Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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⁠Brasil, o país onde política é futebol, futebol é religião e religião é política.

Inserida por bentojbbass

Educação não é doutrinação. É formação para a liberdade, o pensamento crítico e o exercício responsável da cidadania. Educar é ensinar a pensar, questionar, argumentar e respeitar. Sobretudo, é compreender que as diferenças ideológicas não devem ser motivo de intolerância, mas uma oportunidade para o diálogo e o enriquecimento do conhecimento. Afinal, uma educação verdadeiramente democrática não impõe o que pensar; ensina a pensar por conta própria.

Inserida por antonio_costta_1

O que nos alegra não são os bens em si, não importando a qual categoria pertençam. Porém, é somente através da sua realização que comprovamos (a nós mesmos) nossa capacidade de fazê-los existir. E é aí onde, de fato, brota o contentamento.

Inserida por AntonioMatienzo

Quando eu estava na escola existiam todos estes estereótipos. Se você gostasse dos Rolling Stones você era uma bicha porque naquela época Mick Jagger tinha beijado Keith Richards no Saturday Night Live. Se você gostasse de Grateful Dead você era um hippie. Se você gostasse dos Sex Pistols você era um punk. Acho que isso tudo faria de mim um hippie viado punk rocker.

Meu amor. Sabe, hoje eu acordei morrendo de saudades de você. Com os olhos ainda fechados, estiquei o braço e deixei minha mão deslizar pela cama à sua procura, mas você não estava lá...
Ainda naquela vigília, quase desperta mas ainda dormindo, permiti que meus dedos tocassem minha coxa e tentei reproduzir o peso e a força da sua mão, imaginando você me acorda de um especial... Senti vontade do toque da sua boca em minha pele e do calor do teu hálito a arrepiar todos os meus pelos.
Aos poucos fui despertando mais e mais. Deixei que a outra mão também passasse a percorrer outras partes de meu corpo, sempre de olhos fechados, sempre imaginando que você estava realmente comigo. Fiz das minhas mãos as suas mãos e aos poucos comecei a ter uma sensação gostosa, fui ficando mais e mais excitada, mas não o tanto quanto fico quando você realmente está ao meu lado.

Você tem me deixado tão chateado contigo
que a vontade que eu tenho agora
é de te pegar de jeito,
te colocar contra a parede,
segurar esse teu rosto com desejo,
te acertar uns bons tapas
e beijar tua boca com toda paixão,
enquanto enlaço minhas mãos
em teus cabelos
e puxo,
te machuco...
te sufoco...
te arrasto pra cama
e começo a te dar uma boa surra,
de amor e de cinta,
que é pra você aprender
a não deixar o teu homem
nem mais um dia
sem você...

