Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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A perseverança e a determinação juntas, tudo podem.

Sempre haverá um motivo para um não, mas, sempre haverá um esforço para um sim.

O problema todo é que criamos um mundo ideal para nós, aí tentamos aprisionar pessoas dentro de nosso mundo, daí nascem as discórdias, os descontentamentos e os grandes conflitos.

Algumas pessoas aprendem lendo, observando; outras já aprendem sofrendo, apanhando.


Não é sobre destino, é sobre opção.

As princesas só existem nos seus sonhos, se seus sonhos acabam, as princesas morrem.


Não é sobre principado.

Somente uma pessoa possuída pela insensatez, questiona os favores de deus.

Pensamento do dia:


Queijo grátis, só na ratoeira.




Acorda Povo....

Perder o chão é o vício de quem não valoriza o que tem.

O sal grosso está para o sapo,
assim como, a traição está para o amor.

As amarras da humanidade, se chama religião.
Tente ver o seu Deus como um animal de estimação seu e cuide dele sem querer obrigar as pessoas a idolatra ele, liberte-se, a sua liberdade vai libertar outros.

Um não é a sepultura de muitos sim.

O pior para um Chefe é a solidão do comando.
Um Chefe leva fardos sozinho, não por vaidade, mas, porque às vezes o que carrega é indivisível.

Morrer é ir embora de si mesmo.
Por mais estranho que pareça.

Com a modernidade dos relacionamentos, as mulheres estão conhecendo muitos homens, mas, pouco ou nenhum amor.

Se o considerado errado te faz bem e considerado certo te faz mal, não exite seja bem feliz.

O povo paga ao poder público pela ordem e pela segurança, mas, o poder público às vezes se torna um monstro e ataca o povo.

A Urna Veio?

Há uma pergunta que se faz sempre que alguém morre. Tão simples, breve, quase automática: “A urna veio?”

À primeira vista, trata-se de uma questão de gestão de tempo: as pessoas precisam livrar-se logo da urna, pois ela pesa na consciência dos que ficam. No fundo, porém, é uma das perguntas mais metafísicas que a linguagem humana já forjou.

Quando alguém morre, algo inusitado sucede: o seu nome passa a ser insuficiente. Aquele que, há horas, era chamado pelo nome próprio — repleto de história, afectos, memórias e conflitos de legitimação — hoje é reduzido a um objeto. Ninguém ousa perguntar por ele ou por ela; pergunta-se pela urna. Pior ainda, pergunta-se se ela veio. O nome cede lugar à coisa.

A morte não sacrifica apenas a vida biológica; ela opera uma transmutação simbólica. O sujeito transforma-se em conteúdo da urna. A pessoa converte-se em recipiente prestes à decomposição. Aquilo que foi presença temida, respeitada, amada ou odiada torna-se restos mortais. A linguagem segue com fidelidade fria esse processo: deixa de nomear identidades de excitação e passa a rotular objetos de repulsa. São poucos os que se aproximam da urna, ainda mais quando ela contém restos mortais em avançado estado de decomposição. Até os perfumes teimam em desempenhar o seu papel com zelo.

Esse desvio de eixo gravitacional não é um acidente aristotélico. É a revelação do quanto nos é difícil lidar com a substância finita. Dizer “a urna veio” é mais consolador e aconchegante do que dizer o nome daquele que já se tornou autenticamente mudo. A urna veio — eis um termo técnico que nos protege do abismo existencial. É uma forma de anestesia simbólica. A sociedade precisa refinar a absurdidade da morte para continuar a funcionar; do contrário, ela se tornaria tão insuportável quanto a pedra de Sísifo.

Mas há algo de profundamente angustiante nisso. Durante toda a vida, lutamos para afirmar quem somos, para deixar marcas, para sermos reconhecidos como seres singulares. No fim, essa singularidade dissolve-se numa designação coletiva. A urna é sempre igual, apesar de conter restos mortais de seres irrepetíveis. A morte, nesse sentido, nivela desigualdades que nem a Declaração Universal dos Direitos Humanos consegue suprimir: ela é radicalmente igualadora.

A pergunta “A urna veio?” diz mais do que se imagina. Ela diz que o corpo (matéria) derrotou o nome (ideia); que a ciência da vida (biologia) venceu a ciência das vivências (biografia); que a história pessoal foi brutalmente encerrada e substituída por um banho colectivo. O ser humano deixa de ser projecto — como diria Heidegger — e passa a ser coisa disponível, transportável, administrável.

No entanto, algo permanece. Mesmo quando dizemos “urna”, sabemos que ali está alguém. Só que é um alguém que já não responde. Há quem responda por ele lá fora. A linguagem tenta coisificá-lo, mas a memória insiste em humanizá-lo. Em surdina, o nome continua a ecoar na mente dos seus. É assim que nasce o luto: no intervalo entre o objeto dito (urna) e a pessoa lembrada (nome).

Por isso a pergunta incomoda tanto, talvez. Porque ela expõe, sem disfarces, o absurdo da condição humana: não é apenas o corpo que apodrece; é também a forma como o mundo nos nomeia quando já não temos possibilidade de responder. E quando o nome se revela insuficiente, resta a urna.

A morte, afinal, não é apenas o fim da vida. Nem é o início da briga pelo espólio.
É o começo do momento em que o humano deixa de ser chamado e passa a ser levado.

Série II- Pensar o nosso tempo
Texto VIII – Poder

O poder teme mais o pensamento do que a rebelião. Apesar de rebeliões iniciarem através de pensamentos.

O facto é que a rebelião pode ser reprimida; o pensamento, não.

Por isso, a crítica é congelada, a Filosofia qualquerizada e a palavra reduzida a ruído. Um povo que pensa torna-se difícil de governar pela mentira.

Pensar é um ato solidário, mesmo quando silencioso.

Pensar o Nosso Tempo


Texto VII – Educação


A educação não falha por falta de programas.
Falha quando esquece o humano.


Ensina-se para o exame, para o número, para a estatística. Raramente para a consciência. Quando a escola exime-se de formar o pensamento crítico, passa a produzir obediência acefálica.


Educar é mais do que instruir: é formar sujeitos.

Algumas pessoas são doce, igual a um tijolo.




Poucos irão entender:
não é sobre açúcar.