Eu Gosto do Risco dos que Arriscam
É tão bom saber que você tem vários defeitos...gosto do que é real...gosto de você mesmo assim. É você quem me dá esse tempero!
Gosto de conversar contigo, sabe, me completa, fala minha língua, me entende como ninguém. Oh, suavidade do teu jeito, que acalma minha ansiedade. Tranquilidade dos eleitos que só uma perfeita afinidade permite. Conversar sobre coisas amenas, perguntar, "como foi seu dia?", "como é que está?", "tá bem?". Sobre coisas grandes, atualidades, assuntos sérios de todo mundo, coisas corriqueiras ditas no noticiário das 8. Vale a intenção, a consideração, a disponibilidade. O mundo é tão hostil, tudo tão brutal, um soco na boca do estômago da realidade, só tédio, tristeza, monotonia, cada um por si, na sua redoma de vidro, armadura de cavaleiro medieval, frieza glacial. Tua presença é qualquer coisa de luz, um farol no mar bravio ao marinheiro desesperado, a chama de uma vela na escuridão brutal, uma estrela na noite fria dos meus dias, uma musica não sei de onde, um som de flauta, tu não chega como qualquer um, surpreende, chega chegando, entende? Um dia sem você faz muita falta, fica um vazio, um oco nas horas, incompleto. A velha historia do bater o ponto, marcar presença, ser o diferencial, fazer a diferença.
Não gosto de discutir com idiotas pelo simples fato de que eles ficam ainda mais idiotas. Então, se não discuto com um idiota, é porque quero poupá-lo de ele ser ainda mais idiota.
Tem dias que acordamos e contemplamos a criação e observamos que o tempo está chuvoso escuro e frio, e mesmo nessa intensidade de não haver cor, contemplamos a sua beleza... Como o vento que ecoa com mais força e ouvimos sua bela música, o silêncio e a sua canção que fala a nossa alma...
O que eu quero dizer que gosto é algo subjetivo e por isso não é possível discussão, a beleza está nos olhos de quem ver... O que para alguns não a beleza, para outros a toda beleza do mundo.
O dia pode está mais feio possível para alguns, mas para você, pode ser o mais lindo dia da sua vida.
Gosto quando me falas de ti... e vou te percorrendo
e vou descortinando a tua vida
na paisagem sem nuvens, cenário de meus desejos tranqüilos.
Azar? Azar é não tentar, não é não conseguir chegar ao destino que queremos. Azar é não sair dos trilhos e ver o que está do outro lado da vida. Azar é cair e recusares levantar-te. Azar é cruzares-te com quem não queres e deixares que isso te faça mal. Azar não é nada acontecer, é não tomar a iniciativa.
Azar? Azar é acreditares que o azar existe e que te condiciona.
Azar é não conseguires sorrir quando o dia coloca uma nuvem cinzenta por cima da tua cabeça. Azar é não abraçares as coisas simples que te fazem feliz. Azar é esqueceres-te de quem és. Do que queres.
Azar é esqueceres-te de ti.
Ontem ao adormecer: em quem pensaste? Quem foi a última pessoa que te cruzou o pensamento? Quem, naquele momento em que ainda não deixaste que o sonho te invada, permaneceu na tua mente? Quem se instalou no teu querer e fugiu contigo para o teu sono? Quem levaste contigo dentro da tua alma?
Hoje ao acordar: em quem pensaste? De quem eram os braços que te apeteciam? De quem era o beijo que esperavas que te acordasse? Quem querias sentir junto a ti nos primeiros raios da manhã? De quem era o cheiro que te querias aperceber antes dos olhos sequer abrires?
Ontem, tal como hoje: adormeci e acordei contigo.
E tu, meu amor? Em quem pensaste?
Definir saudade? Não consigo. É dos sentimentos mais avassaladores que existem. Como se descreve o vazio? O silêncio? A ausência? O pedaço de nós que se ausentou?
Saudades não é só sentir falta de alguém. É sentir a falta de alguém em nós. Dentro de nós. É ter saudades de nós com alguém. É o estar por estar, e o ser por ser.
