Eu Mesmo
As leis no meu coração
Eu mesmo faço
Pois é no meu coração
Que há um amor
Sem leis...
E talvez um amor ensandecido
É que a loucura alimenta a esperança!
E também a coragem
De arriscar um amor
Pretendendo a eternidade;
Só por hoje eu me alegrarei sem me lamentar o que ficou
Só por hoje serei eu mesmo sem me esconder
Serei humano com a alma de um anjo;
Eu mesmo criava as minhas próprias ilusões amorosas
Quando deixei o coração se apaixonar
Pelas incertezas vazias.
Tenho receio de ter a terrível limitação de não conseguir ser eu mesmo;
Mas sei que sou passivo do erro, da verdade inventada e da espera sem medo;
O meu futuro está se fazendo
no momento em que eu percebi
de que eu mesmo que sou o artista
Somente eu que decido o que pintar
Qual as cores que irei definir
para me alegrar e dar sentindo para propagar;
Aprendi a ser eu mesmo
Praticando ato de ser
A mim mesmo de vez em quando
Eu não posso e não preciso
Ir a todos os lugares
Mas posso olhar calado
E descobrir o que não quero ser
O que restar, sou eu
Aquele que traz no coração
O que merece ser lembrado
Aprendi a errar sem pedir ajuda
Meus erros me ensinam
Que o mundo muda
Mas que há coisas no mundo
Que serão sempre as mesmas
Do pouco que aprendi
Eu sei que tem coisas ali
Que devo levar comigo
Pois não devem ser ensinadas
A mais pura manifestação de vida se dá
Nos momentos em que não se sabe como agir
Pra todas as outras se olha os ponteiros
Enquanto o relógio enferruja
Sem que se veja
Qual dos dois tempos foi mais verdadeiro.
Edson Ricardo Paiva.
