Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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CÂNTICO

Não, tu não és um sonho, és a existência
Tens carne, tens fadiga e tens pudor
No calmo peito teu. Tu és a estrela
Sem nome, és a morada, és a cantiga
Do amor, és luz, és lírio, namorada!
Tu és todo o esplendor, o último claustro
Da elegia sem fim, anjo! mendiga
Do triste verso meu. Ah, fosses nunca
Minha, fosses a idéia, o sentimento
Em mim, fosses a aurora, o céu da aurora
Ausente, amiga, eu não te perderia!
Amada! onde te deixas, onde vagas
Entre as vagas flores? e por que dormes
Entre os vagos rumores do mar? Tu
Primeira, última, trágica, esquecida
De mim! És linda, és alta! és sorridente
És como o verde do trigal maduro
Teus olhos têm a cor do firmamento
Céu castanho da tarde - são teus olhos!
Teu passo arrasta a doce poesia
Do amor! prende o poema em forma e cor
No espaço; para o astro do poente
És o levante, és o Sol! eu sou o gira
O gira, o girassol. És a soberba
Também, a jovem rosa purpurina
És rápida também, como a andorinha!
Doçura! lisa e murmurante... a água
Que corre no chão morno da montanha
És tu; tens muitas emoções; o pássaro
Do trópico inventou teu meigo nome
Duas vezes, de súbito encantado!
Dona do meu amor! sede constante
Do meu corpo de homem! melodia
Da minha poesia extraordinária!
Por que me arrastas? Por que me fascinas?
Por que me ensinas a morrer? teu sonho
Me leva o verso à sombra e à claridade.
Sou teu irmão, és minha irmã; padeço
De ti, sou teu cantor humilde e terno
Teu silêncio, teu trêmulo sossego
Triste, onde se arrastam nostalgias
Melancólicas, ah, tão melancólicas...
Amiga, entra de súbito, pergunta
Por mim, se eu continuo a amar-te; ri
Esse riso que é tosse de ternura
Carrega-me em teu seio, louca! sinto
A infância em teu amor! cresçamos juntos
Como se fora agora, e sempre; demos
Nomes graves às coisas impossíveis
Recriemos a mágica do sonho
Lânguida! ah, que o destino nada pode
Contra esse teu langor; és o penúltimo
Lirismo! encosta a tua face fresca
Sobre o meu peito nu, ouves? é cedo
Quanto mais tarde for, mais cedo! a calma
É o último suspiro da poesia
O mar é nosso, a rosa tem seu nome
E recende mais pura ao seu chamado.
Julieta! Carlota! Beatriz!
Oh, deixa-me brincar, que te amo tanto
Que se não brinco, choro, e desse pranto
Desse pranto sem dor, que é o único amigo
Das horas más em que não estás comigo.

Inserida por MarcusBraz

Ali estão os dramas do silêncio.

Inserida por polianapb

Tamanha fortuna cobria com um manto de ouro todas as ações daquele homem.

Inserida por polianapb

Há maquinas terrívelmente complicadas para as necessidades mais simples.
Se quer fumar um cachuto aperte um botão,
Paletós abotoam-se por eletricidade,
Amor e faz pelo sem-fio,
Não precisa estômago para digestão (...)

Inserida por tuud

Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.

Inserida por lzs

Eterno! Eterno!
O Padre Eterno,
a vida eterna,
o fogo eterno.

(Le silence éternel de ces espaces infinis m'effraie.)

— O que é eterno, Yayá Lindinha?
— Ingrato! é o amor que te tenho.

Eternalidade eternite eternaltivamente
eternuávamos
eternissíssimo

A cada instante se criam novas categorias do eterno.

Eterna é a flor que se fana
se soube florir
é o menino recém-nascido
antes que lhe dêem nome e lhe comuniquem o sentimento do efêmero
é o gesto de enlaçar e beijar
na visita do amor às almas
eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo
mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma
[força o resgata
é minha mãe em mim que a estou pensando
de tanto que a perdi de não pensá-la
é o que se pensa em nós se estamos loucos
é tudo que passou, porque passou
é tudo que não passa, pois não houve
eternas as palavras, eternos os pensamentos; e
[passageiras as obras.
Eterno, mas até quando? é esse marulho em nós de um
[mar profundo.
Naufragamos sem praia; e na solidão dos botos
[afundamos.
É tentação a vertigem; e também a pirueta dos ébrios.
Eternos! Eternos, miseravelmente.
O relógio no pulso é nosso confidente.

