Eu Gosto do Risco dos que Arriscam

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Não gosto de ler livros,muito menos aqueles que todo mundo em mim volta já leu,ou que são famosos,ou aqueles diários que,muitas das vezes,não me acrescentam nada.Não falo muito,porque sempre dou um jeito de falar o que não devo,vivo de utopias.Não sei bem se passo horas em devaneio,muito menos se passo horas fazendo alguma coisa,sou desocupada,mas ao mesmo tempo atarefada,não me custa fazer,mas me custa tempo,o tempo do meu sono.

Ainda não está no meu tempo de viver,sabe,as pessoas têm tempo de preparo psicológico para saírem por ai,não faço aula de nada,senão de inglês,eu não pratico esporte,não toco nenhum instrumento,sou uma pessoa quieta,tímida,e indefesa.Sempre perco debates,eu sempre perco tudo em questão de ideias de pensamentos contrários para os outros,e as vezes para mim mesma também.

A única forma que tenho de me comunicar,dizer o que há em mim,meus pensamentos,são por letras.Eu gosto de criar textos com estas letras,mas não lê-las,é preguiça,eu sou um ser humano terrivelmente preguiçoso.

E sobre tudo o que gosto,e gosto de muitas coisas,muito pouco sei desses.Eu passo horas vendo vídeos,mas nada retenho,se retenho,não me lembro,e de nada me serve.

Odeio quando fazem textos melhores que o meu,escrever é a minha vida,é a única,realmente única coisa que me restou fazer durante todo este tempo que passo,apenas pensando,pensamentos vazios,inúteis,fúteis e as vezes desprezíveis.

A arte de fazer textos foi o que me salvou,e salva todos os dias.Eu oro por textos,falo comigo mesma por textos,peço socorro por texto,e durante todo o tempo no qual perguntava-me e no qual inquiri-me,eu descobri,que a única coisa que sei fazer,é escrever.

Tudo bem, confesso: não sou moderna. Sou romântica, clichê, chata e insistente. Gosto de dias ensolarados, beijos na chuva, beijo no meio de uma frase. Gosto de sinceridade, honestidade e humildade. E acima de qualquer beijinho e amasso, exijo sentimentos.

Sou egoísta, gosto de ver televisão sozinha, sem ninguém falando junto. Sou chata, não gosto de dividir banheiro com ninguém. Sou espaçosa, bagunço as minhas coisas. Preciso da solidão pra ler, pra olhar para o teto, pra tirar ponta dupla do cabelo, pra fazer as unhas, pra pensar em tudo, pra fazer nada. Preciso da solidão pra ser eu mesma. Pra fazer alongamento, rir de mim, chorar comigo.

Por que tanto mistério?
Gosto de desvendar, teus misterios, elimenar o tédio, te deispir inteiro, me fazer de tola.
Você, tem tanto pra me conhecer...
Abra teus olhos, sua boa sua mente; sinta o que eu sinto, aprecie o que meus olhos veem, ouça o que meu corpo dança, dança o que meu espirito canta.
Ele te chama, canta, clama!
Pinte em mim, sua tela em branco, seus desejos mais profuntos, com as cores do teu mundo.
Arrebente em mim, as ondas de pureza de sua magia, sedução, me envolve em tuas aguas claras e arraste para as prufundezas de tua alma .
So basta um toque, um olhar, e serei o que desejar..

Normalmente, quero resolver tudo. E rápido. Depois, paciência e talvez são palavras que não gosto muito. Engraçado, antigamente eu era bem deitada, acomodada, sossegada. Não tinha pressa, não me preocupava em perder tempo. Sinto que amadureci: não quero perder um segundo. Continuo preguicenta, mas não me sinto mais deslocada no mundo dos adultos. O tempo passa, anda quase correndo. Isso me assusta um pouco, por isso procuro acompanhar o passo dele. Quero tudo e muito rápido. Não consigo acompanhar minhas próprias vontades, palavras e verdades.

O gosto amargo do sofrer ensina a reconhecer o leve adocicado de uma vida simples e feliz.

Gosto de amanhecer com os passarinhos. Quem sabe um dia vou adormecer numa árvore junto ao bando e amanhecer como um deles"

Não entendo, não gosto de você, mais sempre lembro de você todas as manhãs.

Gosto de honrar a tradição,
Sou gaúcha e tenho orgulho desse chão.
Levo o Rio Grande Do Sul na alma e no coração.

Não gosto de esta certo quando quero esta errado.

Não gosto de falar tudo na cara! Prefiro as indiretas elas doem mais!!!

O amor que não tive...

Ficará em minha boca
O gosto do beijo não dado,
Em meu corpo o fogo não apagado
Do desejo não realizado...
Não quero amanhã
Que você tenha se tornado
Uma doce lembrança do passado,
Quero estar presente,
Eternamente a teu lado.
Ah! Nada acontece pra impedir
Sua partida, fato quase consumado
Pode-se dizer que por isso
Ando um pouco mais calado
E meus olhos não disfarçam
O quanto tenho chorado.
Pelo menos o consolo
Ver seu desejo realizado.
Sua partida
Fez abrir esta ferida
Como suportar tamanha dor
Serei eu o primeiro
A morrer de amor...
Como posso sentir saudade
Se não tive a felicidade
De sequer provar seu beijo
Como explicar tamanho desejo.
Como sentir saudades
Do amor que não tive,
Do beijo que não dei
Do fogo que não apaguei.
Certas coisas que o coração
Não consegue explicar
O fato é que este amor
Permanece lá e independe
Da minha vontade.

