Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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O invisível que carrego dentro de mim ocupa o espaço onde eu deveria estar, e observa-me quando tu estás perto de mim, e ainda assim não posso tocá-lo.

O mundo que desejo


ao invés de pensar o mundo que eu quero, eu escrevo o mundo que eu desejo.


porque pensar é imaginar possibilidades.
escrever é dar existência a elas.


na página, o mundo ainda não precisa ser como é.pode ser como eu gostaria que fosse.


e talvez seja essa a maior liberdade de quem escreve:não aceitar o mundo pronto ~ mas inventar, palavra por palavra, aquele em que gostaria de viver.

"Me diga com quem tu andas
E te direi que és"...


... Ferrou, eu só ando com malucos.

Eu nunca formei pessoas para trabalharem para mim. Eu sempre formei pessoas para crescermos juntos.

MINHA VIDA


Há tempos em que precisamos nos despir do velho eu,
morrendo um pouco a cada dia
para renascer em silêncio,
como quem desperta para uma nova essência.


Talvez mais reflexivo,
talvez mais atento à vida que pulsa,
com a ternura de um homem
que aprendeu a ser brando sem perder a força,
carinhoso sem se tornar fraco,
firme sem perder a delicadeza.


Os sabores da vida me ensinam,
me fazem perceber
o que realmente vale a pena:
os instantes vividos com intensidade,
os momentos que acendem o coração
e fazem a alma sorrir.


A cada manhã,
sob a luz do sol e o azul infinito do céu,
sou lembrado de que existir é mais do que respirar:
é receber de Deus a chance de recomeçar,
de querer, a cada dia,
ser um novo homem.


Fhayom artes

DESEJO


Quando nos entregamos,
o tempo parece parar.
O mundo fica em silêncio
Meu corpo eu quero te dar.


Fico preso aos seus olhos,
ao seu jeito, à sua presença,
com uma vontade imensa de te beijar
e de sentir você cada vez mais perto.


Você acende em mim
uma chama difícil de explicar.
Desejo e carinho constante amor da minha vida me deixe pra sempre te amar.


É uma vontade enorme
de construir algo verdadeiro ao seu lado.


E quanto mais os dias passam,
mais certeza eu tenho
de que é você quem eu quero.


Você é uma rosa rara,
uma pérola preciosa,
um daqueles encontros que a vida
não deveria permitir que se perdessem.


Meu bem, eu quero você na minha vida.
Não por um momento.
Não por uma fase.
Quero para sempre.


Você é meu único amor. ❤️


Eu te amo.
Não duvide do que sinto.
E, por favor, não deixe morrer
esse sentimento puro que existe entre nós.


Porque quando duas pessoas
se escolhem de verdade,
o amor deixa de ser apenas desejo
e passa a ser vontade de permanecer.


Poema: de Ricardo Fhayom


Para o único Amor ❤️
da minha vida,
Marli Barcela
10/09/2026

Suave Caminho
Juntos no mesmo caminho,
talvez seguindo os mesmos passos.
Eu, em teus lindos braços,
trêmulo e amparado,
já não sentirei o meu cansaço,
e tu, comigo,


também não sentirás o teu.
Trazido pelos desígnios supremos,
teu amor chegou a mim
e me trouxe placidez pela vida.
Irei calcando as mágoas,
afastando os espinhos,
como quem descobre
que escapar desta vida
pode ser
o mais suave de todos os caminhos.


Texto Fhayom
Para Marli Barcela 💓

Eu sonhei que todo mundo era feliz,
que todos sentia o amor e que todas as pessoas viviam em paz ... E ainda vou seguir com o mesmo sonho!

Eu escuto o amor chegando bem de mansinho...
Pronto para tomar conta da minh´alma e levarme para onde esse "conto" nunca acabará!
...JESUS!

Eu sou a minha realidade e minha verdade ...
e isso me parece bem!
pois, não tenho que me preocupar
com o fim de nenhum efeito a meia noite!

Hoje eu preciso escrever os meus sentimentos ,
porque amanhã eu não sei se terei este pobre coração!

