Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Sua visão sobre quem eu sou fala muito sobre seus próprios valores e perspectivas, e pouco sobre a minha realidade .
A minha juventude partiu rápido, mas levou com ela o barulho da pressa para que finalmente eu pudesse ouvir o som da vida.
Eu não conhecia a minha própria força até que a vida me exigiu ser invencível. A superação me revelou um homem que eu ainda não conhecia.
A ciência explica, a filosofia questiona, a religião ancora, a poesia suaviza. E eu transito pelo centro de todas elas.
A cada dia, aprimoro o que será minha melhor versão. O único adversário a vencer é quem eu fui ontem.
A eclipse lunar se aproxima,
e eu sei muito bem
o quê quero e não quero
para a minha vida,
do teu divino olhar levo
o tempo todo o quê alucina.
Só sei que não permito que
o meu coração seque como
vejo alguns corações secos por aí,
para que a seca não seja permitida:
é por isso que te quero aqui.
Um coração quando seca
é bem mais perigoso do que
a seca dos rios Negro e Solimões,
um poema nunca mais o toca,
nem mesmo imagens rupestres
podem ser encontradas
e nem mais se comove
diante de paisagens agrestes.
Quando um coração seca
nele não se encontra mais nada,
é o desastre batendo na porta
sem hora e sem data marcada.
Coxinha
A Coxinha nasceu
soberana e eu não sabia,
Segundo uma lenda,
a Coxinha foi criada
para o filho da Princesa,
Por amar com ou sem
requeijão não é exagero
dedicar uma poesia
a amada Coxinha com paixão.
A consciência deve ser livre. Ninguém pode ser obrigado a ser de esquerda ou de direita. Eu mesma não suporto nenhuma das duas correntes ideológicas semeadas aqui no Brasil, mas me dou bem com as pessoas das duas matizes.
Eu sempre soube que nem todas as perguntas teriam respostas da mesma forma que sempre soube que nem todos encontrariam a felicidade nesta dimensão mas nem por isto poderiam ser incapacitados pela vida de gerar e semear felicidades por onde passassem. O milagre da paz permanente é ofertar ao outro em abundancia, cada vez mais com alegria o que sempre quis em migalhas e nunca ainda, recebeu.
Conhece a ti mesmo já dizia Sócrates e eu prossigo se não for possível espelha se nas vidas dos outros.
É engraçado...
Costumava muito ouvir falar da doçura do café com açúcar
E eu não entendia como poderia ser a sensação porque..
Por algum motivo sempre estive acostumada com o café amargo
Talvez não só pelo mau gosto, pela robustez, pelo sabor que marcava por um tempo e depois se esvaia
Talvez mais sobre o saber o que esperar do mesmo gosto que eu sentia todos os dias
Sem expectativas, sem a esperança de algo novo, sempre pronta pro amargo.
Até que em um dia qualquer me veio à boca uma doçura...
Café com açúcar.
E então um respingo de alívio que antes eu não costumava esperar
Foi como o vício.
Seu doce me criara esperança, como algo que eu gostaria de provar todas as manhãs, de todos os dias.
E então me peguei desesperada e ansiando por mais a cada minuto que se passava
Foi como um afago, um suspiro, um alívio no peito.
E um pingo de algo que eu nunca havia tido.
No entanto, cômico como uma xícara quebrada
Rápido sua doçura se esvaiu como sua chegada e então senti falta do amargo.
Aquele amargo que eu esperava todos os dias do mesmo.
Porque quando o doce sumiu, me doeu como facadas.
Me deixou marcas de queimadas na pele que o café, amargo como era, nunca deixaria.
Eu não gosto da sua doçura porque ela me dói,
Me dói como o açúcar se estilhaçando dentro das minhas veias, me dói como o último respiro de uma vida, me dói como a falta de oxigênio.
E então voltarei pro amargo
Porque nada hei de esperar de algo que sempre me entregou o que era.
Amargo.
Anime
Menina: "Às vezes eu fico desanimada... Será que eu consigo?"
Menino: "Consegue, sim! A motivação nos empurra, nos enche de coragem e nos deixa animados para continuar. Mas é a ação que transforma os sonhos em realidade. Nunca desista de acreditar em você! Ah, e se você gosta de mensagens como essa, siga o Henrique Bertulino. O conteúdo dele inspira e motiva muitas pessoas todos os dias! Sempre esteja bem acompanhado de pessoas que incentivam você a crescer, acreditar em si mesmo e nunca desistir dos seus sonhos.
Ah! Se eu pudesse apressar
Os ponteiros do meu relógio
- Só para te abraçar! -
Ah! Se eu pudesse correr,
Junto com o tempo
Para nunca mais te perder.
Ah! Se eu pudesse revelar
A cor dos teus lindos olhos,
E por eles me declarar...
