Eu Gosto do Risco dos que Arriscam

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Estupor

esse súbito não ter
esse estúpido querer
que me leva a duvidar
quando eu devia crer

esse sentir-se cair
quando não existe lugar
aonde se possa ir

esse pegar ou largar
essa poesia vulgar
que não me deixa mentir

Queria não gostar de você

Queria eu poder dizer
Que nada sinto
Mas estaria a te enganar
E pior que isso
Estaria a mentir para mim também
Queria poder dizer
Que não penso mais em você
Ou melhor, que nunca pensei
Mas seria impossível
Por que a cada segundo do meu dia
La esta você
Em pequenas coisas que faço com dedicação
Queria não gostar tanto de você
Por que sei que vou sofrer
Mas não consigo deixar de lembrar
Daquele sorriso lindo
Que sempre aparece
Quando fecho os olhos
Procurando te esquecer.

Não há porque chorar por um amor que já morreu,
Deixa pra lá, eu vou, adeus.
Meu coração já se cansou de falsidade

Este inferno de amar

Este inferno de amar – como eu amo!
Quem mo pôs aqui n’alma… quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é vida – e que a vida destrói.
Como é que se veio atear,
Quando – ai se há-de ela apagar?

Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez… foi um sonho.
Em que a paz tão serena a dormi!
Oh! Que doce era aquele olhar…
Quem me veio, ai de mim! Despertar?

Só me lembra que um dia formoso
Eu passei… Dava o Sol tanta luz!
E os meus olhos que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? Eu que fiz? Não o sei;
Mas nessa hora a viver comecei…
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino
Vim cumprir o meu destino...
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer.

Não é egoísmo, mas eu quero você unicamente, exclusivamente, absolutamente só pra mim!

Hoje eu só quero você. Vem pra mim, fica comigo, não vai embora. Sexta-feira.

Isabela Freitas

Nota: Partilhado pela autora nas redes sociais

Antes eu conseguia juntar os pedaços
e voltar a ser eu.

Impossivel agora.
Como conseguir reconstruir-me
se me falta você??

Você sabe o quanto eu te amo. O quanto o meu olhar e meu coração te procuram enquanto os dias passam devagar. Minha expectativa era grande, hoje, a dor supera qualquer uma delas. Você sabe que eu gosto de você, sabe o quanto eu te quero, o quanto eu preciso, e ainda fez uma escolha. Pensou só em você, em o quanto era bom saber que lá fora, depois da janela, do tempo frio, tinha alguém que pensava em você antes de dormir. Alguém que gosta da idéia de um dia te abraçar. Alguém que não nega, assumi.
Dói você ser você. Eu não me apaixonei pelo hoje. Apaixonei pelo que você era pra mim. O meu conforto.
E olha o que o tempo fez com a gente. Apodreceu tudo de bonito que nós tínhamos juntos. A amizade, não sei mais aonde ela se encontra. Escondeu-se. As palavras bonitas, hoje um tanto raras, se esconderam por trás de detalhes ridículos que pra você fazem mais importância. Ta doendo muito. E eu gostaria muito que você entendesse.

Eu não ligo, desculpa.
Você pode não gostar da minha roupa, do meu cabelo, do meu perfume, dos meus palavrões. Você pode não gostar do meu jeito, da minha preferência por dormir ao invés de sair a noite e encher a cara. Pode não gostar de mim, do meu estilo. E ainda sim eu não vou ligar. Eu cansei da sociedade ficar tentando regular a vida das pessoas, eu cansei da sociedade tentando regular aminha vida. Eu aprendi que a melhor pessoa para descrever ela sou eu.

Algum dia - e esse dia pode nunca chegar - Eu vou lhe pedir para fazer um serviço para mim. Mas até esse dia, aceite essa justiça, como um presente.

Eu não entendo porque as pessoas se empenham tanto em iludir os outros pra usar e depois simplesmente jogar fora. Vamos poupar energia e sofrimento. Parem de falsas expectativas, por favor.

Mas o ciúme é uma coisa estranha. É muito mais poderoso que eu teria pensado. E é irracional...

Porque da vida eu só espero rir dos tombos, aprender com o erros e continuar acreditando que no final tudo vai dar certo sempre...

Eu quero a memória acesa depois da angústia apagada.

Cecília Meireles
MEIRELES, C. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001.

Nota: Trecho do poema "Desejo de Regresso"

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Continuo não querendo conhecer gente que eu não conheço.

Todos me olham e me veem sorrindo, não sabem que o meu sorriso esconde quem verdadeiramente eu sou. Se soubessem, jamais seriam felizes em minha presença, jamais sorririam em minha presença, jamais falariam o que falam em minha presença, e eu jamais existiria para eles.

Eu saí de carro em um dia de chuva de granizo, e o carro ficou todo arranhado. Mas, quem escolheu sair de carro nesse dia? Eu escolhi; por isso a responsabilidade é unicamente minha. Não me canso de repetir: você não é uma vítima indefesa das influências nefastas do espaço sideral. Eu sei que pode ser difícil ouvir isso, e talvez você até fique com raiva de mim, mas preciso dizer a verdade: você está onde se coloca.

Foda-se. Opiniões desnecessárias, eu descarto.

Eu sei fingir muito bem. Tanto que quando estou triste e finjo estar alegre, até eu acho que estou bem, até eu me olhar e ver e encarar a realidade *-*

Eu morro a cada decepção, a cada mentira, a cada pessoa que me abandona. E vou continuar morrendo até levarem a última parte de mim.