Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Não te preocupes com o envelhecimento!
Não fiques a dizer "Estou Velho".
Não posso isso, não posso aquilo...
Podes tudo o que quiseres,
talvez mais devagar, mas podes!
Amar? não posso...estou velho...
Ora não digas isso.
Amar não é só função do corpo;
amar é coisa da alma!
Ama-se sempre e mais , e mais...
Por isso, não repitas mais, estou velho.
Sempre que o dizes ou pensas,
o Universo te ouve
e fatalmente te sentirás mais velho
para amar, para viver,
e para usufruir dos dias
que ele ainda te reserva.
Cika Parolin

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Ah não se engane com essa minha cara de contente!
Esperneio muito diante das dificuldades,
mas não me dou por vencida, luto bravamente!
As noites são duras, mas em seguida vem o dia,
Meto um sorriso na cara, começo tudo novamente.
É... essa sou eu ! o retrato da alegria,
sou uma sobrevivente! Cika Parolin

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O que tinha se transformado em recordação,
sentimento engavetado, como dentro de livro,
seca flor em botão;
o que vivia apenas na saudade das noites insones
e pela manhã, novamente envolto nas névoas do esquecimento;
O que jazia nos caminhos inexplorados,
dos olhos despercebido, esquecido no tempo,
o que era fragmento de história vivida...
Explode num arco-íris de luzes e cores,
ressurgidas no simples reencontro de olhos,
de um segundo, a fração.
Cika Parolin

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Via de regra toda conversa que começa com: "Não querendo ser rude e insensível", será, se não rude, permeada de insensibilidade.
Cika Parolin

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Talvez agora, mais do que nunca,
serei amiga da Poesia,
até quando Deus quiser.
Escrevendo mal ou escrevendo bem, contarei histórias de vida, inventarei algumas de amor com final feliz e quem sabe, como Cora e se o Universo permitir, partirei com papel e lápis na mão, deixando frase inacabada que só alguns saberão completar.
Cika Parolin

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Transformei aquele imenso Amor
em Poesia!
Deixei-o amalgamar-se
até não poder mais distinguir
o que é um e o que é a outra.
A tal ponto que eu não pudesse mais dizer
o que foi sonho
e o que foi realidade.
Cika Parolin

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Na vida, serei sempre terra,
jamais pedra!
Terra que acolhe a semente,
terra onde brota a flor.
Terra onde crescem os frutos dos afetos
e onde deixarei os rastros do amor.
Cika Parolin

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Nosso corpo é o templo que abriga alma e mente.
Alma e mente constituem nosso interior e dele depende
o perfeito equilíbrio do nosso ser, como um todo. Cika Parolin

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Constituídos que somos de mente, alma e corpo
deduz-se que se um desses elementos for minimizado, seremos incompletos como seres pensantes e espirituais.
Nosso corpo é o templo que abriga alma e mente.
Alma e mente constituem nosso interior e dele depende
o perfeito equilíbrio do nosso ser, como um todo.
O nosso verdadeiro "EU" está do lado de dentro e se manifesta do lado de fora e podemos afirmar que os três estão interligados e que o corpo "fala" daquilo que vai dentro.
Cika Parolin

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O sol passa pelas frestas do casebre
e pinta de ouro
o velho e gasto assoalho.
Como a lembrar que em tudo há beleza,
basta que se queira vê-la.
Cika Parolin

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Não, não estou triste,
estou melancólica!
Hão de perguntar, mas não é a mesma coisa?
Não na minha opinião:
Tristeza para mim é algo mais sofrido,
que beira a depressão.
Coisa bem diferente de melancolia.
A tristeza me leva à dor e às lágrimas
e não inspira poesia.
Melancolia é falta de algo que passou
e que me trouxe alegria.
Cika Parolin

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Perfeito seria que os elogios fossem tão "agudos" quanto as críticas.
É que o dito "ser humano" sente especial prazer em garimpá-las.
E o ápice do prazer, expô-las.
Cika Parolin

