Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Como um Poema ao luar,
Eu vi o Morro do Lampião,
Onde a superlua vaidosa, sestrosa, dengosa,
Foi se ocultar....
Eu vi a dor me abraçar e me esmurrar sem nada poder falar...
Eu vi o desprezo de mim zombar sem nada poder falar...
Eu vi o abandono me levar nos braços daqueles que deviam me amar...
Eu vi a solidão me tomar sem nada poder falar...
Eu vi o medo me dominar sem nada poder falar...
Eu vi a escuridão me tomar sem nada poder falar...
Eu vi no sorriso fingido o amor não correspondido, sem nada poder falar...
Eu vi e tive que aprender a conviver com quem me desprezou e nunca um gesto sincero nem uma palavra de amor para mim falou, apenas o vazio e a dor sem nada poder falar...
Eu vi os que falaram palavras lindas cometerem coisas horríveis sem nada poder falar...
Eu vi sozinho no corredor da morte minha vida escorrendo como um rio...
Eu vi tudo que eu era e tudo que nunca fui, vi tudo que perdi e tudo que nunca terei sem nada poder falar...
Eu vi meu corpo no chão sem direção alguém de repente tocou meu ombro uma voz eu ouvi
Estou e estarei contigo por onde fores, eu pude falar, eu não conhecia Deus mas dali em diante nada mais eu pude duvidar, nele eu posso confiar
Eu vou dormir sabendo que baniram os meus direitos nesse mundo e, quando eu acordar, me faça lembrar quem é o dono dele!
Eu olho para o mais profudo do meu ser e me pergunto:
o que fiz de tão grave para merecer tamanha desgraça?
Para que serve a justiça quando os justos são injustiçados?
para que a lei quando o direito que é devido é tirado ou negado?
Para que as autoridades quando estas suprimem a dignidade e escondem os olhos daqueles que perecem em favor daqueles que enriquecem a custa da injustiça.
Para que os impostos pagos ?
quando tudo que se tem é a obrigação em paga-los.
para que serve a constituição de um pais? quando aqueles que nasceram ou moram nele dela não se servem!
Não diga que me tornei mau, apenas entenda que aos seus olhos nada basta, nada é suficiente, eu preciso do seu veneno, pra quando você me morder nada acontecer.
Fui como um pombo, agora tome cuidado comigo, estou no ninho das cobras, dali só saiu quando me tornar prudente como elas. Sempre busquei ser sabio e agora entendi porque não havia conseguido, fui envenenado!
Do subúrbio da minha alma, eu ti chamo...
Das escadarias do meu coração, eu ti busco...
Das profundezas das minhas incertezas, eu ti espero...
Das forças que não me restam, eu ainda luto...
Nome: Que pena
Saudades de te falar, conversar e dizer.
Eu não sou muito observador,
Porém, o óbvio é notável
Meu palpite pode ser certeiro
Você não quer mais meu afeto e atenção
Meu ego não deixa eu falar,
Mas com o tempo eu vou deixando pra lá
É uma pena, porque ainda vamos conviver por mais 1 ano
O clima meio desagradável vai ficar
Eu e Deus sabemos o real motivo por não ter dado certo,
Eu fiz algo errado e ocultei
Aprendi a lição, se houver outra chance com alguém
Serei verdadeiro e se isso for um problema
Então nada poderei fazeres.
Eu estava cego, eu estava surdo.
E por causa disso, demorei pra ver o que estava diante dos meus olhos.
Um homem, mas não um homem qualquer, e sim o Nazareno, que me amou e ainda me ama. Infelizmente eu demorei para encontrar este amor que sempre esteve diante dos meus olhos. A minha ignorância me fez cego, a minha ignorância me fez surdo.
Minha mãe sempre dizia que eu seria um grande homem! Hoje sei que ela acertou: tenho mais de um metro e oitenta.
Há um preço para o Espírito vencer o Eu (Ego Inferior, a persona, a máscara egóica). É um preço terrível, o sujeito será odiado e incompreendido pelo resto da Eternidade. Sente-se a solidão mais terrível do Universo, mesmo quando se está acompanhado.Ninguém compreenderá uma pessoa cujo Espírito libertou-se e tornou até o corpo espiritualizado. Não pensem que o Espírito Liberado é mansinho, isso de mansuetude é com a alma e a alma não é o Espírito. O Espírito é forte, quer destruir. Violência e força, o lema do Espírito... Mas não é uma violência gratuita, não é uma força idiota. Os idiotas não o compreendem, são rasos demais para compreender a profundeza pelágica do Espírito.O Espírito é um Super-Homem. O Espírito é um raio, um raio humano fulminante, é o raio fulminante da sabedoria. Raio da minha sabedoria fulmina-os!
Eu fui para detonar o sistema. Contei tudo que eu sabia. Botei muito político na cadeia. E mesmo assim o sistema continuava de pé. O sistema entrega a mão para salvar o braço. O sistema se reorganiza, articula novos interesses, cria novas lideranças. E custa caro. Muito caro. O sistema é muito maior do que eu pensava. Não é à toa que entra governo, sai governo, a corrupção continua. O sistema é foda.
Já se perguntaram sobre o significado da existência? Eu já, inclusive muitas vezes. Anos de reflexão para simplesmente perceber que o existir em si, é o próprio inexistir, pois tudo que se aprende um dia, vc esquecerá, seja pelo Alzheimer ou pela morte orgânica do seu cérebro. Somos insignificantes seres de vivência efêmera perante a idade e o próprio existir do Cosmos.
"Nunca me perguntaram o porquê, que eu não gosto de dormir. Afinal a resposta é simples, tenho medo de fechar os olhos e nunca mas sair do vácuo vazio de escuridão da inexistência. Porque quando você está sob efeito do sono, você não contempla a realidade, tudo é inconsciente, e por um breve momento você deixa de existir. O sono nada mais é, do que pequenos breves testes para aquilo que chamo de inexistência. Afinal isso é a morte da consciência pensante, e o fim de tudo aquilo que você é".
Era uma casinha branca de janelas azuis e um alpendre em vermelhão. E eu com os pés no chão era feliz e não sabia.
Não tem jeito de enxergar qualquer animal como fonte de alimento. Eu, pelo menos, não consigo. E sou muito feliz por isso.
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