Mas eu não quero ser senão eterno.

Inserida por annefreitas

Aprendi muito cedo que o sonho é mais que a realidade. No sonho, o cruel se desfaz com a mudança de foco. É simples. É só deixar de pensar. Se a paixão não convém é só trocar a cara. Fácil de resolver. A imaginação permite retoques, mudanças constantes. De Belo Horizonte a Paris eu levo um segundo. Não pago passagem, nem tenho problema com excesso de bagagem. Eu vou leve. Esqueço as roupas, Volto pra buscar. Troco a cena. Mudo o clima. Faço vir a chuva pra dormir logo. Invoco o sol para o meu mergulho e imagino a neve para amenizar o calor. Acendo lareiras nas noites frias; encontro a promissória perdida; ganho na loteria, e divido o prêmio com os pobres. Na angústia, adio a decisão. Na agonia, antecipo o fim. Na alegria, prolongo o início.

Inserida por biancavasconcelos

Niguém pode se queixar
de não ter um amigo,
podendo ter um cão.

Inserida por Larykelly

Amar o perdido deixa sem sentido esse coração.

Inserida por amadorcida

Beleza é fundamental.

Vinicius de Moraes

Nota: Trecho da poesia "Receita de Mulher", de Vinicius de Moraes.

Inserida por mgc

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Inserida por usuario438345

Aspirar é privilégio de mulher.

Inserida por ChrismaSampaBrasil

Todos os dias são tão maravilhosos, e de repente, fica difícil respirar.
Eu sou bonito, não importa o que eles digam.
Palavras não podem me abalar.
Eu sou bonito de todas as maneiras.
Sim, palavras não podem me abalar, oh não.
Então...
Não importa o que façamos
Não importa o que digamos
Somos a canção dentro da melodia.

Inserida por robertoantonio

Não sei vocês, mas eu já andei por um caminho que não estava reto, e ele estava me levando a um abismo. No trajeto era difícil perceber que o fim seria trágico, pois o inimigo mascarava a estrada de todas as maneiras.

Inserida por ezequieljeremias

SAUDADE DA MINHA NAMORADA


Ai que saudade da minha namorada

Dos nossos abraços

Dos nossos beijos



Ai que saudade daquela pequeninha

Da tua pele

Do teu sorriso

Da tua leveza



Ai que saudade do que via

Dos teus sorrisos

Daquela carinha fofa que me olhava e dizia: vem, já estava te esperando

Ai que saudade,
Não da escola mas da minha aluna preferida

Que sempre todo dia estava ali

E me fazia pular da cama com um sorriso e pensar em uma coisa: ela vai estar lá



Deus, que saudade

Daquela garotinha zangadinha
Que camiava na minha frente

Deus, que lembranças boas daqueles olhos



Ai que saudade,

Daquele abraço que absorvia todo amor e dizia: está aqui ele de volta

Daquele aperto, daquela angústia que chorava e dizia: não vai, eu ainda preciso de você



Minha namorada, aquela coisinha fofa

Que quando chegava iluminava e que quanda partia se deixava em minha mente



Deus, que saudade

Daquele cabelo preto

Daquele os olhos cobertos por aquele óculo
Que se retirava quando via que ia me beijar

Daquelas pequenas cicatrizes que mostravam que ela era humana

Daqueles sonhos que a deixavam imortal



Que saudade

Daquelas loucuras sóbrias

Daquele ócio produtivo

Do nada que se transformava em tudo quando estava por perto

Daqueles olhares que sempre buscaram uns aos outros

Daquelas doces besteiras



Que falta me faz

Aquele riso que tanto eu observava

Daquela felicidade quando eu estava por perto


Que saudade de tudo

Das lágrimas de risadas ás de dor

Dos ciuminhos ingênuos e oprimidos

Da amizade que havia entre aqueles corpos



Hoje, a tristeza me estima

Porque minha alegria não tenho mais

Por que nesse peito só ficou saudade



Ai que saudade, sobretudo,
Do meu coração

Que ela pegou imprestado sem querer, e nunca mais me devolveu....


