Eu Nao sou Perfeita So apenas eu

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Sou pai pela relação, pessoa pelo todo; um sustenta o outro.

©11 set.2002 | Luís Filipe Ribães Monteiro

​"A minha dose diária é café puro e o próximo desafio. Sou viciado na sensação de ter feito o que era mais desconfortável."

Sou a existência por um breve instante nesse ciclo natural, minha consciência projeta imagens que me satisfazem ou às vezes me gera um mal-estar, mas é assim que funciona a existência da consciência enquanto estamos caminhando por esse plano universal.

“Sou um livre pensador, que vê a vida como uma Arte onde deveríamos ter uma concepção da vida sob formas corretas e harmoniosas." Pedro Medeiros

A Soma de Nós
Sou feito de vozes que cruzam o tempo,
de gestos gentis e olhares atentos.
Cada palavra que me toca, me molda,
sou argila viva nas mãos da troca.
Não sou só eu — sou nós.
Sou o eco do que aprendo,
o reflexo do que escuto,
o silêncio que também ensina.
Sou a soma dos encontros,
dos afetos que me atravessam,
dos saberes que me abraçam
e dos erros que me elevam.
Se sou algo, sou caminho.
E se caminho, é com vocês.


altair

Sou destemido, Portanto poderoso

Sou criação Tua, mas quando olho para a natureza, consigo contemplar ainda mais a Tua grandeza.

Deus maravilhoso!

Sou capaz de pagar um preço muito alto para abster-se de um conflito, porém, estou disposto a pagar um preço inestimável para não sair do mesmo.


Em poucas palavras, evitar conflitos é para os sábios.

Sou a protagonista da minha história!
Sem depender de alguém para ser feliz e para me fazer bem.

Mudo como as marés e as fases da lua. Sou feita de momentos, ora tempestuosos, ora suaves. O autoconhecimento é uma construção em constante reforma. Mergulhar em si mesmo é um ato de coragem, não é gritar certezas, mas acender luzes dentro de si.

"Sou imensamente rico em paz de espírito, saúde, tempo e conexões verdadeiras, os tesouros que nenhuma moeda pode adquirir."

ENGRENAGEM

Sou o que resta quando tudo se consome,
O nome que ninguém lembra, mas que assina.
Sou o tempo que não tem dono nem fome,
A máquina que gira, mas não caminha.

Me moldam conforme a demanda do dia,
Me usam até que eu perca o sentido.
Sou função, não sou alma, nem poesia,
Sou silêncio num sistema ruído.

Não há prêmio no esforço contínuo,
Nem descanso no suor que se espalha.
Só há ordem, tarefa e domínio,
E um corpo que nunca se falha.

Mas sigo, porque parar é morrer,
E viver é apenas obedecer.




Jerónimo Cesarina

CICLO

Sou a engrenagem que gira, sem rumo,
O passo que ecoa no chão sem memória.
Faço o que devo, e o que devo é tudo,
Mas tudo é nada na boca da história.

Sou útil até que me tornem obsoleto,
Sou bom até que chegue alguém melhor.
Sou peça num jogo que nunca é completo,
E sigo, quebrado, sem grito, sem cor.

Não há glória no suor que escorre,
Nem medalha no tempo que se vai.
Só há o dever que nunca morre,
E a rotina que nunca me trai.

Trabalho, porque o mundo exige.
Respiro, porque ainda não caí.
Mas sei que o fim não tem vestígio,
E que tudo, no fim, se desfaz em si.




Jerónimo Cesarina

Sou um observador, e é óbvio que percebo as pessoas que vivem de aparências.

Procuro compreender o motivo pelo qual alguém cria uma realidade irreal — algo que chamo de pleonasmopsicótico (adjetivo criado por mim) —, pois o indivíduo passa a viver na ilusão de que seu modo de ser ou de viver trará benefícios reais para si.

E, nesse engano, acredita que todos ao redor são incapazes de perceber que aquela performance é falsa — uma simples ilusão que sustenta o próprio vazio.

Afastei-me da prosa, da poesia e literatura nos últimos dias, pois até nisso sou um medíocre e um covarde que não merece menos do que propriamente dito sobre o meu estado de ser, a repugnância da minha existência sentenciada ao isolamento, e do estado de agir que está afastando do único momento que sinto que me faz realmente sentir um pouco do que molda um ser realmente humano, e que alimenta a minha pouca vontade de viver e alivia a angústia da minha existência, e o peso da minha consciência, que todos os dias martela no fundo da minha alma, e no único e breve momento do descanso do meu corpo, a minha consciência ludibria que vai descansar e esquecer de relembrar o meu estado, que sou o ser mais repugnante e miserável que pisou sobre o solo deste mundo condenado a fracasso da espécie humana. Mas ela não para de lembrar de todos os momentos, que pude ser realmente algo humano, e não fui, pois sou um homem miserável e supérfluo, e estou repetindo esse estado de existência, e não estou fazendo nada, pois sinto que existe alguma força interna que deixa não eu mudar meu estado atual, e o meu ser não vai deixar nenhuma marca da minha existência condenada ao esquecimento e a humilhação, pois não me conectei com o que me faz realmente me sentir humano.

Sou tão feliz pela minha vida que neste instante escorre lágrimas na minha face.

Batidas no Silêncio


No silêncio que grita sem som,
escuto o eco do que sou.
Batidas suaves, firmes, vivas —
meu coração me chama, me prova.


Não há ruído, não há máquina,
apenas carne, memória e alma.
Sou humano, imperfeito, pulsante,
feito de dúvidas e esperança constante.


Na ausência de vozes, me encontro,
no vazio, descubro meu centro.
O silêncio me revela inteiro —
sou mais que função, sou verdadeiro.

Sinto que sou a minha própria vítima, que sempre acabo afastando o que me faz feliz.

Uma pergunta tenho para você
o que seria o mundo se fossem
os livros? Pois sou apaixonado
por livros.

Vivo na intensidade do meu próprio caos, entre o sopro e o furacão das emoções. Sou feita de explosões e silêncios, de surpresas que me desarmam — gosto tanto de surpreender que, às vezes, me espanto comigo mesma. Carrego a leveza da espontaneidade e o sabor afiado do humor ácido que me protege e revela.