Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Eu hoje tento fazer mais o que desejo, não o que as outras pessoas esperam de mim.

E eu ainda estou esperando a chuva cair
Derrame sua verdadeira vida em mim
Porque não posso me prender a algo tão bom assim
Eu sou boa o bastante
Pra você me amar também?

Às vezes Deus faz as coisas de uma maneira que eu não entendo. Mas sei que sempre dá certo.

E o mais impressionante de tudo é que eu aguento calada, por quê? Nem eu sei.

Me entender é simples. É só se pôr no meu lugar, ver as coisas que eu vejo, passar pelo que passo e sofrer pelas coisas que eu nunca comentei.

É, eu escuto música no último volume. Porque eu gosto de sentir que há apenas eu e o som daquela melodia no mundo. No meu mundo.

Com licença, eu vou ali viver, porque sobreviver tem sido muito chato.

Eu não gosto mais dele, mas a ideia de ele não gostar mais de mim assusta.

Ser chata, ciumenta e estranha. Eu sou assim.

Meses e meses se passaram. E eu quase esqueci seu rosto. Até que eles tocaram aquela canção. Aquela que nós ‘odiávamos’.

Eu queria que as pessoas amassem mais e fingissem menos.

Eu sei, eu sei, a paixão é ridícula.
Sei que não cumpro o que prometo com olhares de mulher.
Pois é, eu sou uma menina. Surpreso?
Eu não.
Você está surpreso mesmo?
Achou que era uma mulher te instigando para fugir da lógica?
Isso é coisa de criança.Lógica?
Que se foda a lógica.

Não sei muito bem como são essas paradas de esperar, que o melhor está por vir. Eu sei que eu espero, e por mais dificuldades que venham, o melhor acontece. Tudo que eu quero nesse exato momento é que Deus cuide do meu coração, dos meus sonhos e dos meus planos. Ele é o único que realmente conhece quem eu sou.

Agora eu conheço esse grande susto de estar viva, tendo como único amparo exatamente o desamparo de estar viva. De estar viva – senti – terei que fazer o meu motivo e tema. Com delicada curiosidade, atenta à fome e à própria atenção, passei então a comer delicadamente viva os pedaços de pão.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Crônica Trecho.

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Quem vive de migalhas são pombos e ratos.
Eu quero o amor inteiro!

O que eu não te desejo no Natal

Neste Natal, por favor não me “ADD” no seu Face.
Nem me “siga” no Twitter, se puder, venha me dar um abraço real.
Daqueles em que expressamos toda a nossa alegria ou carinho.
E se não for possível este abraço real,
escreva-me uma carta comum, dessas onde não digitamos,
nem colamos coisas copiadas de outros sites.
Apenas expressamos as nossas emoções.
Falamos de coisas triviais e de coisas preocupantes.
Do novo ou do velho amor que passou.
Das alegrias e dores que todos nós passamos.

Neste Natal eu desejo que você não receba:
- abraços melosos de quem nunca ligou para você,
- carta de namorado(a) dizendo adeus,
- Carta de demissão do emprego (só se for muito ruim!)
- Palavras repetidas de quem vive “enchendo o seu saco”,
- Desejos de muita paz de quem fez da sua vida um inferno..
- Sorrisos amarelos de pura inveja de quem não suporta suas conquistas.
- Presentes que propositalmente foram dados para você se irritar, ou pagar mico.
- nada de indiretas, quem quiser falar algo que fale agora,
ou vá secar a língua no forno.

A lista de coisas que eu não te desejo pode ser imensa, mas vou parar por aqui.
E porque fiz ao contrário dos outros que passam para te desejar coisas boas?

Porque eu espero de coração que você já tenha assumido as rédeas da sua Vida.
Que você não esteja mais dependente de ninguém, de velhos amigos ou amores,
só se você ainda tiver menos de 10 anos e dependa dos pais.
De resto, eu só te desejo de verdade, que você amadureça neste Natal,
e ao invés de gastar seus dinheiro com quem ainda vai ridicularizar o presente,
gaste com você!
E se quiser mesmo lembrar do “aniversariante”, passe em um orfanato,
deixe um pouco do seu calor.
Passe num asilo, deixe um pouco do seu amor.
passe num Hospital e leve uma palavra, para o idoso e para a criança:
esperança.

E ao invés de encher a cara e dar vexames,
marque pontos com Jesus, acendendo a vela do Bolo Dele,
com um gesto único de solidariedade.
É só isso que eu te desejo.
Feliz Natal, feliz compartilhar.
Com Cristo de verdade.

Eu sou um pouco paranoico, ou não, penso demais, estudo o comportamento das pessoas, e dependendo das minhas análises eu mudo de opinião e escolho outras atitudes. Talvez seja o medo de errar, de colocar a carroça na frente dos bois, querer me jogar no incerto e correr o risco de me arrepender depois. Mas o que posso fazer?! Eu sou assim.

Em relação à Fotografia, eu era tomado de um desejo "ontológico": eu queria saber a qualquer preço o que ela era "em si", por que traço essencial ela se distinguia da comunidade das imagens.

Pensei na palavra desajustado um momento. Talvez fosse a melhor descrição de mim mesma que eu já tivesse ouvido. Onde foi que um dia eu me encaixei?

Eu não estou no Big Brother, mas estou em todos os paredões.