A Base do Amor

Nada em demasía é bom, nenhum sentimento em excesso é saudável.
Eu sempre acreditei,que o correto seria te amar a cada dia mais.
Agora por amor; Eu compreendi, que o correto será te amar a cada dia menos.
Até que este meu estranho sentimento se torne bem equilibrado, igualado com o tamanho que Deus fez o meu coração.
Para que somente assim, eu possa te oferecer um sincero e verdadeiro amor!

POR QUE EU PRECISO DE ALGUÉM?


Eu não preciso de alguém
Só por um rostinho bonito, 😊
Ou um corpo perfeito, bem feito, ✨
Ou dinheiro guardado, infinito. 💰
Tem coisas na vida, eu sei,
Que a gente nem pode escolher… 🤷‍♂️
Simplesmente chegam de leve, 🍃
Quando têm que acontecer. ❤️


Eu preciso de um abraço sincero, 🤗
De um sorriso que venha acalmar, ❤️
De alguém que me tire do eixo…
Mas nunca me faça quebrar. 🫶


Eu já procurei tanto por isso,
Já pensei além do que devia, 💭
Perdi tempo buscando em outros
O que em mim já existia. ❤️‍🩹


Eu preciso de sentimentos de verdade, ❤️
Um alguém andar de mãos dadas na rua, 🤝
Pra sorrir das coisas simples, 😊
E viver cada admirar estrelas e a Lua


Porque no fundo, eu confesso,
Não preciso de luxo ou poder…
Eu só preciso sentir, ❤️
E esse sentir… é você. 🥰


Eu preciso de você ao meu lado, ❤️
Do teu jeito, do teu calor, 🔥
Posso ser teu amigo primeiro… 🤝
Mas também quero ser teu amor. 🌹


Porque no fim dessa vida corrida, 🛣️
Entre idas e voltas do coração, 💓
A verdade mais simples de todas:
Nós precisamos dessa conexão. 🫂❤️


Então fica assim combinado, 🤝
Sem pressa, sem medo, sem dor: 🌹
Você me empresta teu beijo, 💋
E eu te entrego o meu amor. ❤️


Eu preciso de você… 🥰
Sem começo, sem fim, sem razão… ♾️❤️
Só preciso que fique comigo, 🫂
Pra sempre, no meu coração. 💓🌹


Texto :Fhayom
Para Marli Barcela 💓🌹

QUANDO ME AMEI ❤️




Quando eu finalmente me encontrei, percebi uma coisa simples…
eu nunca estive no lugar errado.
Nem adiantado, nem atrasado.
Eu sempre estive exatamente onde precisava estar.
E isso trouxe paz.
Entendi também que aquela dor que eu sentia…
não era castigo.
Era aviso.
Era a vida dizendo: “você está se afastando de quem você realmente é”.
Com o tempo, parei de brigar com a vida.
Parei de querer controlar tudo, forçar pessoas, situações…
e comecei a respeitar o tempo — o meu e o dos outros.
Aprendi a soltar o que pesa.
Pessoas, hábitos, ideias…
Tudo que não soma, cobra.
No começo parece egoísta.
Mas não é.


É amor-próprio.
Hoje eu não quero mais correr contra o tempo.
Não preciso provar nada pra ninguém.
Faço o que faz sentido, no meu ritmo.
E sabe o mais curioso?
Quanto menos eu quiz ter razão…
menos eu errei.


Hoje eu não vivo mais preso no passado,
nem ansioso pelo futuro.
Eu vivo agora.
Porque é aqui que a vida acontece.
E, no fim, descobri algo essencial:
minha mente pode me confundir…
mas quando ela caminha com o coração,
ela vira minha maior aliada.
Isso tudo tem um nome simples:
aprender a viver de verdade.


Texto Fhayom

⁠Senhor, eu vivi Contigo, eu Te procurei a vida toda, eu me uni a Ti, até nessa doença eu me uni à tua morte. E agora, eu vou para os Teus braços, na Tua Ressurreição.

