Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
O único condenado injustamente que eu conheço foi Jesus Cristo. Pena que ninguém defende ele como defende os políticos.
Aqueles que sempre se acharam mais espertos do que eu, me ensinaram a ser quem eu sou.
E o tempo se encarregou de mostrar o quanto foi bom nao me achar que era melhor que ninguém.
Ai vc vai dizer que a vida é assim, que eu viajo e estou na maioria das vezes longe de mim e de ti, e para que tantas viagens, abusadas, ou lambuzadas de sonhar, e eu responderei uma vez, duas vezes, varias vezes, que estarei sempre viajando, sem fim, nas suas estrelas, que um dia, eu vi brilhar para mim.
Aceitarás o amor como eu o encaro?
Adaptação do poema de Mario de Andrade, por José Adriano de Medeiros
...Alvo e bem leve, lindo, suavemente como sua pele
Tudo o que há de melhor e de mais raro
"Vivo" em teu corpo nu de ardente
Meu olhar preso ao teu perdidamente.
Não me exijas mais nada, além do desejo
A realidade é simples, e isto apenas.
Também mais nada te exijo, só teu beijo
Homenagem à Lélia Gonzalez
Eu olhava como todas olhavam, eu sonhava como todas sonhavam, era o mesmo sol, a mesma chuva, tinha mãos, pés e não chegava a lugar algum. Meu sorriso era tão branco e lindo quanto todas as bocas juntas que falavam de canto, e cantavam minha cor. Eu olhava, sonhava e tudo que via, não podia passar além de ali, ali onde eu não podia ir, ali onde eu nunca iria chegar. Mas CHEGUEI, CHEGAMOS, e olhando, sonhando e sorrindo, mesmo com todas as dores e com os horrores, EU ESTOU AQUI!
Eu me desnudo sem medo de cair, sem rede de segurança, sem véus para esconder. Minha alma é um abismo, profundo e escuro, onde apenas a verdade pode respirar.
Eu me exponho, como uma ferida aberta, sem curativos, sem disfarces, sem medo de sangrar. Meu coração é um grito, um berro de silêncio, um sussurro que ecoa, sem palavras para dizer.
Eu sou a minha própria sombra, a minha própria luz, a minha própria verdade, sem filtros, sem disfarces. Eu me desnudo, para me encontrar, para me conhecer, para me amar. Sem máscaras, sem véus, apenas a minha essência.
Eu me exponho, como um rio que flui, sem margens, sem fronteiras, apenas a corrente da minha alma. Meu ser é um espelho, que reflete a verdade, sem distorções, sem sombras, apenas a luz da minha existência.
Eu sou a minha própria criação, a minha própria destruição, a minha própria redenção, sem culpa, sem pecado. Eu me desnudo para me libertar, para me soltar das correntes que me prendem, das sombras que me cercam.
Eu sou a minha própria liberdade, a minha própria prisão, a minha própria escolha, sem medo, sem arrependimento.
(“Nudez”, de Douglas Duarte de Almeida)
Odeio o amor. Não, eu odeio a mim quando amo, amo tão intensamente que não me resta nada além do desprezo, me envolvo de adjetivos negativos, que funcionam como barreira pra qualquer elogio que me façam. Odeio minha intensidade, pois sinto que nunca me amarão da mesma maneira, demonstro demais e sou emotiva, chorarei por tudo que façam, seja um ato simples como andar de mãos dadas, como algo complexo, um encontro num restaurante chique. Às vezes me questiono sobre meus sentimentos, questiono se eu sequer os entendo, mudo muito rápido? Ou será que apenas não sei perceber o que sinto? Será que me odeio? Não me vejo negativamente, ou será que vejo e não aceito? Pois quero acreditar o que me é dito sobre mim, sobre minha imagem formada em outras retinas. Nunca me foi dito que sou feia, mas mantenho essa ideia sobre mim. Há mais comentários positivos do que negativos, porque não os acolho como fiz com os poucos negativos que recebi? Acho que nunca me entenderei, e questiono se alguém me entenderia, logo eu que vivo minha pele e habito minha mente, não compreendo, imagino a dificuldade que seria para alguém que tem seus próprios demônios, numa luta a entender os meus, tão confusos.
"Quando eu morrer estará chovendo folhas em branco e dentro do meu caixão estarei rodeada de papel, lápis e tinta."
