Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Os Incômodos da Beleza
Dia desses uma amiga me falou que na sua época de faculdade ouvia de suas colegas comentários ferozes que diziam que ela só tirava boas notas por que o professor dizia abertamente que ela era bonita e também outros apelos menos estéticos e mais digamos sensuais...
Me vi pensando em quanto a beleza é nossa imperatriz e o nome (imperatriz) já sugere coisas, impera a atriz; ou seja: o disfarce é a tônica, no caso a força vem de atributos exteriores, físicos, quase que palpáveis á mão, no caso aos olhos de quem te julga muito antes de te ver.
A beleza na sociedade atual é um componente que se iguala ao caráter, indistintamente pelo gênero, sejamos quem for.
Voltando ao episódio da maldade ou pelo menos do pré-julgamento alheio, aliás a maioria dos julgamentos é de fato ou antes, alheio, porque se antecede ao nosso próprio julgamento, as boas notas que minha amiga obtinha eram de fato, por sua capacidade e discernimento e não pela harmonia de suas linhas e cores e outros quesitos relacionados à estética da vez.
Tudo isto ou isso, para chegarmos á conclusão que a beleza na verdade acaba por nos tornar reféns de algo que é mais que cognitivo, a beleza é consequência biológica de nossos antepassados, ninguém se torna belo por ação de meios exteriores, as pessoas nascem e são belas, pura e simplesmente, sim? Ou não?
Alguns risos devem agora estar presentes no semblante de quem lê, claro, estamos em pleno século vinte e um e a indústria da vaidade é e será um grande e lucrativo negócio, mas por quê? A explicação não está numa constatação de um fenômeno social ou nem passa por um exame antropológico de nossos tempos, ser belo é uma questão íntima, todos queremos ser vistos como belos, a primeira impressão que o mundo tem de nós é essa, percebida pelo grande e imperial entre os cinco sentidos: a visão!
A visão é planetária, nem apenas humana ela é, os insetos, os cães, os golfinhos, as águias, os pardais, as aranhas, todos veem!
Bendita e maldita esta nossa tão espetacular capacidade de ver!
E a partir dessa quase estapafúrdia de tão evidente constatação vem as próximas verificações e a consciência da razão: essa é a primeira camada da nossa superficialidade e depois o que vem?
Vem muita coisa, sabemos todos nós, vem o caráter, o discernimento, a sensibilidade, a cultura, a empatia e outras tantas características que faltaria espaço para elencar aqui.
Não iria recorrer á modernidade como um recurso barato para dizer que a beleza é uma grande instituição de nós mesmos e que hoje por conta dos recursos tecnológicos a beleza se compra, não a beleza sempre foi sim levada muito em conta desde que o mundo é contado em prosa e verso, muito antes da escova progressiva ou do botox, a beleza é tão velha quanto essa planetinha azul que ora habitamos.
O que não posso me furtar a dizer é que o esvaziamento de nossos valores deu valor muito maior a beleza exterior e que sim, é impossível para qualquer mulher que ganhe um salário apenas razoável, investir uma boa parcela de seus rendimentos para fazer as unhas da mão, do pé (e onde mais puder passar esmalte), o cabelo, as sobrancelhas e isso para ficarmos no popular “basicão”, a conta não fecha...
Voltando uma vez mais a incômoda questão de minha amiga que tirava boas notas e não porque seu professor a enxergava como um belo espécime humano do sexo feminino, fica uma indagação, justificando o título do artigo:
- A beleza incomoda.
Sim, incomoda a quem não dispõe dela naturalmente, por obra e graça do seu dna e incomoda a quem a possui, por que a beleza inibe e se sobrepõe a outros muito mais substanciais e importantes valores, se sobrepõe a sua história de vida e a toda luta pessoal.
A beleza é uma característica estética que lembra um refrão antigo:
“Um elefante incomoda muita gente” uma beleza muito grande, incomoda, incomoda, incomoda, muito mais...
No Juízo Universal hão se de manifestar as más obras de cada um; mas também hão de aparecer igualmente as boas, para que as virtudes de uma parte se contrapesem com os pecados da outra.
A FORÇA DO BEM
Na persistência em sempre praticar o Bem,
Somos surpreendidos com o retorno inesperado de coisas maravilhosas.
Seja meu intercessor junto a Deus, para que Ele me livre das minhas limitações, da minha moleza e do orgulho.
O livro, "A vitória sobre si mesmo", vou ter que escrevê-lo com a vida e não só no papel.
O Deus da paz e de toda graça os guarde e lhes conceda aquela firmeza e decisão em tudo o que fizerem e desejarem, como eu gostaria.
É uma grande verdade que Deus fez o homem instável e querendo sempre mudar, para não ficar parado no mal e, também, para que, conseguindo um bem, não fique parado só nele, mas passe para outro maior e, desse, para outro maior ainda.
E, assim, crescendo degrau por degrau, chegue à perfeição.
É por isso que se diz que o homem que está no mau caminho, não fica nada satisfeito, isto é, não encontrando prazer no mal, não pode continuar nele: e assim, não parando no mal, irá para o bem.
Do mesmo modo, não se satisfazendo só com as criaturas, passará para Deus. Bem! Por enquanto, deixo de lado as várias causas das insatisfações dos homens: o que já escrevi, chega!
Coitados de nós! A firmeza e a decisão que devemos ter para fugir do mal, não as estamos usando para fazer o bem; tanto é verdade, que eu me admiro muitas vezes com a grande falta de firmeza que está em mim e isso vem de longe!
A falta de firmeza, antes de mais nada, atrapalha o homem: ele não progride, fica como quem está entre dois imãs: não é atraído nem por um, nem pelo outro; isso quer dizer que ele não faz o bem agora, porque se preocupa com o futuro, nem se prepara concretamente para o futuro, porque perde tempo agora e não acredita no futuro.
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