Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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“Eu sei que sou pesada, triste, dramática, neurótica, louca, insatisfeita, mimada, carente. Mas você se esqueceu da minha maior qualidade: eu sou só. (...) O mundo é cheio de opções sem você, mas todas elas me cheiram azedas e murchas demais.”

Pode parecer bobo, mas é com seu olhar que sonho todas as noites. É com o seu sorriso que eu me derreto e é com sua voz que eu me perco. Eu não vejo minha vida sem você, aliás, minha vida passou a ser você agora. Antes, eu procurava motivos, hoje, eu tenho o motivo em minha frente. Antes, eu sonhava com um príncipe, hoje vivo um sonho. Não sei qual feitiço você lançou em mim, mas me pegou direitinho. Se é uma droga? Uma das poderosas talvez. Aquela em que eu teria uma overdose com todo o prazer, a abstinência da mesma me causaria muita dor. Como é bom te amar. Como é bom sentir seus lábios, suas mãos, seu corpo…
Como é bom te despertar sorrisos e sorrir por você. Como é bom saber que agora tenho uma luz, uma motivação. Como é bom saber que hoje amo e como dói pensar em te perder. Jura não me largar? Eu posso parecer uma boba, mas se amar é bobeira, me condene. E se um dia você, por acaso, quiser partir não se esqueça que meu coração partirá junto. Porque eu entreguei ele a ti. Porque eu deixei de ser uma menina para poder me tornar uma mulher. Porque eu quero ser protagonista do ”Felizes para sempre” e quero que seja comigo. Um para sempre diferente do de hoje em dia, um para sempre que não acaba amanhã e sim que dure a eternidade.

Tenho fome da extensão do tempo, e quero ser eu sem condições.

Fernando Pessoa
Livro do desassossego. São Paulo: Principis, 2019.

Eles passarão, eu passarinho.

Por isso eu acho que a gente se engana as vezes. Aparece uma pessoa qualquer e então tu vai e inventa uma coisa que na realidade não é. E tu vai vivendo aquilo porque não aguenta o fato de estar sozinho.

Minha vontade hoje é curtir a minha vida e mesmo que isso não inclua quem eu acho que deveria. Ter a oportunidade de ver quem se preocupa comigo, quem está comigo mesmo que seja em pensamento, refazer velhas amizades e passar a reescrever a minha história à minha maneira. Parar de sobreviver pela felicidade de outros ao invés da minha. Mesmo que pareça egoísta, eu hoje quero ser feliz.

Eu desejo apenas conhecer os pensamentos de Deus... as coisas restantes são detalhes.

Albert Einstein
SALAMAN, E. "A Talk with Einstein," The Listener 54, 1955.

Nota: Atribuído a Einstein por Esther Salaman, sua aluna em Berlim.

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Desisto das palavras. Elas não explicam o que sinto, as pessoas não entendem. Eles querem que eu diga o que sinto, mas querem ouvir o que lhes convém.

Quando eu dou, eu me dou.

Alienação!

Eu só pediria licença para lembrar que os alienados são precisamente os que têm uma ideia fixa.

‎"Eu te acho bonito de formas tão variadas e profundas e insuportáveis."

Sabe, mocinha, eu sou como o ar.
Etéreo. Inconstante. Imprevisível.
Eu posso te carregar comigo,
soprar suavemente em teu rosto,
ou simplesmente ir embora, bruscamente, feito furacão.
Mas curiosamente, isto não depende de minha vontade:
tudo depende apenas de você
e de como você será comigo.

Não precisei correr atrás da vodka. A caipirinha de vinho não me fez chorar. Eu nunca esperei nada das doses de tequilas. Ainda bem que a cerveja nunca me traiu e aquele whisky me correspondeu. E eu ainda preferi ficar bêbada de amor, dá pra entender?

Cultivo alegrias no jardim onde estamos eu, os sonhos idos, os velhos amores e seus segredos...

Eu estou aqui, deixando a vida me guiar, não é por falta de aprendizado que eu estou fazendo isso, ao contrário, aprendi até demais.

O Desaparecido

Tarde fria, e então eu me sinto um daqueles velhos poetas de antigamente que sentiam frio na alma quando a tarde estava fria, e então eu sinto uma saudade muito grande, uma saudade de noivo, e penso em ti devagar, bem devagar, com um bem-querer tão certo e limpo, tão fundo e bom que parece que estou te embalando dentro de mim.

Ah, que vontade de escrever bobagens bem meigas, bobagens para todo mundo me achar ridículo e talvez alguém pensar que na verdade estou aproveitando uma crônica muito antiga num dia sem assunto, uma crônica de rapaz; e, entretanto, eu hoje não me sinto rapaz, apenas um menino, com o amor teimoso de um menino, o amor burro e comprido de um menino lírico. Olho-me no espelho e percebo que estou envelhecendo rápida e definitivamente; com esses cabelos brancos parece que não vou morrer, apenas minha imagem vai-se apagando, vou ficando menos nítido, estou parecendo um desses clichês sempre feitos com fotografias antigas que os jornais publicam de um desaparecido que a família procura em vão.

Sim, eu sou um desaparecido cuja esmaecida, inútil foto se publica num canto de uma página interior de jornal, eu sou o irreconhecível, irrecuperável desaparecido que não aparecerá mais nunca, mas só tu sabes que em alguma distante esquina de uma não lembrada cidade estará de pé um homem perplexo, pensando em ti, pensando teimosamente, docemente em ti, meu amor.

Rubem Braga
BRAGA, R., A Traição das Elegantes, Editora Sabiá, Rio de Janeiro, 1967

Eu quis dizer muitas coisas, mas nunca encontrei as palavras certas.

Porque eu insisto em querer o mais difícil? O que é mais difícil me atrai.

Desculpa sociedade, mas eu nasci pra ser diferente.

Não quero criar conflitos, então eu finjo que estou bem, mesmo quando não estou.