Nada sobre nós , sem nós.
Não fale por mim... Antes, pergunte quem eu sou. Não escolha o meu caminho sem saber para onde quero ir. Não diga que conhece meus limites se nunca parou para me ouvir.
Eu não sou a minha deficiência. Não sou o diagnóstico sobre a mesa, nem o laudo guardado em uma gaveta, nem a palavra que alguém usa para definir a minha existência. Eu sou uma história. Sou desejos, sonhos e possibilidades.
Tenho uma voz, mesmo quando não consigo falar como você espera. Tenho escolhas, mesmo quando preciso de apoio para realizá-las. Tenho sentimentos, mesmo quando você não consegue compreendê-los.
E quando você faz tudo por mim, sem sequer me perguntar, talvez pense que está cuidando... Mas pode estar me ensinando que a minha vontade não importa. Quando você decide por mim, quem está sendo protegido? Quando você fala em meu lugar, quem está sendo respeitado?
Eu não quero que você me veja com pena. Quero que me veja com dignidade. Não quero uma escola que apenas permita a minha presença. Quero uma escola que reconheça que eu também pertenço, que minha opinião transforma, que minha presença ensina e que minha participação importa.
À família, eu peço: não tenham medo das minhas possibilidades. Acreditem em mim, mas não me obriguem a ser aquilo que vocês imaginaram. Aos professores, eu peço: não planejem apenas para mim. Planejem comigo. Perguntem o que preciso, o que desejo, como aprendo e como posso participar. Aos meus colegas, eu peço: não me convidem apenas por obrigação. Enxerguem em mim um amigo, um companheiro, alguém que também quer rir, brincar, aprender e fazer parte das histórias.
E a você, que trabalha pela inclusão, eu peço que nunca se esqueça: nenhuma decisão sobre a minha vida deve acontecer sem a minha voz. Porque inclusão não é abrir uma porta e esperar que eu agradeça por entrar, iclusão é perguntar se a porta está acessível; é ouvir o que penso; é respeitar o que escolho; é caminhar ao meu lado sem tomar o meu lugar.
Talvez um dia você perceba que a maior barreira nunca esteve na cadeira de rodas, na muleta, no meu corpo, na minha comunicação, no aparelho auditivo que uso ou na minha maneira de aprender. Talvez essa barreira esteja no olhar de quem não acreditou, na palavra de quem me diminuiu, na decisão de quem nunca me consultou.
E quando esse dia chegar, não chore apenas por aquilo que eu enfrentei; chore pelo tempo em que poderíamos ter construído juntos e você escolheu decidir sozinho. Depois, enxugue as lágrimas. Mude a atitude. Abra espaço. Escute.
Porque eu não preciso que você seja a minha voz, preciso que você ajude a garantir que a minha voz seja ouvida. E se algum dia perguntarem o que significa inclusão, não responda apenas com palavras bonitas, mostre uma escola onde ninguém seja invisível; uma família que respeite escolhas, um professor que acredite nas possibilidades, uma sociedade que não fale sobre nós sem primeiro ouvir a nós.


Porque nós não somos apenas aqueles que precisam ser incluídos, nós somos parte da construção, nós somos presença, nós somos potência, nós somos sujeitos da nossa própria história.


E enquanto houver alguém decidindo por nós, sem nos ouvir... que a nossa voz continue dizendo: NADA SOBRE NÓS SEM NÓS. ❤️