- A.L

HIPOCRISIA HUMANA

Por que rejeitam os demônios?
Se não conhecem os anjos
Por que odeiam o mal?
Se não conseguem fazer o bem

Repudiam o inferno
Mas constroem ele
Veneram o céu
Mas não o conhecerão

Falam de amor
Sem nem saber o que é amar
Têm medo da dor
Não param de a provacar

Fogem da morte
Mas adoram matar
Acreditam na sorte
Sendo o própio azar

Nunca verás um homem
Fazer o que fala
Como não o verá
Ser o que quer

A humanidade é uma decepção
Se Deus a criou
Ele já não é tão perfeito assim

-A.L

NADA MAIS A SER DITO

Do que serve palavras vagas?
Até poetas calam-se quando é preciso
Se há beleza em palavras,
Há também em silêncios
Quer prova?
Te mostro as estrelas

E virou-se,
Sem nada mais a dizer
Na sua alma uma dor
Uma amagura, aflição
Mas mentia fingindo que não tinha
Mais nada a dizer

E naquele momento ele soube que:
Nunca tantas coisas quiseram ser ditas
Nunca tantas palavras quiseram ser pronunciadas
Mas nuncas elas se calaram
Se oprimiram
E se transformaram em completo silêncio

-A.L

Inserida por AntonioLucasBarros

OLHANDO PELA JANELA


Olho para o mundo e o desenho em minhas letras
As pessoas não se enxergam
Não se olham, quando muito, se apedrejam
Como me veriam?

Enquanto observo por minha janela
Crianças puras, leves
Esperando para serem envenenadas
Por mágoas,dores e decepções
As quais chamamos de educação

Gigantes de terno e uniformes
Que escondem dentro de si
o mais profundo dos medos:
Libertar-se

Choro, por que não sei mas quem sou
Nem pra onde vou
Porque até agora sou
Minha melhor companhia
Que me agasta e revolve
Mas me dá uma esperança mínima

Continuo a viver
Triste, alegre...
Não sei, sei que faço isso todos os dias
Com olhar poético de um garoto
Coragem de um homem
Amanhã recomeçarei

Chove lá fora
Mas a verdadeira tempestade está dentro de mim.

-A.L

Inserida por AntonioLucasBarros

Na remansosa paz da rústica fazenda,

à luz quente do sol e à fria luz do luar,

vive, como a expiar uma culpa tremenda,

o engenho de madeira a gemer e a chorar.



Ringe e range, rouquenha, a rígida moenda;

e, ringindo e rangendo, a cana a triturar,

parece que tem alma, adivinha e desvenda

a ruína, a dor, o mal que vai, talvez, causar...



Movida pelos bois tardos e sonolentos,

geme, como a exprimir em doridos lamentos,

que as desgraças por vir sabe-as todas de cor.



Ai! dos teus tristes ais! Ai! moenda arrependida!

- Álcool! para esquecer os tormentos da vida

e cavar, sabe Deus, um tormento maior!

Inserida por danieldouglassl

A MENINA

A menina daqueles olhos
Que me pediram refúgio
Daqueles olhares
Que me penetraram

Vi que ela tinha algo a mais
Erradiava uma doce paz
Dispertava uma excitante pertubação
Inciava uma breve paixão

Como era lindo seus trejeitos
E até seus defeitos
Não faziam mais diferença

Ansiava a sua volta,
Repudiava sua ida
Como eu a queria

Não imploro, mas a ela implorei
E jurei: que no nosso fim nunca pensei
E que tudo que eu falei
Foi sempre verdade

Menina, poderia ter ficado por mais tempo
Não deixado esse menino
Que não sabia o que é amor
Mais que tinha toda vontade do mundo de ti amar

Poderia ter vindo comigo
Alimentado esse sorriso bobo
Não me trocar por outro
Não ter me dito não

É menina,
Me fez enchergar o que eu não queria
E até com toda covardia
Pude falar, um sincero, eu te amo.

-A.L

Inserida por AntonioLucasBarros