Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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A força dos governos é inversamente proporcional ao peso dos impostos.

Os homens são sempre mais verbosos e fecundos em queixar-se das injúrias do que em agradecer os benefícios.

Parece, na verdade, que nós nos servimos das nossas orações como de um jargão e como aqueles que empregam as palavras santas e divinas em feitiçarias e em efeitos de magia.

Contemplação

Sonho de olhos abertos, caminhando
Não entre as formas já e as aparências,
Mas vendo a face imóvel das essências,
Entre ideias e espíritos pairando...

Que é o Mundo ante mim? fumo ondeando,
Visões sem ser, fragmentos de existências...
Uma névoa de enganos e impotências
Sobre vácuo insondável rastejando...

E dentre a névoa e a sombra universais
Só me chega um murmúrio, feito de ais...
É a queixa, o profundíssimo gemido

Das coisas, que procuram cegamente
Na sua noite e dolorosamente
Outra luz, outro fim só pressentindo...

A estirpe herda-se e a virtude conquista-se; e a virtude vale por si só o que a estirpe não vale.

Ninguém se pode gabar de nunca haver sido desprezado.

O verdadeiro amor só conhece a igualdade.

Face aos grandes perigos, só a grandeza nos pode salvar.

Os empregos que por intrigas e facções se alcançam, por facções e intrigas se perdem.

A verdade é tão simples que não deleita: são os erros e ficções que pela sua variedade nos encantam.

Para não corar diante da sua vítima, o homem, que começou por feri-la, mata-a.

Não emprestes, não disputes, não maldigas, e não terás de te arrepender.

Ao bater com a cabeça contra as paredes, apenas conseguiu «galos».

Para os doentes, o mundo começa na cabeceira e acaba no pé da sua cama.

O apetite do privilégio e o gosto da igualdade, eis as paixões dominantes e contraditórias dos franceses em todas as épocas.

Pela forma como trabalha se avalia o artista.

É tão fácil o prometer, e tão difícil o cumprir, que há bem poucas pessoas que cumpram as suas promessas.

A vida é demasiado curta para que desperdicemos uma parte preciosa a fingirmos.

É mais fácil cumprir certos deveres, que buscar razões para justificar-nos de o não ter feito.

A razão destrói nos homens as criações da sua própria imaginação.