Um dos meus maiores desejos ao entrar na psicoterapia era descobrir quem eu era. Após cinco anos me deparo com o mesmo questionamento. Me deparo com o mesmo questionamento mas, o que mudou, foi o espanto da descoberta. Se segue assim, no inicio: o mundo. Logo depois vem a ideia: associação livre. Quando a apreendi, nunca mais parei. Meu inconsciente não se segurava mais. Ainda o seguro. Estava prestes a descrever uma série de etapas que se seguem quando se quer seguir etapas afim de obter uma máxima quando percebi que, depois da associação livre, me perdi. Descobri tantos novos caminhos. Poderia falar da série de fragrâncias com cheiros exóticos que descobri: sangue, plástico, pele, iodo. Não, não era isso o que queria dizer. O que quero dizer é que: aprendi a gostar de fragrâncias! Lembro de quando era pequeno, ia ao mercado central da cidade. La encontra-se de tudo: Galinha, pombo, cobra, rato, queijo, tempero, goiabada. Tudo isso misturado me gerava uma extrema náusea - odor fétido. O estranho que, depois de organizado, se tornou cheiro. Sei que, quando criança não era capaz de distinguir todos os odores, acabava misturando tudo em uma coisa só. E ai vinha um odor fétido - que não pode nem ser chamado de cheiro. Ah.. as produções humanas. Todas sempre me fascinaram assim como seus criadores. Gosto mesmo é de pegar um pensamento e escamá-lo. Moldá-lo. Emaranhar-me em sua elasticidade, tocá-lo de dentro para fora a tornar visível externamente o relevo de meu toque sob a superficie. Depois quero virá-lo do avesso. Durante o processo, caso o locutor se perca assim como perde-se entrando em uma rua desconhecida, seu corpo é passível de acomodar-se entrando em sincronia invertida, descompasso de onda - pulsar, assim como se faz o coração: Tu dum. Percebe, entre o _Tu_ e o _Dum_ existe um espaço, eles não são no mesmo tempo mas também não são espaços iguais em tempos diferentes. Uma vez li que a diferença de um pulsar para o outro indica a capacidade do ser vivo de se adaptar e permanecer vivo em meio as mudanças. Quem diria que, através do coração se pudesse saber da mente. Milênios que separam a mente do coração. Nunca pensamos na possibilidade de serem um sistema conjunto. Meu coração bate, minha mente age. As vezes minha mente bate de frente, mas meu coração não mente: age! Não é todo dia que isso acontece, mas quando acontece, sinto que posso enfrentar o mundo: A brisa do amanhã oferece, ao encontrar-me em meu caminhar, um suspiro aldeídico de esperança - movo-me, ajo! Os dias ordinários continuam, o que muda é a lente ocular. Foi tarde que descobri a possibilidade de troca. Claro, está muito abstrato. Amiúde, quando lhe desabrocharem as graças, troque-as. A mudança exige um certo tipo de expertise. Esteja disposto a encontrá-la e aprimorá-la, afinal, ninguém anda por ai com os óculos sujos. Mas chega de falar de óculos até porque, não faço uso. As vezes não enxergo. Não por falta de luz. Não enxergo à luz do dia! Não como Diógenes. Não enxergo pois estou tão entranhando em uma linha de pensamento que, as vezes esqueço de processar as imagens que estão sendo recebidas e processadas. Deixo esse processamento em Stand-by. Ah como seria bom se pudéssemos levar as coisas mais no stand-by. Logo sinto um calafrio, assusto, começo imediatamente a ação mecânica de analisar e categorizar toda luz que entra nesse cano que chamo de olhos. Não sei, poderia falar mais quanto quisesse. Não estou falando! Me dispus de um tão mais renomado trabalho, o da seleção de palavras para dizer - mas dizer o que se não falo nada? A diferença entre dizer e falar é da mesma natureza ontológica entre hear e listen, no inglês. Seguimos com o exemplo:


Can anyone hear me?


Alguém pode me ouvir?


Curiosamente podemos escrever e traduzir:


Are you listening to me?


Você esta me ouvindo?


Percebe? O emprego de duas palavras, em inglês, distintas se deu em uma tradução, em português, idênticas.


