubro-negro.
Pequeno acaso,
grande proximidade.
Mas havia mais.
Havia algo que não se explica,
apenas se sente —
um lugar feito de tempo,
de história,
de pessoas que permanecem.
Num mundo que passa rápido demais,
ali,
o essencial ainda fica.
E talvez seja isso.
Entre uma tulipa e outra,
a gente entende
o que realmente importa.
Eu rezo por você em silêncio
Eu rezo por você, em silêncio,
naqueles momentos em que o mundo pesa
e a alma parece cansar.
Peço que a vida te abrace com cuidado,
que a dor não dure mais do que o necessário,
e que a esperança encontre caminho
mesmo nos dias mais difíceis.
Você já venceu tempestades
que poucos conheceriam de perto,
e mesmo assim seguiu.
Mesmo machucada… seguiu.
E é por isso que eu acredito —
não por palavras bonitas,
mas pela sua própria história:
você vai superar mais essa.
Vai se reconstruir no seu tempo,
vai se fortalecer onde hoje dói,
e um dia vai olhar pra trás
com a calma de quem atravessou tudo.
Eu estou aqui, em pensamento,
em oração,
torcendo por você de forma sincera.
Fica bem…
você vai ficar.
Eu preciso escrever um poema
Eu preciso de um poema.
Eu preciso escrever um poema de versos brancos,
que não se preocupe com rimas.
Eu preciso escrever um poema
que fale de amor sem dizer “eu te amo”.
Eu preciso de um poema.
Eu preciso escrever um poema
que não tenha travas,
que não tenha nada que me feche os olhos.
Eu preciso escrever um poema
que faça com que você enxergue
e que eu também possa enxergar.
E que eu possa ver o amor
nas coisas simples e banais do dia a dia.
Eu preciso escrever um poema
que não rime com nada,
só com alegria.
— Nildinha Freitas
Vão Livre
Eu quis a permanência.
Houve em mim um esforço mudo,
uma arquitetura de silêncios
para tentar habitar o teu mundo
e encontrar pouso entre tuas certezas.
Mas eu era areia escorrendo entre dedos:
uma presença translúcida,
leve o suficiente para não ser rastro,
apenas um sopro que atravessa os teus dias
sem mover uma cortina sequer.
Eu possuía a voz contida,
mas o sentir era um oceano em fúria.
E, no entanto, nada em ti se deixava tocar.
Fui me acomodando nas bordas,
nos recônditos onde a luz desiste,
tornando-me sombra de mim mesma
para não perturbar o teu desenho.
Até que o corpo entendeu a lição:
não era a vontade que faltava,
era o chão que não existia.
Compreendi, enfim, que o amor não é poda.
E ninguém sobrevive onde o preço do abrigo
é a própria anulação.
Ninguém se demora
onde é preciso deixar de ser
para poder estar.
Por que sempre
E todas as vezes
Há uma chama ardente
No meio dessa tempestade?
Mesmo que eu queira
Não consigo deletá-la
Não há como removê-la
Acho que não quero mais viver assim
Meus pensamentos estão fragmentados
Meu coração partido
A sensação de querer mais
Agrega ao ar que respiro
Tudo parece uma mentira
Parece uma ficção romântica
Escondida no meu dia a dia
Explosão
Dale da vida!
Buguei!!
Quando eu partir, quero despertar e descobrir que tudo em que acreditei é celestial e verdadeiro, onde a linguagem é universal e a empatia floresce de forma recíproca.
Prioridade é você.
Seu nome está em cada parte do meu olhar.
Você é todo o homem que eu não quero compartilhar.
Limpe os seus pensamentos, encha-me de beijos; tudo parece puro e completo.
Não entenda errado: não sou seu estepe, mas sim sua escolha.
Sinta-se feliz — somos história, não hiato.
O meu eu revolto
Desde quando amor dá um tempo?
Amor conta o tempo.
Para ficar junto,
para beijar na boca,
para correr juntos e abraçar gostoso,
para acariciar intimamente
e dar gargalhadas sincronizadas.
Sempre juntos.
Desde quando amor dá um tempo?
Amor conta o tempo!
Quanto tempo é preciso
para entender o óbvio?
Com a mão direita, eu peço a paz.
Queria ter o poder de gerar calmaria em um mundo caótico. Penso no renascer. Sim, às vezes o ato de renascer vem e me assusta, porque sinto que é como olhar para trás e dar adeus a algo que, em algum momento, foi bom, foi conforto, foi amor.
Às vezes tenho a sensação de estar em dívida com o mundo, mas, ao mesmo tempo, sinto raiva do destino. Afinal, ele dá rasteiras na vida, e a queda dói, maltrata, podendo até matar. E não há o que fazer, pois são coisas do bad boy chamado destino.
Medo da profecia!
Fico pensando como seria o remake da vida, se isso fosse possível.
Seria opcional?
Seria racional?
Há dias em que acordo vestida de cinza, com a garganta presa. Nesses dias, não quero comparecer a lugar nenhum, não quero ver olhos nem bocas. Quero apenas brincar de escrever, onde sou sorriso e felicidade.
Onde a emoção mora
Tudo cheira a tristeza.
É castigo, eu sei.
Mas depois percebi que tudo é questão de escutar.
É uma maestria rasante, justa,
nas conversas entre eu e você.
A emoção, quando chega às nuvens, é sagrada,
e o corpo reage.
Lágrimas de Cerejeira
Entre sofrimento e humilhação, o meu “eu” chama a minha atenção.
Dúvidas martelam o meu mundo torto e imperfeito, e lágrimas de cerejeira caem sobre mim.
Se pudéssemos enxergar o espírito que somos e o daqueles que estão ao nosso redor, provavelmente o mundo seria diferente.
O meu “eu” de hoje
Sempre que acordo triste, o meu lado poético se afasta.
Sinto-me tomada por uma tristeza semelhante à de um amor que foi embora e não voltou. Então, genuinamente, crio memórias da época em que éramos dois em um mundo de mil e tudo isso contribuiu para o meu “eu” de hoje.