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Vida que te quero leve,
que te quero suave,
que te quero doce!
Que os pesos sejam deixados de lado,
que as agruras passem logo,
que o amargor seja breve.
Cika Parolin

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Sei que não devo reclamar de nada!
Sei de tantos que enfrentam, além do risco dessa pandemia,
carências do essencial para sua subsistência.
Se eu estou deprimida, nervosa, sentindo-me prisioneira em casa... como estarão os irmãos que não conseguem trazer o pão para alimentar a família? que tiveram seus trabalhos reduzidos? Posso avaliar seu desespero, posso sentir suas preocupações...
Hoje a pergunta que não quer calar é: até quando essa situação vai perdurar; quando poderemos todos cuidar da vida com a normalidade que antes, talvez, nem percebêssemos tão importante?
Cika Parolin

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⁠Gosto tanto do equilíbrio,
do saudável meio-termo!
Duas atitudes me assustam
e me fazem querer sair pela tangente:
"A demais e a de menos"!
comparando com o amor:
Demasiado, asfixia
de menos, esfria.
É preciso serenidade
para que um afeto crie raízes,
em processo lento e constante.
Cika Parolin

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Sirvo-me todos os dias do "menu" de lições que a vida insiste em me oferecer! Aceito todos os "pratos"; sobremesa, cafezinho e licor. Depois de tudo, sem remorsos, espero as lições da próxima refeição.
Cika Parolin

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Encantas-me quando me fitas!
São olhos que me perscrutam
e me sondam a alma.
Eles a leem e a compreendem.
Também eu, te leio através deles!
Teu olhar me transmite coisas
que só eu consigo ler.
É o nosso amor que conversa com os olhos!
Cika Parolin

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Pacificar é da minha natureza!
Não me sinto bem magoando as pessoas,
mesmo as mágoas inevitáveis ou involuntárias!
Elas me incomodam!
Por essa razão mostro-me sempre aberta ao diálogo,
à discussão civilizada, excetuando-se as vezes em que
o diálogo começa de modo grosseiro e indelicado.
Nesse caso, fecho-me em copas,
nego-me a andar por caminhos que me façam mal.

Inserida por CikaParolin

O auxílio ao próximo se resume muito mais na sua riqueza interior do que na prestação de ajuda material. O que significa um coração aberto ao acolhimento, um ombro pronto a amparar, uma predisposição para o aconselhamento isento;
olhos e ouvidos generosos e na capacidade de não "abandonar o barco dos afetos" na primeira dificuldade.
Cika Parolin

Inserida por CikaParolin

Ouvi ao longe um apito de trem
e imediatamente minha alma viajou para um tempo muito distante!
O tempo da saudosa infância, lá pelos oito anos, quando meu irmão e eu fugíamos de casa para ver o trem passar. Havia um campo ao largo do qual passava uma estrada de ferro. Lá íamos nós, abaixo de sol, esperar a "maria-fumaça".
Sem o menor temor, deitávamos sobre os trilhos e dormentes cheirando a peroba! Ficávamos vendo os desenhos nas nuvens até que ouvíamos o inconfundível apito e a fumaça que se formava no horizonte.
Lá vinha ele, todo negro, imponente, enorme aos nossos olhos!
Rapidamente saíamos da linha e nos sentávamos na relva a ponto de acompanharmos os movimentos e os ruídos incríveis que proporcionava. Havia ainda a eventual possibilidade de algum passageiro nos ver e nos acenar, o que prontamente retribuiríamos. Eu, como menina sonhadora, imaginava que um daqueles moços morenos, que acenavam, poderia vir a ser, no futuro, o grande amor que cruzava meu caminho pela primeira vez e que certamente a vida me faria reencontrar.
No fim do dia voltávamos à casa, com cara de anjos
e mamãe zangada tentando descobrir onde tínhamos andado a tarde inteira. Naturalmente mantínhamos segredo para garantir a fuga do dia seguinte.
Cika Parolin

Inserida por CikaParolin