O gosto pela vida, vai depender que temperos você coloca nela!

⁠Gosto do teu cheiro,
da sensação suave que me invade quando me aproximo.
Teu cabelo — tão lindo,
mesmo quando se entrega ao desalinho.

Teu sorriso tem a estranha habilidade
de me quebrar por dentro;
desvio o olhar,
porque tua luz me espanta.

Não sei se te verei amanhã,
mas já me preocupo com a roupa
que vestirei para o encontro.

Escrever te é mais fácil:
tua voz me silencia,
rouba-me a palavra,
obriga-me a tossir para disfarçar
o descompasso do coração.

Eu não sei o que é o amor.
Mas sei, com certeza,
o quanto é bom
estar contigo.

⁠Gosto mesmo é de viver, de acordar de manhã e sentir que estou ali, despertando aos poucos.

Agatha Christie
CHRISTIE, Agatha. Convite para um homicídio. Porto Alegre: L&PM, 2012

Gosto de dormir até tarde, sou preguiçoso — mas ainda assim, ninguém me supera.
Tudo que você faz, eu também posso fazer.
E se for com dedicação, Fasso mil vezes melhor.


Estude o seu inimigo, porque assim ele não terá outro além de você.
No fim, todos saberão quem ele é:
o reflexo do que nunca conseguiu ser.⁠

Se gosto do meu cavalo


Se gosto do meu cavalo,
Que jeito não vou gostar
Se é meu melhor parceiro,
Me leva pra todo lugar.


Se me acorda no rancho
Cedinho, já relinchando,
Não só o boi que pede,
Quer me ver cedo matiando.


Se às vezes, na amargura
Dos dias de temporal,
Eu falo solito com ele,
Esqueço que é um animal.


Ele me escuta em silêncio,
Com aquele olhar inocente,
Que, às vezes — não me leve a mal —
Vale mais do que muita gente.


Por vezes se achega pra perto,
Parecendo me provocar,
Pedindo pra ir no bolicho,
Sabendo que vou me alegrar.


Se gosto do meu cavalo,
Que jeito não vou gostar
Quando saio, deixo ele,
Já tô louco pra voltar.


E quando, no trago, me perco
Por coisas do coração,
Ele conhece o caminho
E me traz de volta ao galpão.


E ali me jogo no catre,
E o catre é a solidão.
E quando acordo,
Só ele entende minha razão.


Não tem maior alegria,
Prêmio ou consolação,
Que ter um cavalo bueno,
Manso e bom de função.


Às vezes, pensando, pergunto
A Deus, que não tem defeito,
Donde buscou o milagre
Pra fazer algo tão perfeito.


Se gosto do meu cavalo,
Que jeito não vou gostar
Quem tem cavalo entende:
Não tem como não gostar.


E, por fim, se sou gaúcho,
Tendo a pampa de regalo,
É porque, peleando ao meu lado,
Sempre teve um cavalo.


Se gosto do meu cavalo,
Que jeito não vou gostar


Renato Jaguarão.

Achas que gosto de todo mundo,
Quero que saiba,que dentre todos os gostos,só o seu tem o sabor que quero
Dentre todos os beijos só o teu ficou fixo na minha cabeça.
Dentre todos os cheiros só o teu ficou em meus pulmões.
Dentre todos os toques só o teu que me alcança.
Dentre todas as marcas que me deixaram, as melhores são as do teu sorriso.

Gosto de gente
que só de ouvir o nome
já me soa como flor
— perfuma a memória

Sede

Quero uma poesia que penetre em minh’alma,
E me faça por entre lágrimas
Sentir o gosto do riso:
– Nada foi perdido!
Quero mais que uma poesia,
De amor, – não quero poesia
Sem lâmina, sem sabor,
Sem cheiro, sem sangue,
Sem o pulsar de coração,
Sem elementos de vida,
De esperança. (Quem sabe apenas
Um ponto – o silêncio,
Menos suspiro e reticência
– ataque fulminante).
Quero mais do que palavras,
Quero o abraço que faça-me
Perder o fôlego, me sentir ofegante.
Quero licença poética,
E quebrar a censura, e ser livre
Para poder mandar alguém
Para onde eu quiser,
E também ser mandado
Ao bel prazer.
Quero o “vá ser livre”,
E “vamos sermos livres juntos”
(E que a liberdade não nos separe),
Quero a vírgula fora do lugar,
Só para confundir
E ser confundido.
Quero poder falar na forma
Que eu quero e bem entender,
E dizer que a gramática
Não me contaminou
Por inteiro,
– Quero ser critico
Da minha própria pessoa!
Quero uma poesia
Que sinta a minha dor,
E chore comigo,
Como se hoje fosse
O último dia,
– Hoje já passou…
Amanhã quero um conhaque,
Um cigarro qualquer,
E uma mulher,
Que não viva me fazendo
Juras de amor,
E minta todos os dias
Me amar.
Quero sentir o perigo da rua,
Da curva da poesia,
E da amada.
Embriagado, quero
Mais que poesia,
Muito mais do que poesia.
– Hoje vamos nos divertir!
– Até chegar no espaço!
– Fecha os olhos.
– Esquece esse mundo.
Palavras soltas,
Sem dono,
Em busca de serem encontradas.

Valter Bitencourt Júnior
Você Pode: Antologia, 2018