A diferença esta no afeto. Há sim! As palavras afetam. Primeiro: Nossas cordas vocais geram ondas físicas que são percebidas por partes do nosso aparelho auditivo que separam e, com a ajuda do cérebro organizam o som para nosso entendimento. Ufa...! Não só isso, estava prestes a dizer o modo que a diferença ontológica entre hear e listen se dá: Hear é vago, pense, podes ouvir um ruido na rua de um carro. O som se torna tão insignificante que sei bem que mal percebeu. Agora, acredito que, ao primeiro contato da onda do som de um homem aos berros aos seus tímpanos, o interesse florescerá e a atenção será furtada de modo tão sutil como o da arte dos batedores de carteira. Define-se essa diferença ontológica através da atenção do ser que se coloca naquilo. Quando se fala, se pode falar qualquer coisa, minha mãe dizia: Até papagaio fala! Mas quando se diz, deposita-se a verdade da existência de si ao que está sendo proferido: Quando digo Digo, digo Digo, não digo Diogo. Quando digo Diogo, digo Diogo, não digo Digo. Na maioria do tempo estamos falando - ah, e como falamos! Mas quando queremos dizer algo, em inglês diríamos: _I mean it_. Em tradução literal: Eu significo isso. Em tradução livre: quero dizer. A palavra interpola entre a ideia e o ser da coisa, o sentido. Nem sempre funciona muito bem, mas pra isso, temos as outras artes. Claro, como exprimir os infinitos pensamentos do ser humanos nas palavras? Delas, faço de instrumento. E, nessa repetição mecanicamente instrumental que é falar, um dia, disse. Disse: Não quero ser! Mal sabia o que era, mas, o que era, não me dizia mais. Mal sabia se era, mas se o era não queria mais o ser. Quero ser! Mas o que ser? Não sei, quero ser, não importa o que ser, além do mais, passei a achar o ser em seu singular muito tedioso. Quem é, é! Não há de ser outra coisa. Se a maçã é vermelha é porque é! A não ser que seja maçã verde - não é. Nunca vi uma maçã cor de rosa.
E se um dia eu, como maçã, não querer mais ser vermelha? A quem devo à suplica de meu ser? Pergunto pois, no mesmo instante rogarei: quero ser cor de rosa! E se o Deus das maçãs escutar as minhas preces, ficarei feliz ao saber que, ao mínimo pigmento que cobre a superfície lisa e brilhante de meu ser, fui inventada enquanto maçã. Bom, é da palavra que tenho então hei de usá-la! Usarei-a sem sentido dessa vez: Biboca, Pimpolho, coração de neném, cão, gato, sapato, amianto, aparelho, internato. Proponho um desafio, já propus o dizer - e o falar - bem como o escutar - e o ouvir. Agora peço que, escute o que vou lhe escrever. Não. Não. Melhor. Escute as palavras. Não! Não! Melhor! Se escute as palavras que tenho a lhe dizer:
Biboca, Pimpolho. Coração de Neném. Cão, gato, sapato, amianto, aparelho. Internato!
Se pões atenção ao que se ouve, creio que tenha sacado de inicio o rimar das palavras antes mesmo de eu as dividir na ordem que devem ser faladas. Aqui _faladas_ pois aqui o que importa é seu som, não seu sentido. Repita mecanicamente e verá que criou-se do que se imaginava não ter serventia alguma, a mecanização instrumental de falar as palavras, uma rima! Usai-vos os sentidos! Acredito que a ideia acerca da existência de sentido quando a palavra falta tenha se lançado a luz da dúvida aos instrumentalistas de plantão. Repito: Para isso temos outras artes. Se o que tenho é a palavra, hei de usá-la. Desta vez, usarei-a com sentido: preciso ilustrar uma imagem que ganhe sentido através da palavra: eis o ser. Sendo assim, comecei a falar dizendo. Sempre que falo, digo! Sempre que digo, digo de mim. Por ai, digo que escuto o que dizem de mim e assim, sou sendo.

D'água


Na praia eu observo a dança e a gentileza do oceano,que sempiterno traz suas ondas para a areia a fim de exibir seu manto de espuma.


...E sempre retorna para encontrá-la
em uma coreografia nas areias."


Jorge B Silva

"...não porque eu tenha água, mas porque, também eu, sei o que
é sede; e também eu, não me perdi, experimentei a perdição."

Clarice Lispector
Trecho da Crônica "Mineirinho"

“ Sob a luz da lua, vi teus olhos a brilhar. Como eu poderia pensar que em um simples farrapo de modéstia tu firmarias teu lar? “.

- Maysa S. Barrocal