Existir porque se o destino de quem vive é morrer?
Eu não posso viver como se tudo em mim tivesse motivos para existir, se o brilho dos meus olhos não será notado para sempre, se minhas mãos com tom macio e delicadas não durarão eternamente. Não farei juras de sofrimento e jamais deixarei que minha alegria transborde a dor de outro olhar, porque os meus olhos estão calejados de tanto chorar.
Poderia eu viver como se fosse apenas mais um rosto entre a multidão se não é o que transpassa minha alma? Não viveria como uma criança que se contenta facilmente com um doce, um brinquedo velho e quebrado.
Se desde que comecei a enxergar as pessoas noto o quanto a hipocrisia gira em torno delas como suas roupas mal passadas.
Sinto nojo, vergonha, desprezo e medo, sim por tamanha desonra ao Ser que criou a espécie. Muitos chamam de Deus, outros apenas citam aquele.
Mas não é me diferenciar dos demais que me permito reprimir meu lamentar ao existir, não! É exalar do meu ser o amor que ainda sinto pelas palavras frias e dolorosas que saem da boca de um ser humano, indivíduo imperfeito e maquiavélico.
Negros são os dias, geladas são as noites que perduro meu ignorante raciocínio rumo a um abismo repleto de mim.
Onde são enterrados todos os pensadores, os poetas, os cientistas, os letrados, os matemáticos, os viciados, os inocentes, os fortes e os fracos.
Na morte é que encontramos a verdadeira explicação para tantos fios sem pontas.
É o caminho e o destino, da senhora, da criança, do mendigo.
Dos que choram dos que riem, dos que nascem, dos que morrem.
Minha insatisfação nada me comove nem tampouco me retrata junto aos que pouco reprimo entre si o desejo viver como se a vida fosse um mar de rosas.
Bastam-se com os direitos e deveres incontáveis encobrindo a vergonha e a decepção de serem mortos de fome, gananciosos de desmedidos.
Sem raça, religião ou cor, todos vêm de um só sangue, um só pecado, uma só finalidade.
A fragilidade é para todos os medo é para todas as fraquezas, as derrotas e as perdas, não há remédio que cure, não há palavra que conforte, não há mão que acalente, é do homem, é do ser, é da gente.
Não depende do querer, não depende do chorar e do morrer, depende de quem sou de quem é você!
Sou...
Eu sou o seu melhor erro, sou seu sonho, seu começo, sua razão, seu anseio, sou seu melhor desejo.
Sou quem te vê, quem te sente, quem te espera, corpo ardente.
Sou paixão, seu pesadelo, teu sorriso mais bonito...
Teu olhar no infinito...
E o que eu quero é viver... Ver meus filhos crescendo, vivendo com saúde e sabedoria. Viver e aprender com eles. Respeitando e dosando suas decisões. E o que eu quero é ter força, para lutar a cada dia, com amor, determinação e sabedoria. E o que eu quero é sorrir, ver meus amigos alegres e satisfeito,s. E o que eu quero é pedir: Senhor... Me permita realizar o sonho de viver! Não apenas existir, mas viver e ser feliz. Por mim, por meus filhos, por Ti.
Se eu não fosse daquele tipo de corrente a que chamam do antes quebrar que torcer, há muito tempo que o cerne da minha consciência já me tinha chamado de cobarde.
Parto sempre em vantagem em relação aos meus opositores, porque eu,
sou sempre eu, e eles, não sabem o que são.
Filhos...
Serão sarilhos
Cadilhos!?…
Eu sei que não!
São apenas estribilhos
Dos coros afinadinhos
Inspirados, rebeldinhos
Da nossa mais bela canção.
É na infantilidade do meu pensar, que eu reconheço que ainda não perdi a alma de menino, a verdadeira.
Eu nunca seria um ser humano consciencioso, se não fizesse perguntas a mim próprio antes de responder aos meus semelhantes.
- Relacionados
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Frases para namorada que mostram o quanto ela é especial para você
- Poemas que falam quem eu sou
- Frases de motivação: palavras para encontrar o incentivo que você precisa
- Poemas Quem Sou Eu
- Você é especial para mim: frases que tocam o coração
- Quem sou eu: textos prontos para refletir sobre a sua essência
