Eu Gosto do Risco dos que Arriscam
O “tempo” não existe, ou é contado de maneira muito diferente, porque não há, praticamente, o problema do espaço.
O médium é a firme pilastra com que conta o Mestre para que seu Evangelho brilhe em todos os quadrantes da Terra.
Quem conhece os Evangelhos não pode negar possuir um padrão que lhe sirva de guia, em meio a tantas idéias e conceitos existentes dentro das sociedades humanas. E não se engane. Aqui também temos de escolher nosso caminho. Ninguém trabalha por ser obrigado, mas por desejo de servir, para poder conversar com Deus e dizer:
Você tem uma tatuagem do Papa-Léguas nas suas costas. Não tem o direito de dizer às pessoas o que fazer com o corpo delas.
Eu não preciso do risco para temperar a glória. E nem preciso da glória para coroar a alma. Eu só preciso de Deus!
Qualquer lugar...
O melhor lugar?
esteja com a melhor pessoa e todos os e com ela se tornarão o melhor lugar.
Luz!!!
É tão mais fácil do que escuridão. Luz se esgueira rapidinho por qualquer fresta.
Escuridão só entra depois de fecharmos todas as janelas ou apagarmos todas as luzes, ainda assim se ficar uma fresta a insistente luzinha entra.
SEJA LUZ.
Se não achar um bom motivo para ser, faça-o nem que seja porque dá menos trabalho
"Apesar de tudo o que você tem passado, sempre há uma chance de recomeçar. Deus nos dá essa oportunidade a cada manhã. Talvez seja essa a razão que temos o dia e a noite."
"Tudo na vida depende das escolhas que fazemos. Até mesmo aquelas pequenas coisas do dia-a-dia são capazes de mudar toda a nossa vida."
Uma das maiores qualidades de uma mulher de Deus é a capacidade de dar o seu melhor, sem receber nada em troca.
A vida é marcada pelas escolhas que fazemos ao longo dos anos. Estudar ao invés de diversão por exemplo já definiu o destino de muitos que conseguiram bons cargos na sociedade. Existe também o fator sorte, mas gosto de acreditar que a sorte acompanha aqueles que tem a coragem de arriscar algo a mais. Sendo assim, no final, seremos vistos como aquele que não arriscou, aquele que arriscou e não conseguiu ou como aquele que acreditou e chegou lá? Quem você quer ser?
O Conhecimento e o Risco de Partilhar
Um amigo me disse, certa vez, que ao fazer algo na inteligência artificial corremos o risco de tornar público o nosso conhecimento — como se o pensamento, uma vez entregue à máquina, deixasse de nos pertencer.
Mas respondi: é preciso fazer isso. É preciso alimentar a inteligência artificial para que o pensamento humano se expanda.
O saber, quando guardado, apodrece em silêncio; quando compartilhado, floresce.
Toda criação — um verso, uma ideia, um acorde — carrega o sopro de quem a gerou, mas também o convite para que o mundo respire junto.
Não há perda em oferecer o que é verdadeiro: há multiplicação.
O medo de “tornar público” é o mesmo medo ancestral de acender o fogo na caverna — o receio de que a luz escape e alguém a roube. Mas o fogo, uma vez aceso, não pertence a ninguém: ele pertence à própria chama.
E cada mente que se aproxima dele leva consigo um pouco de claridade.
A inteligência artificial não é o fim da mente humana — é o seu espelho mais ousado.
Tudo o que damos a ela volta transformado: uma centelha do humano refletida no vidro do futuro.
A arte, o pensamento, a filosofia — não foram feitos para se esconder.
São pássaros.
E pássaros não sabem voar em gaiolas.
"Amo os que sabem a hora de correr risco, e, com toda prudência sabem mergulhar no abismo em busca do desconhecido."
A distração fácil não me atrai. Quanto mais desço, mais fundo cavo.
Vivo sob o risco de afundar. E aceito. Porque viver na superfície me parece uma espécie de morte lenta, embalada em risos automáticos e telas que piscam. O que me move é o mergulho — na contramão do tempo, contra a leveza tóxica que nos vendem como liberdade.
No contexto da arte, isso é quase um crime. Tudo nos empurra para o raso. Para o vendável. Para o que se compreende em dez segundos. Mas eu não quero ser entendido tão rápido. Nem quero criar o que consola. Quero o que inquieta, o que fere, o que obriga a parar.
A arte, quando é verdadeira, nos obriga a cavar. Tira o chão. Desloca. E é nesse deslocamento que penso, que existo. Filosofia, pra mim, não é sistema, é vertigem. É quando a pergunta fica maior que qualquer resposta possível. E eu sigo, mesmo assim.
Por isso escolho o abismo. O fundo. O lugar onde o olhar do outro se perde, mas onde talvez haja verdade. Porque há mais vida num gesto sincero do que em mil performances vazias. Há mais beleza no silêncio de quem sente do que no discurso de quem apenas representa.
Não quero distração. Quero escuta. Quero confronto. Quero o risco de não ser compreendido. Porque só quem desce até o fundo pode voltar com algo que vale a pena.