O gigante

Ontem eu ensaquei o Lorenzo, nosso filho que você me deu em uma das nossas milhares de brigas sem fim e sem jeito. Ele me olhou triste, passivo e impotente, assim como eu também olhei para ele e assim como tenho olhado para o mundo.
Dei um abraço forte no nosso urso cinza e chorei que nem uma criancinha de cinco anos que sofre porque está com rinite alérgica e tem que tirar os brinquedos de pelúcia do quarto. A realidade acabando com a brincadeira mais uma vez.
Depois foi a vez das fotos, eu beijei uma por uma e guardei numa caixa, coloquei a caixa num canto escondido e alto do armário, no mesmo canto escuro e esquecido por onde anda meu coração.
Olhei meu lindo vestido novo e pensei o quanto ele era feio porque eu nunca o colocaria para você. Olhei meus sapatos novos e pensei como seria triste usá-los sem nem saber direito para onde ir. Olhei minha velha cara no espelho e tive muita pena do quanto aquele rosto ainda ia esbugalhar os olhos para o teto lembrando que você disse que nunca desistiria.
Vire e mexe tenho essa vontade de cortar alguma parte do meu corpo, para ver se esguicho pra longe esse sangue contaminado que incha meu corpo de dor e me emagrece de vida. Tenho vontade de me fazer feridas porque parece mais fácil cuidar de um machucado externo e curável.
Outro dia desses eu estava numa padaria com um amigo e ele me perguntou se eu queria um chaveirinho de ursinho, eu disse a ele que só queria morrer, se ele poderia me fazer esse favor. Coitado, ele nunca mais ligou. Ainda bem, só você podia me dar chaveirinhos de ursinho, quem esse cara pensa que é?
Outro dia desses eu estava num bar com um amigo e ele começou a falar de todos os filmes, livros e músicas que eu tanto queria que você falasse. No final da noite eu só queria estar ouvindo aquela merda daquele cd do Alpha Blond, esses intelectuais de merda não chegam aos pés do seu sorriso e nunca vão ter de mim esse amor tão puro, tão absurdo e tão sem fim que eu tinha por você.
A fidelidade não é uma escolha e nem um sacrifício, ela é uma verdade. Por mais que eu tente, só sinto nojo. A gente não se fala mais, eu nem sei mais por onde você anda, eu até tenho o impulso de tentar de novo com outros homens, mas eu só sinto nojo.
A Lolita vive cheirando por baixo da porta e olhando triste para o interfone, outro dia minha mãe perguntou notícias suas e quando ela ouviu seu nome, enfiou a cabeça no meio das patas e só ficou triste, ela se parece comigo mesmo.
Depois do passeio na Liberdade com meu amigo tem um encontro da mulherada no café alí do Itaim. Depois tem cinema com outra amiga e depois, se eu estiver a fim, uma baladinha na casa de outra. Eu tenho um milhão de motivos pra fugir de pensar em você, mas em todos esses lugares você vai comigo. Você segura na minha mão na hora de atravessar a rua, você me olha triste quando eu olho para o celular pela milésima vez, você sente orgulho de mim quando eu solto uma gargalhada e você vira o rosto se algum homem vem falar comigo. Você prefere não ver, mas eu vejo você o tempo todo.
Eu torço pra não fazer Sol, eu torço pra não chover, eu torço para acordar no meio do dia, eu torço para o dia acabar logo. Eu torço para ter alguma coisa que me faça torcer, que me diga que eu ainda sei torcer por algo mesmo sem torcer pela gente.
Minha dança é queda equilibrada, minhas roupas novas são fantasias, meu sorriso é espasmo de dor, minha caminhada reta é um círculo que sempre me traz até aqui, meu sono é cansaço de realidade, minha maquiagem é exagerada, meu silêncio é o grito mais alto que alguém já deu, minhas noites são clarões horríveis que me arregaçam o peito e nada pode me embalar e aquecer, o frio é interno, o incômodo é interno, nenhum lugar do mundo me conforta.
Minha fome é sobrevivência, minha vontade é mecânica, minha beleza é esforço, meu brilho é choro, meus dias são pontes para os dias de verdade que virão quando essa dor acabar, meus segundos são sentidos em milésimos de segundos, o tempo simplesmente não passa.
Às vezes tento não ser eu, porque se eu não for eu, eu não sentirei essa dor. Mas o amor é tanto que até as outras todas que eu posso ser também o sentem.
Hoje menos que ontem, amanhã menos que hoje, e por aí vai. Vou implodir esse gigante dentro de mim e soltar seu pó a cada manhã sem fome que faz doer o corpo todo, a cada banho sem intenção, a cada tarde sem recompensas, a cada noite sem magia, a cada madrugada sem paz.
Um dia o gigante vai cair morto igual ao King Kong e chega dessa dor, dessa incerteza, desse silêncio, dos dias se arrastando, do ódio, das imagens doentias na minha cabeça, da saudade espada que furou meu centro e aumenta o diâmetro a cada movimento.
Só vai sobrar uma tristeza eterna em saber, como todos que já viram esse filme sabem, que o rei da selva, o dono do pedaço, o forte, o poderoso, o assustador, o monstro inabalável que bate no peito e destrói qualquer um, só queria ser amado pela frágil mocinha.
Daqui de longe, enquanto escrevo esse texto chorando mais do que cabe no meu rosto, ouvindo pela milésima vez a música do Damien Rice e sem vontade nenhuma de ter vontade nenhuma, eu escuto seu riso alto, exagerado e constante. E eu só consigo ter mais pena de você do que de mim.

"O crime perfeito é aquele bem planejado, que ficará apenas na intenção e jamais na ação."

"A confiança é de um valor tão estimável, que deve ser guardado à sete chaves, qual não se pode perder uma única vez sequer, pois esta é irrecuperável."

"Atualmente nos foi vendida, erroneamente, a “tal resiliência”, que nada mais é; do que a forma original do corpo retornar, ao invés usarem a virtude da paciência, que é o ato ou efeito de saber esperar."

"Na estrada da vida, existem dois tipos de pessoas: Umas que vivem a história e, as outras que a fazem..."

"A verdade é uma lâmina de gumes"!

"A mentira deixa de ser mentira, quando é descoberta"!

A estupidez e o grito, são as armas de defesa, de quem não tem argumentos.

Não consegui viajar para todos os lugares que desejei, contudo, através dos livros, descobri lugares fantásticos, sem sair do meu conforto.

Ame a si mesmo, fornecendo as outras pessoas, também esta possibilidade, mas lembre-se de respeitar as opções que lhes cabem.

Liberdade é poder fazer o gosta, a qualquer momento, respeitando outras pessoas, normas e leis, sem afronta, para que futuramente não tenha arrependimento, ou mesmo peso de consciência, pelos seus atos.

A violência, jamais poderá ser aceita, principalmente contra as mulheres e, atualmente está tão absurdamente sem noção, onde até parece que os agressores são filhos de chocadeiras.

Ao declarar o meu amor, tenho a intenção, não apenas de fazer com que a outra pessoa se lembre, mais do que isso, é fazer com que eu não me esqueça.

Se as pessoas utilizassem mais e melhor as suas capacidades cognitivas, associadas ao discernimento, somadas à paciência e ao bom senso, seria possível evitarmos a intolerância.