Ah! Se eu pudesse me aproximar,
Para recuperar o tempo perdido,
- E resgatar o tempo de amar! -
Os teus olhos são tão lindos...,
Eu não vou contar como eles são,
Só sei que por eles, entreguei tudo;
Entreguei a minha vida e o coração.
Os teus lindos olhos tão íntimos,
Tão castos e repletos de cores,
Por eles morro sempre de amores;
Com direito a todos os mimos.
Ah! No pestanejar e no brilhar,
Os teus olhos me tocam inteira;
Como plumas a me acariciar...
Ah! Não conto o que sou capaz
De fazer por estes olhos;
Sim, darei a volta ao mundo,
E por eles sou capaz de ir atrás.
As Canções que o Tempo Não Levou
Nos anos 60 e 70, eu ainda era um miúdo, um menino, um puto, como queiram chamar. Vivia na pequenina Resende, às margens do rio Douro, em Portugal. Foi ali, entre as quintas dos meus pais, o cheiro da comida que minha mãe preparava e o pequeno rádio de pilhas que meu pai havia comprado, que nasceu uma das grandes paixões da minha vida: a música.
Eu sempre me oferecia para ajudar minha mãe a preparar o almoço dos lavradores. Mas havia uma segunda intenção: queria estar perto daquele rádio. Naquela época, eu gostava de ouvir o programa “Discos Pedidos”, em que as pessoas escreviam cartas para oferecer músicas a quem amavam. Não havia celulares, internet ou mensagens instantâneas. Havia apenas uma carta, uma música e a esperança de que, algum dia, aquela canção chegasse aos ouvidos de alguém especial.
Talvez tenha sido ali que aprendi que música não é apenas música. Ela carrega sentimentos. Uma canção pode guardar um amor, uma saudade, uma amizade ou um momento que o tempo jamais consegue apagar.
Vieram os discos, os cartuchos, as fitas cassete e, depois, tantas outras tecnologias. Sempre que sobrava algum dinheirinho, eu comprava uma fita. Eu também tentava escrever as letras das músicas enquanto elas tocavam no rádio. Muitas vezes errava, porque não existia a possibilidade de voltar a canção. Mas eu tentava novamente. Eu queria guardar as músicas não apenas nos ouvidos, mas também no coração.
Foi através das músicas e dos bailes que me apaixonei pela primeira vez. Mas essa é outra história, que um dia talvez eu conte.
No final dos anos 70, vim para o Brasil. Meu primeiro dinheiro do trabalho me deu o prazer de comprar um radinho de pilhas. Ele se tornou meu companheiro inseparável. Estava comigo pela manhã, durante o banho, e à noite, antes de dormir. Anos depois, já casado, comprei o famoso aparelho “três em um”: vitrola, rádio e fita cassete. Para mim, aquilo era quase um tesouro.
Hoje, tantos anos depois, continuo apaixonado por música. Enquanto escrevo estas palavras, escuto baixinho uma música romântica pelo YouTube. E percebo como a vida é curiosa: aquele menino que um dia esperava ansiosamente uma canção tocar no rádio agora pode escolher qualquer música em poucos segundos. Mas o sentimento continua exatamente o mesmo.
Nas minhas caminhadas, a música ganhou um significado ainda maior. Ela me acompanha pelas estradas, pelas montanhas e pelas trilhas. Algumas canções me fazem lembrar do passado; outras me ajudam a compreender o presente; e algumas parecem falar exatamente aquilo que eu precisava ouvir naquele momento.
Às vezes, tenho a impressão de que não sou eu quem escolhe a música. É ela que me encontra.
Quando caminho ouvindo uma canção, sinto que ela conversa comigo. Faz surgir lembranças, desperta sonhos, acalma minhas preocupações e, muitas vezes, enxuga lágrimas que ninguém vê. É como se cada melodia carregasse uma pequena mensagem especialmente preparada para aquele instante.
Depois de tantos quilômetros percorridos, descobri que a música e a caminhada têm algo em comum: ambas nos fazem seguir em frente. A caminhada movimenta os meus pés; a música movimenta a minha alma.
Hoje, quando coloco meus fones e começo a caminhar, sinto que não estou sozinho. Levo comigo as lembranças da infância, meus amores, minha família, meus sonhos e todas as pessoas que fizeram parte da minha história.
E talvez seja por isso que continuo gostando tanto de música.
Porque algumas músicas simplesmente tocam os nossos ouvidos.
Outras tocam a nossa história.
E existem aquelas que, de tão bonitas e especiais, parecem caminhar conosco para sempre.
Peregrino Nino Carneiro
Tudo o que faço é falar sobre um grande jogo e parecer um figurão, quando não posso fazer nada! Eu nunca faço nada, mas posso reclamar como um profissional. Quem eu penso que sou?! É incrível que eu possa viver assim e não sentir vergonha!
(Subaru Natsuki)
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