Como se traduz em palavras aquilo que a saudade corta sem nada nos tocar. Que fere. Que magoa. Que esvazia. Que ecoa. Que enlouquece.
Nada disto se assemelha à saudade que sinto. São pequenas as palavras que a descrevem.
Definir saudade? Não me é possível. Talvez por a sentir tão em mim. Talvez porque me toque na pele todos os dias. Saudades. Infindas. Sempre!
Diz que é paixão. Diz que é urgência de dois corpos que não separam mentes. Que é a pressa de chegar aonde de nunca se ausentaram. Diz que é a sofreguidão de um beijo que não pôde ser no imediato saboreado. Que são mãos ávidas de saudade de um toque que ficou marcado. Diz que é a ansiedade de sentir ali no momento o toque desejado. Perceber que pele com pele, arrepia. E que, olhos nos olhos, se ansia.
Diz que é paixão.
Ou diz que será amor?
Não sei quem tocou em quem. Não sei quem chamou quem. Quem puxou o outro até si. Não sei qual de nós desviou o outro do seu caminho e o fez entrar por outra vida adentro. Não sei qual de nós trocou o coração de lugar. Não sei quem falou primeiro e não deixou o outro calar. Não sei quem não larga e não deixa o outro ausentar-se. Não sei quem jogou o primeiro jogo e deixou o outro ganhar. Não sei quem renasce quando o outro sorri. Não sei quem morre um pouco quando o outro se afasta. Não sei qual é o carente ou quem de nós quer mais mimo.
Já não sei se eu, sou tu. Ou se tu, és eu.
Acho que somos apenas nós.
E isso basta-me.
E é isto que é difícil: sentir que nos beijam a alma. Sentir que alguém se dá a esse trabalho. Que se empenha para chegar onde outros não chegam. Que quer de nós precisamente aquilo que não vê, mas aquilo que sente que somos. Que nos quer: por inteiro.
Beijar alguém é fácil. É um puro acto físico. Basta juntar duas bocas e um beijo está dado. Frio, vazio e sem sentimento. Apenas uma acto. Nada acrescenta e nada ensina.
Beijarem-nos a alma é que é difícil. Beijarem-nos e sentirmos que o mundo desabou. Beijarem-nos e percebermos que aquilo é tudo que ambos queremos. Beijarem-nos e finalmente sossegar. Beijarem-nos e apenas ficar.
Que quando duas almas se querem beijar, que nada as consiga travar!
você já viu os
documentários
sobre animais carnívoros?
eles mostram a morte.
e agora me pergunto
que animal entre
nós dois
devorará
primeiro o outro
física e
por fim
espiritualmente?
Acordei com várias lembranças,
Muitas saudades e alguma esperança
Afinal,
Quanto tempo será que demora
Você pra voltar?
Pensamentos sem sentido,
Tantas pessoas e algum destino
Teu olhar que me devolve o brilho
Muitas palavras,
Necessárias ou complexas
Meus sussurros teus desejos,
Um olhar e um longo beijo
Minhas mãos, teus pecados
Nossa cama logo ali do lado
Será tua pele por alguns segundos?
Ou minhas lembranças em um criado mudo?
Esperando a hora ou lugar
Aqui ou lá
Aonde você voltará.
dos Santos
Eu Fechei os olhos e a imagem dele flutuar em meu lar , um louco desvairado e sonhador , com um olhar que golpeia a minha mente , suas maos esticam , me sacode , esta sempre murmulhando a verdade .
A verdade é como um cobertor , você puxa , estica , mas nunca vai dar , você chuta bate , ele nunca cobre ninguém e desde o momento em chegamos chorando , até o momento em que partimos morrendo ele só vai cobrir o seu rosto enquanto você geme chora e grita .
E a minha mágoa de hoje é tão intensa que eu penso que a Alegria é uma doença e a Tristeza é minha única saúde.
Ajudai-me, óh Manitu, a não julgar meu semelhante antes que eu tenha andado sete dias com suas sandálias.”
